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    Como enviar emails com anexos a partir da linha de comando

    by linuxdicas (09/12/2007 - 19:32)

    Como enviar emails com anexos a partir da linha de comando

    Colaboração: Rubens Queiroz de Almeida

    O programa mpack, desenvolvido na Universidade Carnegie Melon, permite que se faça o envio de mensagens eletrônicas contendo anexos.

    Existem diversas possibilidades. Um exemplo siomples:

     mpack -s "Aula 1" -d aula1.txt aula1.pdf foo@example.com.br 

    O comando abaixo irá enviar uma mensagem com o título Aula 1, o texto da mensagem será o que estiver contido no arquivo aula1.txt, e terá como anexo o arquivo aula1.pdf.

    O pacote mpack está disponível como um pacote debian e pode ser instalado com o comando

     apt-get install mpack 

     

    O código fonte pode ser obtido diretamente do site da Universidade, em http://ftp.andrew.cmu.edu/pub/mpack/


    Curso de Idiomas

    Eu gostaria de lhe convidar a conhecer o curso de inglês pela Internet (http://www.idph.net/inglesonline/inscricao.shtml) desenvolvido por mim e pelo Prof. Walther Hermann.

    Este curso está em funcionamento desde 2002 e já passaram por ele aproximadamente 500 pessoas. O curso tem duração de um ano, e contém 52 lições, uma por semana.

    Foi desenvolvido adotando uma metodologia que visa mostrar caminhos para o aprendizado, desenvolvendo as habilidades de leitura, audição e fala.

    As duas principais referências são os livros "As Palavras Mais Comuns da Língua Inglesa", de minha autoria, e o livro "Domesticando o Dragão", de autoria do Prof. Walther Hermann.

    A lista EFR é um dos componentes desta metodologia e foi criada em 1996, quando do início do projeto, e se manteve desde então, tendo hoje cerca de 14.000 assinantes.

    Para saber mais visite http://www.idph.net/inglesonline/inscricao.shtml e baixe as lições de demonstração.

    O livro "Domesticando o Dragão" pode ser encontrado em http://www.idph.com.br/conteudos/ebooks/domesticandoodragao.html e uma versão preliminar do livro "As Palavras Mais Comuns da Língua Inglesa" pode ser encontrada em http://www.idph.com.br/conteudos/ebooks/dict.pdf

    Obrigado,

    Rubens




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20060103.html

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    Usando o Kismet

    by linuxdicas (02/12/2007 - 17:17)

    Usando o Kismet

    Colaboração: Carlos E. Morimoto

    O Kismet é uma ferramenta poderosa, que pode ser usado tanto para checar a segurança de sua própria rede wireless, quanto para checar a presença de outras redes próximas e assim descobrir os canais que estão mais congestionados (configurando sua rede para usar um que esteja livre) ou até mesmo invadir redes. O Kismet em sí não impõe restrições ao que você pode fazer. Assim como qualquer outra ferramenta, ele pode ser usado de forma produtiva ou destrutiva, de acordo com a índole de quem usa.

    A página do projeto é a: http://www.kismetwireless.net/.

    A principal característica do Kismet é que ele é uma ferramenta passiva. Ao ser ativado, ele coloca a placa wireless em modo de monitoramento (rfmon) e passa a escutar todos os sinais que cheguem até sua antena. Mesmo pontos de acesso configurados para não divulgar o ESSID ou com a encriptação ativa são detectados.

    Como ele não transmite pacotes, apenas escuta as transmissões, todo o processo é feito sem prejudicar as redes vizinhas e de forma praticamente indetectável. A principal limitação é que, enquanto está em modo de monitoramento, a placa não pode ser usada para outros fins. Para conectar-se a uma rede, você precisa primeiro parar a varredura.

    Esta questão da detecção dos pontos de acesso com o ESSID desativado é interessante. Não é possível detectá-los diretamente, pois eles não respondem a pacotes de broadcast (por isso eles não são detectados por programas como o Netstumbler), mas o Kismet é capaz de detectá-los quando um cliente qualquer se associa a eles, pois o ESSID da rede é transmitido de forma não encriptada durante o processo de associação do cliente.

    A partir daí, o Kismet passa a capturar todos os pacotes transmitidos. Caso a rede esteja encriptada, é possível descobrir a chave de encriptação usando o aircrack (que veremos a seguir), permitindo tanto escutar as conexões, quanto ingressar na rede.

    Como o Kismet é uma das ferramentas mais usadas pelos crackers, é sempre interessante usá-lo para verificar a segurança da sua própria rede. Tente agir como algum vizinho obstinado agiria, capturando os pacotes ao longo de alguns dias. Verifique a distância de onde consegue pegar o sinal de sua rede e quais informações consegue descobrir. Depois, procure meios de reforçar a segurança da rede e anular o ataque.

    Por ser uma ferramenta popular, ele está disponível na maioria as distribuições. Algumas, como o Knoppix (a partir da versão 3.7), já o trazem instalado por padrão.

    Nas distribuições derivadas do Debian, você pode instalá-lo via apt-get:

     # apt-get install kismet 

     

    Antes de ser usar, é preciso configurar o arquivo "/etc/kismet/kismet.conf", especificando a placa wireless e o driver usado por ela, substituindo a linha:

     source=none,none,addme 

     

    Por algo como:

     source=madwifi_ag,ath0,atheros 

     

    ... onde o "madwifi_ag" é o driver usado pela placa (que você pode verificar usando o comando lspci). Na documentação do Kismet o driver é chamado de "capture source", pois é a partir dele que o Kismet obtém os pacotes recebidos.

    o "ath0" é a interface (que você vê através do comando ifconfig) e o "atheros" é um apelido para a placa (que você escolhe), com o qual ela será identificada dentro da tela de varredura.

