Tecnologia SCSI é opção inteligente para pequenas empresas em expansão
Tecnologia SCSI é opção inteligente para pequenas empresas em expansão
//Colaboração: Gary Wong //
As pequenas empresas estão utilizando cada vez mais os sistemas de computação para ter acesso rápido e preciso aos dados corporativos, tornando-se mais competitivas. Essas ferramentas tornam mais ágil o tempo de resposta ao cliente, um fator essencial para garantir que um negócio seja fechado. Outra vantagem é que compartilhando dados entre diferentes departamentos as companhias de menor porte podem não apenas reduzir o volume de papel como também melhorar a qualidade de seus serviços.
A habilidade de maximizar os investimentos em sistemas de computação é vital para o sucesso das pequenas empresas. A solução ideal é aquela que atende às necessidades de hoje sem comprometer a expansão futura. Isso nos remete a uma tecnologia desenvolvida no início dos anos 80 e que hoje incorpora muitos dos recursos utilizados pelos sistemas operacionais multitarefa: o SCSI. Periféricos inteligentes, I/O assíncrono multitarefa, alta largura de banda e escalabilidade são algumas das características que tornam o SCSI a interface ideal para os discos dos servidores.
Os servidores de pequeno porte geralmente incorporam um único dispositivo de armazenamento. Entretanto, conforme as aplicações comerciais são automatizadas, aumenta a necessidade por mais espaço no servidor. A tecnologia SCSI permite que periféricos adicionais sejam facilmente ligados ao servidor, tornando a expansão uma tarefa mais simples. Comparado à tecnologia EIDE, o SCSI pode suportar até sete vezes mais dispositivos por canal. Diversos periféricos internos e externos podem ser conectados a um único adaptador SCSI, sem requerer recursos adicionais do sistema (slots de expansão, interruptores e espaço em disco).
A tecnologia SCSI possibilita ainda ao servidor manter uma performance muito maior em comparação aos sistemas baseados em EIDE. Isso acontece porque os periféricos inteligentes permitem ao subsistema de armazenamento desempenhar múltiplas tarefas ao mesmo tempo - a chamada multitarefa. Os recursos de computação distribuída da tecnologia SCSI também contribuem para aumentar a vida útil do hardware, uma vez que passamos a não depender mais de um único componente. Por essas razões, os sistemas implementados com SCSI estão melhor preparados para as necessidades de expansão e aumento de performance nas empresas.
Conforme mais informações críticas da empresa são armazenadas digitalmente, surge a demanda por recursos de tolerância a falhas para proteger os dados. A performance, flexibilidade e recursos do SCSI permitem implementar tecnologias tolerantes a falha. Para os subsistemas de discos, o SCSI oferece redundância com RAID níveis 1 e 5. Quando se usa tecnologia de arrays RAID, a confiabilidade do sistema aumenta, protegendo-se os dados de quaisquer falhas nos drives. Outra opção para proteção e escalabilidade é o sistema de clustering com SCSI e RAID, que permite atender à demanda atual sem sacrificar a expansão futura.
Podemos mostrar a superioridade da tecnologia SCSI através do programa de benchmark da ZiffDavis, o NetBench, que simula a performance de diversas redes de clientes desempenhando tarefas de rotina nas empresas. O programa mede desde a CPU e subsistemas de disco até os componentes da rede ou seja, como cada componente se comporta e como eles trabalham juntos para determinar o nível de performance do servidor. Quanto mais rápido um servidor processar os dados, mais tarefas o usuário poderá realizar em um determinado período de tempo.
O NetBench apresenta a performance em bytes por segundo, ou seja, os maiores resultados representam maior performance e habilidade de suportar mais usuários. Ao aumentar o número de computadores no teste, podemos traçar um gráfico mostrando como o servidor responde quando usa a tecnologia SCSI e EIDE. O benchmark mostrou (ver gráfico abaixo) que a tecnologia SCSI supera a EIDE devido à maior largura de banda e possibilidade de multitarefa. The SCSI server system tested transfered data up to 2.5 times faster than the comparable EIDE system. Além disso, o SCSI é capaz de manter alta performance mesmo quando o fluxo de trabalho aumenta. Isso significa que o servidor SCSI pode sustentar usuários adicionais com o mesmo nível de performance. Já o servidor baseado em EIDE não conseguiu manter a performance conforme aumentou-se o número de clientes, gerando um tempo de resposta maior.
Nas pequenas empresas, o computador tem um papel essencial para uma operação de sucesso. Ao investir em alta performance, escalabilidade e sistemas flexíveis, os administradores de sistema podem reduzir os custos, atender melhor aos clientes e se preparar para o futuro. A tecnologia SCSI oferece um único ponte de conexão para múltiplos periféricos, alta largura de banda, flexibilidade para crescer conforme a demanda de negócios e proteção de dados sem configurações tolerantes a falha. O SCSI é uma tecnologia chave que pode ser utilizada para maximizar os investimentos em sistemas de informática.
Gary Wong é engenheiro do grupo de soluções SCSI da
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/19980425.html
Usando políticas de senhas em diretórios LDAP
Usando políticas de senhas em diretórios LDAP
Colaboração: Gabriel Menezes Nunes
Vou descrever nesse artigo uma maneira que encontrei de usar os recursos de políticas de senhas em diretórios LDAP. Essa é uma ótima maneira de reforçar a segurança total da sua infra-estrutura da rede, pois um usuário com senha fraca pode colocar em risco todo um planejamento feito durante muito tempo. Caso um servidor seja penetrado por um intruso, devido a uma conta com senha fraca, o invasor estará a um passo de uma possível escalada de privilégios e total comprometimento da máquina em questão. Então, uma "cartilha" de políticas a serem usadas numa rede que contém dados privados de usuários, é crucial para qualquer pequena ou grande empresa.
Procurei muito por esse assunto na internet, mas não encontrei uma documentação interessante usando o OPENLDAP (http://www.openldap.org).
Esse artigo irá apenas demonstrar a instalação e configuração do schema "ppolicy", usado nas políticas de senhas no servidor. Qualquer configuração adicional do LDAP ou configuração do cliente estão fora do escopo desse documento.
Para usar os atributos LDAP de aplicação de senhas fortes, será necessário o PAM. Logo distribuições que não o usem, como o SLACKWARE, não serão afetadas e irão ignorar qualquer bloqueio de usuário ou expiração de senha. Nessas distros, você terá que compilar o PAM , e recompilar alguns pacotes como OpenSSH e Shadow.
Começando pela instalação a partir do código fonte:
Pegue o OpenLDAP mais atual (http://www.openldap.org/software/download) Estou usando a versão 2.3.23
tar xvzf openldap-2.3.23.tgz
Agora vem uma parte interessante: a alteração do código fonte!
Teremos que alterá-lo para podermos usar as políticas de senhas diferentes para cada usuário, e não apenas uma genérica para a base de dados inteira, e também para podermos modificar alguns atributos operacionais que o OpenLDAP padrão não nos deixa modificar.
Então vamos "hackear" o OpenLDAP !!!
Entre no diretório "servers/slapd/overlays" dentro da pasta do openldap.
cd openldap-2.3.23/servers/slapd/overlays
Dentro desse diretório localize e abra o arquivo ppolicy.c, de preferência com um editor que localize facilmente uma string de busca!
kate ppolicy.c
Aberto o arquivo, retire todas as strings "NO-USER-MODIFICATION" dos atributos do schema.
Explicando melhor, schema é um conjunto de atributos e classes usados no LDAP para guardar dados específicos do usuário. Caso esse atributo esteja como "NO-USER-MODIFICATION", ele não poderá ser mudado para usuários normais, logo não será possível uma política individual para cada um no seu banco de dados. Exemplos de schema podem ser samba.schema, para uso do samba com ldap, ou até mesmo um schema feito por um administrador para uso privado e exclusivo da empresa, usando atributos como RG, número do funcionário, salário, andar em que se localiza no prédio, etc.
Arquivo alterado, e só salvar, e agora iremos compilar
Volte ao diretório base do openldap
cd ../../.. ./configure --enable-overlays --enable-lmpasswd --enable-crypt
A parte mais importante é habilitar todos os "overlays", mais especificamente o "ppolicy". LMPasswd é para manter alguma compatibilidade com o samba, caso queira integrá-lo ao LDAP, e "crypt" mantém compatibilidade com sistemas que não usam PAM, como o SLACKWARE.
Caso dê algum problema com o Berkeley DB, exporte o CPPFLAGS: export CPPFLAGS="-I/usr/include/db4" ou onde estiver os includes do Berkeley DB. Repita o configure
E para terminar a instalação
make make install
Para configurar o ppolicy será necessário apenas a adição de uma linha ao slapd.conf
overlay ppolicy
Pronto! Já temos as políticas de senhas rodando no servidor.
Para testar podemos montar um LDIF:
lock_user.ldif ----------------------------------------------- dn: uid=gabriel,dc=servidor,dc=org,dc=br changetype: modify add: pwdAccountLockedTime pwdAccountLockedTime: 000001010000Z -----------------------------------------------
e adicionamos
ldapmodify -x -D 'cn=admin,dc=servidor,dc=org,dc=br' -w senha_do_ldap -f lock_user.ldif
A partir desse comando esse usuário estará bloqueado no servidor e não poderá mais logar. Para permitir sua autenticação:
unlock_user.ldif ----------------------------------------------- dn: uid=gabriel,dc=servidor,dc=org,dc=br changetype: modify delete: pwdAccountLockedTime ----------------------------------------------- ldapmodify -x -D 'cn=admin,dc=servidor,dc=org,dc=br' -w senha_do_ldap -f unlock_user.ldif
O servidor volta a permitir o usuário "gabriel" a se autenticar na base de dados.
Para mais atributos e manipulação de tais políticas, olhe no arquivo ppolicy.schema no diretório schema do OpenLDAP ou no Google!!!
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20060621.html
Conceitos sobre Tipos, Utilização e Gerenciamento de Backups
Conceitos sobre Tipos, Utilização e Gerenciamento de Backups
Colaboração: Renato José Rudnicki
Neste artigo, pretendo explicar um pouco sobre o que é um backup, quais os tipos, mídias usuadas e alguns conceitos importantes. Hoje é impossível pensar em uma empresa que não tenha backup, independente de se for pequena média ou grande. Em um próximo artigo, falarei sobre que tipos de backup tem um melhor custo/benefício dependendo do ambiente local.
1. Visão geral sobre Backup
O utilitário Backup ajuda a proteger os dados de perdas acidentais se ocorrerem falhas de hardware ou de mídia de armazenamento no sistema. Por exemplo, você pode usar o utilitário Backup para criar uma cópia dos dados que estão no disco rígido e arquivá-los em outro dispositivo de armazenamento. A mídia de armazenamento de backup pode ser uma unidade lógica, como um disco rígido, um dispositivo de armazenamento separado, como um disco removível, ou uma biblioteca inteira de discos ou fitas organizados e controlados por alterador robótico. Se os dados originais do disco rígido forem apagados ou substituídos acidentalmente ou se ficarem inacessíveis devido a um defeito do disco rígido, você poderá restaurar facilmente os dados usando a cópia arquivada.
2. Tipos de Backups
Se você perguntar a alguém que não é familiarizado com backups, a maioria pensará que um backup é somente uma cópia idêntica de todos os dados do computador. Em outras palavras, se um backup foi criado na noite de terça-feira, e nada mudou no computador durante o dia todo na quarta-feira, o backup criado na noite de quarta seria idêntico àquele criado na terça. Apesar de ser possível configurar backups desta maneira, é mais provável que você não o faça. Para entender mais sobre este assunto, devemos primeiro entender os tipos diferentes de backup que podem ser criados. Estes são:
- Backups completos
- Backups incrementais
- Backups diferenciais
3. Backups Completos
Este tipo consiste no backup de todos os arquivos para a mídia de backup. Conforme mencionado anteriormente, se os dados sendo copiados nunca mudam, cada backup completo será igual aos outros. Esta similaridade ocorre devido o fato que um backup completo não verifica se o arquivo foi alterado desde o último backup; copia tudo indiscriminadamente para a mídia de backup, tendo modificações ou não. Esta é a razão pela qual os backups completos não são feitos o tempo todo Todos os arquivos seriam gravados na mídia de backup. Isto significa que uma grande parte da mídia de backup é usada mesmo que nada tenha sido alterado. Fazer backup de 100 gigabytes de dados todas as noites quando talvez 10 gigabytes de dados foram alterados não é uma boa prática; por este motivo os backups incrementais foram criados.
4. Backups Incrementais
Ao contrário dos backups completos, os backups incrementais primeiro verificam se o horário de alteração de um arquivo é mais recente que o horário de seu último backup. Se não for, o arquivo não foi modificado desde o último backup e pode ser ignorado desta vez. Por outro lado, se a data de modificação é mais recente que a data do último backup, o arquivo foi modificado e deve ter seu backup feito. Os backups incrementais são usados em conjunto com um backup completo frequente (ex.: um backup completo semanal, com incrementais diários).
