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    Usando o Kismet

    by linuxdicas (02/12/2007 - 17:17)

    Usando o Kismet

    Colaboração: Carlos E. Morimoto

    O Kismet é uma ferramenta poderosa, que pode ser usado tanto para checar a segurança de sua própria rede wireless, quanto para checar a presença de outras redes próximas e assim descobrir os canais que estão mais congestionados (configurando sua rede para usar um que esteja livre) ou até mesmo invadir redes. O Kismet em sí não impõe restrições ao que você pode fazer. Assim como qualquer outra ferramenta, ele pode ser usado de forma produtiva ou destrutiva, de acordo com a índole de quem usa.

    A página do projeto é a: http://www.kismetwireless.net/.

    A principal característica do Kismet é que ele é uma ferramenta passiva. Ao ser ativado, ele coloca a placa wireless em modo de monitoramento (rfmon) e passa a escutar todos os sinais que cheguem até sua antena. Mesmo pontos de acesso configurados para não divulgar o ESSID ou com a encriptação ativa são detectados.

    Como ele não transmite pacotes, apenas escuta as transmissões, todo o processo é feito sem prejudicar as redes vizinhas e de forma praticamente indetectável. A principal limitação é que, enquanto está em modo de monitoramento, a placa não pode ser usada para outros fins. Para conectar-se a uma rede, você precisa primeiro parar a varredura.

    Esta questão da detecção dos pontos de acesso com o ESSID desativado é interessante. Não é possível detectá-los diretamente, pois eles não respondem a pacotes de broadcast (por isso eles não são detectados por programas como o Netstumbler), mas o Kismet é capaz de detectá-los quando um cliente qualquer se associa a eles, pois o ESSID da rede é transmitido de forma não encriptada durante o processo de associação do cliente.

    A partir daí, o Kismet passa a capturar todos os pacotes transmitidos. Caso a rede esteja encriptada, é possível descobrir a chave de encriptação usando o aircrack (que veremos a seguir), permitindo tanto escutar as conexões, quanto ingressar na rede.

    Como o Kismet é uma das ferramentas mais usadas pelos crackers, é sempre interessante usá-lo para verificar a segurança da sua própria rede. Tente agir como algum vizinho obstinado agiria, capturando os pacotes ao longo de alguns dias. Verifique a distância de onde consegue pegar o sinal de sua rede e quais informações consegue descobrir. Depois, procure meios de reforçar a segurança da rede e anular o ataque.

    Por ser uma ferramenta popular, ele está disponível na maioria as distribuições. Algumas, como o Knoppix (a partir da versão 3.7), já o trazem instalado por padrão.

    Nas distribuições derivadas do Debian, você pode instalá-lo via apt-get:

     # apt-get install kismet 

     

    Antes de ser usar, é preciso configurar o arquivo "/etc/kismet/kismet.conf", especificando a placa wireless e o driver usado por ela, substituindo a linha:

     source=none,none,addme 

     

    Por algo como:

     source=madwifi_ag,ath0,atheros 

     

    ... onde o "madwifi_ag" é o driver usado pela placa (que você pode verificar usando o comando lspci). Na documentação do Kismet o driver é chamado de "capture source", pois é a partir dele que o Kismet obtém os pacotes recebidos.

    o "ath0" é a interface (que você vê através do comando ifconfig) e o "atheros" é um apelido para a placa (que você escolhe), com o qual ela será identificada dentro da tela de varredura.

    Isto é necessário, pois o Kismet precisa de acesso de baixo nível ao hardware. Isto faz com que a compatibilidade esteja longe de ser perfeita. Diversas placas não funcionam em conjunto com o Kismet, com destaque para as placas que não possuem drivers nativos e precisam ser configurados através do ndiswrapper. Se você pretende usar o Kismet, o ideal é pesquisar antes de comprar a placa. Naturalmente, para que possa ser usada no Kismet, a placa precisa ter sido detectada pelo sistema, com a ativação dos módulos de Kernel necessários. Por isso, prefira sempre usar uma distribuição recente, que traga um conjunto atualizado de drivers. O Kurumin e o Kanotix estão entre os melhores neste caso, pois trazem muitos drivers que não vem pré instalados em muitas distribuições.

    Você pode ver uma lista detalhada dos drivers de placas wireless disponíveis e como instalar manualmente cada um deles no meu livro Linux Ferramentas Técnicas.

    Veja uma pequena lista dos drivers e placas suportados no Kismet 2006-04-R1:

    • acx100: O chipset ACX100 foi utilizado em placas de diversos fabricantes, entre eles a DLink, sendo depois substituído pelo ACX111. O ACX100 original é bem suportado pelo Kismet, o problema é que ele trabalha a 11 megabits, de forma que não é possível testar redes 802.11g.

       

    • admtek: O ADM8211 é um chipset de baixo custo, encontrado em muitas placas baratas. Ele é suportado no Kismet, mas possui alguns problemas. O principal é que ele envia pacotes de broadcast quando em modo monitor, fazendo com que sua varredura seja detectável em toda a área de alcance do sinal. Qualquer administrador esperto vai perceber que você está capturando pacotes.

       

    • bcm43xx: As placas com chipset Broadcom podiam até recentemente ser usadas apenas no ndiswrapper. Recentemente, surgiu um driver nativo (http://bcm43xx.berlios.de) que passou a ser suportado no Kismet. O driver vem incluído por padrão a partir do Kernel 2.6.17, mas a compatibilidade no Kismet ainda está em estágio experimental.

       

    • ipw2100, ipw2200, ipw2915 e ipw3945: Estes são os drivers para as placas Intel, encontrados nos notebooks Intel Centrino. O Kismet suporta toda a turma, mas você precisa indicar o driver correto para a sua placa entre os quatro.

    O ipw2000 é o chipset mais antigo, que opera a 11 megabits; o ipw2200 é a segunda versão, que suporta tanto o 8011.b, quanto o 802.11g; o ipw2915 é quase idêntico ao ipw2200, mas suporta também o 802.11a, enquanto o ipw3945 é uma versão atualizada, que é encontrada nos notebooks com processadores Core Solo e Core Duo.

    madwifi_a, madwifi_b, madwifi_g, madwifi_ab e madwifi_ag: Estes drivers representam diferentes modos de operação suportados pelo driver madwifi (http://sourceforge.net/projects/madwifi/), usado nas placas com chipset Atheros. Suportam tanto o driver madwifi antigo, quanto o madwifi-ng.

    Usando os drivers madwifi_a, madwifi_b ou madwifi_g, a placa captura pacotes apenas dentro do padrão selecionado (o madwifi_a captura apenas pacotes de redes 802.11a, e assim por diante). O madwifi_g é o mais usado, pois captura simultaneamente os pacotes de redes 802.11b e 802.11g. O madwifi_ag, por sua vez, chaveia entre os modos "a" e "g", permitido capturar pacotes de redes que operam em qualquer um dos três padrões, mas num ritmo mais lento, devido ao chaveamento.

    rt2400 e rt2500: Estes dois drivers dão suporte às placas com chipset Ralink, outro exemplo de chipset de baixo custo que está se tornando bastante comum. Apesar de não serem exatamente "placas de alta qualidade", as Ralink possuem um bom suporte no Linux, graças em parte aos esforços do próprio fabricante, que abriu as especificações e fornece placas de teste para os desenvolvedores. Isto contrasta com a atitude hostil de alguns fabricantes, como a Broadcom e a Texas (que fabrica os chipsets ACX).

    rt8180: Este é o driver que oferece suporte às placas Realtek 8180. Muita gente usa estas placas em conjunto com o ndiswrapper, mas elas possuem um driver nativo, disponível no http://rtl8180-sa2400.sourceforge.net/. Naturalmente, o Kismet só funciona caso seja usado o driver nativo.

    prism54g: Este driver dá suporte às placas com o chipset Prism54, encontradas tanto em versão PCI ou PCMCIA, quanto em versão USB. Estas placas são caras e por isso relativamente incomuns no Brasil, mas são muito procuradas entre os grupos que fazem wardriving, pois as placas PCMCIA são geralmente de boa qualidade e quase sempre possuem conectores para antenas externas, um pré-requisito para usar uma antena de alto ganho e assim conseguir detectar redes distantes.

    orinoco: Os drivers para as placas com chipset Orinoco (como as antigas Orinoco Gold e Orinoco Silver) precisam de um conjunto de patches para funcionar em conjunto com o Kismet, por isso acabam não sendo placas recomendáveis. Você pode ver detalhes sobre a instalação dos patches no http://www.kismetwireless.net/HOWTO-26_Orinoco_Rfmon.txt.

    Depois de definir o driver, a interface e o nome no "/etc/kismet/kismet.conf", você pode abrir o Kismet chamando-o como root:

     # kismet 

     

    Inicialmente, o Kismet mostra as redes sem uma ordem definida, atualizando a lista conforma vai descobrindo novas informações. Pressione a tecla "s" para abrir o menu de organização, onde você pode definir a forma como a lista é organizada, de acordo com a qualidade do canal, volume de dados capturados, nome, etc. Uma opção comum (dentro do menu sort) é a "c", que organiza a lista baseado no canal usado por cada rede.

    Por padrão, o Kismet chaveia entre todos os canais, tentando detectar todas as redes disponíveis. Neste modo, ele captura apenas uma pequena parte do tráfego de cada rede, assim como você só assiste parte de cada programa ao ficar zapiando entre vários canais da TV.

    Selecione a rede que quer testar usando as setas e pressione "shift + L" (L maiúsculo) para travá-lo no canal da rede especificada. A partir daí ele passa a concentrar a atenção numa única rede, capturando todos os pacotes transmitidos:

    Você pode também ver informações detalhadas sobre cada rede selecionando-a na lista e pressionando enter. Pressione "q" para sair do menu de detalhes e voltar à tela principal.

    Outro recurso interessante é que o Kismet avisa sobre "clientes suspeitos", micros que enviam pacotes de conexão para os pontos de acesso, mas nunca se conectam a nenhuma rede, indício de que provavelmente são pessoas fazendo wardriving ou tentando invadir redes. Este é o comportamento de programas como o Netstumbler (do Windows). Micros rodando o Kismet não disparam este alerta, pois fazem o scan de forma passiva:

     ALERT: Suspicious client 00:12:F0:99:71:D1 - probing networks but never participating. 

     

    O Kismet gera um dump contendo todos os pacotes capturados, que vai por padrão para a pasta "/var/log/kismet/". A idéia é que você possa examinar o tráfego capturado posteriormente usando o Ethereal. O problema é que, ao sniffar uma rede movimentada, o dump pode se transformar rapidamente num arquivo com vários GB, exibindo que você reserve bastante espaço no HD.