    Isto é necessário, pois o Kismet precisa de acesso de baixo nível ao hardware. Isto faz com que a compatibilidade esteja longe de ser perfeita. Diversas placas não funcionam em conjunto com o Kismet, com destaque para as placas que não possuem drivers nativos e precisam ser configurados através do ndiswrapper. Se você pretende usar o Kismet, o ideal é pesquisar antes de comprar a placa. Naturalmente, para que possa ser usada no Kismet, a placa precisa ter sido detectada pelo sistema, com a ativação dos módulos de Kernel necessários. Por isso, prefira sempre usar uma distribuição recente, que traga um conjunto atualizado de drivers. O Kurumin e o Kanotix estão entre os melhores neste caso, pois trazem muitos drivers que não vem pré instalados em muitas distribuições.

    Você pode ver uma lista detalhada dos drivers de placas wireless disponíveis e como instalar manualmente cada um deles no meu livro Linux Ferramentas Técnicas.

    Veja uma pequena lista dos drivers e placas suportados no Kismet 2006-04-R1:

    • acx100: O chipset ACX100 foi utilizado em placas de diversos fabricantes, entre eles a DLink, sendo depois substituído pelo ACX111. O ACX100 original é bem suportado pelo Kismet, o problema é que ele trabalha a 11 megabits, de forma que não é possível testar redes 802.11g.

       

    • admtek: O ADM8211 é um chipset de baixo custo, encontrado em muitas placas baratas. Ele é suportado no Kismet, mas possui alguns problemas. O principal é que ele envia pacotes de broadcast quando em modo monitor, fazendo com que sua varredura seja detectável em toda a área de alcance do sinal. Qualquer administrador esperto vai perceber que você está capturando pacotes.

       

    • bcm43xx: As placas com chipset Broadcom podiam até recentemente ser usadas apenas no ndiswrapper. Recentemente, surgiu um driver nativo (http://bcm43xx.berlios.de) que passou a ser suportado no Kismet. O driver vem incluído por padrão a partir do Kernel 2.6.17, mas a compatibilidade no Kismet ainda está em estágio experimental.

       

    • ipw2100, ipw2200, ipw2915 e ipw3945: Estes são os drivers para as placas Intel, encontrados nos notebooks Intel Centrino. O Kismet suporta toda a turma, mas você precisa indicar o driver correto para a sua placa entre os quatro.

    O ipw2000 é o chipset mais antigo, que opera a 11 megabits; o ipw2200 é a segunda versão, que suporta tanto o 8011.b, quanto o 802.11g; o ipw2915 é quase idêntico ao ipw2200, mas suporta também o 802.11a, enquanto o ipw3945 é uma versão atualizada, que é encontrada nos notebooks com processadores Core Solo e Core Duo.

    madwifi_a, madwifi_b, madwifi_g, madwifi_ab e madwifi_ag: Estes drivers representam diferentes modos de operação suportados pelo driver madwifi (http://sourceforge.net/projects/madwifi/), usado nas placas com chipset Atheros. Suportam tanto o driver madwifi antigo, quanto o madwifi-ng.

    Usando os drivers madwifi_a, madwifi_b ou madwifi_g, a placa captura pacotes apenas dentro do padrão selecionado (o madwifi_a captura apenas pacotes de redes 802.11a, e assim por diante). O madwifi_g é o mais usado, pois captura simultaneamente os pacotes de redes 802.11b e 802.11g. O madwifi_ag, por sua vez, chaveia entre os modos "a" e "g", permitido capturar pacotes de redes que operam em qualquer um dos três padrões, mas num ritmo mais lento, devido ao chaveamento.

    rt2400 e rt2500: Estes dois drivers dão suporte às placas com chipset Ralink, outro exemplo de chipset de baixo custo que está se tornando bastante comum. Apesar de não serem exatamente "placas de alta qualidade", as Ralink possuem um bom suporte no Linux, graças em parte aos esforços do próprio fabricante, que abriu as especificações e fornece placas de teste para os desenvolvedores. Isto contrasta com a atitude hostil de alguns fabricantes, como a Broadcom e a Texas (que fabrica os chipsets ACX).

    rt8180: Este é o driver que oferece suporte às placas Realtek 8180. Muita gente usa estas placas em conjunto com o ndiswrapper, mas elas possuem um driver nativo, disponível no http://rtl8180-sa2400.sourceforge.net/. Naturalmente, o Kismet só funciona caso seja usado o driver nativo.

    prism54g: Este driver dá suporte às placas com o chipset Prism54, encontradas tanto em versão PCI ou PCMCIA, quanto em versão USB. Estas placas são caras e por isso relativamente incomuns no Brasil, mas são muito procuradas entre os grupos que fazem wardriving, pois as placas PCMCIA são geralmente de boa qualidade e quase sempre possuem conectores para antenas externas, um pré-requisito para usar uma antena de alto ganho e assim conseguir detectar redes distantes.

    orinoco: Os drivers para as placas com chipset Orinoco (como as antigas Orinoco Gold e Orinoco Silver) precisam de um conjunto de patches para funcionar em conjunto com o Kismet, por isso acabam não sendo placas recomendáveis. Você pode ver detalhes sobre a instalação dos patches no http://www.kismetwireless.net/HOWTO-26_Orinoco_Rfmon.txt.