A vantagem principal em usar backups incrementais é que rodam mais rápido que os backups completos. A principal desvantagem dos backups incrementais é que para restaurar um determinado arquivo, pode ser necessário procurar em um ou mais backups incrementais até encontrar o arquivo. Para restaurar um sistema de arquivo completo, é necessário restaurar o último backup completo e todos os backups incrementais subsequentes. Numa tentativa de diminuir a necessidade de procurar em todos os backups incrementais, foi implementada uma tática ligeiramente diferente. Esta é conhecida como backup diferencial.
5. Backups Diferenciais
Backups diferenciais são similares aos backups incrementais pois ambos podem fazer backup somente de arquivos modificados. No entanto, os backups diferenciais são acumulativos, em outras palavras, no caso de um backup diferencial, uma vez que um arquivo foi modificado, este continua a ser incluso em todos os backups diferenciais (obviamente, até o próximo backup completo). Isto significa que cada backup diferencial contém todos os arquivos modificados desde o último backup completo, possibilitando executar uma restauração completa somente com o último backup completo e o último backup diferencial. Assim como a estratégia utilizada nos backups incrementais, os backups diferenciais normalmente seguem a mesma tática: um único backup completo periódico seguido de backups diferenciais mais frequentes. O efeito de usar backups diferenciais desta maneira é que estes tendem a crescer um pouco ao longo do tempo (assumindo que arquivos diferentes foram modificados entre os backups completos). Isto posiciona os backups diferenciais em algum ponto entre os backups incrementais e os completos em termos de velocidade e utilização da mídia de backup, enquanto geralmente oferecem restaurações completas e de arquivos mais rápidas (devido o menor número de backups onde procurar e restaurar). Dadas estas características, os backups diferenciais merecem uma consideração cuidadosa
6. ALGUMAS VANTAGENS E DESVANTAGENS
6.1. BACKUP COMPLETO
VANTAGENS: Os arquivos são mais fáceis de localizar porque estão na mídia de backup atual. Requer apenas uma mídia ou um conjunto de mídia para a recuperação dos arquivos.
DESVANTAGENS: É demorado. Se os arquivos forem alterados com pouca freqüência, os backups serão quase idênticos.
6.2. BACKUP INCREMENTAL
VANTAGENS: Requer a menor quantidade de armazenamento de dados. Fornece os backups mais rápidos.
DESVANTAGENS: A restauração completa do sistema pode levar mais tempo do que se for usado o backup normal ou diferencial.
6.3. BACKUP DIFERENCIAL
VANTAGENS: A recuperação exige a mídia apenas dos últimos backups normal e diferencial. Fornece backups mais rápidos do que um backup normal.
DESVANTAGENS: A restauração completa do sistema pode levar mais tempo do que se for usado o backup normal. Se ocorrerem muitas alterações nos dados, os backups podem levar mais tempo do que backups do tipo incremental.
7. Midias de Backup
7.1. Fita
A fita foi o primeiro meio de armazenamento de dados removível amplamente utilizado. Tem os benefícios de custo baixo e uma capacidade razoavelmente boa de armazenamento. Entretanto, a fita tem algumas desvantagens. Ela está sujeita ao desgaste e o acesso aos dados na fita é sequencial por natureza. Estes fatores significam que é necessário manter o registro do uso das fitas (aposentá-las ao atingirem o fim de suas vidas úteis) e também que a procura por um arquivo específico nas fitas pode ser uma tarefa longa.
Por outro lado, a fita é uma das mídias de armazenamento em massa mais baratas e carrega uma longa reputação de confiabilidade. Isto significa que criar uma biblioteca de fitas de tamanho razoável não abocanha uma parcela grande de seu orçamento, e você pode confiar no seu uso atual e futuro.
As unidades de fita são uma opção interessante apenas para quem precisa armazenar uma grande quantidade de dados, pois o custo por megabyte das mídias é bem mais baixo que o dos HDs e outras mídias. O problema é que o custo do equipamento é relativamente alto e as fitas não são muito confiáveis, o que acaba obrigando o operador a fazer sempre pelo menos duas cópias para ter um nível maior de segurança. Para quem tem um pequeno negócio ou para usuários domésticos elas definitivamente não valem à pena.
7.2. Disco
Nos últimos anos, os drives de disco nunca seriam usados como um meio de backup. No entanto, os preços de armazenamento caíram a um ponto que, em alguns casos, usar drives de disco para armazenamento de backup faz sentido. A razão principal para usar drives de disco como um meio de backup é a velocidade. Não há um meio de armazenamento em massa mais rápido. A velocidade pode ser um fator crítico quando a janela de backup do seu centro de dados é curta e a quantidade de dados a serem copiados é grande.
8. Tornando seus backups eficientes
- Etiquete claramente seus backups. Inclua o nome da máquina, a unidade, a data do backup e o número do disco ou fita. Uma etiqueta pode ser parecida com esta: BACKUP de Admin C: 15/07/99 #4/6
- Mantenha seus backups em lugar seguro, fresco e seco. É melhor manter backup importante fora do local do micro, de forma que, se o seu escritório pegar fogo, seus backups não se queimarão. Se não você puder armazená-los fora do prédio do escritório por alguma razão, pelo menos mantenha-os em um andar separado, para que eles possam manter-se a salvo do local de desastres.
- Não faça backups do que você não precisa, eles apenas o confundirão mais tarde. Se a sua empresa formatar o disco rígido de alguém e começar tudo do zero, desfaça-se dos backups uma vez que você tenha determinado que nada importante estava na unidade.
- Teste seus backups periodicamente para assegurar-se de que eles funcionam.Calor, umidade e campos eletromagéticos podem fazer com que seus dados se deteriorem. Em geral, discos e pessoas sentem-se bem nas mesmas temperaturas: se você não se sente à vontade depois de ficar algumas horas numa sala, seus backups também não se sentirão.
- Não mantenha backups por anos e espere que eles permaneçam intactos sem ajuda. As cargas positivas e negativas em seus discos tendem a neutralizar umas às outras, e um disco deixado na prateleira voltará lentamente a ter uma superfície virgem, da mesma maneira que se você tivesse escrito na areia de uma praia, a escrita irá lentamente enfraquecer a menos que você as regrave diariamente. Você pode dar vida nova a suas fitas copiando seus backups para um meio recentemente formatado e a seguir reformatar a fita antiga. As fitas são geralmente projetadas para durar 2 a 3 anos.
9. Armazenamento de Backups
O que acontece após completar os backups? A resposta óbvia é que os backups devem ser armazenados. Entretanto, não é tão óbvio o que deve ser armazenado e onde. Para responder a estas questões, devemos considerar primeiro sob quais circunstâncias os backups devem ser usados. Há três situações principais:
- Pequenos e rápidos pedidos de restauração dos usuários
- Grandes restaurações para recuperar de um desastre
- Armazenamento em arquivos, pouco provável de ser usado novamente
Infelizmente, há diferenças irreconciliáveis entre os números 1 e 2. Quando um usuário apaga um arquivo acidentalmente, ele pretende recuperá-lo imediatamente. Isto siginifca que a mídia de backup não pode estar há mais de dois passos distante do sistema para o qual os dados devem ser restaurados. No caso de um desastre que precisa de uma restauração completa de um ou mais computadores do seu centro de dados, se o desastre foi de natureza física, o que quer que tenha destruído seus computadores, também destruiria os backups localizados próximos dos computadores. Isto seria uma situação terrível.
O armazenamento em arquivos é menos controverso. Já que a chance de ser utilizado para qualquer propósito é baixa, não haveria problema se a mídia de backup estivesse localizada há quilômetros de distância do centro de dados. As táticas para resolver estas diferenças variam de acordo com as necessidades da empresa em questão. Uma tática possível é armazenar o backup de diversos dias na empresa; estes backups são então levados para um local de armazenamento mais seguro fora da empresa quando os backups diários mais novos forem criados.
Uma outra tática seria manter dois conjuntos diferentes de mídia:
- Um conjunto no centro de dados estritamente para pedidos imediatos de restauração
- Um conjunto fora da empresa para armazenamento externo e recuperação de desastres
Obviamente, ter dois conjuntos significa ter a necessidade de rodar todos os backups duas vezes para fazer uma cópia dos backups. Isto pode ser feito, mas backups duplos podem levar muito tempo e copiar requer diversos drives de backup para processar (e provavelmente um sistema dedicado a executar as cópias).
O desafio do administrador de sistemas é encontrar um equilíbrio que atenda adequadamente às necessidades de todos, e também assegurar que os backups estejam disponíveis para a pior das situações.
+Questões de Restauração+
Enquanto os backups são uma ocorrência diária, as restaurações normalmente representam um evento menos frequente. No entanto, as restaurações são inevitáveis; elas serão necessárias, portanto é melhor estar preparado. É importante atentar para os vários cenários de restauração detalhados ao longo desta seção e determinar maneiras para testar sua habilidade em resolvê-los. E tenha em mente que o mais dfiícil de testar também é o mais crítico.
10. Restaurando do Zero
"Restaurar do zero" significa restaurar um backup de sistema completo em um computador com absolutamente nenhum dado de nenhum tipo sem sistema operacional, sem aplicações; nada. Em geral, há duas táticas básicas para restaurações do zero:
Reinstalar, seguido de restauração
Aqui o sistema operacional base é instalado como se um computador novo estivesse sendo configurado. Após instalar e configurar o sistema operacional, os drives de disco restantes podem ser particionados e formatados, e todos os backups restaurados pela mídia de backup.
Discos de recuperação do sistema Um disco de recuperação do sistema é uma mídia iniciável (bootable) de algum tipo (geralmente um CD) que contém um ambiente de sistema mínimo, capaz de executar as tarefas mais básicas de administração de sistemas. O ambiente de recuperação contém os utilitários necessários para particionar e formatar os drives de disco, os drives de dispositivo necessários para acessar o dispositivo de backup e o software necessário para restaurar os dados pela mídia de backup.
11. Testando Backups
Todos os tipos de backup devem ser testados periodicamente para garantir que os dados podem ser lidos através deles. É fato que, às vezes, os backups executados são por algum motivo ilegíveis. O pior é que muitas vezes isto só é percebido quando os dados foram perdidos e devem ser restaurados pelo backup. As razões para isto ocorrer podem variar desde alterações no alinhamento do cabeçote do drive de fita, software de backup mal-configurado a um erro do operador. Independente da causa, sem o teste periódico você não pode garantir que está gerando backups através dos quais poderá restaurar dados no futuro.
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20070427.html
O que é o ICOX?
O que é o ICOX?
Colaboração: Carlos Nepomuceno
É um software livre para gerenciar comunidades virtuais, que pretende ajudar os profissionais de informação, comunicação e conhecimento na implantação de projetos. Visa, portanto, a troca de experiências de pessoas, permitindo, assim, o desenvolvimento de uma inteligência coletiva capaz de potencializar as novas ferramentas interativas da sociedade do conhecimento.
Quem pode usá-lo?
Qualquer pessoa física ou jurídica, privada ou pública, desde que baixe gratuitamente o software. Os códigos-fonte estão disponíveis na Internet [http://www.icox.org.br/download/] e podem ser copiados e instalados gratuitamente em qualquer servidor que rode os componentes Apache+MySQL+PHP juntos.
Objetivos do ICOX
- Viabilizar que o Brasil tenha um software livre para gerenciamento de comunidades virtuais gratuito;
- Com ele, a sociedade poderá criar as suas comunidades inteligentes potencializando, assim, ainda mais o uso da rede;
- A potencialização da rede vai agregar pessoas e projetos, gerando novos e atuais arranjos produtivos, em escala regional, nacional e internacional. Esses viabilizarão a curto, médio e longo prazo, o crescimento econômico das cidade, dos estados e do país.
Além disto, tornará possível a reciclagem de profissionais de informação, comunicação e de conhecimento, que poderão praticar em uma ferramenta real.
Características técnicas
Os códigos do sistema foram desenvolvidos na linguagem (PHP: Hypertext Preprocessor) e os dados são armazenados no banco de dados MySQL. O ICOX é multiplataforma, ou seja, roda em qualquer ambiente: Linux, Unix, Windows, Mac FreeBSD. Basta que o sistema operacional rode os componentes Apache+MySQL+PHP juntos.
Módulos do ICOX
- Usuário - dados relevantes do usuário e espaço para que ele se expresse e se posicione na rede.
- Comunidade - dados relevantes da comunidade para que ela se expresse e se posicione na rede.
Premissas do ICOX
- Acessível aos portadores de deficiência;
- Acesso por equipamento móveis.
Patrocínio:
Faperj - Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro
Apoio:
- Infoglobo
- Crie-UFRJ
- Vale do Rio Doce
- TBG
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20061212.html
Migracao sistemas de arquivos EXT3 para RAID-X
Migracao sistemas de arquivos EXT3 para RAID-X
Colaboracao: Jairo Willian Pereira - jairo(at)progonos(dot)com
Passo 00: Material Necessario
- Live-CD de reparacao bootavel c/ raidtools (ex. Knoppix 3.x)
- PC auxiliar para a replicacao dos dados e reconstrucao dos arrays
- HD adicional
- raidtools 0.9 (ou posterior) instalado na maquina "em migracao"
Passo 01: Introducao
Dispositivos RAID sao combinacoes de particoes em arrays de algum tipo previamente definido. Significa "Redundant Array of Inexpensive Disks" e foram inicialmente implementados e definidos por pesquisadores da Universidade de Berkeley, Califórnia. Atualmente existem onze onze tipos de RAID (0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 10, 53 e 0+1), sendo os mais comuns:
RAID0 - Stripping Disc. Funciona transformando diversos discos em uma unica unidade. Prove maior velocidade de acesso em funcao de segmentar os dados entre os discos envolvidos no processo. O fator "seguranca" eh prejudicado, nao fornecendo qualquer tipo de redundancia. Minimo de 2 particoes.