    Um dos maiores perigos numa rede wireless é que qualquer pessoa pode capturar o tráfego da sua rede e depois examiná-lo calmamente em busca de senhas e outros dados confidenciais transmitidos de forma não encriptada. O uso do WEP ou outro sistema de encriptação minimiza este risco, pois antes de chegar aos dados, é necessário quebrar a encriptação.

    Evite usar chaves WEP de 64 bits, pois ele pode ser quebrado via força bruta caso seja possível capturar uma quantidade razoável de pacotes da rede. As chaves de 128 bits são um pouco mais seguras, embora também estejam longe de ser inquebráveis. Em termos se segurança, o WPA está à frente, mas usá-lo traz problemas de compatibilidade com algumas placas e drivers.

    Sempre que possível, use o SSH, SSL ou outro sistema de encriptação na hora de acessar outras máquinas da rede ou baixar seus e-mails.

    No Guia "Acesso Remoto: SSH, FreeNX e VNC", vemos como é é possível criar um túnel seguro entre seu micro e o gateway da rede, usando o SSH, permitindo assim encriptar todo o tráfego. Ele está disponível no:


    Gostou da dica? Venha fazer um curso com o autor:

    Curso: Redes e servidores Linux

    Com Carlos E. Morimoto

    Em São Paulo, de 29/05 a 03/06 (intensivo, com aulas à tarde)

    Este é um curso sobre a configuração de servidores Linux. Nele você aprende a configurar cada serviço diretamente nos arquivos de configuração ou utilizando ferramentas genéricas, sem se prender a uma única distribuição. Os exemplos dados durante o curso usam como base o Debian e Fedora, com dicas de peculiaridades do Mandriva, Slackware, Kurumin e Ubuntu.

    Este é um curso intensivo, onde você passa menos tempo vendo teoria e opções pouco usadas e mais tempo aprendendo a resolver problemas do dia a dia. O formato das aulas permite que sejam abordados uma grande quantidade de temas numa única semana, oferecendo uma visão global dos recursos disponíveis e onde eles podem ser aplicados. Ao invés de fazer um curso sobre o Squid, outro sobre o Samba, outro sobre o Apache, etc., você aprende muitas coisas de uma única vez, economizando tempo e dinheiro.

    Nesta turma do dia 29/05, combinou do curso de redes e o curso para iniciantes serem ministrados na mesma semana: o curso para iniciantes de segunda a sexta, das 8:00 às 11:00, e o curso de redes das 12:30 às 18:00. Fazendo o curso de redes, você tem acesso também às aulas para iniciantes e pode fazer os dois cursos simultaneamente (pagando apenas um), e assim aproveitar para tirar todas as dúvidas.

    Veja mais detalhes sobre a programação de cursos, temas abordados, preços e formas de pagamento no:

    http://guiadohardware.net/cursos/

    Todas as aulas do curso de redes são ministradas pelo próprio Carlos Morimoto, o que garante o nível do curso. Nada de aulas inaugurais e mutretas do gênero :)




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20060509.html

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    Criando delay pools(PROXY/SQUID)

    by linuxdicas (01/12/2007 - 21:23)

    Criando delay pools(PROXY/SQUID)

    Colaboração: Felipe Augusto Batista Reis

    Neste tutorial vamos ver como se usa as delay pools. Delay pools é uma opção usada no squid para fazer limite de banda, neste tutorial vamos nos concentrar apenas em delay pools, delay class, delay access e delay parameters. Este tutorial já leva em conta que você já tenha algum conhecimento em squid, sendo porém expansivel também a quem está apredendo a usar o squid.

    Este tutorial vamos como exemplo duas delay pools. Seguindo assim uma linha muita usada com delay pools, vamos neste tutorial, usar as delay pools em nossa rede interna e para internet.

    Leve em conta que temos duas acl's criadas com os nomes de "extensoes" e "interno". Essas acl's serão usadas em nosso tutorial.

     acl extensoes url_regex -i .* 

     

    esta acl que criamos está pegando tudo que é relacionado a ponto ou seja, inclusive extensões html, jpeg, jpg, gif, php, png, htm e etc... Que são usadas em paginas de internet. se você quer bloquear tudo menos estas extensões faça assim...

     acl extensoes url_regex -i .* !.html !.htm !.php !.jpeg !.jpg !.png !.gif e etc....... 

     

    bloqueamos tudo exceto as seguintes extensões. Mas se o seu interesse é bloquear arquivos como mp3, avi, faça o seguinte.

     acl extensoes url_regex -i .exe$ .mp3$ .vqf$ .tar.gz$ .gz$ .rpm$ .zip$ .rar$ .avi$ .mpeg$ .mpe$ .mpg$ .ram$ .rm$ .iso$ .raw$ .wav$ .mov$ 

     

    você também pode criar-las em um arquivo.

     acl extensoes url_regex -i "caminho do arquivo" 

     

    coloque as extensões dentro deste arquivo(mas apenas uma extensão por linha).

     acl interno url_regex -i 192.168.1.0 

     

    delay_pools:

    Está opção especifica o número de delay pools que você vai possuir, por exemplo, se você possui 2 delay pools, este número deve ser igual a 2, se você tem 3 delay pools, este número deve ser igual a 3, e assim por diante.

    delay_pools (número de delay pools)

    delay_pools 2 #isto significa que nós possuimos 2 delay's pools.

    Como dito acima, o número de delay pools que vamos criar.

    delay_class:

    Define a classe de cada delay pool. Deve haver exatamente uma delay class para cada delay pool.

     delay_class (número da delay pool) (número da classe da delay poll) delay_class 1 2 #isto significa que a delay pool 1 é uma delay class 2 delay_class 2 2 #isto significa que a delay pool 2 é uma delay class 2 

     

    Como visto acima, nós temos duas delay pools e duas delay class, e também podemos ver que nossas delay class são todas classe 2. Não esqueça, o primeiro número é sua delay pool, e o segundo é a sua delay class.


     

    delay_access:

    Determina em qual delay pool uma requisição será encaixada. A primeira a combinar será utilizada, por isso verifique com cuidado suas acls.

    delay_access (número da delay poll) allow|deny nome da acl

     delay_access 1 allow extensoes #estamos direcionando nossa delay pool 1(que é uma classe 2) para a acl palavras. delay_access 2 allow interno #fazendo o mesmo que acima, porém para a acl interno(que também é uma classe 2). 

     


     

    delay_parameters:

    Define os parâmetros para uma delay pool. Cada delay pool tem um número de alocação de tráfego associado.

     delay_parameters (número da delay pool) agregado (delay_class 1) delay_parameters (número da delay pool) agregado individual (delay_class 2) delay_parameters (número da delay pool) agregado network individual (delay_class 3) 

     

    Aqui vou mostrar apenas a saída da delay class 3 pois está engloba todas a opções.

     delay_parameters 1 -1/-1 24000/24000 1000/1000 

     

    vamos ao significado:

     -1/-1: 

     

    Valor AGREGADO:aqui especificamos quanto toda a banda vai utilizar, no caso -1/-1 significa valor ilimitado, por isso, se você quer limitar sua banda nunca coloque -1/-1.

     24000/24000: 

     

    Valor NETWORK(REDE):aqui especificamos quanto cada uma de nossas redes irá poder utilizar, no caso algo em torno de 23Kb/s.

     1000/1000: 

     

    Valor INDIVIDUAL:aqui especificamos quanto cada um de nossos usuários poderá utilizar, no caso menos de um 1K/s.

    Cada valor tem duas areás, uma antes da barra e outra depois. Vamos lá.

    RESTORE:O antes da barra.

    Especifica quantos bits poderão tráfegar por segundo.

    MAX:O depois da barra.

    Especifica quantos bits poderão trafegar no total.

    Delay pools sempre trabalham com bits, não se esqueça.

     delay_parameters 1 -1/-1 500/1000 #leia acima para entender. delay_parameters 2 -1/-1 15000/25000 #leia acima para entender. 

     

    TUDO FICARIA ASSIM.

     acl extensoes url_regex -i .exe$ .mp3$ .vqf$ .tar.gz$ .gz$ .rpm$ .zip$ .rar$ .avi$ .mpeg$ .mpe$ .mpg$ .ram$ .rm$ .iso$ .raw$ .wav$ .mov$ acl interno url_regex -i 192.168.1.0 delay_pools 2 delay_class 1 2 delay_parameters 1 -1/-1 500/1000 delay_access 1 allow extenões delay_class 2 2 delay_parameters 2 -1/-1 15000/25000 delay_access 2 allow interno 

     

     flipeicl@hotmail.com flipe@hyperlinux.com.br HyperLinux -- www.hyperlinux.com.br -- consultoria, soluções e suporte em Linux Bhz. MG BRASIL. 

     




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20041228.html

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    No começo havia a Microsoft. Então ela explodiu...

    by linuxdicas (30/11/2007 - 14:27)

    No começo havia a Microsoft. Então ela explodiu...

    Por Charlie Demerjian

    http://www.theinquirer.net/?article=13350

    Traduzido por: Fernanda Weiden, Marlon Dutra

    Algumas vezes, acontece uma grande mudança na indústria. Essas mudanças geralmente não são notadas até que passe um bom tempo do acontecido, olhando para trás e falando: Olha, as coisas estão diferentes do que foram.

    Nós estamos passando nesse momento pela maior de todas as mudanças da indústria de TI, e se você souber onde olhar, poderá vê-la enquanto acontece. Esta mudança toda gira em torno da Microsoft e o código aberto.

    Até pouco tempo atrás, a Microsoft dominava o mercado de computadores pessoais, do topo à base dessa cadeia alimentar. A parte inferior da base foi ocupada pela Palm, e a parte superior do topo pela Sun, IBM e outros. E o vasto meio era a Microsoft e somente a Microsoft.

    Todos que desafiaram este monopólio foram comprados, trapaceados, ou esmagados por truques sujos da competição cruel, ou em raros casos, por um produto melhor. A lista de fracassados consumiria mais colunas do que uma pessoa seria capaz de ler em um ano.

    Netscape, Stac, Worldperfect, Novell, e outros dentre as baixas mais notáveis. Aqueles que tecnicamente sobreviveram são fantasmas do que foram.

    Foi só a imprensa divulgar a inabilidade de qualquer pessoa para desafiar demônio de Redmond, que ele está perdendo o controle. Como qualquer companhia a beira de uma gigantesca perda de mercado, a Microsoft está agindo conforme o esperado, fingindo que nada está acontecendo, e colocando um sorriso no rosto quando questionada sobre seus prospectos. Por dentro, a Microsoft está temendo o inferno.

    Uma das mais ricas companhias do planeta, administrada por uma das pessoas mais ricas do planeta com medo? O que isso pode significar?

    Morta, enforcada e esquartejada

    Para se ter uma idéia, a Microsoft tem procurado agir cada vez melhor. Sempre que os analistas financeiros estabelecem um ganho trimestral, a Microsoft coloca alguns centavos a mais por ação debaixo do seu chapéu e bate estes ganhos. O bando de cachorros e vermes que são conhecidos como Wall Street ficam boqueabertos, e aplaudem sem entusiasmo. E isso sempre acontece, incluindo as surpresas dos analistas.