    Depois de definir o driver, a interface e o nome no "/etc/kismet/kismet.conf", você pode abrir o Kismet chamando-o como root:

     # kismet 

     

    Inicialmente, o Kismet mostra as redes sem uma ordem definida, atualizando a lista conforma vai descobrindo novas informações. Pressione a tecla "s" para abrir o menu de organização, onde você pode definir a forma como a lista é organizada, de acordo com a qualidade do canal, volume de dados capturados, nome, etc. Uma opção comum (dentro do menu sort) é a "c", que organiza a lista baseado no canal usado por cada rede.

    Por padrão, o Kismet chaveia entre todos os canais, tentando detectar todas as redes disponíveis. Neste modo, ele captura apenas uma pequena parte do tráfego de cada rede, assim como você só assiste parte de cada programa ao ficar zapiando entre vários canais da TV.

    Selecione a rede que quer testar usando as setas e pressione "shift + L" (L maiúsculo) para travá-lo no canal da rede especificada. A partir daí ele passa a concentrar a atenção numa única rede, capturando todos os pacotes transmitidos:

    Você pode também ver informações detalhadas sobre cada rede selecionando-a na lista e pressionando enter. Pressione "q" para sair do menu de detalhes e voltar à tela principal.

    Outro recurso interessante é que o Kismet avisa sobre "clientes suspeitos", micros que enviam pacotes de conexão para os pontos de acesso, mas nunca se conectam a nenhuma rede, indício de que provavelmente são pessoas fazendo wardriving ou tentando invadir redes. Este é o comportamento de programas como o Netstumbler (do Windows). Micros rodando o Kismet não disparam este alerta, pois fazem o scan de forma passiva:

     ALERT: Suspicious client 00:12:F0:99:71:D1 - probing networks but never participating. 

     

    O Kismet gera um dump contendo todos os pacotes capturados, que vai por padrão para a pasta "/var/log/kismet/". A idéia é que você possa examinar o tráfego capturado posteriormente usando o Ethereal. O problema é que, ao sniffar uma rede movimentada, o dump pode se transformar rapidamente num arquivo com vários GB, exibindo que você reserve bastante espaço no HD.

    Um dos maiores perigos numa rede wireless é que qualquer pessoa pode capturar o tráfego da sua rede e depois examiná-lo calmamente em busca de senhas e outros dados confidenciais transmitidos de forma não encriptada. O uso do WEP ou outro sistema de encriptação minimiza este risco, pois antes de chegar aos dados, é necessário quebrar a encriptação.

    Evite usar chaves WEP de 64 bits, pois ele pode ser quebrado via força bruta caso seja possível capturar uma quantidade razoável de pacotes da rede. As chaves de 128 bits são um pouco mais seguras, embora também estejam longe de ser inquebráveis. Em termos se segurança, o WPA está à frente, mas usá-lo traz problemas de compatibilidade com algumas placas e drivers.

    Sempre que possível, use o SSH, SSL ou outro sistema de encriptação na hora de acessar outras máquinas da rede ou baixar seus e-mails.

    No Guia "Acesso Remoto: SSH, FreeNX e VNC", vemos como é é possível criar um túnel seguro entre seu micro e o gateway da rede, usando o SSH, permitindo assim encriptar todo o tráfego. Ele está disponível no:


    Gostou da dica? Venha fazer um curso com o autor:

    Curso: Redes e servidores Linux

    Com Carlos E. Morimoto

    Em São Paulo, de 29/05 a 03/06 (intensivo, com aulas à tarde)

    Este é um curso sobre a configuração de servidores Linux. Nele você aprende a configurar cada serviço diretamente nos arquivos de configuração ou utilizando ferramentas genéricas, sem se prender a uma única distribuição. Os exemplos dados durante o curso usam como base o Debian e Fedora, com dicas de peculiaridades do Mandriva, Slackware, Kurumin e Ubuntu.

    Este é um curso intensivo, onde você passa menos tempo vendo teoria e opções pouco usadas e mais tempo aprendendo a resolver problemas do dia a dia. O formato das aulas permite que sejam abordados uma grande quantidade de temas numa única semana, oferecendo uma visão global dos recursos disponíveis e onde eles podem ser aplicados. Ao invés de fazer um curso sobre o Squid, outro sobre o Samba, outro sobre o Apache, etc., você aprende muitas coisas de uma única vez, economizando tempo e dinheiro.

    Nesta turma do dia 29/05, combinou do curso de redes e o curso para iniciantes serem ministrados na mesma semana: o curso para iniciantes de segunda a sexta, das 8:00 às 11:00, e o curso de redes das 12:30 às 18:00. Fazendo o curso de redes, você tem acesso também às aulas para iniciantes e pode fazer os dois cursos simultaneamente (pagando apenas um), e assim aproveitar para tirar todas as dúvidas.

    Veja mais detalhes sobre a programação de cursos, temas abordados, preços e formas de pagamento no:

    http://guiadohardware.net/cursos/

    Todas as aulas do curso de redes são ministradas pelo próprio Carlos Morimoto, o que garante o nível do curso. Nada de aulas inaugurais e mutretas do gênero :)




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20060509.html

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    Curso de IBM/AIX

    by linuxdicas (01/12/2007 - 21:25)

    Curso de IBM/AIX

    Colaboração: Rubens Queiroz de Almeida

    Há muito tempo atrás eu desenvolvi um curso de AIX. Era abordada na época a versão 3. O AIX já evoluiu bastante desde então mas o curso, embora não seja mais ministrado, ainda contém informações atualizadas e úteis sobre vários aspectos do sistema AIX.