RAID1 - Mirror Disc. Trabalha com sistema de espelhamento, onde a informacao gravada em um disco eh duplicada no disco parceiro. Se comparado ao RAID0, perde no quesito velocidade, mas fornece seguranca adicional a partir do clone. Nesse sistema, pode haver utilizacao de discos "Spare" aumentando proporcionalmente a seguranca do sistema. O espaco disponivel e uma das desvantagens, visto que trabalha com duplicacao da informacao. Minimo de 2 particoes.
RAID5 - Parity Disc. Similar ao RAID-0, mas implementa paridade de dados através do funcao logica XOR. Assim, consegue uma camada de seguranca adicional, usando um dos discos como disco de paridade (o RAID4 eh similar, mas grava a informacao de paridade no mesmo disco). Minimo de 3 discos.
Passo 02: Backup das Particoes de Dados
Para maior seguranca durante processo de migracao, eh altamente recomendado o backup do disco origem, seja em midia removivel ou outro dispositivo de armazenamento em massa. Eh altamente recomendado que o usuario leia mesmo que parcialmente a manpage das utilitarios envolvidos nesse processo.
Passo 03: Replicacao dos Dados e Reconstrucao dos Arrays
Como inicialmente voce precisara de mais um disco para o processo de RAID, recomendo que particione e formate o novo disco exatemente igual ao disco origem. Faca um clone do disco origem (leia original, ou o disco principal) para o disco de destino, remove o disco original e execute as operacoes seguintes no disco de destino/clonado. Somente apos o RAID estar completamente em pe, enisra o disco original (que tambem deve ter uma copia reserva) e junte-o ao RAID.
Efetuar o boot do Live-CD de reparacao (Knoppix 3.x). Nesta configuracao, os disposistivos devem ser reconhecidos pelo sistema da seguinte forma:
/dev/hda - CD-ROM /dev/hde - Disco IDE-1 (Promise) - Original /dev/hdg - Disco IDe-2 (promise) - Clone
Essa copia pode ser efetuada particao a particao utilizando o tar.
# mount /dev/hdex /mnt/hdex # mount /dev/hdgx /mnt/hdgx # (cd /mnt/hdex; tar cpvls --atime-preserve --same-owner -f - .) | (cd /mnt/hdgx; tar xf -)
Recomendo que faca apenas o particionamento, visto que essa "nova particao sera posteriormente formatada". A ideia da copia eh interessante apenas para ter uma "garantia extra" enquanto o processo nao eh finalizado. Se preferir fazer a copia do disco por inteiro, podera utilizar tambem o dd.
# dd if=/dev/hde of=/dev/hdg bs=1024
Finalizado o processo, os discos ja estao particionados e operacionais. Removeremos o disco original, colocaremos o disco clonado na posicao do original, faremos um novo reboot com o Live-CD e alteraremos a definicao do tipo para cada particao participante do RAID. Veremos como inicialmente encontram-se as atuais particoes do disco CLONADO.
# fdisk -l /dev/hde Disk /dev/hde: 255 heads, 63 sectors, 9729 cylinders Units = cylinders of 16065 * 512 bytes Device Boot Start End Blocks Id System /dev/hde1 1 1913 15366141 83 Linux /dev/hde2 1914 3188 10241437+ 83 Linux /dev/hde3 3189 3316 1028160 83 Linux /dev/hde4 3317 9729 51512422+ 5 Extended /dev/hde5 3317 3447 1052226 82 Linux swap /dev/hde6 3448 4340 7172991 83 Linux
Efetuando as alteracoes, o fdisk devera apresentar:
# fdisk -l /dev/hde Disk /dev/hde: 255 heads, 63 sectors, 9729 cylinders Units = cylinders of 16065 * 512 bytes Device Boot Start End Blocks Id System /dev/hde1 1 1913 15366141 fd Linux raid autodetect /dev/hde2 1914 3188 10241437+ fd Linux raid autodetect /dev/hde3 3189 3316 1028160 fd Linux raid autodetect /dev/hde4 3317 9729 51512422+ 5 Extended /dev/hde5 3317 3447 1052226 82 Linux swap /dev/hde6 3448 4340 7172991 fd Linux raid autodetect
A snn informacoes sobre os dispositivos RAID, ficam armazenadas em /etc/raidtab. O arquivo eh o mesmo utilizado para qualquer tipo de RAID, alterando apenas opcoes especificas para cada tipo. Nesse exemplo (RAID1), nao ha presenca de "spare-disk" e tenho o indicador de falha de disco comentado. Vamos contruir o arquivo (esse arquivo devera ser gerado no disco de original, visto que posteriormente sera copiado para o HD destino).
#Partition 1 - /home raiddev /dev/md0 raid-level 1 nr-raid-disks 2 persistent-superblock 1 chunk-size 64k nr-spare-disks 0 device /dev/hde1 # failed-disk 0 raid-disk 0 device /dev/hdg1 raid-disk 1 #Partition 2 - /var raiddev /dev/md1 raid-level 1 nr-raid-disks 2 persistent-superblock 1 chunk-size 64k nr-spare-disks 0 device /dev/hde2 raid-disk 0 device /dev/hdg2 raid-disk 1 # Partiion 3 - /other raiddev /dev/mdX raid-level 1 nr-raid-disks 2 persistent-superblock 1 nr-spare-disks 0 device /dev/hdeY raid-disk 0 device /dev/hdgY raid-disk 1
Esse arquivo so vai entrar em funcionamento, quando as aplicacoes RAID (raidtools) estiverem operacionais, os dispositivos RAID completamente inicializados e adicionados alem de /etc/fstab estar apontado para os novos dispositivos (/dev/mdx). Esse processo sera posteriormente apresentado.
Para melhor ilustrar a disposicao dos arrays, no caso do arquivo anteriormente apresentado, temos:
md0 - formado por hde1 e hdg1 (/home) md1 - formado por hde2 e hdg2 (/var)
E assim sucessivamente para as demais particoes. Vale mencionar, que a particao de SWAP nao foi adicionada para participar do RAID. Um truque interessante esta em definir no arquivo /etc/fstab ambas as particoes de SWAP (hde5 e hdg5) com a mesma prioridade (pri=3).
Apos todas as definicoes, efetuaremos a construcao em background dos arrays. Para cada dispositivo raid (mdX), executar:
# mkraid /dev/mdX
Todo progresso da criacao dos arrays podera ser visulizada atraves do arquivo /proc/mdstat e poderao ser imediatamente utilizados apos a insercao do comando (nao ha necessidade de esperar a finalizacao). Caso deseje acompanha-lo, constantemente:
# while true; do clear; cat /proc/mdstat; sleep 5; done
Feito a inicializacao dos dispositivos RAID, refaremos a formatacao das particoes do disco (esse passo eh destrutivo e necessitara das informacoes do Backup oriundas do disco origem). Para cada dispositivo raid (mdX):
# mkfs -j -m0 -L <label> /dev/mdX
(onde <label> sera o nome da particao destino, e.g. /home, /var, etc...)
# fsck -f /dev/mdX
Finalizado esse processo, devemos montar os sistemas de arquivos backupeados e tranferi-los para a nova particao. Idealmente devemos criar para cada particao, uma diretorio dentro do respectivo destino (velho para disco backup e novo para disco RAID).
# cd /mnt; mkdir velho novo # cd /mnt/velho; # cd /mnt/novo;
Para cada particao, executaremos:
# mount -t ext3 /dev/hdVelho /mnt/velho/[home|root|var|...] # mount -t ext3 /dev/mdNovo /mnt/novo/[home|root|var|...]
Executando a copia dos dados das particoes antigas para as novas particoes.
# (cd /mnt/velho/xxx; tar cpvls --atime-preserve --same-owner -f - .) | (cd /mnt/novo/xxx; tar xf -)
Apos conferido a perfeita copia dos discos, remover os discos de backup, e rebootar a maquina. Obs: muita atencao com a posicao dos discos na controladora IDE. Outro detalhe, diz respeito a sobreposicao de arquivos. Lembre-se que voce devera ter as copias dos arquivos editados atualizadas no disco de origem!
Finalizado a copia, chegou a hora das alteracoes dos arquivos previamente editados. Boot a maquina com o Live-CD e monte a particao onde se encontra o diretorio root.
Edite os arquivos de configuracao para refletir as alteracoes na nomenclatura do disco no sistema, caso haja alguma mudanca (hde -> hdc ou outra alteracao).
Em sistemas Linux, a definicao & distribuicao do sistema de arquivos fica armazenado em /etc/fstab. O arquivo apresentado, inicialmente ainda esta usando o esquema de particoes antigo.
# /etc/fstab: static file system information. # # <file system> <mount point> <type> <options> <dump> <pass> /dev/hde1 /home ext3 defaults 0 2 /dev/hde2 /var ext3 defaults 0 2 /dev/hde3 / ext3 errors=remount-ro 0 1 /dev/hde5 none swap sw,pri=3 0 0 /dev/hdg5 none swap sw,pri=3 0 0 /dev/hde6 /usr ext3 defaults 0 2 proc /proc proc defaults 0 0 /dev/fd0 /floppy auto user,noauto 0 0 /dev/cdrom /cdrom iso9660 ro,user,noauto 0 0
A nova versao devera comportar sua nova estrutura de dispositivos RAID, ficando:
# /etc/fstab: static file system information. # # <file system> <mount point> <type> <options> <dump> <pass> /dev/md0 /home ext3 defaults 0 2 /dev/md1 /var ext3 defaults 0 2 /dev/md2 / ext3 errors=remount-ro 0 1 /dev/hde5 none swap sw,pri=3 0 0 /dev/hdg5 none swap sw,pri=3 0 0 /dev/md3 /usr ext3 defaults 0 2 proc /proc proc defaults 0 0 /dev/fd0 /floppy auto user,noauto 0 0 /dev/cdrom /cdrom iso9660 ro,user,noauto 0 0
Feito as alteracoes, os arquivos do BootLoader deverao ser atualizados para refletir as modificacoes. Nesse exemplo (usando Grub), o arquivo grub.conf foi modificado para apontar para as identificaoes RAID.
kernel /boot/vmlinuz-2.4.20-13.7 ro root=/dev/md2 hda=ide-scsi
Obs: O Lilo oferece opcoes mais interessantes para lidar com boot alternativo em dispositivos RAID em caso de falhas. Segue exemplo de uma bem interessante. Consulte a manpage do programa para informacoes sobre compatibilidade e outros recursos.
boot=/dev/md2 raid-extra-boot="/dev/hde,/dev/hdg"
Passo 04: Ajustes Finais
Nesse ponto, reinstalar o grub, alterando antes para ambiente chroot apontando para a nova instalacao.
# chroot /mnt/novo /bin/bash # grub ... grub> root (hd0,0) grub> setup (hd0) grub> quit
Bootar o servidor e verificar se todo o sistema monta da maneira desejada.
Passo 05: Leitura Complementar & Links Interessantes
- Boot + Root + Raid + Lilo : Software Raid mini-HOWTO http://www.faqs.org/docs/Linux-mini/Boot+Root+Raid+LILO.html
- Root RAID HOWTO cookbook http://www.linux.org/docs/ldp/howto/Root-RAID-HOWTO.html
- Linux ATA RAID HOWTO http://www.tldp.org/HOWTO/ATA-RAID-HOWTO/index.html
- The Software-RAID HOWTO http://www.tldp.org/HOWTO/Software-RAID-HOWTO.html
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20041017.html
Freeradius Autenticando usuários em base de dados no MySQL
Freeradius Autenticando usuários em base de dados no MySQL
Colaboração: Jean Carlos Oliveira Guandalini
Você precisa de um servidor MySQL funcionando corretamente. Eu usei um Slackware 9.1 para fazer essa instalação.
Vamos lá!
Faça o Download da versão estável do freeradius de http://www.freeradius.org/getting.html Quando fiz esse tutorial a versão estável era: 1.0.1
# wget ftp://ftp.freeradius.org/pub/radius/freeradius-1.0.1.tar.gz
Agora vamos descompactar o arquivo que baixamos
# tar zxvf freeradius-1.0.1.tar.gz
Entre no diretório criado do freeradius
# cd freeradius-1.0.1
Vamos compilar e instalar o programa
# ./configure --prefix=/usr --with-logdir=/var/log --with-radacctdir=/var/log/radacct --with-raddbdir=/etc/raddb # make # make install
Agora vamos decidir qual porta usar para o radius
# vi /etc/services
Você deve achar umas linhas assim:
#radius 1645/udp #RADIUS authentication protocol (old) #radacct 1646/udp #RADIUS accounting protocol (old)
ou
radius 1812/udp #RADIUS authentication protocol (IANA sanctioned) radacct 1813/udp #RADIUS accounting protocol (IANA sanctioned)
Descomente a linha que você irá usar para o radius, no meu caso usei as portas 1812 e 1813. Lembre-se que precisa ser duas portas. E não se deve deixar as 4 linhas descomentadas. Essas portas serão configuradas nos equipamentos que vão acessar o servidor de radius.