    O modo como eles fazem isso não é segredo pra ninguém. Nos seus dois maiores produtos, sua margem de lucro é de mais de oitenta porcento. O restante dos produtos, que vão desde os computadores de mão ao portal MSN e o Xbox dão grandes prejuízos. Suas finanças são tão obscuras e mal apresentadas, que eles podem repassar dinheiro de um lado para outro na companhia sem que ninguém perceba. Eles podem ganhar tanto dinheiro em um trimestre? Aplicando dinheiro em investimentos fechados, ou aceitando algumas perdas. Não mostrando os números? Levantando fundos a partir de alguns bens e assim fazendo lucro.

    Sobretudo, eles conseguiram mostrar uma curva suave em seus ganhos, e se superar a cada relatório trimestral. Um monopólio e um custo quase zero para fazer o seu produto físico (reprodução de mídias) além de pesquisa e desenvolvimento tem suas vantagens.

    As corporações clamam pelo Linux

    Há mais ou menos um ano atrás, as coisas começaram a mudar. Os clamores de que o Linux iria derrubar a Microsoft continuam, mas a resposta a esses clamores mudaram. Executivos começaram a dizer "Fale-me sobre isso". Em tempos de vacas magras, grátis é muito mais barato que centenas de dólares, e infinitamente mais atraente. O Linux começou a ganhar espaço com consumidores que poderiam pagar por ele, usando-o para um trabalho real no mundo real.

    Até então, a Microsoft vinha simplesmente ignorando a ameaça tuxista. Então eles começaram a reagir com terrorismo, memorandos Halloween, muitos relatórios e estudos pagos e mal elaborados. De alguma maneira, as pessoas não engoliram a estória de que US$ 1.000 seriam mais baratos do que grátis. Então a Microsoft teve que mudar sua tática. Já que ela não pôde comprar a companhia que produzia o Linux, já que a GPL proteje da velha tática usada pela Microsoft para derrubar a concorrência, e o ódio das pessoas por ela vinha crescendo por todas as dores que eles vinham causando durante todos estes anos, a empresa se viu em uma sinuca de bico. Como você pode competir quando todos os seus truques sujos são ou inaplicáveis ou falhos, e quando montanhas de dinheiro não podem ser usadas para tomar o lugar da concorrência? Simples, você compete por seus méritos.

    Quando na história, além de nos últimos seis meses, a Microsoft baixou preços ou deu algo que não fosse seus triviais descontos em qualquer coisa? Sim, certo, nunca! Frente à perda do mercado de home office para o OpenOffice/StarOffice, o mercado de servidores para o Linux, de bancos de dados para o MySQL, e o de desktops também para o Linux em um futuro não muito distante, o que eles poderiam fazer? Eles planejaram cortes nos preços de seus produtos mais significativos e em segmentos-chave.

    O primeiros desses cortes visou a MySQL, com a Developer Edition do SQL Server, cortando em torno de 80 porcento. Então eles começaram a investir pesado para prevenir que grandes empresas dessem ao Linux uma porta de entrada.

    Eles apareceram com uma versão educacional para o Office. Dica para os leitores, se você não quiser pagar US$ 500 pelo Office, com a nova versão, você não precisa provar que é um estudante ou professor para ganhar um desconto, como era feito na versão anterior. Bem, nenhuma dessas táticas está funcionando como esperado, e uma das razões para isso é o falho sistema de ativação de produto como forma de ganhar dinheiro. Sem começar com o velho debate sobre o custo de software pirata, é difícil de argumentar contra o fato de que até mesmo com os números que eles publicam sobre a pirataria, a Microsoft continua deixando claro seus bilhões de dólares por trimestre, ou mais. Se não fosse pela pirataria, os filhos de Gates (os 1.0 e 2.0 da vida) poderiam ser enviadas para uma boa escola. Chore por eles. Em sua inteligência, a Microsoft decidiu espremer um pouquinho seus usuários, e para seu pavor, eles começaram a perceber que as pessoas estavam mais dispostas a aceitar a pequena diferença nas funcionalidades do OpenOffice do que pagar US$ 500 pelo MS Office. Quem adivinharia isso? Foi um tiro no pé.

    A próxima estratégia campeã foi fechar o cerco e trancar as pessoas. Se você prevenir outros programas de trabalhar com o seu software, e fazer o seu trabalho suficientemente barato, as pessoas vão se acorrentar nisso, certo? Bem, em certo ponto, no mínimo até você ser odiado, ou as pessoas terem uma alternativa.

    Com a licença 6.0, a nova "alugue de acordo com seu uso, mas faça isso com nosso concentimento" foi a gota d'água. Quando eles propuseram este esquema, as pessoas deram gargalhadas. Quando a Microsoft disse faça isso ou pague o preço de varejo, as pessoas piscaram, e alguns choraram e lamentaram o monopólio. Foi então que as pessoas começaram a levar o Linux a sério.

    Migrações, migrações

    Quando a Microsoft anunciou a data limite para o licenciamento 6.0, as pessoas se recusaram. A adoção foi menor que 100% como eles previam, eles piscaram e extenderam a dara limite, que acabou não sendo extendida. As pessoas continuaram se negando a aderir ao plano, então a Microsoft mexeu os pauzinhos e...hmm...piscou de novo. Uma vez que as pessoas não enxergaram os benefícios que justificassem 100% de aumento nos preços, e a Microsoft estava parecendo cada vez mais fraca com cada atraso, ela parou de atrasar. Qualquer pessoa em sã consciência veria que eles iriam perder um terço de seus consumidores e com o tempo seria um desastre absoluto.

    A Microsoft percebeu isso como um sinal de que as pessoas não entenderam verdadeiramente a generosidade vinda de Redmond, então ela adoçou o pote de migalhas para os relutantes. Isso incluiu treinamentos e outras coisas, mas não queda de preços. Esta seria a via sacra que nunca seria completada. Por pouco, as pessoas continuaram não voltando, e os grandes clientes começaram a abandonar o barco. O que fazer? O que fazer?

    A resposta foi encarar as migrações com descontos pesados. O negócio é fazer qualquer coisa para atingir os objetivos. Quando a Microsoft diz qualquer coisa, certamente algumas dessas coisas nós jamais imaginaríamos.

    A coisa mais estranha é que nem mesmo isso funcionou. As pessoas calcularam. Com o software fechado e caro em uma mão, e o mais barato e integrável na outra mão, eles começaram a optar pela via mais barata. Imagine isto, as migrações das grandes empresas cada vez mais frequentes, e Redmond estava quase sem cartas na manga.

    Algumas migrações foram evitadas, como a do governo da Tailândia, que paga US$ 36 por um Office e o Windows XP vem com 95% de desconto em relação à tabela. É possível que outras negociações desse tipo tenham acontecido sem que nós ficássemos sabendo. Para cada vitória desse tipo pela Microsoft, o Linux teve duas ou três. Senão quatro ou cinco. Isso não é nem contestável. Migrações de alto nível, como cidades, governos, e, a IBM, estão simplesmente no topo no iceberg, e quase todo mundo está observando os pioneiros para ve se o caminho que eles estão seguindo tem futuro.

    Se estas poucas pioneiras tiverem êxito, espere o portão se abrir e todo mundo ir atrás. As falhas de segurança no design, que fazem o software da Microsoft insegura, estão somente somando para a miséria. Cada dia que uma companhia vai abaixo por culpa de um worm ou vírus, ela começa a reavaliar o software da Microsoft. Quando forem renovar os contratos, a lembrança de noites inteiras em claro tende a pesar muito nas mentes de muitos executivos.

    Os números do último balanço trimestral mostraram algo inédito os desgostosos números da Microsoft. Eles culparam grandes corporações que estavam vulneráveis ao worm Blaster. Mas se você parar pra pensar, a maioria das empresas estão no licenciamento 6.0 ou outro contrato de longa data, então o faturamento vindo deles estava garantido. Pessoas que vão comprar software da Microsoft estarão sujeitas a isso. Quem pulou fora, pulou. Uma grande empresa não vai adiar uma compra de software em função de uma falha de segurança, eles terão suas licenças perdidas ou eles comprarão o software como planejado e sentarão em cima dele, se necessário. Alguma coisa não cheira bem com essa explicação.

    Se a Microsoft não puder aparecer com outra surpresa, algo está muito errado. Agora é a hora deles irem pra rua, ou a ilusão vai acabar, e isso tem um efeito negativo no preço das suas ações. Se a Microsoft não cumpriu as metas desse trimestre, ela mostra ou que não foi capaz, ou decidiu consciente por não cumprir.

    A festa está acabando

    Se a Microsoft não puder bater os números, isso mostra que a festa está acabando, os clientes-chave estão pegando pesado, e a Microsoft está se rendendo. Sem os bilhões de dólares para perder em produtos como Xbox e MSN, eles podem sobreviver? Se eles não puderem, isso tornaria a Microsoft uma empresa financeiramente saudável, mas ela continuaria sendo a Microsoft? Ela seria capaz de oferecer uma solução completa ponta-a-ponta sendo ela incapaz de controlar a internet? Seria ela capaz de brigar pelo mercado de telefonia sem poder correr o risco de sair com um prejuízo na casa dos nove dígitos? Quanto tempo demorará para que o negócio do set up boxes (Xbox e outros produtos) começarem a dar dinheiro?

    A parte mais complicada da história começaria caso a Microsoft resolvesse explicar o que realmente está acontecendo. Quando falamos em números, a Wall Street é o parquinho de diversões da Microsoft. As ações são absurdamente supervalorizadas e, em compensação, o mercado espera algumas coisa em troca. Quando estas coisas param de acontecer, as ações se desvalorizam muito. E, quando isso acontece, os acionistas e todo o resto do mundo começam a perguntar todas aquelas sórdidas questões que os executivos não querem responder. Se o preço das ações implode, aquelas stock options (compra de ações pelos funcionários, por um preço abaixo do mercado) que a Microsoft famosa por oferecer aos funcionários como um incentivo, se tornam muito mais caras e menos atrativas e a moral rola escada abaixo. Resumindo: as coisas ficam bem feias.

    Para a Microsoft, mudar ativamente a companhia nesse sentido indicaria nada mais nada menos do que uma mudança na maré, o que causaria muito sofrimento. Eu não vejo ninguém fazer algo deste tipo propositadamente a menos que não haja outra saída. Uma maneira muito mais inteligente seria mudar o curso lentamente em alguns anos e mudar a companhia lentamente. Desta maneira, você pode ir preparando os analistas tolos, e escapar relativamente intacto.