    Eu estou disponibilizando no site da Dicas-L, no endereço http://www.rau-tu.unicamp.br/nou-rau/softwarelivre/document/?code=52 o material deste curso no formato PDF. O curso está estruturado com as transparências no lado esquerdo e os comentários no lado direito. A apostila tem 196 páginas. A numeração do índice possivelmente está errada, mas eu não vou corrigir.

    Resumindo, o material pode ser útil para quem quer obter mais informações sobre AIX e está em português. Façam bom proveito.

    Para se ler documentos no formato PDF é necessário utilizar o software Adobe Acrobat Reader, disponível gratuitamente no site da Adobe (http://www.adobe.com).




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/19990506.html

    Tag: Curso

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    A Reconstrução da Torre de Babel

    by linuxdicas (29/11/2007 - 03:38)

    A Reconstrução da Torre de Babel

    Colaboração: Rubens Queiroz de Almeida

    A mensagem de hoje circulou originalmente na revista de Informação e Tecnologia do Centro de Computação da Unicamp. A mensagem aborda a questão do aprendizado da língua inglesa com fins de leitura e fornece algumas dicas muito boas e mostra que o inglês não é tão difícil de se dominar como muitos pensam.

    A mensagem é um tanto longa, mas se você precisa da língua inglesa para desempenhar a sua profissão, garanto-lhe que vai valer a pena.

    O documento original encontra-se em http://www.revista.unicamp.br/navegacao/index4.html

    Enfim, se o assunto lhe interessa, boa leitura!


    Diz a Bíblia que muitos anos atrás todos os habitantes da Terra se uniram para construir uma torre que chegasse até o céu, para tornar seu nome célebre e impedir que fossem espalhados pelo mundo. Para punir os homens por sua ambição demasiada, Deus confundiu sua linguagem e depois os dispersou pelo mundo.

    Ainda hoje os povos da Terra falam uma imensidão de línguas diferentes. Na Internet entretanto, apesar dos muitos povos que autilizam, existe um meio de comunicação comum. Da mesma forma que os computadores se comunicam independentemente de cor e raça, ou melhor, de fabricante e protocolo de comunicação, também os internautas possuem uma linguagem comum: a língua inglesa. Será a Internet uma nova Torre de Babel, construída para reunificar eletronicamente os habitantes deste lindo mundo azul?

    É claro que nem todos que utilizam a Internet compreendem a língua inglesa. Porém mais de 80% dos documentos e das comunicações feitas através da Internet encontram-se em inglês. Apenas 0,7 % do oceano de informação que é a Internet está em português. É perfeitamente possível usar a Internet e se divertir muito navegando apenas por sites escritos em português. Fazer isto entretanto é o equivalente a ir à praia, não entrar na água e ficar se molhando com um baldinho de água que alguém encher para você. O que fazer? Aprender inglês é difícil e demora muitos anos. Como então adquirir o domínio desta ferramenta tão essencial à utilização plena da Internet? Realmente, para se ler, falar, escrever e ouvir com fluência a língua inglesa são necessários de seis a oito anos de estudo constante. Para que aprender tanta coisa se o mais importante é apenas ler? É muito mais fácil dominar um dos aspectos de um idioma (leitura) do que todos os quatro simultaneamente (ler, ouvir, falar e escrever). A Internet possui muito conteúdo interativo, onde a capacidade de se falar e escrever bem a língua inglesa certamente é uma grande vantagem, mas o mais importante certamente é saber ler. Ler para utilizar a informação existente na Internet para aprender, resolver problemas pessoais ou profissionais, se divertir, enfim, para uma infinidade de propósitos.

    Como aprender a ler? É raro encontrar um curso de inglês onde se ensine o aluno apenas a ler. Só vendem o pacote completo, o que é totalmente insensato. Se precisamos investir vários anos para dominar o idioma em todos os seus aspectos, aprender a ler certamente demora muito menos. Em apenas quatro meses é possível obter uma compreensão razoável do idioma que nos permite começar a compreender textos em inglês.

    Mas porque a leitura é mais fácil de se dominar? A própria Internet nos dá a resposta. Em um estudo realizado em 1997, realizamos um trabalho para determinar as palavras mais comuns da língua inglesa e seu percentual de ocorrência. Para este estudo utilizamos os livros online do Projeto Gutemberg. Este projeto, integrado por voluntários, tem por objetivo digitalizar obras de literatura cujos direitos autorais tenham se expirado. Nos Estados Unidos uma obra é colocada no domínio público 60 anos após a morte do autor. Obras de autores como Jane Austen, Conan Doyle, Edgar Rice Burroughs, e muitos outros estão disponíveis gratuitamente na Internet. De posse destes livros, 1600 ao todo na época da pesquisa, fizemos então nossos cálculos. Os 1600 livros combinados geraram um arquivo de 680 MB contendo aproximadamente sete milhões de palavras. Os resultados foram bastante surpreendentes. As 250 palavras mais comuns compõem cerca de 60% de qualquer texto. Em outras palavras, se você conhece as 250 palavras mais comuns, 60% de qualquer texto em inglês é composto de palavras familiares. Para facilitar ainda mais a nossa tarefa os cognatos, que são as palavras parecidas em ambos os idiomas (possible e possível, por exemplo), totalizam entre 20 e 25% do total das palavras. Aí já temos então 80 a 85% do problema de vocabulário resolvido. Se subirmos o número de palavras mais comuns a 1.000, chegamos a 70%. Somando a este valor os cognatos chegamos a valores entre 90 a 95% de um texto.