Faça um teste para ver se o radius está instalado corretamente:
# /usr/sbin/radiusd -X
Se o resultado desse comando terminar com as linhas abaixo está tudo OK:
Listening on authentication *:1812 Listening on accounting *:1813 Listening on proxy *:1814 Ready to process requests.
Lembrando que as portas vão depender de qual você estiver usando no /etc/services de CRTL+C para terminar o radiusd
Os arquivos de configuração foram instalados em /etc/raddb, lá estão todos os arquivos necessários que iremos precisar para deixar o radius funcionando de acordo com o que é preciso.
Agora iremos criar o esquema do banco de dados que o radius vai utilizar para autenticação Se seu mysql não estiver rodando, inicie-o Entre na pasta onde está descompactado o source do freeradius e depois na pasta a seguir:
# cd src/modules/rlm_sql/drivers/rlm_sql_mysql
Edite /etc/raddb/radiusd.conf e deixe conforme o exemplo abaixo para que a autenticação no mysql funcinoe corretamente:
authorise { preprocess chap mschap #counter #attr_filter #eap suffix sql #files #etc_smbpasswd } authenticate { authtype PAP { pap } authtype CHAP { chap } authtype MS-CHAP{ mschap } #pam #unix #authtype LDAP { # ldap #} } preacct { preprocess suffix #files } accounting { acct_unique detail #counter unix sql radutmp #sradutmp } session { radutmp }
Crie o banco de dados:
# mysql -u root -p > CREATE DATABASE radius
E Agora jogue o arquivo db_mysql.sql para o MySQL
# mysql -u root -p senhadorootnomysql radius < db_mysql.sql
Se tudo correr OK, a base de dados está completa e vazia.
Precisamos popular nosso banco de dados, para que funcione as conexões. Logue no mysql:
# mysql -u root -p > use radius;
Nossa base de teste será que criaremos um grupo de usuários chamado discados com dois usuários teste1 e teste2, vamos supor que esses usuários se conectam em um RAS e depois é jogado para o radius de nosso servidor.
Primero vamos criar os usuários:
> INSERT INTO ``usergroup``(``id``, ``UserName``, ``GroupName``) VALUES ('', 'usuario1', 'discado'); > INSERT INTO ``usergroup``(``id``, ``UserName``, ``GroupName``) VALUES ('', 'usuario2', 'discado');
Acima criamos dois usuários no grupo discado.
Agora criaremos as senhas para esses usuários:
> INSERT INTO ``radcheck``(``id``, ``UserName``, ``Attribute``, ``op``, ``Value``) VALUES('', 'usuario1', 'Password', '==', 'user1'); > INSERT INTO ``radcheck``(``id``, ``UserName``, ``Attribute``, ``op``, ``Value``) VALUES('', 'usuario2', 'Password', '==', 'user2');
usuario1 ficou com a senha user1. usuario2 ficou com a senha user2.
Vamos atribuir o tipo de Autenticação Local:
> INSERT INTO ``radgroupcheck``(``id``,``GroupName``,``Attribute``,``Op``, ``Value``) VALUES('','discado', 'Auth-Type', ':=', 'Local');
Criando as propriedades das conexões:
> INSERT INTO ``radgroupreply``(``id``,``GroupName``, ``Attribute``, ``Op``, ``Value``, ``Prio``) VALUES('', 'discado', 'Framed-Compression', ':=', 'Van-Jacobsen-TCP-IP', ''); > INSERT INTO ``radgroupreply``(``id``,``GroupName``, ``Attribute``, ``Op``, ``Value``, ``Prio``) VALUES('', 'discado', 'Framed-Protocol', ':=', 'PPP', ''); > INSERT INTO ``radgroupreply``(``id``,``GroupName``, ``Attribute``, ``Op``, ``Value``, ``Prio``) VALUES('', 'discado', 'Service-Type', ':=', 'Framed-User', ''); > INSERT INTO ``radgroupreply``(``id``,``GroupName``, ``Attribute``, ``Op``, ``Value``, ``Prio``) VALUES('', 'discado', 'Framed-MTU', ':=', '1500', '');
Precisamos agora configurar o arquivo dos clientes do radius, que pode ser nosso "RAS" imaginário. Mas poderia ser qualquer aparelho que iria mandar a autenticação para nosso radius.
Edite o arquivo /etc/raddb/clients.conf: # vi /etc/raddb/clients.conf
Vamos ao final do arquivo, poderemos verificar que no arquivo inteiro, tem vários exemplos de configuração. Colocaremos assim:
client 192.168.0.1 { secret = senhateste shortname = teletubies nastype = other }
Coloque o ip de sua máquina(procure não colocar o ip do localhost, pois já tem uma configuração no clients.conf do 127.0.0.1 se não tiver outro ip, muda configuração do 127.0.0.1 no clients.conf), coloca um secret que será a comunicação com o cliente do radius e o servidor e o tipo de equipamento que está sendo cliente, no nosso caso como iremos testar de nossa máquina mesmo, vamos colocar other, mas poderia ser um portslave, cisco, tc, max40xx... e por aí vai. Olhando o arquivo você vai ver que tem muito mais configurações para fazer nesse quesito de clientes, mas não irei me aprofundar nisso.
Ok, configuração básica feita, podemos testar para ver se está tudo funcionando. Digite:
# radiusd
Isso fará com que o radius inicie. veja se o radius está rodando:
# ps aux radiusd
Se não estiver tente dar uma olhada nos logs ver o que pode ter saído errado, e qualquer coisa refaça todo o tutorial.
Vamos fazer nosso teste de autenticação.
# radtest usuário1 user1 192.168.0.1:1812 0 senhateste
Esse comando tem a seguinte sintaxe: radtest nomeusuario senhausuario ipdoserverradius:porta portadeconexao secretdoradius
Sending Access-Request of id 25 to 192.168.0.1:1812 User-Name = "usuario1" User-Password = "user1" NAS-IP-Address = 192.168.0.1 NAS-Port = 0 rad_recv: Access-Accept packet from host 192.168.0.1:1812, id=25, length=44 Service-Type = Framed-User Framed-Protocol = PPP Framed-Compression = Van-Jacobson-TCP-IP Framed-MTU = 1500
Se a saida de seu comando for parecida com a acima, provavelmente seu radius está funcionando corretamente.
Este tutorial foi o mais básico possivel, procurando mostrar somente as configurações mínimas para um funcionamento, em breve irei fazer uma continuação deste, com mais explicações sobre recursos e features do freeradius.
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20041125.html
Nova versão do Agata Report
Nova versão do Agata Report
Gostaria de enviar a vocês o anúncio da nova versão do Agata Report, desenvolvido por Pablo Dall'Oglio, da equipe da Univates.
Nós usamos o Agata Report aqui na Unicamp e eu realmente não tenho palavras para descrever como é útil, em diversos aspectos.
Para saber mais, continue lendo :-)
UNIVATES, 22 de Outubro de 2002.
Saiu a versão final do Agata Report - Gerador de Relatórios.
http://agata.codigolivre.org.br
Estas características vem sido trabalhadas desde o início da versão 3.
- Suporte à temas (skins) de gtk.themes.org;
- Importação de arquivo DBF para Base SQL;
- Gerenciador de projetos;
- Manual do usuário em português e Inglês;
- Novas cláusulas;
- Testado e preparado para DB2;
- Instalação facilitada para windows também;
A nova versão 4.0 já está sendo projetada, com novos recursos visuais.
Mas o que é o Agata Report ?
Agata Report é um gerador de relatórios, desenvolvida em PHP-GTK. Permite a edição e obtenção de pesquisas SQL de bases de Dados como arquivos texto ou PostScript.
Ele conecta na Base de Dados, lista suas tabelas, campos, e permite fazer ligações entre as tabelas, restrições, ordenações, aplicar funções e realizar a consulta ao final. Ele Gera o resultado para arquivo PostScript ou TXT.
- Atualmente, O Agata tem suporte ao Inglês, Português, Italiano, Francês, Alemão e Suéco;
- O Agata conecta em PostgreSQL, MySQL, Oracle, SyBase, MsSql e FrontBase, Informix and InterBase. Mas o Agata foi suficientemente testado apenas com PostgreSQL, Informix, MsSql, InterBase, MySQL e DB2;
Agata Report tem algumas ferramentas úteis:
- Agata EIS é uma ferramenta para geração de gráficos. Permite ao usuário definir uma série de instruções SQL para obter informações do Banco de Dados. Estas informações (colunas numéricas) serão desenhadas como gráficos de linhas, colunas ou pizza. O usuário também poderá exportar os dados no formato CSV, para usá-los em outra planilha eletrônica como gnumeric ou kspread.
- Merge tool permite escrever qualquer documento (p.e. uma carta) e inserir qualquer variável apartir da pesquisa SQL. Você pode definir SubPesquisas dentro do documento, também. Há vários símbolos, linhas e fontes que você pode usar. No final, o resultado será um arquivo PostScript;
- Label tool é um (mini Merge Tool) que é útil para gerar etiquetas de endereçamento. Você pode definir o formato inserindo os campos onde você quiser. As Etiquetas serão geradas em uma página A4 com 2 colunas (Arquivo PostScript);
- Dia tool é uma ferramenta para gerar diagramas. Através desta opção você pode gerar um Diagrama (Formato DIA) com todas as tabelas envolvidas na consulta. A Dia tool não desenha as linhas entre as tabelas no diagrama ainda.
+--------------------------------------------------+ | _ Pablo Dall'Oglio (pablo@php.net) | | °v° Univates - IT Department +55 51 3714-7040 | | /(_) Life is a jorney, not a destination... | | ^ ^ Linux User n.223253, Lajeado, RS - Brasil | +--------------------------------------------------+ : Programmer, pilot, wine taster and a half musician
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20021028.html
Computação Altamente Distribuída - 1/2
Computação Altamente Distribuída - 1/2
Eu nem sei se o termo "computação altamente distribuída" existe ou se já foi usado por alguém. De qualquer forma, foi a melhor maneira que encontrei de me referir a diversas iniciativas existentes que visam utilizar os ciclos de CPU ociosos nos milhões de computadores ligados à Internet para realizar processamento de grande volume de dados.
O primeiro exemplo que conheci foi a iniciativa da NASA, SETI, ou Search for Extraterrestrial Inteligence. Hoje mais de dois milhões de computadores participam do programa analisando dados colhidos por um radio-telescópio localizado em Porto Rico. O telescópio coleta cerca de 50 GB de dados diariamente e estes dados são distribuídos para os computadores participantes do programa analisam pequenas parcelas dos dados gerados.
A rede global de computadores conectadas ao programa SETI possui uma capacidade computacional agregada de 12 teraflops, o que é muito mais que os maiores supercomputadores existentes podem oferecer, algo em torno de 3 teraflops.
Esta primeira iniciativa de "computação altamente distribuída" é um grande sucesso, tendo conseguido o equivalente a 280.000 anos de tempo de processamento.
Para os que não acreditam em vida extraterrestre, más notícias. O programa SETI já conseguiu identificar cerca de meio bilhão de sinais potencialmente promissores.
Se você quiser colaborar com este projeto, basta instalar em seu computador o software cliente, disponível para as plataformas Windows, Linux e Mac. O endereço na Web é http://setiathome.ssl.berkeley.edu/
Amanhã tem mais sobre este assunto ....
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20001025.html
Como fazer mala direta no StarOffice
Como fazer mala direta no StarOffice
Colaboração: Kleber Sacilotto de Souza [<kleber (a) cotil unicamp br>]
Para se fazer uma mala direta no StarOffice o banco de dados tem que estar no formato StarBase. Se o banco de dados estiver no formato mdb(Access), você terá que abrir esse documento no Access e salvá-lo no formato dbf (DBase). Depois de salvo, abrir o StarOffice clicar no menu Ficheiro, Novo, Base de dados.
Na primeira tela digitar o nome do novo arquivo. Clicar no índice tipo e escolher o tipo de dados DBase, clicar no botão Localizar e localizar a pasta em que contém o arquivo Dbf. Não irá aparecer o nome do arquivo na tela, você tem que acrescentar o nome completo do arquivo ao caminho que apareçe na caixa de texto "atalho", depois clicar em selecionar, voltando à outra tela clique em OK.
Clique no menu Ficheiro, Novo, Documento Mestre. Depois vá no menu Inserir, Campos, Outros... . Clique no índice Base de Dados e na tela "Selecionar base de dados" clique duas vezes no nome do arquivo e depois duas vezes na tabela em que contém os dados. Na tela "Tipo de campo" escolha "Campos de cartas em série". Clique no campo em que aparecerá no documento e depois em inserir, faça isso com todos os campos. Depois de inserir todos os campos clique em Sair. Voltando à tela do Documento Mestre, digite o texto e posicione os campos nos lugares certos. E por último, clique no menu Ficheiro, Carta em Série e clique em OK.