    Se eu tivesse que supor, eu diria que a competição está começando a forçar a Microsoft a uma guerra de preços, e qualquer besta sabe que uma guerra de preços contra algo gratuito não é uma boa. Não acreditam em mim? Vá perguntar à Netscape. Um dia é do caçador, outro da caça. Mas as guerras de preço são destrutivas, e afundarão a Microsoft mais rapidamente do que você demora dizer "US$50 bilhões no banco". A Microsoft pode ter recursos para cortar preços, mas uma hora esses descontos de US$10 milhões começarão a pesar no bolso. E isso passará a não funcionar quando todos conhecerem a simples verdade sobre o Linux.

    A verdade é que se você está negociando com a Microsoft e sacar uma caixa da Suse ou RedHat, os preços cairão 25 porcento abaixo do melhor acordo que você poderia negociar. Saque um ROI (return of investiment, estudo de retorno de envestimento) e o preço cai em mais 25 porcento milagrosamente. Quer mais? Diga para a Microsoft que a fase piloto dos experimentos foram expetaculares, e que o Java Desktop da Sun parece espetacular no Gnome adaptado para a sua empresa, e os custos de treinamento foram quase zero.

    Hoje em dia, não é difícil passar a perna na Microsoft, conseguindo descontos cada vez maiores. Ser um representante da Microsoft deve ser um trabalho difícil. Independente disso, as pessoas continuam abandonando o barco.

    Computação confiável

    O problema é que, pesquisas questionáveis a parte, a Microsoft simplesmente não é confiável. E essa idéia está se espalhando entre os executivos. Microsoft tem o hábito de prometer coisas para os usuários, mas não entregar.

    A segurança é um bom exemplo. Há alguns anos atrás, a Microsoft prometeu parar de codar o XP para fazer uma completa auditoria de segurança e reciclar seus profissionais. E eles disseram: tudo será melhor depois disso, acreditem em nós. As pessoas acreditaram. Blaster, Nashia, e uma montanha de gente viram que a Microsoft não fez nenhum esforço nesse sentido.

    Então, porque sair de Redmond atualmente? Ar quente e os vídeos de dança do Ballmer feitos em Mac's. É engraçado ver um homem-macaco, mas passar uma noite ouvindo ele aos gritos, perde o encanto. Lembra do mesmo Ballmer dizendo que a Microsoft não liberaria uma release do Win2k até que tudo estivesse perfeito? E sobre aquela auditoria de segurança que seria feita no XP que acabaria com a possibilidade de qualquer coisa estilo o Blaster de acontecer? Alguém acha que as massas correrão para as lojas no próximo lançamento? A verdade é que isso vai acontecer, e a Microsoft sabe disso.

    A frase "isso será consertado em seis meses, confie em nós" parece ter um poder mágico quando vinda da Microsoft. O tempo todo alguém grande aparece com uma lista de reclamações sobre a Microsoft, ela anuncia uma iniciativa, aparece com uma maravilhosa apresentação em Powerpoint, mostra uma dúzia de notícias divulgadas na imprensa, um discurso gravado do Gates, e mais um monte de coisas brilhantes para distrair as pessoas.

    O fato é que a segurança tem ficado pior desde o lançamento do Windows 95, a cada ano. Péssima reputação, não acha? O fato é que também, pela primeira vez, a receita da Microsoft está apertada, ela tem competição, e a opinião pública a culpa pelos prejuízos causados pelas falhas de segurança.

    De qualquer maneira, a cultura da Microsoft previne mudanças. Eu estava falando com uma pessoa de alto nível de segurança no último Intel Developer Forum, e nós conversamos sobre o que a Microsoft poderia fazer para arrumar a casa. Ele fez as perguntas certas, e eu dei a ele as respostas certas. E mais, eu disse, jogue tudo o que você tem fora e comece denovo. Ele não faria isso. Sem mais nem menos ele se fechou para o eu estava dizendo, a cultura estava tão impregnada nele que a verdade não conseguia entrar. A Microsoft não pode corrigir os bugs que conduzem aos problemas de segurança, porque eles não são bugs, são escolhas do projeto. Quando ameaçada pelo Java, a Microsoft reagiu com o ActiveX. E disse que ele podia fazer tudo o que o Java não era capaz porque o Java estava em uma sandbox e os programas não conseguiam sair dela.

    O fato é que esta infraestrutura interna da Microsoft é baseada fundamentalmente em um arquitetura falha, não em código bugado. Este arquitetura não pode ser modificada.

    Para mudar isso, a Microsoft teria que jogar fora todas as API's existentes e acabar com a compatibilidade com as versões anteriores. Se a Microsoft fizer isso, ela tem uma chance de corrigir o design que atrapalham a arrumação do produto.

    Eu duvido. Mesmo o .NET, a nova infraestrutura de segurança, e construído para ser seguro, deixa você ter acesso à moda antiga. Sim, você não tinha suposto isso, mas algumas pessoas de certo modo sim, e os hackers também. A Microsoft e seus clientes são viciados em compatibilidade retrógrada como um tolo viciado em heroína.

    E se a Microsoft mudasse, isso incentivaria você a aderir a Microsoft? Se você tivesse começando a fazer uma aplicação do zero nessa novidade, o ambiente seguro da Microsoft, você pagará centenas ou até milhares de dólares para ir pelo caminho da Microsoft ou US$ 0 para ir com o Linux?

    Começando do começo

    Recomeçar anularia uma vantagem que a Microsoft tem, que é um código pronto e uma equipe treinada. Características da migração e reciclagem estão na maioria dos documentos internos da Microsoft, e se ela tiver que jogar tudo isso longe, quais são as chances dela?

    Às claras ela não fará e não pode fazer, a Microsoft sentará lá, e assistirá o seu mercado se perder. Isto está acontecendo lentamente no começo, mas a bola de neve está rolando. Algumas pessoas estão olhando monte acima e esta grande notícia está correndo solta, e alguns estão claramente mudando seu rumo.

    A grande mudança da indústria está acontecendo, e nós estamos no ponto crucial. Olhe atentamente para as pessoas, e leia atentamente todas as notícias. Se você conseguir enxergar o grande quadro atual, esta é uma mudança que não vai te impressionar quando olhar pra trás.




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20040215.html

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    A Reconstrução da Torre de Babel

    by linuxdicas (29/11/2007 - 03:38)

    A Reconstrução da Torre de Babel

    Colaboração: Rubens Queiroz de Almeida

    A mensagem de hoje circulou originalmente na revista de Informação e Tecnologia do Centro de Computação da Unicamp. A mensagem aborda a questão do aprendizado da língua inglesa com fins de leitura e fornece algumas dicas muito boas e mostra que o inglês não é tão difícil de se dominar como muitos pensam.

    A mensagem é um tanto longa, mas se você precisa da língua inglesa para desempenhar a sua profissão, garanto-lhe que vai valer a pena.

    O documento original encontra-se em http://www.revista.unicamp.br/navegacao/index4.html

    Enfim, se o assunto lhe interessa, boa leitura!


    Diz a Bíblia que muitos anos atrás todos os habitantes da Terra se uniram para construir uma torre que chegasse até o céu, para tornar seu nome célebre e impedir que fossem espalhados pelo mundo. Para punir os homens por sua ambição demasiada, Deus confundiu sua linguagem e depois os dispersou pelo mundo.

    Ainda hoje os povos da Terra falam uma imensidão de línguas diferentes. Na Internet entretanto, apesar dos muitos povos que autilizam, existe um meio de comunicação comum. Da mesma forma que os computadores se comunicam independentemente de cor e raça, ou melhor, de fabricante e protocolo de comunicação, também os internautas possuem uma linguagem comum: a língua inglesa. Será a Internet uma nova Torre de Babel, construída para reunificar eletronicamente os habitantes deste lindo mundo azul?

    É claro que nem todos que utilizam a Internet compreendem a língua inglesa. Porém mais de 80% dos documentos e das comunicações feitas através da Internet encontram-se em inglês. Apenas 0,7 % do oceano de informação que é a Internet está em português. É perfeitamente possível usar a Internet e se divertir muito navegando apenas por sites escritos em português. Fazer isto entretanto é o equivalente a ir à praia, não entrar na água e ficar se molhando com um baldinho de água que alguém encher para você. O que fazer? Aprender inglês é difícil e demora muitos anos. Como então adquirir o domínio desta ferramenta tão essencial à utilização plena da Internet? Realmente, para se ler, falar, escrever e ouvir com fluência a língua inglesa são necessários de seis a oito anos de estudo constante. Para que aprender tanta coisa se o mais importante é apenas ler? É muito mais fácil dominar um dos aspectos de um idioma (leitura) do que todos os quatro simultaneamente (ler, ouvir, falar e escrever). A Internet possui muito conteúdo interativo, onde a capacidade de se falar e escrever bem a língua inglesa certamente é uma grande vantagem, mas o mais importante certamente é saber ler. Ler para utilizar a informação existente na Internet para aprender, resolver problemas pessoais ou profissionais, se divertir, enfim, para uma infinidade de propósitos.

    Como aprender a ler? É raro encontrar um curso de inglês onde se ensine o aluno apenas a ler. Só vendem o pacote completo, o que é totalmente insensato. Se precisamos investir vários anos para dominar o idioma em todos os seus aspectos, aprender a ler certamente demora muito menos. Em apenas quatro meses é possível obter uma compreensão razoável do idioma que nos permite começar a compreender textos em inglês.

    Mas porque a leitura é mais fácil de se dominar? A própria Internet nos dá a resposta. Em um estudo realizado em 1997, realizamos um trabalho para determinar as palavras mais comuns da língua inglesa e seu percentual de ocorrência. Para este estudo utilizamos os livros online do Projeto Gutemberg. Este projeto, integrado por voluntários, tem por objetivo digitalizar obras de literatura cujos direitos autorais tenham se expirado. Nos Estados Unidos uma obra é colocada no domínio público 60 anos após a morte do autor. Obras de autores como Jane Austen, Conan Doyle, Edgar Rice Burroughs, e muitos outros estão disponíveis gratuitamente na Internet. De posse destes livros, 1600 ao todo na época da pesquisa, fizemos então nossos cálculos. Os 1600 livros combinados geraram um arquivo de 680 MB contendo aproximadamente sete milhões de palavras. Os resultados foram bastante surpreendentes. As 250 palavras mais comuns compõem cerca de 60% de qualquer texto. Em outras palavras, se você conhece as 250 palavras mais comuns, 60% de qualquer texto em inglês é composto de palavras familiares. Para facilitar ainda mais a nossa tarefa os cognatos, que são as palavras parecidas em ambos os idiomas (possible e possível, por exemplo), totalizam entre 20 e 25% do total das palavras. Aí já temos então 80 a 85% do problema de vocabulário resolvido. Se subirmos o número de palavras mais comuns a 1.000, chegamos a 70%. Somando a este valor os cognatos chegamos a valores entre 90 a 95% de um texto.