    É claro que 90 ou 95% ainda não chega a 100%. Como fazer com o restante das palavras? Mais uma vez, usamos nossa intuição (lembra-se que nossa intuição está correta em 99,999% das vezes?). Pensemos em nosso texto como um enigma a ser desvendado. Possuímos alguns elementos familiares, as palavras que conhecemos, e outros que nos são desconhecidos. Devemos deduzir, por meio de nossa intuição, de nossos conhecimentos anteriores, o que as palavras desconhecidas podem significar. Não precisamos nos preocupar com todas as palavras, apenas com aquelas que desempenhem um papel importante no texto. Quais são elas? Se uma palavra aparece com relativa frequência em um texto, ela certamente desempenha um papel importante na compreensão do todo. Se uma palavra aparece apenas uma vez, muito provavelmente não precisaremos nos preocupar com ela.

    O maior problema é que tal enfoque é encarado de forma suspeita pela maioria das pessoas. Como é possível, ignorar uma palavra desconhecida e continuar lendo como se nada houvesse acontecido? O que estamos propondo não é nada absurdo. Qual foi a última vez em que consultou um dicionário? Toda vez que encontramos uma palavra desconhecida vamos em busca do dicionário? Muito provavelmente não. O que acontece é que, como a nossa familiaridade com o português é grande, na hipótese de depararmo-nos com uma palavra desconhecida, o seu sentido, dado o contexto que a cerca, será facilmente deduzido. Isto tudo praticamente sem mesmo nos darmos conta do ocorrido. A não ser que nos proponhamos a tarefa de parar a cada vez que encontrarmos uma palavra desconhecida, a nossa leitura se dá com frequência sem interrupções. As palavras desconhecidas são intuídas, quase que subconscientemente, e passam a integrar o nosso vocabulário. Considerando-se que o vocabulário de um adulto consiste de aproximadamente 50.000 palavras, é ridículo imaginar que tal conhecimento tenha sido adquirido através de 50.000 visitas ao dicionário. Este vocabulário foi adquirido, em um processo iniciado em nossa infância, de forma contínua e através da observação do nosso ambiente, observando outras pessoas falarem, prestando atenção nas palavras utilizadas em determinadas situações e também através da leitura.

    A nossa estratégia para o domínio da língua inglesa para leitura é exatamente aquela utilizada há milhares de anos, com excelentes resultados, pela raça humana. Aprendizado natural, seguindo nossos instintos e pela interação com o ambiente que nos cerca.

    Como vimos, o domínio das palavras mais frequentes da língua inglesa, pode nos ajudar a dar um impulso substancial em nosso aprendizado. Nesta listagem as palavras não estão organizadas alfabeticamente, mesmo porque não é nosso objetivo reproduzir aqui um dicionário. Também não incluímos todos os significados possíveis das palavras apresentadas. Todas as palavras são apresentadas em contexto, em exemplos de utilização. Não fornecemos a definição da palavra. Para cada palavra são listados em média três exemplos de utilização, com a respectiva tradução.

    É muito importante ressaltar que estas palavras não devem ser memorizadas de forma alguma. O ser humano não funciona de forma semelhante ao computador, onde as informações podem ser armazenadas de qualquer forma, e ainda assim estão disponíveis em milésimos de segundos quando necessitamos. O ser humano, para reter alguma informação, precisa situá-la dentro de um referencial de conhecimentos. A informação nova precisa se integrar à nossa visão do mundo, à nossa experiência prévia. Apenas desta forma podemos esperar que o conhecimento adquirido seja duradouro. A maioria de nós certamente já vivenciou situações em que dados memorizados desapareceram de nossa memória quando não mais necessários. Ao contrário, tudo que aprendemos ativamente, permanece presente em nossa memória de forma vívida por muitos e muitos anos.

    Embora esteja sendo fornecida uma lista de palavras, não adote de forma alguma o procedimento padrão de memorização, que é a repetição intensiva dos itens a serem memorizados. É certo que cada um de nós possui estratégias distintas para lidar com o aprendizado, mas eu gostaria de sugerir uma forma de estudo que certamente funciona.

    Primeiramente, não tenha pressa. Não memorize, procure entender os exemplos. Para cada palavra apresentada, leia os exemplos e suas respectivas traduções. Não se preocupe em reter na memória o formato exato das frases e nem de sua tradução. O objetivo é apenas compreender o significado da palavra apresentada e apenas isto. Uma vez compreendido este significado o objetivo foi alcançado.

    Em segundo lugar, procure ler apenas enquanto estiver interessado. Não adianta nada ler todas as palavras de uma vez e esquecer tudo dez minutos depois. Se nos forçarmos a executar uma atividade monótona por muito tempo, depois de alguns momentos a nossa atenção se dispersa e nada do que lemos é aproveitado. Eu sugiro a leitura de dez palavras diariamente. Caso você ache que 10 palavras diárias é muito, não tem importância, este número é sua decisão. Se quiser ler apenas uma palavra, o efeito é o mesmo. Irá demorar um pouco mais, mas chegar ao final é o que importa. É só não esquecer, você deve LER as palavras e NUNCA tentar memorizar as palavras e os exemplos.