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/19991216.html
Customizando o MySQL 4.x no Debian Gnu-Linux
Customizando o MySQL 4.x no Debian Gnu-Linux
Colaboração: André Jaccon
O Mysql é um SGDB (gerenciador de banco de dados), completo e de fácil instalação. Porém quando instalamos ele surge algumas customizações que devem ser feitas para que possamos tirar 100% de aproveitamento do mesmo.
Em nosso exemplo iremos customizar um MySQL na distribuição Debian Gnu/Linux 3.0 (Woody) - Kernel 2.4.32
1. Instalando o MySQL
Devemos criar o usuário e o grupo no qual terá acesso pelo daemon do MySQL, para isso use os comandos abaixo:
groupadd mysql adduser -s /bin/false -d /dev/null -g mysql mysql
2. Descompactando e instalando o MySQL
A principio o pacote do MYSQL vêm compactado em formato TARBALL, para descompactar siga o exemplo abaixo:
cd /usr/local/ gunzip < /path/para/pacote/mysql.tar.gz |tar xvf - ln -s mysql-full-path mysql cd mysql ./scripts/mysql_install_db <press enter to continue> chown -R root . chown -R mysql data chgrp -R mysql . ./configure
3. Customizando scripts de inicializacao e arquivos de configuração.
Quando você instala o MySQL pelos binários você sentirá a falta de um script de inicialização para sua distro, esse problema pode ser solucionado pelo script mysql.server que se encontra dento da pasta support-files do MySQL, basta seguir o exemplo abaixo para disponibilizar na inicialização:
cp /usr/local/mysql/support-files/mysql.server /etc/init.d/mysql
,outro detalhe importante é o arquivo de configuração my.cnf, siga o modelo de configuração abaixo para disponibilizar o arquivo my.cnf:
ln -s /usr/local/mysql/ /etc/my.cnf cp /usr/local/mysql/support-files/my-large.cnf /etc/my.cnf/data/
agora faça um teste inicie o MySQL pelo script que se encontra dentro do diretório init.d:
/etc/init.d/mysql start
Depois para conferir use os comando "ps -aux" para verificar os processos em andamento do daemon do MySQL.
4. Mudando a senha do usuário root do MySQL
/usr/local/mysq/bin/mysqldadmin -u root password nova-senha
5. Gerênciando tudo via web pelo phpMyadmin
Quando você precisa fazer query's remotamente no seu servidor MySQL é interessante usar o phpMyadmin, com ele você possui controle completo do MySQL diretamente via Browser, a sua instalação é simples e rápida. Comece copiando o pacote para a pasta pública do servidor web Apache em nosso caso está localizado em /var/www/:
cp phpMyAdmin-2.7.0-pl2.tar.bz2 /var/www/ cd /var/www tar -jxvf phpMyAdmin-2.7.0-pl2.tar.bz2 mv phpMyAdmin-2.7.0-pl2 phpmyadmin cd phpmyadmin
Edite o arquivo de configuração config.inc.php, e localize a linha onde possui a string 'root', abaixo entre com a senha do usuário root do MySQL, é interessante usar senhas diferentes do S.O do MySQL, abaixo você encontra um exemplo de linha no qual deve ser alterado:
$cfg['Servers'][$i]['user'] = 'root'; $cfg['Servers'][$i]['password'] = 'sua-senha-aqui';
6. Problemas de importação de dados devido ao CHARSETS
Pode ser que futuramente você tenha problemas ao importar base de dados devido a um problema típico de Charset, os charsets controlam a codificação dos caracteres no MySQL, procure usar os charsets como UTF-8, em seu phpMyadmin, ao exportar a base de dados verifique se o Charset está como este padrão UTF-8, senão você terá problemas.
Outras informações sobre as funcionalidades do MySQL podem ser encontradas em formato de texto na pasta
/usr/local/mysql/docs/mysql.info.
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20060309.html
Comunicação Segura com PGP
Comunicação Segura com PGP
Colaboração: Jonildo Andrade dos Santos [<jonildo (a) e-net com br>]
Mensagens eletrônicas têm vantagens evidentes sobre documentos em papel, mas também algumas importantes desvantagens. É relativamente fácil para um hacker espião interceptar suas mensagens privadas. Também não é difícil alguém enviar uma mensagem forjada como se fosse sua. Documentos eletrônicos sempre podem ser adulterados sem deixar qualquer marca. Para resolver esses três problemas, e mais alguns, existe um freeware que pode solucionar esse problema. PGP, 6i, da Network Associates, Inc. (NAI).
Como funciona
O PGP (Pretty Good Privacy) permite que você criptografe textos de e-mail ou arquivos quaisquer de forma que somente você, ou um grupo específico de destinatários, possa abrí-los. Para isso, é necessário que todos os envolvidos sejam usuários do PGP, e que tenham trocado anteriormente suas chaves públicas. O PGP utiliza uma técnica chamada criptografia de chave pública.
Versão internacional
A atual versão do PGP é a 6.5.1i. A letra "i" indica "versão internacional". Ela é praticamente idêntica à versão freeware que é disponível legalmente apenas para cidadãos americanos e canadenses em virtude da tal legislação. A NAI vem desenvolvendo o produto em versões comerciais e freeware que pode ser baixado apartir do seu site ou do seguinte endereço: http://www.pgpi.org/ Ele possui vário plugins para os principais programas de correios: Pine, Lotus Notes, Eudora, Outlook Express, Microsoft Outlook.
Arquivos bem apagados
Além dos recursos tradicionais de cifragem e decifragem, o PGP 6 traz também dois utilitários complementares que servem para apagar arquivos sem deixar vestígios. Isso é necessário porque, ao cifrar um documento, o PGP na realidade gera uma cópia cifrada do original. Mesmo que você apague do disco o documento original, não é preciso ser um grande perito para recuperá-lo com o auxílio de um programa especial como o Norton Utilities. Para evitar que isso aconteça, você pode usar o comando "wipe" (limpar), que o PGP coloca no menu contextual ao clicarmos com o botão direito do mouse sobre um arquivo. Antes de apagar o arquivo, o "wipe" o sobrescreve múltiplas vezes com dados aleatórios impedindo sua reconstituição. Se você escreveu o documento original em um programa como o Word, é provável que o aplicativo tenha gerado cópias temporárias enquanto você trabalhava. Como essas cópias são apagadas pelo aplicativo, o comando "wipe" não pode ser usado para eliminá-las. Para resolver esse problema, o PGP 6 inclui também o utilitário "Free Space Wiper", ou limpador de espaço livre, que realiza a mesma operação porém em todo o espaço vazio de seu disco rígido, que pode conter fragmentos versões antigas de seus dados sigilosos. Apenas por curiosidade, a documentação do "Free Space Wipe" traz o seguinte aviso: "Sabe-se que empresas comerciais de recuperação de dados podem recuperar arquivos sobrescritos até 9 vezes." O mesmo documento recomenda, então que para fins "militares" o espaço livre deve ser sobrescrito 18 vezes, ou até 26 vezes para se obter o máximo de segurança!
Conclusão
Quem precisa manter ou trocar dados sigilosos não precisa procurar mais: o PGP 6 é a melhor solução dentre os demais. Diferente de outros programas comerciais que oferecem funções criptográficas, o PGP é o único que coloca seu código-fonte aberto na Internet, para análise de cientistas e hackers de todo o mundo. Ao fazê-lo, o PGP oferece a garantia da transparência. A versão freeware pode ser usada por pessoas ou organizações em atividades sem fins lucrativos. Para usar o PGP 6 comercialmente você precisa adquirir uma licença de uso (eu prefiro a freewere). ; )
Lembrem-se: Nada no mundo é totalmente seguro, e nenhum sistema criptográfico é perfeito. Entretanto: É melhor prevenir...
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/19991209.html
Sofrimento em Frente ao Monitor
Sofrimento em Frente ao Monitor
Estou reproduzindo aqui uma matéria que saiu no jornal Correio Brasiliense abordando a questão da saúde dos trabalhadores em informática. Este é um assunto muito importante e se você tiver um tempo, não deixe de lê-lo.
SAÚDE
Quase 70% dos analistas de sistemas sofrem de fadiga mental. Casos forçaram até acordo entre patrões e empregados
Valquíria Rey Da equipe do Correio Brasiliense
Marcos Fernandes 2.6.2000
Conceição Granado, analista de sistemas, largou a profissão: ''Chorava e tremia quando enxergava um computador na minha frente'' São Paulo - As lágrimas escorrem no rosto da analista de sistemas Conceição Aparecida Granado, quando lembra dos 40 dias em que sofreu grave crise de amnésia e apagou da memória detalhes de sua vida. Ela trabalhava até 15 horas diárias, incluindo finais de semana, no centro de processamento de dados de um banco. Não reclamava da falta de tempo para ir ao médico tratar infecções urinárias e constantes dores de cabeça. Acabou sentindo os piores efeitos causados pelo cansaço e o estresse de sua profissão.
Conceição, de 44 anos, ficou cinco meses afastada do emprego e só conseguiu retomar a atividade com medicação e muitas horas em sessões de análise e psiquiatria. Hoje, passados dois anos, ela tem certeza que o problema poderia ser evitado se tivesse diminuído o ritmo de trabalho. Seu drama é um dos exemplos citados pela diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados de São Paulo (Sindpd) para ilustrar os riscos a que estão sujeitos os analistas de sistemas no ambiente de trabalho e a importância da prevenção para diminuir ou evitar doenças ocupacionais.
Há um mês, a categoria conquistou importante vitória. O Sindpd, juntamente com o Sindicato das Empresas de Processamento de Dados e Serviços de Informática (Serprosp) e a Delegacia Regional do Trabalho (DRT) assinaram uma convenção coletiva para prevenir esses tipos de doenças.
AMBIENTE SADIO
Um dos aspectos mais importantes da nova legislação é a preocupação em diminuir os fatores que prejudicam a saúde mental dos trabalhadores. Exemplos: as empresas estão obrigadas a reduzir o nível de ruído nas salas, a estabelecer um grau saudável para a temperatura e a iluminação do ambiente de trabalho e têm que, obrigatoriamente, realizar exames médicos constantes para evitar que os males somente sejam identificados quando já são sérios. A falta de cumprimento dessas orientações implicará até sanções pelo Ministério do Trabalho - embora ainda não tenham sido definidas.
A preocupação é fundamental: como o raciocínio lógico é uma das principais características da profissão, os analistas são vítimas em potencial de distúrbios mentais e comportamentais. Conceição é apenas uma das vítimas das doenças decorrentes de sua profissão. Teve uma amnésia estressante temporária. ''Meu cérebro estava muito sobrecarregado'', recorda. ''Tudo foi decorrente do excesso e da pressão no trabalho. Durante o período da amnésia, chorava e tremia quando enxergava um banco ou um computador na minha frente.''
Ela conta que muitos colegas sentem sintomas semelhantes aos que teve antes da amnésia e não vão ao médico. ''Eles se automedicam. Há grande número de viciados em aspirina, neosaldina, buscopan e antidepressivos'', assinala. ''Outros têm infecções urinárias constantes, porque não podem abandonar o trabalho para beber água ou ir ao banheiro.''
Pérsio Dutra, diretor do Sindpd, lembra do caso de outro analista que viveu grave situação de estresse, depois de passar 48 horas implantando um sistema. ''Ele foi até o estacionamento da empresa e começou a correr em círculos no sentido anti-horário'', revela. ''Horas depois de ter iniciado esse movimento repetitivo, seus colegas perguntaram o que estava acontecendo. Ele respondeu que estava correndo contra o tempo.''
Casos como esse são comuns entre os analistas. Estudo realizado por Lys Esther Rocha, médica do trabalho da DRT e professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), revela dados alarmantes. Dos 553 trabalhadores entrevistados, 66% reclamaram de fadiga mental, 41% de cansaço físico e 35% de fadiga visual - cansaço na vista, sensação de peso nos olhos, enfraquecimento da acuidade visual, devido à permanência prolongada diante do monitor de vídeo do computador.
O estudo foi financiado pelo Ministério do Trabalho e mais tarde virou tese de doutorado da médica da DRT. Revelou que 73% apresentavam queixas quanto à irritabilidade. A ansiedade foi outra característica relatada por 68% dos profissionais. Entre os sintomas mais notados, 88% dos entrevistados disseram ser auto-exigentes. Segundo Lys Esther, essa característica é causada pela pressão psicológica sofrida.
''Eles não podem errar durante a elaboração de um programa de computador. Por isso são tão exigentes'', diz. ''O problema é que acabam transferindo essa 'qualidade' em seus relacionamentos. Muitos levam a relação compartilhada com o computador para o convívio com as pessoas. Acham que elas também não podem cometer erros.''
PROFISSÃO
Os analistas são responsáveis pela implantação de sistemas de automação e de programas de computador. Eles organizam, por exemplo, a reserva de passagens das companhias aéreas, a folha de pagamento das empresas, os serviços de loteria esportiva e bancário via Internet. Para que tudo funcione perfeitamente, precisam prever possibilidades de erros e evitar que eles ocorram. É uma categoria recente - em torno de 30 anos - e crescente, devido a disseminação da informática em inúmeros ramos da atividade econômica. Um banco, uma metalúrgica, toda empresa que tem programa de computador conta com alguém para implementá-lo. O nome pode ser diferente, apesar das funções desempenhadas serem semelhantes.