    É claro que 90 ou 95% ainda não chega a 100%. Como fazer com o restante das palavras? Mais uma vez, usamos nossa intuição (lembra-se que nossa intuição está correta em 99,999% das vezes?). Pensemos em nosso texto como um enigma a ser desvendado. Possuímos alguns elementos familiares, as palavras que conhecemos, e outros que nos são desconhecidos. Devemos deduzir, por meio de nossa intuição, de nossos conhecimentos anteriores, o que as palavras desconhecidas podem significar. Não precisamos nos preocupar com todas as palavras, apenas com aquelas que desempenhem um papel importante no texto. Quais são elas? Se uma palavra aparece com relativa frequência em um texto, ela certamente desempenha um papel importante na compreensão do todo. Se uma palavra aparece apenas uma vez, muito provavelmente não precisaremos nos preocupar com ela.

    O maior problema é que tal enfoque é encarado de forma suspeita pela maioria das pessoas. Como é possível, ignorar uma palavra desconhecida e continuar lendo como se nada houvesse acontecido? O que estamos propondo não é nada absurdo. Qual foi a última vez em que consultou um dicionário? Toda vez que encontramos uma palavra desconhecida vamos em busca do dicionário? Muito provavelmente não. O que acontece é que, como a nossa familiaridade com o português é grande, na hipótese de depararmo-nos com uma palavra desconhecida, o seu sentido, dado o contexto que a cerca, será facilmente deduzido. Isto tudo praticamente sem mesmo nos darmos conta do ocorrido. A não ser que nos proponhamos a tarefa de parar a cada vez que encontrarmos uma palavra desconhecida, a nossa leitura se dá com frequência sem interrupções. As palavras desconhecidas são intuídas, quase que subconscientemente, e passam a integrar o nosso vocabulário. Considerando-se que o vocabulário de um adulto consiste de aproximadamente 50.000 palavras, é ridículo imaginar que tal conhecimento tenha sido adquirido através de 50.000 visitas ao dicionário. Este vocabulário foi adquirido, em um processo iniciado em nossa infância, de forma contínua e através da observação do nosso ambiente, observando outras pessoas falarem, prestando atenção nas palavras utilizadas em determinadas situações e também através da leitura.

    A nossa estratégia para o domínio da língua inglesa para leitura é exatamente aquela utilizada há milhares de anos, com excelentes resultados, pela raça humana. Aprendizado natural, seguindo nossos instintos e pela interação com o ambiente que nos cerca.

    Como vimos, o domínio das palavras mais frequentes da língua inglesa, pode nos ajudar a dar um impulso substancial em nosso aprendizado. Nesta listagem as palavras não estão organizadas alfabeticamente, mesmo porque não é nosso objetivo reproduzir aqui um dicionário. Também não incluímos todos os significados possíveis das palavras apresentadas. Todas as palavras são apresentadas em contexto, em exemplos de utilização. Não fornecemos a definição da palavra. Para cada palavra são listados em média três exemplos de utilização, com a respectiva tradução.

    É muito importante ressaltar que estas palavras não devem ser memorizadas de forma alguma. O ser humano não funciona de forma semelhante ao computador, onde as informações podem ser armazenadas de qualquer forma, e ainda assim estão disponíveis em milésimos de segundos quando necessitamos. O ser humano, para reter alguma informação, precisa situá-la dentro de um referencial de conhecimentos. A informação nova precisa se integrar à nossa visão do mundo, à nossa experiência prévia. Apenas desta forma podemos esperar que o conhecimento adquirido seja duradouro. A maioria de nós certamente já vivenciou situações em que dados memorizados desapareceram de nossa memória quando não mais necessários. Ao contrário, tudo que aprendemos ativamente, permanece presente em nossa memória de forma vívida por muitos e muitos anos.

    Embora esteja sendo fornecida uma lista de palavras, não adote de forma alguma o procedimento padrão de memorização, que é a repetição intensiva dos itens a serem memorizados. É certo que cada um de nós possui estratégias distintas para lidar com o aprendizado, mas eu gostaria de sugerir uma forma de estudo que certamente funciona.

    Primeiramente, não tenha pressa. Não memorize, procure entender os exemplos. Para cada palavra apresentada, leia os exemplos e suas respectivas traduções. Não se preocupe em reter na memória o formato exato das frases e nem de sua tradução. O objetivo é apenas compreender o significado da palavra apresentada e apenas isto. Uma vez compreendido este significado o objetivo foi alcançado.

    Em segundo lugar, procure ler apenas enquanto estiver interessado. Não adianta nada ler todas as palavras de uma vez e esquecer tudo dez minutos depois. Se nos forçarmos a executar uma atividade monótona por muito tempo, depois de alguns momentos a nossa atenção se dispersa e nada do que lemos é aproveitado. Eu sugiro a leitura de dez palavras diariamente. Caso você ache que 10 palavras diárias é muito, não tem importância, este número é sua decisão. Se quiser ler apenas uma palavra, o efeito é o mesmo. Irá demorar um pouco mais, mas chegar ao final é o que importa. É só não esquecer, você deve LER as palavras e NUNCA tentar memorizar as palavras e os exemplos.

    E finalmente, faça revisão. No primeiro dia leia e entenda dez palavras (ou quantas julgar conveniente). No segundo dia leia mais dez palavras e faça a revisão das dez palavras aprendidas no dia anterior. No terceiro dia, aprenda mais dez palavras e revise as vinte palavras aprendidas nos dias anteriores. E assim por diante até o último dia, onde aprenderá as últimas dez palavras e revisará as 240 palavras anteriores. Muito importante, por revisão não quero dizer que se deve fazer a leitura de todas as palavras e exemplos anteriores. As palavras mais frequentes estão grafadas em tipo diferente e em negrito, para que possamos localizá-las facilmente na página. Apenas examine as palavras anteriores em sua revisão. Caso não se recorde de seu significado, então, e apenas então, leia os exemplos. A revisão é extremamente importante. Nós realmente aprendemos quando revisamos conceitos aos quais já fomos expostos. Procedendo desta forma, tenha certeza de que tudo o que aprendeu será absorvido de forma permanente, constituindo a base fundamental de tudo que irá aprender em seus estudos da língua inglesa.

    Caso a sua motivação seja realmente alta e você queira reler todos os exemplos já estudados, vá em frente. Como você pode notar, os exemplos empregam um vocabulário bastante rico. A leitura mais frequente dos exemplos fará com que ao final do estudo o seu vocabulário tenha se enriquecido muito além das 750 palavras básicas.

    Outro ponto importante é a questão do estudo da gramática. A gramática, ou o estudo da estrutura da língua, deve ser apenas para ajudar o aluno a identificar as construções verbais. Não é necessária, para fins de aprendizado da leitura, a memorização de estruturas gramaticais. Como já afirmado, o nosso aprendizado se dá de forma natural. Da mesma forma que uma criança não tem aulas de gramática para aprender sua língua materna, nós também não devemos nos preocupar com este aspecto em nosso estudo. A leitura dos exemplos das palavras mais comuns irá lançar os fundamentos iniciais do conhecimento da estrutura da língua inglesa.

    Resta agora esclarecer um ponto, que é a desculpa favorita de todos nós nos dias de hoje: a falta de tempo. Tempo certamente é fácil de se encontrar para fazer aquilo que nos dá prazer. Para resolver o problema de tempo para este estudo, pense nesta atividade como algo prazeiroso e que lhe trará benefícios enormes, tanto no campo pessoal como profissional. E além do mais, o aprendizado e a revisão das palavras pode ser feito diariamente em não mais de quinze minutos. Se levarmos em conta que os intervalos comerciais em programas de televisão geralmente duram entre quatro a cinco minutos, todo o tempo necessário para este estudo pode ser encaixado nos intervalos de sua novela favorita, certo?

    Então, mãos a obra. Depois que você conhecer as 250 palavras mais comuns da língua inglesa você poderá verificar como o aprendizado da leitura da língua inglesa se tornam muito mais fácil. Nesta lista foram incluídas 750 palavras. Faça um esforço e tente conhecer a todas elas. A sua tarefa vai ficar ainda mais fácil.

    Nos anos de 1996 e 1997 a Diretoria de Recursos Humanos da UNICAMP promoveu um programa de capacitação que incluía um programa de treinamento em inglês instrumental para seus funcionários usando a metodologia descrita nos parágrafos anteriores. Nestes dois anos passaram pelo programa de inglês instrumental aproximadamente 1.000 funcionários. Conseguiu-se atender um número tão grande de pessoas justamente porque o aprendizado da língua inglesa para leitura é consideravelmente mais fácil. Além desta facilidade é possível se ministrar o curso em salas maiores, com até cem alunos, o que é impensável em um curso tradicional. Em cursos normais de inglês cada aluno deve ter atenção especial do professor como pré-requisito indispensável ao aprendizado.

    Como produto deste treinamento foram criados vários materiais didáticos, um dos quais é justamente um pequeno livro, já citado, contendo as 750 palavras mais comuns da língua inglesa. O significado de cada palavra é ilustrado com três exemplos em média, onde a palavra é usada em contextos diferentes. Este pequeno manual está disponível para download na Internet. Além deste manual, existem também outros documentos que descrevem em detalhes como foi realizado o cálculo que determinou estas palavras mais comuns (ver referências).

    Além do aprendizado das palavras mais comuns, o interessado em aprender o inglês para leitura, deve procurar intensificar o seu contato diário com a língua inglesa. Para isso a Internet pode novamente vir em nosso auxílio. Basta procurar nela pelo que nos interessa. Na Internet existe informação de todos os tipos e para todos os gostos. Basta saber e querer procurar.

    No curso de inglês instrumental ministrado na Unicamp, para suplementar o ensino em sala de aula e para manter o aluno em contato diário com a língua inglesa, foi criada uma lista eletrônica chamada EFR (English for Reading). Nesta lista é veiculada diariamente uma história, preferencialmente engraçada (afinal, quem não gosta de uma boa piada?) ou uma citação. As histórias são em inglês e as palavras mais incomuns são comentadas. Desta forma os alunos aprendem todos os dias duas ou mais palavras novas. Todos os dias. Em um ano este pequeno esforço diário pode vir a fazer uma diferença. O curso acabou em 1997 mas a lista continua enviando suas mensagens. Esta lista é hoje aberta a todos os internautas e conta com vários participantes externos além dos participantes do curso ministrado na Unicamp. Todas as mensagens já veiculadas na lista EFR estão arquivadas na Web no endereço http://www.dicas-l.com.br , item "English for Reading".