    E finalmente, faça revisão. No primeiro dia leia e entenda dez palavras (ou quantas julgar conveniente). No segundo dia leia mais dez palavras e faça a revisão das dez palavras aprendidas no dia anterior. No terceiro dia, aprenda mais dez palavras e revise as vinte palavras aprendidas nos dias anteriores. E assim por diante até o último dia, onde aprenderá as últimas dez palavras e revisará as 240 palavras anteriores. Muito importante, por revisão não quero dizer que se deve fazer a leitura de todas as palavras e exemplos anteriores. As palavras mais frequentes estão grafadas em tipo diferente e em negrito, para que possamos localizá-las facilmente na página. Apenas examine as palavras anteriores em sua revisão. Caso não se recorde de seu significado, então, e apenas então, leia os exemplos. A revisão é extremamente importante. Nós realmente aprendemos quando revisamos conceitos aos quais já fomos expostos. Procedendo desta forma, tenha certeza de que tudo o que aprendeu será absorvido de forma permanente, constituindo a base fundamental de tudo que irá aprender em seus estudos da língua inglesa.

    Caso a sua motivação seja realmente alta e você queira reler todos os exemplos já estudados, vá em frente. Como você pode notar, os exemplos empregam um vocabulário bastante rico. A leitura mais frequente dos exemplos fará com que ao final do estudo o seu vocabulário tenha se enriquecido muito além das 750 palavras básicas.

    Outro ponto importante é a questão do estudo da gramática. A gramática, ou o estudo da estrutura da língua, deve ser apenas para ajudar o aluno a identificar as construções verbais. Não é necessária, para fins de aprendizado da leitura, a memorização de estruturas gramaticais. Como já afirmado, o nosso aprendizado se dá de forma natural. Da mesma forma que uma criança não tem aulas de gramática para aprender sua língua materna, nós também não devemos nos preocupar com este aspecto em nosso estudo. A leitura dos exemplos das palavras mais comuns irá lançar os fundamentos iniciais do conhecimento da estrutura da língua inglesa.

    Resta agora esclarecer um ponto, que é a desculpa favorita de todos nós nos dias de hoje: a falta de tempo. Tempo certamente é fácil de se encontrar para fazer aquilo que nos dá prazer. Para resolver o problema de tempo para este estudo, pense nesta atividade como algo prazeiroso e que lhe trará benefícios enormes, tanto no campo pessoal como profissional. E além do mais, o aprendizado e a revisão das palavras pode ser feito diariamente em não mais de quinze minutos. Se levarmos em conta que os intervalos comerciais em programas de televisão geralmente duram entre quatro a cinco minutos, todo o tempo necessário para este estudo pode ser encaixado nos intervalos de sua novela favorita, certo?

    Então, mãos a obra. Depois que você conhecer as 250 palavras mais comuns da língua inglesa você poderá verificar como o aprendizado da leitura da língua inglesa se tornam muito mais fácil. Nesta lista foram incluídas 750 palavras. Faça um esforço e tente conhecer a todas elas. A sua tarefa vai ficar ainda mais fácil.

    Nos anos de 1996 e 1997 a Diretoria de Recursos Humanos da UNICAMP promoveu um programa de capacitação que incluía um programa de treinamento em inglês instrumental para seus funcionários usando a metodologia descrita nos parágrafos anteriores. Nestes dois anos passaram pelo programa de inglês instrumental aproximadamente 1.000 funcionários. Conseguiu-se atender um número tão grande de pessoas justamente porque o aprendizado da língua inglesa para leitura é consideravelmente mais fácil. Além desta facilidade é possível se ministrar o curso em salas maiores, com até cem alunos, o que é impensável em um curso tradicional. Em cursos normais de inglês cada aluno deve ter atenção especial do professor como pré-requisito indispensável ao aprendizado.

    Como produto deste treinamento foram criados vários materiais didáticos, um dos quais é justamente um pequeno livro, já citado, contendo as 750 palavras mais comuns da língua inglesa. O significado de cada palavra é ilustrado com três exemplos em média, onde a palavra é usada em contextos diferentes. Este pequeno manual está disponível para download na Internet. Além deste manual, existem também outros documentos que descrevem em detalhes como foi realizado o cálculo que determinou estas palavras mais comuns (ver referências).

    Além do aprendizado das palavras mais comuns, o interessado em aprender o inglês para leitura, deve procurar intensificar o seu contato diário com a língua inglesa. Para isso a Internet pode novamente vir em nosso auxílio. Basta procurar nela pelo que nos interessa. Na Internet existe informação de todos os tipos e para todos os gostos. Basta saber e querer procurar.

    No curso de inglês instrumental ministrado na Unicamp, para suplementar o ensino em sala de aula e para manter o aluno em contato diário com a língua inglesa, foi criada uma lista eletrônica chamada EFR (English for Reading). Nesta lista é veiculada diariamente uma história, preferencialmente engraçada (afinal, quem não gosta de uma boa piada?) ou uma citação. As histórias são em inglês e as palavras mais incomuns são comentadas. Desta forma os alunos aprendem todos os dias duas ou mais palavras novas. Todos os dias. Em um ano este pequeno esforço diário pode vir a fazer uma diferença. O curso acabou em 1997 mas a lista continua enviando suas mensagens. Esta lista é hoje aberta a todos os internautas e conta com vários participantes externos além dos participantes do curso ministrado na Unicamp. Todas as mensagens já veiculadas na lista EFR estão arquivadas na Web no endereço http://www.dicas-l.com.br , item "English for Reading".