Além de analistas de sistemas, são beneficiados pela lei os analistas de produção, de teleprocessamento, de bando de dados, de suporte ao usuário, programadores de computador, programadores de sistemas ou consultores de informática. Em São Paulo, são 50 mil pessoas, sendo que 85% têm curso superior e ganham entre R$ 1.800 e R$ 6.000. A maioria tem entre 25 e 35 anos, 70% são homens e, 30%, mulheres.
''O surgimento de novas tecnologias tem intensificado o ritmo de trabalho e as exigências mentais desses profissionais'', explica a médica do trabalho Lys Esther. ''Eles convivem diariamente com o dilema tempo versus qualidade. A pressão é muito grande.''
HUMANIZAÇÃO
Segundo Lys Esther, o acordo permitirá que sejam redefinidos prazos para a entrega de sistemas. De acordo com ela, o sindicato das empresas também percebeu que estabelecer cronogramas mais ''humanos'' pode resultar em melhor qualidade. ''Além de melhorar a saúde dos analistas, a empresa terá resultado melhor'', afirma.
No documento dos analistas, também foram estabelecidas regras para uso de computadores e outros equipamentos no local de trabalho. Entre alguns dos benefícios, estão definidas características para o mobiliário usado e proibidos ruídos que interfiram na concentração. ''É uma vitória para a categoria. Uma vitória da saúde'', diz Dutra, diretor do Sindpd. Ele acredita na possibilidade do acordo trazer benefícios aos analistas de todo o país. ''São Paulo é a cidade mais informatizada do Brasil. Precisa dar exemplo'', afirma.
Mauro de Luca, diretor do sindicato das empresas descarta a possibilidade do acordo não ser cumprido. ''Todos serão beneficiados'', justifica. ''Nenhuma empresa quer perder um bom profissional, já que demora anos para formá-lo. Será ótimo, se pudermos evitar ausências do trabalho e aposentadorias precoces.''
A analista de sistemas Conceição não terá oportunidade de aproveitar os benefícios da legislação. Abandonou a profissão há quatro meses. Hoje, é aluna de um curso técnico em radiologia e já fez outro em enfermagem. ''Foram mais de 20 anos dedicados a uma profissão que não me deu prazer. Não passei de um robô'', assinala. ''Agora, quero trabalhar com saúde. Fazer algo positivo para as pessoas.''
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20000828.html
Exportando Banco de Dados DBF para MySQL
Exportando Banco de Dados DBF para MySQL
Colaboração: André Marques Saunite
Algum tempo atrás comecei a trabalhar em uma pequena empresa que utilizava um programa de gerenciamento feito em Clipper, com banco de dados FoxBase, rodando num servidor linux, o sistema era muito bom, porém havia a necessidade de se alterar algumas coisas, principalmente na parte de geração de relatórios.
Como não tinha acesso ao código fonte, e a documentação sobre FoxBase é escassa, resolvi tentar exportar os dados para MySQL, depois de algumas perguntas para Ele (www.google.com <http://www.google.com>), achei um software livre para linux que fazia essa exportação ( http://www.anubisnet.de/products/dbf), efetuei a instalação:
tar xfvz dbf-<versao>.tar.gz cd dbf-<versao> make su make install
Exportei o dbf para um arquivo SQL sem problemas:
dbf --sql <arquivo-destino.sql> <arquivo-origem.dbf>
Porem na hora de importar o dado para mysql:
mysql -u root -p <senha> CREATE TABLE teste; USE teste; source <arquivo.sql>
Vários registros da tabela apresentaram erros ao tentar passar para o MySQL, analisando melhor os arquivos gerados pelo programa, percebi que algumas das linhas inseridas tinham erros de sintaxe que o MySQL não aceitava, então desenvolvi um pequeno script que (pelo menos no meu caso) consertou 100% das tabelas que não foram exportadas corretamente pelo programa.
Esse script lê a tabela passada como argumento, utiliza o dbf para importar os dados e resulta num arquivo .sql que pode ser facilmente importado pelo MySQL, segue abaixo o script:
# # Descrição: Importa tabelas do banco de dados .DBF para .sql # Dependencia: dbf (http://www.anubisnet.de/products/dbf) # Nome: /usr/bin/dbf2sql # # Autor: André Marques Saunite # e-mail: saunite [a] gmail dot com # # Última atualização: 04/08/2005 # # Coloque aqui os diretórios corretos (sem "/" no final): # Caminho onde serão copiados os arquivos .sql: DBF2SQL_DIR='/home/dbf2sql' # Caminho temporária que será criada e apagada: DBF2SQL_TEMP_DIR='/home/dbf2sql/tmp' # Caminho para o executavel do dbf DBF_DIR='/usr/local/bin' # DATABASE a ser utilizado DATABASE='estoque' if ! [ $# -lt 2 ]; then mkdir $DBF2SQL_TEMP_DIR NAME=$2; DBF=$1; rm $DBF_DIR/$NAME.sql -rf $DBF_DIR/dbf --sql $DBF2SQL_TEMP_DIR/dbf2sql.SQL $DBF cat $DBF2SQL_TEMP_DIR/dbf2sql.SQL | grep -v "^$" | grep -v "^'" | grep -v "($" |grep -v "^--" | grep -v "^drop" > $DBF2SQL_TEMP_DIR/dbf2sql.NOCREATESQL grep "CREATE TABLE" $DBF2SQL_TEMP_DIR/dbf2sql.SQL > $DBF2SQL_TEMP_DIR/dbf2sql.CREATESQL cat $DBF2SQL_TEMP_DIR/dbf2sql.CREATESQL $DBF2SQL_TEMP_DIR/dbf2sql.NOCREATESQL > $DBF2SQL_TEMP_DIR/dbf2sql.CLEANSQL $DBF_DIR/dbf --csv $DBF2SQL_TEMP_DIR/dbf2sql.CSV $DBF LINHAS=`cat $DBF2SQL_TEMP_DIR/dbf2sql.CSV | awk 'END'` LINHAS=`expr $LINHAS - 1` tail -n $LINHAS $DBF2SQL_TEMP_DIR/dbf2sql.CSV > $DBF2SQL_TEMP_DIR/dbf2sql.CSVLINES cat $DBF2SQL_TEMP_DIR/dbf2sql.CSVLINES | sed s/^/"INSERT INTO $NAME VALUES ("/g | sed s/$/");"/g | sed s/",);"/","");"/g > $DBF2SQL_TEMP_DIR/dbf2sql.CLEANCSV cat $DBF2SQL_TEMP_DIR/dbf2sql.CLEANSQL $DBF2SQL_TEMP_DIR/dbf2sql.CLEANCSV > $DBF2SQL_TEMP_DIR/dbf2sql.JOIN REPLACE=`echo $DBF2SQL_TEMP_DIR | sed s/\//\\\\\//g` cat $DBF2SQL_TEMP_DIR/dbf2sql.JOIN | sed s/",,"/","","/g | sed s/",,"/","","/g | sed s/"$REPLACE/dbf2sql"/$NAME/g | sed s/"\\"/"\\\\"/g | sed s/"(#"/"("/g | sed s/"~"/"_"/g > $DBF2SQL_TEMP_DIR/dbf2sql.BODY echo "USE $DATABASE;" > $DBF2SQL_TEMP_DIR/dbf2sql.CAB # Se o script for atualizar automaticamente o MySQL (comentário abaixo) e ainda não existir a tabela criada, comente a linha abaixo; echo "DROP TABLE $NAME;" >> $DBF2SQL_TEMP_DIR/dbf2sql.CAB cat $DBF2SQL_TEMP_DIR/dbf2sql.CAB $DBF2SQL_TEMP_DIR/dbf2sql.BODY > $DBF2SQL_DIR/$NAME.sql # Caso queira que o script importe automaticamente a tabela para o MySQL descomente a linha abaixo # mysql --user=<usuário> --password=<senha> < $DBF2SQL_DIR/$NAME.sql else echo "Uso: $0 <arquivo-dbf> <nome-tabela>" fi rm $DBF2SQL_TEMP_DIR -rf
Caso seja necessária a importação de vários arquivos de uma vez pode-se usar o seguinte script, que converterá todos os arquivos .DBF da pasta atual para uma pasta SQL que será criada:
# # Descrição: Script de apoio para dbf2sql # Dependencia: dbf2sql, dbf (http://www.anubisnet.de/products/dbf) # Nome: /usr/bin/all2sql # # Autor: André Marques Saunite # e-mail: saunite [a] gmail dot com # # Última atualização: 04/08/2005 # #!/bin/bash echo "Criando pasta SQL" mkdir SQL for i in `ls *.DBF`; do NOME=`echo "$i" | sed s/".DBF"/""/` echo "Transformando Arquivo $i em ./SQL/$i.sql " dbf2sql $i $NOME done echo "Movendo todos os arquivos .sql para ./SQL" mv *.sql SQL
Esses pequenos scripts me ajudaram muito, o único problema que encontrei foi que o programa de conversão usado não tem suporte a tabelas .dbf que utilizam o campo memo, como no meu caso as tabelas desse tipo não eram importantes, consegui driblar esse problema.
Algumas das utilidades interessantes do programa de exportação de dbfs utilizado:
Exporta o banco de dados para MySQL
dbf --sql <arquivo-destino> <arquivo-origem>
Exporta o Banco de Dados para um Arquivo CSV (Comma Separated Values)
dbf --csv <arquivo-destino> <arquivo-origem>
Simplesmente mostra o conteúdo da tabela
dbf --view-info <arquiv.dbf>
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20051013.html
MINICOMPUTADORES BRASILEIROS NOS ANOS 1970...
MINICOMPUTADORES BRASILEIROS NOS ANOS 1970...
Minicomputadores brasileiros nos anos 1970: uma reserva de mercado democrática em meio ao autoritarismo Brazilian minicomputers in the 1970s: a democratic market reserve during the authoritarian dictatorship
MARQUES, I. C. da: Minicomputadores brasileiros nos anos 1970: uma reserva de mercado democrática em meio ao autoritarismo. História, Ciências, Saúde Manguinhos, vol. 10(2): 657-81, maio-ago. 2003.
Um novo entendimento do sucesso e do fracasso da assim chamada política de reserva de mercado dos computadores é oferecido chamando atenção para as redes, as rupturas e as interferências sociotécnicas. São utilizados três modelos de liberdade para abordar os princípios de organização política na tradição liberal democrática. E três desenvolvimentos sociotécnicos dos anos 1970 e 1980 se destacam: o caráter especial da comunidade de profissionais brasileiros de informática nos anos 1970; a intervenção da polícia política da ditadura militar; e o aparecimento do microcomputador. A análise derivada da combinação destes elementos coloca em cena uma divisão do período em duas fases. A primeira apresenta uma afinidade, em geral não levada em conta, entre as práticas democráticas liberais e a possibilidade de implementação bem-sucedida de políticas industriais e tecnológicas buscando simultaneamente o desenvolvimento econômico e o das ciências e tecnologias locais no Brasil.
PALAVRAS-CHAVE: computadores, política industrial, democracia, autoritarismo, comunidade.
MARQUES, I. C. da: Brazilian mini-computers in the 1970s: a democratic market reserve during the authoritarian dictatorship. História, Ciências, Saúde Manguinhos, vol. 10(2): 657-81, May-Aug. 2003. This article offers readers a new understanding of success and failure of the so-called computer market reserve policy, calling their attention to nets, as well as social and technical interruptions and interference. Three models of freedom have been used in order to approach the principles of political organization within liberal and democratic tradition. Three social and technical developmental models stand out during the 1970s and 1980s: the specific characteristics of Brazilian professionals in computer science in the 1970s, the intervention of political police force during the dictatorship and microcomputers themselves. As the result of the combination of these elements, the present analysis has divided the period into two different phases. The first phase shows a strong relation not always taken into account between liberal democratic practice and the possibility of successful industrial and technological policies that simultaneously sought economic development and science and technology development in Brazil. KEYWORDS: computers, industrial policy, democracy, authoritarianism, community.
Ivan da Costa Marques Professor da Pós-Graduação em Informática da Universidade Federal do Rio de Janeiro Rua Marquês de Abrantes, 88/307 22230-061Rio de Janeiro RJ Brasil <imarques (a) ufrj br>
vol. 10(2):657-81, maio-ago. 2003 vol. 10(2):657-81, maio-ago. 2003
Introdução
As últimas décadas assistiram à desconstrução das grandes narrativas como alicerces para os ideais iluministas, ditos universais, da modernidade. São os efeitos provisionais dos embates sociotécnicos, isto é, embates indissociavelmente científicos/políticos/tecnológicos/ econômicos/sociais, que decidem a vida contemporânea, em meio aos escombros dos edifícios antes confiáveis e estáveis das ideologias modernas.
Não surpreende que, neste quadro de coerências desfeitas, a tradição democrática liberal, com a ampla flexibilidade interpretativa de suas doutrinas, tenha se instalado como ponto de passagem obrigatório na avaliação de qualquer proposta de ação pública. Entra em cena o Estado mínimo e vai para os bastidores a idéia de planejamento e de intervenção do Estado na forma de, por exemplo, políticas industriais e tecnológicas. Daí a importância dos estudos dos espaços das condições de possibilidade e dos limites de convivência das doutrinas liberais democráticas com a implementação de políticas públicas dirigidas para objetivos de longo prazo. Estes estudos podem contribuir para a construção de propostas de novas democracias.