    O objetivo primordial do curso de inglês instrumental era demonstrar que se é possível aprender inglês para leitura facilmente e despertar o gosto pela leitura. Quanto mais se ler em inglês mais se aprende o idioma, o que não é novidade nenhuma. Como vivemos no Brasil, país de língua portuguesa, as nossas necessidades de utilizar outra habilidade que não a leitura em inglês são bastante esporádicas. Mas não precisamos parar por aí. A leitura serve também para desenvolver as outras habilidades necessárias ao domínio da língua inglesa: a fala, a escrita e a compreensão da língua falada. O principal é que em um período de tempo bastante curto já estaremos habilitados a navegar pela Internet inteira e não apenas pela pequena porção representada pela língua portuguesa.

    Finalmente, queria lembrar a todos que aprender o inglês é bastante fácil. Basta deixar de lado os preconceitos e traumas que temos com a língua inglesa e realmente acreditarmos em nossa capacidade de aprender. Não leva a nada guardar rancores de tentativas frustradas de aprendizado ocorridas no passado. O domínio da língua inglesa é hoje o nosso passaporte para um mundo de informações que podem nos ser úteis tanto na esfera pessoal quanto profissional. Se você não domina a língua inglesa o momento certo para começar é hoje. Consulte as referências deste artigo, estude com calma a lista das palavras mais comuns e assine a lista EFR. Você vai ver que sem fazer muita força em, pouco você estará se locomovendo com desenvoltura cada vez maior pela Torre de Babel reconstruída que é a Internet. Depois me escreva contando os resultados.

    Referências:

    Global Internet Statistics (by Language) http://www.euromktg.com/globstats/

    Projeto Gutenberg http://www.promo.net/pg/

    Dicas-L http://www.dicas-l.com.br

    Palavras mais Comuns da Língua Inglesa http://www.dicas-l.com.br/dicas-l/971002.html Este documento descreve os procedimentos utilizados para se determinar as 1000 palavras mais comuns da língua inglesa e faz uma apresentação dos resultados obtidos. Neste documento as palavras mais comuns são listadas juntamente com seu percentual de ocorrência.

    As 750 palavras mais comuns da Língua Inglesa http://www.dicas-l.com.br/dict.pdf Este documento, no formato PDF, contêm as 750 palavras mais comuns da língua inglesa com exemplos de utilização. Para ler e imprimir arquivos no formato PDF é necessário instalar em seu computador o programa Adobe Acrobat Reader, que pode ser encontrado no endereço http://www.adobe.com

    As 1000 Palavras Mais Comuns da Língua Inglesa http://www.dicas-l.com.br/dicas-l/dicas-l/971003.html Este artigo lista as 1000 palavras mais comuns da língua inglesa e seu percentual de ocorrência.

    Notas:

    1. A comparação da Torre de Babel com a Internet eu encontrei em um artigo escrito por Luiz de Rezende Puech que se encontra em http://www.webmark.com.br/framese.html . Esta analogia, bastante criativa, nunca mais me saiu da cabeça e aproveitei este artigo para abordar o assunto a partir de uma ótica diferente.

    2. A história da Torre de Babel encontra-se na Bíblia, no livro de Genesis, capítulo 11. Reproduzo a seguir alguns dos versículos da história, tal como se encontra na Bíblia.

    (Genesis 11:6) e o SENHOR disse: Eis que o povo é um, e todos têm a mesma linguagem. Isto é apenas o começo; agora não haverá restrição para tudo que intentam fazer.

    (Genesis 11:7) Vinde, desçamos e confundamos ali a sua linguagem, para que um não entenda a linguagem de outro. (Genesis 11:8) Destarte, o SENHOR os dispersou dali pela superfície da terra; e cessaram de edificar a cidade. (Genesis 11:9) Chamou-se-lhe, por isso, o nome de Babel, porque ali confundiu o SENHOR a linguagem de toda a terra e dali o SENHOR os dispersou por toda a superfície dela.

    3. Para assinar a lista EFR (English for Reading) basta enviar uma mensagem para o endereço <efr-subscribe (a) onelist com> .Não é necessário digitar nada na mensagem, nem no "Subject:" nem no corpo.




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/19991109.html

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    Migracao sistemas de arquivos EXT3 para RAID-X

    by linuxdicas (26/11/2007 - 22:02)

    Migracao sistemas de arquivos EXT3 para RAID-X

    Colaboracao: Jairo Willian Pereira - jairo(at)progonos(dot)com

    Passo 00: Material Necessario

    • Live-CD de reparacao bootavel c/ raidtools (ex. Knoppix 3.x)
    • PC auxiliar para a replicacao dos dados e reconstrucao dos arrays
    • HD adicional
    • raidtools 0.9 (ou posterior) instalado na maquina "em migracao"

    Passo 01: Introducao

    Dispositivos RAID sao combinacoes de particoes em arrays de algum tipo previamente definido. Significa "Redundant Array of Inexpensive Disks" e foram inicialmente implementados e definidos por pesquisadores da Universidade de Berkeley, Califórnia. Atualmente existem onze onze tipos de RAID (0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 10, 53 e 0+1), sendo os mais comuns:

    RAID0 - Stripping Disc. Funciona transformando diversos discos em uma unica unidade. Prove maior velocidade de acesso em funcao de segmentar os dados entre os discos envolvidos no processo. O fator "seguranca" eh prejudicado, nao fornecendo qualquer tipo de redundancia. Minimo de 2 particoes.

    RAID1 - Mirror Disc. Trabalha com sistema de espelhamento, onde a informacao gravada em um disco eh duplicada no disco parceiro. Se comparado ao RAID0, perde no quesito velocidade, mas fornece seguranca adicional a partir do clone. Nesse sistema, pode haver utilizacao de discos "Spare" aumentando proporcionalmente a seguranca do sistema. O espaco disponivel e uma das desvantagens, visto que trabalha com duplicacao da informacao. Minimo de 2 particoes.

    RAID5 - Parity Disc. Similar ao RAID-0, mas implementa paridade de dados através do funcao logica XOR. Assim, consegue uma camada de seguranca adicional, usando um dos discos como disco de paridade (o RAID4 eh similar, mas grava a informacao de paridade no mesmo disco). Minimo de 3 discos.

    Passo 02: Backup das Particoes de Dados

    Para maior seguranca durante processo de migracao, eh altamente recomendado o backup do disco origem, seja em midia removivel ou outro dispositivo de armazenamento em massa. Eh altamente recomendado que o usuario leia mesmo que parcialmente a manpage das utilitarios envolvidos nesse processo.

    Passo 03: Replicacao dos Dados e Reconstrucao dos Arrays

    Como inicialmente voce precisara de mais um disco para o processo de RAID, recomendo que particione e formate o novo disco exatemente igual ao disco origem. Faca um clone do disco origem (leia original, ou o disco principal) para o disco de destino, remove o disco original e execute as operacoes seguintes no disco de destino/clonado. Somente apos o RAID estar completamente em pe, enisra o disco original (que tambem deve ter uma copia reserva) e junte-o ao RAID.

    Efetuar o boot do Live-CD de reparacao (Knoppix 3.x). Nesta configuracao, os disposistivos devem ser reconhecidos pelo sistema da seguinte forma:

     /dev/hda - CD-ROM /dev/hde - Disco IDE-1 (Promise) - Original /dev/hdg - Disco IDe-2 (promise) - Clone 

     

    Essa copia pode ser efetuada particao a particao utilizando o tar.

     # mount /dev/hdex /mnt/hdex # mount /dev/hdgx /mnt/hdgx # (cd /mnt/hdex; tar cpvls --atime-preserve --same-owner -f - .) | (cd /mnt/hdgx; tar xf -) 

     

    Recomendo que faca apenas o particionamento, visto que essa "nova particao sera posteriormente formatada". A ideia da copia eh interessante apenas para ter uma "garantia extra" enquanto o processo nao eh finalizado. Se preferir fazer a copia do disco por inteiro, podera utilizar tambem o dd.

     # dd if=/dev/hde of=/dev/hdg bs=1024 

     

    Finalizado o processo, os discos ja estao particionados e operacionais. Removeremos o disco original, colocaremos o disco clonado na posicao do original, faremos um novo reboot com o Live-CD e alteraremos a definicao do tipo para cada particao participante do RAID. Veremos como inicialmente encontram-se as atuais particoes do disco CLONADO.

     # fdisk -l /dev/hde Disk /dev/hde: 255 heads, 63 sectors, 9729 cylinders Units = cylinders of 16065 * 512 bytes Device Boot Start End Blocks Id System /dev/hde1 1 1913 15366141 83 Linux /dev/hde2 1914 3188 10241437+ 83 Linux /dev/hde3 3189 3316 1028160 83 Linux /dev/hde4 3317 9729 51512422+ 5 Extended /dev/hde5 3317 3447 1052226 82 Linux swap /dev/hde6 3448 4340 7172991 83 Linux 

     

    Efetuando as alteracoes, o fdisk devera apresentar:

     # fdisk -l /dev/hde Disk /dev/hde: 255 heads, 63 sectors, 9729 cylinders Units = cylinders of 16065 * 512 bytes Device Boot Start End Blocks Id System /dev/hde1 1 1913 15366141 fd Linux raid autodetect /dev/hde2 1914 3188 10241437+ fd Linux raid autodetect /dev/hde3 3189 3316 1028160 fd Linux raid autodetect /dev/hde4 3317 9729 51512422+ 5 Extended /dev/hde5 3317 3447 1052226 82 Linux swap /dev/hde6 3448 4340 7172991 fd Linux raid autodetect 

     

    A snn informacoes sobre os dispositivos RAID, ficam armazenadas em /etc/raidtab. O arquivo eh o mesmo utilizado para qualquer tipo de RAID, alterando apenas opcoes especificas para cada tipo. Nesse exemplo (RAID1), nao ha presenca de "spare-disk" e tenho o indicador de falha de disco comentado. Vamos contruir o arquivo (esse arquivo devera ser gerado no disco de original, visto que posteriormente sera copiado para o HD destino).

     #Partition 1 - /home raiddev /dev/md0 raid-level 1 nr-raid-disks 2 persistent-superblock 1 chunk-size 64k nr-spare-disks 0 device /dev/hde1 # failed-disk 0 raid-disk 0 device /dev/hdg1 raid-disk 1 #Partition 2 - /var raiddev /dev/md1 raid-level 1 nr-raid-disks 2 persistent-superblock 1 chunk-size 64k nr-spare-disks 0 device /dev/hde2 raid-disk 0 device /dev/hdg2 raid-disk 1 # Partiion 3 - /other raiddev /dev/mdX raid-level 1 nr-raid-disks 2 persistent-superblock 1 nr-spare-disks 0 device /dev/hdeY raid-disk 0 device /dev/hdgY raid-disk 1 

     

    Esse arquivo so vai entrar em funcionamento, quando as aplicacoes RAID (raidtools) estiverem operacionais, os dispositivos RAID completamente inicializados e adicionados alem de /etc/fstab estar apontado para os novos dispositivos (/dev/mdx). Esse processo sera posteriormente apresentado.