    O objetivo primordial do curso de inglês instrumental era demonstrar que se é possível aprender inglês para leitura facilmente e despertar o gosto pela leitura. Quanto mais se ler em inglês mais se aprende o idioma, o que não é novidade nenhuma. Como vivemos no Brasil, país de língua portuguesa, as nossas necessidades de utilizar outra habilidade que não a leitura em inglês são bastante esporádicas. Mas não precisamos parar por aí. A leitura serve também para desenvolver as outras habilidades necessárias ao domínio da língua inglesa: a fala, a escrita e a compreensão da língua falada. O principal é que em um período de tempo bastante curto já estaremos habilitados a navegar pela Internet inteira e não apenas pela pequena porção representada pela língua portuguesa.

    Finalmente, queria lembrar a todos que aprender o inglês é bastante fácil. Basta deixar de lado os preconceitos e traumas que temos com a língua inglesa e realmente acreditarmos em nossa capacidade de aprender. Não leva a nada guardar rancores de tentativas frustradas de aprendizado ocorridas no passado. O domínio da língua inglesa é hoje o nosso passaporte para um mundo de informações que podem nos ser úteis tanto na esfera pessoal quanto profissional. Se você não domina a língua inglesa o momento certo para começar é hoje. Consulte as referências deste artigo, estude com calma a lista das palavras mais comuns e assine a lista EFR. Você vai ver que sem fazer muita força em, pouco você estará se locomovendo com desenvoltura cada vez maior pela Torre de Babel reconstruída que é a Internet. Depois me escreva contando os resultados.

    Referências:

    Global Internet Statistics (by Language) http://www.euromktg.com/globstats/

    Projeto Gutenberg http://www.promo.net/pg/

    Dicas-L http://www.dicas-l.com.br

    Palavras mais Comuns da Língua Inglesa http://www.dicas-l.com.br/dicas-l/971002.html Este documento descreve os procedimentos utilizados para se determinar as 1000 palavras mais comuns da língua inglesa e faz uma apresentação dos resultados obtidos. Neste documento as palavras mais comuns são listadas juntamente com seu percentual de ocorrência.

    As 750 palavras mais comuns da Língua Inglesa http://www.dicas-l.com.br/dict.pdf Este documento, no formato PDF, contêm as 750 palavras mais comuns da língua inglesa com exemplos de utilização. Para ler e imprimir arquivos no formato PDF é necessário instalar em seu computador o programa Adobe Acrobat Reader, que pode ser encontrado no endereço http://www.adobe.com

    As 1000 Palavras Mais Comuns da Língua Inglesa http://www.dicas-l.com.br/dicas-l/dicas-l/971003.html Este artigo lista as 1000 palavras mais comuns da língua inglesa e seu percentual de ocorrência.

    Notas:

    1. A comparação da Torre de Babel com a Internet eu encontrei em um artigo escrito por Luiz de Rezende Puech que se encontra em http://www.webmark.com.br/framese.html . Esta analogia, bastante criativa, nunca mais me saiu da cabeça e aproveitei este artigo para abordar o assunto a partir de uma ótica diferente.

    2. A história da Torre de Babel encontra-se na Bíblia, no livro de Genesis, capítulo 11. Reproduzo a seguir alguns dos versículos da história, tal como se encontra na Bíblia.

    (Genesis 11:6) e o SENHOR disse: Eis que o povo é um, e todos têm a mesma linguagem. Isto é apenas o começo; agora não haverá restrição para tudo que intentam fazer.

    (Genesis 11:7) Vinde, desçamos e confundamos ali a sua linguagem, para que um não entenda a linguagem de outro. (Genesis 11:8) Destarte, o SENHOR os dispersou dali pela superfície da terra; e cessaram de edificar a cidade. (Genesis 11:9) Chamou-se-lhe, por isso, o nome de Babel, porque ali confundiu o SENHOR a linguagem de toda a terra e dali o SENHOR os dispersou por toda a superfície dela.

    3. Para assinar a lista EFR (English for Reading) basta enviar uma mensagem para o endereço <efr-subscribe (a) onelist com> .Não é necessário digitar nada na mensagem, nem no "Subject:" nem no corpo.




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/19991109.html

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    Usando o Samba como controlador de domínio (PDC) - Parte 2

    by linuxdicas (20/11/2007 - 19:35)

    Usando o Samba como controlador de domínio (PDC) - Parte 2

    Colaboração: Carlos E. Morimoto

    Logando Clientes Windows

    Neste ponto a configuração do servidor Samba está pronta. Falta apenas configurar os clientes Windows para efetuarem logon no domínio.

    Nem todas as versões do Windows suportam este recurso. Como controladores de domínio são usados principalmente em redes de médio ou grande porte em empresas, a Microsoft não inclui suporte no Windows XP Home e no XP Starter (também chamado jocosamente de "Miserable Edition"), de forma a pressionar as empresas a comprarem o XP Professional, que é mais caro.

    A configuração muda de acordo com a versão do Windows: No Windows 2000, acesse o "Meu Computador > Propriedades > Identificação de rede > Propriedades". Coloque aqui o nome do computador (que precisa ser um dos logins de máquinas adicionados na configuração do Samba) e o nome do Domínio, que é definido na opção " workgroup =" do smb.conf. Para ter acesso a esta opção você deve estar logado como administrador.

    Na tela de identificação que será aberta a seguir, logue-se como "root", com a senha definida no Samba. É normal que a conexão inicial demore dois ou três minutos. Se tudo der certo, você é saudado com uma mensagem "Bem-vindo ao domínio DOMINIO".