É com este alento que revisito aqui a política de reserva de mercados de computadores no Brasil nas décadas de 1970 e 1980. A história que apresento difere das histórias anteriores, na medida em que encontra e delineia na reserva de mercado um espaço onde experimentos de doutrinas liberais-democráticas e de intervenções propositais no desenvolvimento científico-tecnológico não só coabitaram como também reforçaram-se mutuamente na construção de uma política industrial mais ou menos centralizada. Este espaço estreito de reforço mútuo entre ingredientes de democracia liberal e de planejamento mais ou menos centralizado, orquestrado por ações públicas instrumentais, aparece e desaparece com a entrada em cena dos seguintes elementos da reserva de mercado dos computadores no Brasil: o caráter especial da comunidade de profissionais brasileiros de informática na década 1970; a intervenção do Serviço Nacional de Informações (SNI a polícia política da ditadura) nesta comunidade em 1979; e o advento dos microcomputadores e sua disseminação no Brasil na década de 1980. A imbricação destes elementos heterogêneos problematiza os vínculos entre as reservas dos mercados de mini e microcomputadores, o autoritarismo do regime militar e os ideais do liberalismo democrático.
O ângulo de inclinação sociotécnica da abordagem que adoto enseja a demarcação de duas fases em que os vínculos entre democracia, computadores e autoritarismo no Brasil diferem radicalmente.[1] A passagem de uma fase à outra acontece na virada da década, 1979-80, pela conjunção dos efeitos do advento dos microcomputadores, acontecimento dito técnico, e da intervenção policial do SNI na política industrial para a fabricação de computadores no país, acontecimento dito social (ou político). Por um lado, a metamorfose do minicomputador, que circulava como um bem de capital, em microcomputador, que adquiriu características de um bem de consumo, não se confinou à esfera estritamente técnica da miniaturização eletrônica, mas fez-se acompanhar de uma reformulação social dos produtores e usuários. Assim o técnico transbordou no social. Por outro lado, a intervenção policial autoritária do SNI não se limitou à esfera estritamente social ou política, gerando também enrijecimento técnico da configuração industrial (máquinas, conhecimentos e práticas) do capital investido dos atores empresariais que naquele momento constituíram uma aliança, mesmo que tácita, com a intervenção autoritária. Assim o social transbordou no técnico. Na ótica sociotécnica, são mudanças nas justaposições de elementos híbridos elementos simultaneamente técnicos e políticos conformando uma rede sem costuras que mudam as condições de possibilidades dos desenvolvimentos, caracterizando as duas fases que vou apresentar. Chamo atenção de que, surpreendentemente, a primeira fase da reserva de mercado dos computadores mostra uma afinidade não explorada entre as formas democráticas e a possibilidade de sucesso de políticas industriais mais ou menos centralizadas para o desenvolvimento das ciências e das tecnologias (e das economias) no Brasil.
A reserva de mercado
A adoção, por mais de uma década, de uma reserva de mercado para a fabricação de computadores no Brasil encontra-se sedimentada no imaginário brasileiro como uma experiência fracassada. Treze anos após o seu abandono, em 1990, ainda hoje ouvem-se referências à reserva de mercado como a uma espécie de descaminho estúpido.[2] O acompanhamento mais detalhado dos acontecimentos, feito pelas muitas histórias da política de informática no Brasil, mostra no entanto que, poucos anos antes da sua condenação, a reserva de mercado aparecia como um expediente de sucesso digno e surpreendente. Nesses estudos, são ressaltadas realizações tecnológicas e econômicas da reserva de mercado: no começo da década de 1980, o Brasil foi um dos poucos países em que empresas sob controle local conseguiram suprir uma parte significativa do mercado interno de minicomputadores com marcas e tecnologias próprias. Equipes de engenheiros e técnicos brasileiros haviam absorvido a tecnologia de produtos originalmente licenciados e efetivamente conceberam e projetaram sistemas completos (hardware e software) de minicomputadores e diversos outros artefatos de computação, colocados no mercado por empresas brasileiras com sucesso econômico e técnico. A comparação entre as características técnicas dos sistemas de minicomputadores colocados no mercado pelas empresas brasileiras e as características dos sistemas então oferecidos no mercado internacional indica o quanto as equipes brasileiras se aproximaram daquelas existentes no mundo desenvolvido no início dos anos 1980.[3] A Tabela I é usualmente tomada como uma representação sumária dos resultados econômicos.
Em suma, as histórias e análises da reserva de mercado, que são muitas, feitas por pesquisadores brasileiros e estrangeiros,[4] reconhecem aquela fase de sucesso. Mas todas deixam entrever a explicação do seu esgotamento e conseqüente abandono em 1990 como um resultado previsível da combinação da oferta ao mercado de produtos tecnicamente defasados a preços altos com a pressão norte-americana para que o Brasil abrisse o mercado dos computadores. Não pretendo diminuir a importância desta combinação, porém, em suas conclusões, esses estudos históricos e análises não chegam a abalar a certeza que muitos têm de que a reserva de mercado se resumiu a uma aliança insólita, formada, dizem, no ranço da ditadura militar, entre setores da esquerda, empresários astuciosos e a direita nacionalista. A reserva de mercado seria hoje, portanto, um desvio no sentido próprio do termo, na medida em que não poderia conduzir a ação pública ao ponto de passagem hoje obrigatório da reconciliação com a tradição democrática liberal.
Para promover a reconciliação dos mecanismos de reserva de mercado com a tradição democrática liberal, cabe, preliminarmente, focalizar as várias concepções de liberdade como um princípio de construção de ordem política que a tradição democrática liberal pode abrigar. É disto que me ocupo na próxima seção.
Três modelos de liberdade como um princípio de ordem política na tradição democrática liberal
Vou destacar esquematicamente três concepções ou modelos principais de liberdade como princípio de construção de ordem política, todos presentes na tradição democrática liberal. Para tanto lançarei mão do excelente estudo de Yaron Ezhavi (1990).
- A primeira concepção -- o equilíbrio involuntário em que Adam Smith ([1776] 1937, p. 423) fincou a raiz da ciência econômica sugere que a interação espontânea entre atores livres a serviço de seus próprios interesses pode gerar um sistema equilibrado de ações cujos resultados agregados são publicamente benéficos. Segundo esse modelo, geralmente o ator individual nem pretende promover nem sabe o quanto está promovendo o interesse público. Ao buscar seu próprio interesse ele freqüentemente promove o da sociedade mais eficazmente do que quando tem a intenção de promovêlo. Em formulação do século XX, Friedrich Hayek, autor de grande influência sobre correntes importantes dos economistas brasileiros, diz que a única alternativa à submissão às forças impessoais e aparentemente irracionais do mercado é a submissão ao poder igualmente incontrolável e portanto arbitrário de outros homens.[5] Hayek aceita o conceito democrático-liberal de liberdade como um princípio de criatividade política, mas insiste que se trata de criatividade cega.
- A segunda concepção de liberdade que habita a tradição democrática liberal parte da hipótese de que a ação é simultaneamente voluntária e informada. A ordem pública é mantida por uma interação esclarecida, isto é, por indivíduos que formam consenso ou geram maiorias em processos de aprendizagem e persuasão racional. As restrições à liberdade são reconhecidas e auto-impostas pelas ações de indivíduos informados. Segundo essa concepção de ajustes reciprocamente informados, em lugar das leis do mercado, é o status normativo de padrões racionais de conduta que impede o comportamento arbitrário, o aspecto destrutivo da liberdade. Essa concepção transitou pelos séculos na tradição democrata liberal nos escritos de Condorcet, John Stuart Mill, John Dewey e Karl Popper.
- Ainda segundo Ezhavi (1990, p. 21), a terceira concepção, a da justificativa por indicadores, é uma variante centralizada da segunda, presente nos pensamentos de Thomas Hobbes, Alexander Hamilton, Jeremy Bentham e Charles Merrian, entre outros. A ordem é mantida por poucos atores esclarecidos, cujas ações não se tornam arbitrárias ou subjetivas por força de padrões de desempenho adequado, extrapolíticos, ou seja, técnicos, estabelecidos publicamente. Como têm de justificar suas ações perante cidadãos livres, os poucos atores no centro precisam recorrer a indicadores de confiança do público para mostrar que estão buscando o interesse público. A reconciliação dessas estruturas centralizadas de ações com valores políticos democráticos é uma estrutura descentralizada de cobrança de responsabilidade ou prestação de contas ao público.
As três concepções, cada uma a seu modo, permitem enxergar as ações livres como relações estruturadas de causa e efeito e separar, de um lado, a liberdade como um princípio criativo do exercício de práticas democráticas liberais, e, de outro lado, a liberdade como uma fonte de ações arbitrárias. As três variantes permitem que as ações sejam externalizadas como padrões identificáveis ou iluminados contra um fundo indiferenciado ou escuro. O que muda de uma para outra é a perspectiva a partir da qual as ações formam um todo ou uma unidade mais ou menos coerente e estável, e as diferentes implicações políticas dessas diferentes perspectivas.
Ezhavi (1990, pp. 25-6) esclarece a diferença entre as três variantes com uma ilustração hipotética, imaginando os atores como vaga-lumes que deixam suas ações marcadas com uma trajetória iluminada contra um fundo escuro. Na primeira variante, a do equilíbrio involuntário ou de mercado, que concebe a liberdade como ação voluntária de egoístas autônomos, os atores-vaga-lumes não vêem (ou ignoram) seus rastros de luz, mas, ao deixá-los, viabilizam uma visão do olho de Deus do padrão harmonioso da composição de todas as trajetórias sob a regência da mão invisível.
Na segunda variante, que concebe a liberdade como uma interação esclarecida, os atores-vaga-lumes observam as trajetórias iluminadas uns dos outros e adaptam mutuamente seus movimentos para formar um padrão coletivo. A perspectiva aqui é a da visibilidade e da transparência recíproca, que tornam possível a coordenação e a coerência na ação coletiva. Enquanto no caso do equilíbrio involuntário a interação é cega e a luz, uma condição para o conhecimento de quem está fora, no caso de interação esclarecida a luz é um meio de ajuste e cooperação mútua. Em ambas as variantes o Estado liberal tem funções mínimas como guardião e facilitador de interações suaves e polidas.
Na terceira variante da liberdade como princípio de construção política, a ordem é mantida pelas ações tomadas em nome do público por poucos funcionários escolhidos mediante uma justificativa por objetivos. Esta variante combina elementos de ambas as outras, equilíbrio espontâneo tipo mercado e coordenação descentralizada esclarecida. A reivindicação do governo de agir em nome do público se assenta na hipótese de que as preferências dos cidadãos são claras para o governo. O olho de Deus da primeira concepção é substituído aqui pelo olho do Estado, mas o potencial autoritário de tal condição é supostamente cerceado por igual clareza das ações do governo liberal-democrático perante os cidadãos como espectadores. O princípio de transparência recíproca entre cidadãos, principal característica da interação esclarecida, é transformado no terceiro modelo em transparência recíproca entre cidadãos e o governo. Na medida em que a prerrogativa de observar e testemunhar de todos os atores (cidadãos livres) exista e seja descentralizada, a imprescindibilidade da transparência das ações governamentais surge para limitar a centralização do poder (poder observado é poder decaído).
Em cada uma das três variantes da ação pública liberal-democrática (equilíbrio involuntário, interação esclarecida e justificativa por objetivo), uma distribuição diferente da visibilidade ou propriedade de aparecer para o outro pressupõe uma distribuição particular do poder de controlar a ação. O que torna a variante centralizada ainda consistente com os valores democráticos liberais é que, ao contrário do centralismo autoritário-tecnocrático, seu instrumentalismo democrático implica um governo que permaneça visível e portanto exposto aos cidadãos como espectadores que podem questioná-lo em seus próprios termos.
Utilizarei esse esquema de três concepções ideais para analisar o espaço de reconciliação da reserva de mercado com a tradição democrática liberal. A primeira concepção, tomada em sua idealidade, não é conciliável com uma política de reserva de mercado ou, mais precisamente, com uma ação pública instrumental do tipo que será caracterizado aqui como o daquela que resultou na reserva de mercado . Mas vou argumentar que as outras duas, ideal e praticamente, o são.
A construção de ação voluntária e informada
Negociação e convergência de visões e de interesses diversos
Na primeira metade da década de 1970, professores, alunos de pósgraduação e pesquisadores projetaram diversos produtos de informática nas universidades brasileiras: modems, terminais de vídeo, terminais inteligentes (precursores dos microcomputadores de hoje), processadores dedicados, compiladores, protocolos de comunicação. Nessa mesma época alguns birôs estatais de processamento de dados especialmente o Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO) investiram em laboratórios de desenvolvimento de produtos. Da mesma forma, nos laboratórios de organizações militares especialmente o Instituto de Pesquisas da Marinha (IpqM) artefatos de informática recebiam atenção especial. Também em meados da década de 1970, a ditadura militar fez circular o conceito de democracia relativa com o intuito de tentar domesticar as formas democráticas em lugar de procurar simplesmente eliminá-las. A democracia relativa significava a ampliação dos espaços onde se podia falar, escrever e agir, em termos de pessoas e temas permitidos, sem contudo admitir todo e qualquer tema.