    Para melhor ilustrar a disposicao dos arrays, no caso do arquivo anteriormente apresentado, temos:

     md0 - formado por hde1 e hdg1 (/home) md1 - formado por hde2 e hdg2 (/var) 

     

    E assim sucessivamente para as demais particoes. Vale mencionar, que a particao de SWAP nao foi adicionada para participar do RAID. Um truque interessante esta em definir no arquivo /etc/fstab ambas as particoes de SWAP (hde5 e hdg5) com a mesma prioridade (pri=3).

    Apos todas as definicoes, efetuaremos a construcao em background dos arrays. Para cada dispositivo raid (mdX), executar:

     # mkraid /dev/mdX 

     

    Todo progresso da criacao dos arrays podera ser visulizada atraves do arquivo /proc/mdstat e poderao ser imediatamente utilizados apos a insercao do comando (nao ha necessidade de esperar a finalizacao). Caso deseje acompanha-lo, constantemente:

     # while true; do clear; cat /proc/mdstat; sleep 5; done 

     

    Feito a inicializacao dos dispositivos RAID, refaremos a formatacao das particoes do disco (esse passo eh destrutivo e necessitara das informacoes do Backup oriundas do disco origem). Para cada dispositivo raid (mdX):

     # mkfs -j -m0 -L <label> /dev/mdX 

     

    (onde <label> sera o nome da particao destino, e.g. /home, /var, etc...)

     # fsck -f /dev/mdX 

     

    Finalizado esse processo, devemos montar os sistemas de arquivos backupeados e tranferi-los para a nova particao. Idealmente devemos criar para cada particao, uma diretorio dentro do respectivo destino (velho para disco backup e novo para disco RAID).

     # cd /mnt; mkdir velho novo # cd /mnt/velho; # cd /mnt/novo; 

     

    Para cada particao, executaremos:

     # mount -t ext3 /dev/hdVelho /mnt/velho/[home|root|var|...] # mount -t ext3 /dev/mdNovo /mnt/novo/[home|root|var|...] 

     

    Executando a copia dos dados das particoes antigas para as novas particoes.

     # (cd /mnt/velho/xxx; tar cpvls --atime-preserve --same-owner -f - .) | (cd /mnt/novo/xxx; tar xf -) 

     

    Apos conferido a perfeita copia dos discos, remover os discos de backup, e rebootar a maquina. Obs: muita atencao com a posicao dos discos na controladora IDE. Outro detalhe, diz respeito a sobreposicao de arquivos. Lembre-se que voce devera ter as copias dos arquivos editados atualizadas no disco de origem!

    Finalizado a copia, chegou a hora das alteracoes dos arquivos previamente editados. Boot a maquina com o Live-CD e monte a particao onde se encontra o diretorio root.

    Edite os arquivos de configuracao para refletir as alteracoes na nomenclatura do disco no sistema, caso haja alguma mudanca (hde -> hdc ou outra alteracao).

    Em sistemas Linux, a definicao & distribuicao do sistema de arquivos fica armazenado em /etc/fstab. O arquivo apresentado, inicialmente ainda esta usando o esquema de particoes antigo.

     # /etc/fstab: static file system information. # # <file system> <mount point> <type> <options> <dump> <pass> /dev/hde1 /home ext3 defaults 0 2 /dev/hde2 /var ext3 defaults 0 2 /dev/hde3 / ext3 errors=remount-ro 0 1 /dev/hde5 none swap sw,pri=3 0 0 /dev/hdg5 none swap sw,pri=3 0 0 /dev/hde6 /usr ext3 defaults 0 2 proc /proc proc defaults 0 0 /dev/fd0 /floppy auto user,noauto 0 0 /dev/cdrom /cdrom iso9660 ro,user,noauto 0 0 

     

    A nova versao devera comportar sua nova estrutura de dispositivos RAID, ficando:

     # /etc/fstab: static file system information. # # <file system> <mount point> <type> <options> <dump> <pass> /dev/md0 /home ext3 defaults 0 2 /dev/md1 /var ext3 defaults 0 2 /dev/md2 / ext3 errors=remount-ro 0 1 /dev/hde5 none swap sw,pri=3 0 0 /dev/hdg5 none swap sw,pri=3 0 0 /dev/md3 /usr ext3 defaults 0 2 proc /proc proc defaults 0 0 /dev/fd0 /floppy auto user,noauto 0 0 /dev/cdrom /cdrom iso9660 ro,user,noauto 0 0 

     

    Feito as alteracoes, os arquivos do BootLoader deverao ser atualizados para refletir as modificacoes. Nesse exemplo (usando Grub), o arquivo grub.conf foi modificado para apontar para as identificaoes RAID.

     kernel /boot/vmlinuz-2.4.20-13.7 ro root=/dev/md2 hda=ide-scsi 

     

    Obs: O Lilo oferece opcoes mais interessantes para lidar com boot alternativo em dispositivos RAID em caso de falhas. Segue exemplo de uma bem interessante. Consulte a manpage do programa para informacoes sobre compatibilidade e outros recursos.

     boot=/dev/md2 raid-extra-boot="/dev/hde,/dev/hdg" 

     

    Passo 04: Ajustes Finais

    Nesse ponto, reinstalar o grub, alterando antes para ambiente chroot apontando para a nova instalacao.

     # chroot /mnt/novo /bin/bash # grub ... grub> root (hd0,0) grub> setup (hd0) grub> quit 

     

    Bootar o servidor e verificar se todo o sistema monta da maneira desejada.

    Passo 05: Leitura Complementar & Links Interessantes




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20041017.html

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    Fazendo backup e recuperando a MBR e tabela de partições

    by linuxdicas (20/11/2007 - 19:24)

    Fazendo backup e recuperando a MBR e tabela de partições

    Por Carlos E. Morimoto

    Ao comprar um novo HD, você precisa primeiro formatá-lo antes de poder instalar qualquer sistema operacional. Existem vários programas de particionamento, como o qtparted, gparted, cfdisk, e outros.

    Os programas de particionamento salvam o particionamento na tabela de partição, gravada no início do HD. Esta tabela contém informações sobre o início e final de cada partição. Depois do particionamento, vem a formatação de cada partição, onde você pode escolher o sistema de arquivos que será usado em cada uma (reiserfs,ext3, ntfs, etc.).

    Ao instalar o sistema operacional é gravado mais um componente, o gerenciador de boot, responsável por carregar o sistema operacional ao ligar o micro.

    Tanto o gerenciador de boot quanto a tabela de particionamento do HD são salvos no primeiro setor do HD, a famosa trilha MBR, que contém apenas 512 bytes. Destes, 446 bytes são reservados para o setor de boot, enquanto os outros 66 bytes guardam a tabela de partição.

    Ao trocar de sistema operacional, você geralmente subscreve a MBR com um novo gerenciador de boot, mas a tabela de particionamento só é modificada ao criar ou deletar partições. Caso por qualquer os 66 bytes da tabela de particionamento sejam subscritos ou danificados, você perde acesso a todas as partições do HD. O HD fica parecendo vazio, como se tivesse sido completamente apagado.

    Para evitar isso, você pode fazer um backup da trilha MBR do HD. Assim você vai poder recuperar tudo caso ocorra qualquer eventualidade. Para isso, use o comando:

     # dd if=/dev/hda of=backup.mbr bs=512 count=1 

     

    O comando vai fazer uma cópia dos primeiros 512 bytes do "/dev/hda" no arquivo "backup.mbr". Se o seu HD estivesse instalado na IDE secundária (como master), ele seria visto pelo sistema como "/dev/hdc". Basta indicar a localização correta no comando.

    Você pode salvar o arquivo num disquete ou pendrive, mandar para a sua conta do gmail, etc. Caso no futuro, depois da enésima reinstalação do Windows XP, vírus, falha de hardware ou de um comando errado a tabela de particionamento for pro espaço, você pode dar boot com o CD do Kurumin e regravar o backup com o comando:

     # dd if=backup.mbr of=/dev/hda 

     

    Lembre-se que o backup vai armazenar a tabela de particionamento atual. Sempre que você reparticionar o HD, não se esqueça de atualizar o backup.

    Caso o pior aconteça, a tabela de particionamento seja perdida e você não tenha backup, ainda existe uma esperança. O gpart é capaz de recuperar a tabela de partição e salvá-la de volta no HD na maioria dos casos. Você pode executá-lo dando boot pelo CD do Kurumin.

    Você pode baixá-lo no: http://www.stud.uni-hannover.de/user/76201/gpart/#download

    Baixe o "gpart.linux" que é o programa já compilado. Basta marcar a permissão de execução para ele:

     # chmod +x gpart.linux 

     

    No Kurumin você pode instala-lo pelo apt-get: apt-get install gpart

    Execute o programa indicando o HD que deve ser analisado:

     # ./gpart.linux /dev/hda 

     

    (ou simplesmente "gpart /dev/hda" se você tiver instalado pelo apt-get)

    O teste demora um pouco, pois ele precisará ler o HD inteiro para determinar onde começa e termina cada partição. No final ele exibe um relatório com o que encontrou:

     Primary partition(1) type: 007(0x07)(OS/2 HPFS, NTFS, QNX or Advanced UNIX) size: 3145mb #s(6442000) s(63-6442062) chs: (0/1/1)-(1023/15/63)d (0/1/1)-(6390/14/61)r Primary partition(2) type: 131(0x83)(Linux ext2 filesystem) size: 478mb #s(979964) s(16739730-17719693) chs: (1023/15/63)-(1023/15/63)d (16606/14/1)-(17579/0/62)r Primary partition(3) type: 130(0x82)(Linux swap or Solaris/x86) size: 478mb #s(979896) s(17719758-18699653) chs: (1023/15/63)-(1023/15/63)d (17579/2/1)-(18551/3/57)r 

    Se as informações estiverem corretas você pode salvar a tabela no HD usando o parâmetro "-W":

     # gpart -W /dev/hda /dev/hda 

     

    Veja que é preciso indicar o HD duas vezes. Na primeira você indica o HD que será vasculhado e em seguida em qual HD o resultado será salvo. Em caso especiais, onde você tenha dois HDs iguais por exemplo, você pode gravar num segundo HD, com em: "gpart -W /dev/hda /dev/hdc"

    O gpart não é muito eficiente em localizar partições extendidas (hda5, hda6, etc.) em boa parte dos casos ele só vai conseguir identificar as partições primárias (hda1, hda2, hda3 e hda4). Nestes casos, você pode usar o cfdisk ou outro programa de particionamento para criar manualmente as demais partições (apenas crie as partições e salve, não formate!). Se você souber indicar os tamanhos aproximados, principalmente onde cada uma começa, você conseguirá acessar os dados depois.