    É necessário identificar-se como root ao fazer a configuração inicial, para que seja criada a relação de confiança entre o servidor e o cliente. A partir daí aparece a opção opção "Efetuar logon em: DOMINIO" na tela de login, permitindo que o usuário faça logon usando qualquer uma das contas cadastradas no servidor. Continua disponível também a opção de fazer um login local.

    No Windows 98 ou ME: Comece logando-se na rede (na tela de login aberta na inicialização) com o mesmo usuário e senha que será usado para fazer logon no domínio. Acesse agora o "Painel de Controle > Redes > Cliente para redes Microsoft > Propriedades". Marque a opção "Efetuar Logon num domínio NT", informe o nome do domínio e marque a opção "Efetuar logon e restaurar conexões". Ao terminar, é preciso fornecer o CD de instalação e reiniciar a máquina.

    Note que as máquinas com o Windows 98/ME não são compatíveis com todos os recursos do domínio, elas acessam o domínio dentro de uma espécie de modo de compatibilidade, onde podem acessar os compartilhamentos, mas não têm acesso ao recurso de perfis móveis, por exemplo.

    No Windows XP Professional o procedimento varia de acordo com a versão do Samba usada. Se você está usando uma versão recente do Samba, da versão 3.0 em diante, a configuração é bem mais simples, basta seguir os mesmos passos da configuração no Windows 2000.

    Se por outro lado você ainda está usando o Samba 2.x, a configuração é um pouco mais complicada. Comece copiando o arquivo "/usr/share/doc/samba-doc/registry/WinXP_SignOrSeal.reg" (do servidor), que fica disponível ao instalar o pacote "samba-doc". Esta é uma chave de registro que precisa ser instalada no cliente.

    Acesse agora as propriedades do "Meu Computador" e na aba "Nome do Computador" clique no botão "ID de rede". Será aberto um Wizard que coleta o nome do domínio, nome da máquina e login de usuário. Lembre-se que é necessário efetuar o primeiro logon como root.

    Se não der certo da primeira vez, acesse o "Painel de controle > Ferramentas administrativas > Diretiva de segurança local > Diretivas locais > Opções de segurança" e desative as seguintes opções:

    • Membro do domínio: criptografar ou assinar digitalmente os dados de canal seguro (sempre)
    • Membro do domínio: desativar alterações de senha de conta da máquina
    • Membro do domínio: requer uma chave de sessão de alta segurança (Windows 2000 ou posterior)

    Para confirmar se os clientes estão realmente efetuando logon no servidor, use o comando "smbstatus" (no servidor). Ele retorna uma lista dos usuários e máquina logadas, como em:

     Samba version 3.0.14a-Debian PIDUsernameGroupMachine ----------------------------------------------------- 4363joaojoaoathenas (192.168.o.34) ServicepidmachineConnected at ----------------------------------------------------- joao4363athenasSat Jul 9 10:37:09 2005 

    Gostou da dica? Venha fazer um curso com o autor:

    Curso: Redes e servidores Linux

    Com Carlos E. Morimoto

    Em São Paulo, de 29/05 a 03/06 (intensivo, com aulas à tarde)

    Este é um curso sobre a configuração de servidores Linux. Nele você aprende a configurar cada serviço diretamente nos arquivos de configuração ou utilizando ferramentas genéricas, sem se prender a uma única distribuição. Os exemplos dados durante o curso usam como base o Debian e Fedora, com dicas de peculiaridades do Mandriva, Slackware, Kurumin e Ubuntu.

    Este é um curso intensivo, onde você passa menos tempo vendo teoria e opções pouco usadas e mais tempo aprendendo a resolver problemas do dia a dia. O formato das aulas permite que sejam abordados uma grande quantidade de temas numa única semana, oferecendo uma visão global dos recursos disponíveis e onde eles podem ser aplicados. Ao invés de fazer um curso sobre o Squid, outro sobre o Samba, outro sobre o Apache, etc., você aprende muitas coisas de uma única vez, economizando tempo e dinheiro.

    Nesta turma do dia 29/05, combinou do curso de redes e o curso para iniciantes serem ministrados na mesma semana: o curso para iniciantes de segunda a sexta, das 8:00 às 11:00, e o curso de redes das 12:30 às 18:00. Fazendo o curso de redes, você tem acesso também às aulas para iniciantes e pode fazer os dois cursos simultaneamente (pagando apenas um), e assim aproveitar para tirar todas as dúvidas.

    Veja mais detalhes sobre a programação de cursos, temas abordados, preços e formas de pagamento no:

    http://guiadohardware.net/cursos/

    Todas as aulas do curso de redes são ministradas pelo próprio Carlos Morimoto, o que garante o nível do curso. Nada de aulas inaugurais e mutretas do gênero :)




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20060511.html

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    Curso À Distância de Programação C (UFMG)

    by linuxdicas (20/11/2007 - 04:43)

    Curso À Distância de Programação C (UFMG)

    Colaboração: Eduardo Rodrigues (<edu_listas (a) hotmail com>)

    A Universidade Federal de Minas Gerais,por intermédio do Núcleo de Ensino à Distância da Escola de Engenharia, está oferecendo gratuitamente um curso à distância de linguagem C.

    Todas as informações sobre o curso encontram-se em http://ead1.eee.ufmg.br/cursos/C/ Os interessados podem se inscrever por email. As lições são também enviadas pelo correio eletrônico e a interação entre alunos e professores é feita através de listas de discussão.

    O curso funciona desde 1997 e já atendeu cerca de 5000 alunos.




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20000114.html

    Tag: Curso

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