     

    Gostou da dica? Conheça outros trabalhos do autor




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20050620.html

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    Gráficos estatísticos de vírus

    by linuxdicas (20/11/2007 - 04:54)

    Gráficos estatísticos de vírus

    Colaboração: Fabiano Caixeta Duarte

    Há quem goste de um bom conjunto de gráficos estatísticos para acompanhar o trabalho de seus servidores. Vamos aqui mostrar um exemplo de como acompanhar os vírus que estão sendo filtrados por um sistema anti-vírus acoplado a um servidor de e-mails.

    O gráfico conterá um resumo mensal categorizado por vírus apontando a quantidade de vírus interceptados por dia.

    O ambiente utilizado foi FreeBSD + Sendmail + ClamAV. Entretanto, com algumas poucas modificações, pode-se adequar o script apresentado a outros contextos.

    A ferramenta utilizada para realizar a plotagem dos dados em gráficos (arquivos png) foi o GnuPlot.

    A estratégia

    As informações para composição dos gráficos são colhidas do log do servidor de e-mail.

    No caso do sendmail+clamav, o servidor registra no log a ocorrência de um vírus com a seguinte expressão "Infected with <virus_name>".

     # grep Infected /var/log/maillog Sep 17 15:20:39 servidor sm-mta[85830]: j8HIKH3Z085830: Milter add: header: X-Virus-Status: Infected with Worm.SomeFool.AD 

    As informações relevantes para geração dos gráficos são dia e nome do vírus. Ou seja, só nos interessam as colunas 2 e 13.

     # grep Infected /var/log/maillog | awk '
    ' 17 Worm.SomeFool.AD 
    

    No exemplo mostrado, demonstramos apenas um vírus capturado. Vamos mostrar agora um pequeno conjunto em que podemos observar a existência de mais de uma ocorrência de cada vírus na mesma data. É um conjunto de informações fictícias. Numa situação real a quantidade de vírus encontrados (infelizmente) é bem maior.

     # grep Infected /var/log/maillog | awk '
    ' 17 HTML.Phishing.Bank-1 17 Worm.SomeFool.P 17 Exploit.HTML.IFrame 17 Worm.SomeFool.P 17 HTML.Phishing.Bank-1 17 HTML.Phishing.Bank-1 17 Worm.SomeFool.AD 17 Worm.SomeFool.Gen-2 
    

    A estratégia é agrupar as ocorrências de cada vírus, contá-las e armazená-las em um arquivo que será lido pelo gnuplot. Na verdade, geramos um arquivo para cada vírus, possibilitando a plotagem das estatísticas de todos os vírus em um mesmo gráfico.

     # grep Infected /var/log/maillog | awk '
    ' | sort | # Ordena as ocorrências uniq -c  # Conta as ocorrências de cada vírus > $TMP # Armazena o resultado em um arquivo temporário # cat $TMP 1 17 Exploit.HTML.IFrame 3 17 HTML.Phishing.Bank-1 1 17 Worm.SomeFool.AD 1 17 Worm.SomeFool.Gen-2 2 17 Worm.SomeFool.P 
    

    Para tornar o processo automático, optamos por armazenar os logs do servidor de e-mail agrupando-os por dia. Isto quer dizer que programamos o sistema para rotacionar os logs uma vez por dia. Assim, podemos filtrar as informações do dia anterior trabalhando sobre o arquivo /var/log/maillog.0.bz2.

    O próximo passo é separar as informações em arquivos, cada um com o nome do vírus.

     while read count day virus; do echo $count $day >> $PLOTDIR/$virus done < $TMP 

    Com os arquivos montados, basta agora executar o gnuplot para plotar o gráfico. Não está no escopo desta dica detalhar o funcionamento do gnuplot (pode ser o conteúdo de outra dica).

    O script

    Segue a íntegra do script. Devemos agendar sua execução diária pelo cron, de forma que os gráficos sejam atualizados diariamente a partir das informações do log do dia anterior.

     #!/bin/bash # VirusGraphGen - Gerador de gráficos de Vírus # Desenvolvido por Fabiano Caixeta Duarte # Agosto / 2005 # Capturar a data levando em consideração que a data base é o dia anterior. # Assim, evitamos problemas em fim de mês. LANG=en_US month=`date -v-1d +%b` # Em Linux: substituir "-v-1d" por "1 day ago" LANG=pt_BR.ISO8859-1 MES=`date -v-1d +%B` ANO=`date -v-1d +%Y` # Criação das variáveis globais THIS=`basename $0` WORKDIR=/var/run/$ TMP=$WORKDIR/$$ PLOTFILE=$WORKDIR/virus.plot PLOTDIR=$WORKDIR/$month GRAPHDIR=/var/www/data/images # Garantir a existência dos diretórios de trabalho mkdir -p $WORKDIR mkdir -p $PLOTDIR # Filtrar as linhas de alerta de vírus bzgrep Infected /var/log/maillog.0.bz2 | awk '
    ' | sort | uniq -c > $TMP # Separar os vírus e acrescentar aos arquivos já existentes. # Assim, em cada arquivos teremos um acompanhamento diário dos vírus filtrados while read count day virus; do echo $count $day >> $PLOTDIR/$virus done < $TMP #Construindo a linha de múltipla plotagem. O nome do vírus é usado como legenda. PLOTLINE="plot " for i in `ls $PLOTDIR`; do PLOTLINE="$PLOTLINE '$i' u 2:1 t '$i'," done PLOTLINE=$
    

     

    Referências




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20051025.html

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    Configurando teclados multimídia

    by linuxdicas (13/11/2007 - 06:44)

    Configurando teclados multimídia

    Colaboração: Carlos E. Morimoto

    Depois de 6 dias falando sobre redes, vamos a uma dia mais "light", entrando em clima de Domingo.

    Existem no mercado muitos teclados com teclas especiais, que permitem abrir o media player, ajustar o volume, abrir o leitor de e-mails e assim por diante. Estes teclados quase sempre acompanham algum driver ou utilitário de configuração, que naturalmente está disponível apenas para Windows. Mas, você pode definir ações para as teclas especiais do seu teclado também no Linux, com algumas configurações simples.

    A idéia central é que todo teclado utiliza um processador de 8 bits para ler as teclas digitadas. Ele suporta 256 teclas diferentes, mas os teclados possuem apenas 104 ou 105 teclas, deixando um monte de endereços livres. Os "teclados multimídia" aproveitam esta característica para adicionar algumas teclas extras. Ao configurar estes teclados no Linux, você precisa verificar quais são os códigos gerados pelas teclas adicionais e atribuir funções a elas, usando o Painel de controle do KDE.

    Você pode usar o xev, um pequeno utilitário que monitora as teclas digitadas e lhe mostra todas as informações. Ele permite que você veja a forma como o sistema vê cada uma.

    Abra um terminal e execute-o usando seu login de usuário:

     $ xev 

     

    Pressione agora cada uma das teclas especiais. Na saída exibida no terminal, o xev exibe dois eventos para cada tecla pressionada (um ao pressionar, outro ao soltar). O volume de informações é grande, mas o que nos interessa é apenas o código numérico de cada tecla, exibido depois do "keycode" na terceira linha de cada evento:

    Anote o código de cada tecla e abra o arquivo ".xmodmap", dentro do seu diretório de usuário:

     $ kedit ~/.xmodmap 

     

    Vamos agora relacionar cada código com uma tecla de função. No teclado temos as teclas F1 até F12, podemos então relacionar as teclas especiais com, por exemplo, as teclas F18 em diante (que na verdade não existem), como em:

     keycode 144 = F18 keycode 164 = F19 keycode 162 = F20 keycode 153 = F21 keycode 174 = F22 keycode 176 = F23 keycode 160 = F24 keycode 130 = F25 keycode 236 = F26 keycode 234 = F27 keycode 233 = F28 keycode 223 = F29 

     

    Aqui eu coloquei todas as teclas, mas você pode adicionar apenas as que for realmente utilizar :). Para que a alteração entre em vigor sem precisar reiniciar o X, rode o comando:

     $ xmodmap ~/.xmodmap 

     

    A partir daí, você pode configurar ações para elas no "Ações de entrada", no "Painel de Controle do KDE > Regional & Acessibilidade". Você pode tanto definir ações "simples", para que seja aberto um determinado programa quando a tecla é pressionada, quanto ações mais complexas. Neste caso vale a criatividade.

    Para fazer com que a tecla do media player abra o XMMS, clique no "Nova Ação". Na aba "Geral", marque a opção "Tipo da Ação > Atalho do teclado > Comando/URL (simples)". Acesse a aba "Atalho de teclado", defina a tecla usada e, na aba "Configurações do Comando/URL", coloque o aplicativo que será aberto, no caso, "xmms". Você não está restrito apenas a aplicativos, pode usar qualquer comando de terminal.

    Caso esteja em dúvida sobre qual comando abre determinado programa, clique com o botão direito sobre o botão "K" na barra de tarefas e acesse o "Editor de menus". Nele você pode ver o comando correspondente a cada ícone no menu.

    Para os casos mais complicados, onde a tecla não gere nenhuma resposta no xev, existe um procedimento um pouco mais trabalhoso, que "ensina" o sistema o que fazer com cada tecla.

    Mude para um terminal de texto puro (pressione Ctrl+Alt+F1), e pressione as teclas especiais. Elas não farão com que apareça nada na tela, mas se o sistema estiver recebendo algum sinal do teclado, ele incluirá uma entrada no log, falando sobre a tecla "não identificada".

    Rode o comando "dmesg", que mostra o log do sistema:

     # dmesg 

     

    Você verá uma entrada para cada tecla, contendo um código em hexa para cada tecla, como em:

     atkbd.c: Unknown key pressed (translated set 2, code 0x9e on isa0060/serio0). atkbd.c: Use 'setkeycodes e01e <keycode>' to make it known. 

     

    Precisamos agora achar um código livre para associar a tecla a ele. Isto é bem simples, pois os códigos de 121 a 255 estão geralmente livres. Para verificar, use o comando abaixo, substituindo o "122" por um número até 255. Se ele não retornar nada, significa que o código não vago e você pode utilizar sem medo:

     # getkeycodes | grep 122 

     

    Falta agora associar o código em hexa da tecla com o keycode, o que é feito usando o comando "setkeycodes", como em:

     # setkeycodes e01e 122 

     

    Para que o comando torne-se definitivo, abra o arquivo "/etc/init.d/bootmisc.sh" num editor de textos (como root) e adicione o comando no final do arquivo. Todos os comandos dentro do arquivo são executados a cada boot:

     # kedit /etc/init.d/bootmisc.sh 

     

    A partir daí, volte ao arquivo ".xmodmop", associe a nova tecla com o "F18" e defina uma ação para ela no "Ações de entrada". Repita o processo para cada tecla que desejar ativar :).

    Uma observação é que alguns teclados especiais, como os usados nos notebooks Toshiba A70 e A75 realmente não funcionam, pois utilizam um sistema proprietário para o mapeamento das teclas especiais, que não é suportado pelo sistema. Nestes casos, realmente não existe muito o que fazer. '




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20060514.html

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