Foi no estreito e precário espaço da democracia relativa que indivíduos oriundos de três categorias distintas de profissionais de computação relacionaram-se e, voluntária e informadamente, negociaram suas atuações, formando pouco a pouco uma comunidade que se aglutinou por meio de seminários e congressos realizados periodicamente (SECOMUs e SECOPs)[6] e de uma imprensa especializada (o jornal quinzenal Datanews e a revista bimestral Dados e Idéias). Essas três categorias de profissionais de computação eram, grosso modo, os professores universitários, os oficiais militares engenheiros, e os administradores de empresas estatais. Durante os anos 1970, esses grupos díspares de profissionais, tendo pontos de partida diferentes mas interagindo em congressos e seminários e por intermédio de artigos na imprensa especializada, gradativamente passaram a ver que, pelo menos em parte, suas percepções e análises das questões tecnológicas coincidiam em muitos pontos. O levantamento da coleção da revista Dados e Idéias mostra que, de agosto de 1975 a maio de 1979, lá escreveram e participaram dos SECOMUs e SECOPs profissionais de informática das mais diversas opções políticas e vinculações institucionais, incluindo um grupo pouco numeroso de oficiais militares da ativa dentre um número bem maior de administradores, quase todos das empresas estatais de processamento de dados e das empresas estatais de comunicações, além da maioria composta por professores universitários. Esses profissionais escreveram artigos cobrindo uma gama ampla de aspectos e interesses: comparações com o que outros países vinham fazendo a respeito de política de informática; uso e produção dos computadores, desde a (falta de) mecânica fina no país até problemas éticos relativos ao projeto do número único para cada cidadão; tendências vigentes no desenvolvimento do software básico e de aplicativos etc. A revista apresenta também freqüentes entrevistas com funcionários públicos que ocupavam cargos cujo desempenho a comunidade relacionava direta ou indiretamente com a informática, abrangendo questões que variavam desde os controles de importação e exportação até os problemas de educação e de currículos dos cursos, fazendo da revista um ponto de encontro de observações do poder do governo.
Havia uma grande diversidade de interesses e abordagens, mas praticamente todas as intervenções, fossem elas nos congressos ou nos periódicos, compartilhavam a idéia de que dominar a tecnologia dos computadores era uma questão estratégica para um país como o Brasil. Os profissionais de informática estavam bem posicionados para criar e expandir seus vínculos com a oportunidade que a democracia relativa oferecia para que discutissem suas atuações profissionais em termos sociais e políticos mais abrangentes. Para aquelas três identidades de profissionais de informática professores universitários, administradores públicos, militares técnicos , soluções mais apropriadas e mais econômicas do que aquelas restritas à programação das máquinas estrangeiras poderiam ser desenvolvidas localmente levando em consideração as especificidades dos serviços que eram executados no Brasil. O bem conhecido esforço de projetar um sistema de minicomputador completo no Brasil executado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e pela Universidade de São Paulo (USP), e consubstanciado no projeto G-10, que integrava os interesses das duas universidades e da Marinha estimulou o governo a financiar várias outras iniciativas locais de concepção e projeto de artefatos de computação. Foi o caso, por exemplo, do processador de ponto flutuante desenvolvido pelo Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ para ser acoplado aos computadores IBM 1130 instalados no Brasil, aumentando-lhes a capacidade de executar operações aritméticas típicas de suas aplicações e assim adiando a necessidade de sua substituição por outros novos modelos importados. Foi o caso, também, do concentrador de teclados, um sistema mais econômico e mais simples do que as soluções oferecidas pelas multinacionais, por não ter terminais de vídeo e utilizar um único disco, mas igualmente eficiente, para a transcrição das declarações de renda pelo método digita-e-redigita-para-conferir que era a prática do SERPRO.[7]
Na década de 1970, o desenvolvimento local da tecnologia de computadores possibilitou o encontro de visões, interesses e identidades profissionais diversas. Os professores dos recém-constituídos cursos de pós-graduação em engenharia [8] estavam preocupados em criar um mercado de trabalho qualificado para os profissionais que formavam. Para eles, suas qualificações deveriam ser legitimadas por uma demanda no mercado de trabalho brasileiro por profissionais capazes de conceber e projetar computadores. Os militares julgavam importante saberem abrir as caixas-pretas eletrônicas instaladas em seus armamentos, especialmente depois que uma nova geração de fragatas com computadores a bordo foi adquirida da Inglaterra, tornando mais evidente a dependência de técnicos estrangeiros. Os administradores das empresas estatais entendiam que o leque de soluções possíveis para uma determinada aplicação se abriria muito mais se houvesse no país a capacidade de projetar também o hardware e o chamado software básico, mesmo que de pequenos artefatos computacionais.
Interação esclarecida para a construção de uma proposta de adaptação mútua e formação de um padrão normativo racional
Os protótipos ou produtos desenvolvidos na pesquisa não tinham sido inventados aqui. Eram, no entanto, engenharia reversa, feita por brasileiros, do que havia de mais atualizado na época em matéria de equipamentos que podiam ser adquiridos no mercado internacional. O trabalho de pesquisa empírica nas universidades e centros de pesquisa consistia justamente em aprender a fabricar aqueles misteriosos produtos, de tal forma que grupos de profissionais brasileiros adquirissem a capacidade de projetá-los. Nessa concepção de pesquisa, que situa a fronteira do conhecimento como uma fronteira local, os pesquisadores brasileiros descobriram como conceber e projetar produtos e também como ligar equipamentos de fabricantes diferentes para formar um único sistema. Disseminou-se pela comunidade acadêmica a preocupação com a dependência tecnológica: se passasse a depender cada vez mais de computadores e não soubesse fazê-los, o Brasil se veria na contingência de pagar o preço fixado pelos poucos países que sabiam como fazer os computadores. A partir de uma comunidade que praticamente não incluía empresários, a idéia de que o Brasil deveria fazer um investimento estratégico para superar a dependência tecnológica disseminou-se e tornou-se predominante entre os profissionais brasileiros de informática da década de 1970. Estava formado um consenso: nas palavras de um profissional de então, se na época inicial desses esforços (de desenvolvimento local de tecnologia de computadores), a industrialização e a comercialização efetiva do que fosse produzido eram ao mesmo tempo esperança e promessa, hoje se está cobrando uma decisão urgente e definitiva de que dependerá o êxito ou fracasso de dez anos de política científica e tecnológica para o setor (Franken, 1976). A partir de meados da década de 1970, um número cada vez maior de profissionais de informática passou a ser de opinião de que os esforços para que profissionais brasileiros participassem da concepção e projeto de uma tecnologia de minicomputadores não poderiam ter continuidade sem o envolvimento de empresas privadas.[9]
Os artigos da revista Dados e Idéias e as edições do jornal Datanews mostram o encadeamento lógico dos argumentos que circulavam na comunidade: 1) sem que um produto tecnológico seja produzido, vendido e mantido não se completa o ciclo do produto e não se pode ter segurança de que se detém a sua tecnologia e claramente as universidades e entidades estatais que até então vinham se envolvendo com a concepção e o projeto de produtos não tinham condições de completar o ciclo dos produtos; 2) não existiam empresas fabricantes brasileiras [10] e as empresas estrangeiras que tinham fábricas instaladas aqui (IBM, Burroughs e Olivetti) não dispunham de estrutura local de concepção e projeto de produtos nem estavam em princípio dispostas a montá-las dado que tradicionalmente recebiam os projetos de seus produtos já prontos, desenvolvidos nos laboratórios nas matrizes; 3) além disso, havia uma necessidade de cunho mais estritamente econômico que exigia a fundação de empresas com capacidade técnica própria local: o Estado brasileiro não teria condições de continuar acompanhando as necessidades financeiras crescentes dos trabalhos de pesquisa a fundo perdido, como vinha fazendo. Já havia sido atingido o ponto em que os recursos para concepção e projeto local de produtos teriam que vir, pelo menos em parte, diretamente do mercado usuário, e as empresas eram as instituições-organizações consagradas para desempenhar essa função. E, finalmente, o x da questão: 4) se, por um lado, o capital estrangeiro não se interessava pelo investimento em concepção e projeto de minicomputadores no Brasil, por outro lado, o capital privado nacional não se interessava em investir em empresas fabricantes de minicomputadores aqui, pois entendia que, em regime chamado de livre concorrência, a competição estava perdida a priori para as empresas estrangeiras.
Os anais dos SECOMUs, SECOPs e congressos da SUCESU, e os artigos publicados na revista Dados e Idéias e no jornal Datanews, mostram que, em 1976-77, uma conclusão lógica a partir dos argumentos mencionados se impunha praticamente como um consenso entre a comunidade de profissionais de informática: era preciso introduzir um artifício no jogo do mercado para que o investimento em concepção e projeto local de minicomputadores no Brasil se tornasse mais atraente para o capital privado nacional. Nos termos da tradição democrática liberal, um conjunto pequeno mas heterogêneo de atores professores, administradores de empresas estatais, militares técnicos dera início a um processo de interação esclarecida para construção de uma proposta de adaptação mútua e formação de um padrão normativo racional de conduta que cerceasse a liberdade como fonte de comportamento arbitrário, que na época passou a ser associado à importação arbitrária d e tecnologia, isto é, a importação de tecnologia decidida individualmente por cada empresa fabricante.
Entre o olho de Deus e o olho do Estado
Uma reserva (de mercado) para empresas que realizassem a pesquisa e o desenvolvimento de seus produtos no Brasil acabou sendo construída como um artifício acoplado ao mecanismo de mercado para que o investimento em concepção e projeto local de minicomputadores no Brasil se tornasse mais atraente para o capital privado.
Ancorado na comunidade de profissionais de informática, o órgão da Secretaria de Planejamento da Presidência da República (SEPLAN, atual Ministério do Planejamento) encarregado de racionalizar o uso dos computadores no âmbito do governo federal, denominado Coordenação das Atividades de Processamento Eletrônico de Dados (CAPRE), fez publicar no Diário Oficial da União, em 15 de julho de 1976, sua Resolução 1 anunciando que a política nacional de informática para os minicomputadores buscaria a consolidação de um parque industrial com total domínio, controle da tecnologia e decisão no país.[11] A esta resolução seguiu-se, em 1977, uma concorrência internacional para selecionar as empresas que poderiam fabricar e comercializar sistemas de minicomputadores no Brasil. Só as vencedoras poderiam entrar no mercado brasileiro de minicomputadores. Um critério anunciado na seleção das candidatas era o compromisso com pesquisa e desenvolvimento local de produtos e o correspondente plano de investimento da empresa (Helena, 1977). Resumindo rudemente um processo político-tecnológico cujos detalhes Vera Dantas (1988) registra com fluência e riqueza e que não se desenrolou sem combates, o principal deles envolvendo o minicomputador IBM/32 , foi com a recomendação da comunidade de profissionais que a CAPRE buscou um artifício o que veio a ser chamado uma reserva de mercado que tornasse atraente o investimento em pesquisa e desenvolvimento no Brasil. Foram vencedoras as empresas Edisa, Labo e SID.[12] O artifício mostrou-se eficaz para atrair o capital nacional, mobilizando-o para constituir empresas que assumiram o compromisso de investir em pesquisa e desenvolvimento de produtos no Brasil em troca de não enfrentarem a concorrência com produtos de concepção e projeto estrangeiros que seriam meramente montados aqui. A Tabela II ilustra a mobilização do capital nacional pelo crescimento do número de aberturas de empresas no setor após a Resolução 1 da CAPRE, uma vez que a quase totalidade das novas empresas era de capital nacional. Daí resultou a implantação da reserva de mercado para minicomputadores em 1977 e naquela ocasião, convém frisar, ainda não existiam microcomputadores. É i m p o r t a n t e observar que, embora a resolução incluísse microcomputadores, esta palavra referia-se ao pequeno mercado, classificado na categoria outros, de sistemas com processadores integrados dedicados, não dizendo respeito propriamente aos micros tais como os entendemos hoje estes surgiram depois, a partir de 1981, nas estatísticas da SEI e, rapidamente, isto é, em 1985, suplantaram os minis em termos de vendas ao mercado, conforme indica a Tabela III.
A política de reserva de mercado para o desenvolvimento da tecnologia de minicomputadores foi concebida naquela comunidade sui generis que nos 1970 reuniu um espectro mais ou menos amplo de p r o f i s s i o n a i s especializados em computação originários das universidades, das forças armadas e das empresas estatais de processamento de dados. Com o advento da democracia relativa, juntaram-se à comunidade jornalistas especializados, empresários, políticos e alguns líderes de associações profissionais. Pode-se conjeturar se a comunidade de profissionais de informática não começava a esbarrar nos limites da redoma da relatividade democrática, pois ela configurou, embora instável e fracamente, o que chamo de um coletivo técnica e politicamente agenciador, que poderia tender a se expandir, conferindo uma nova inflexão às tentativas de desenvolver tecnologia no Brasil. Durante os anos 1970 o caráter e a dinâmica da reserva de mercado dependeram das atuações dessa comunidade sui generis de profissionais brasileiros de informática.[13]
As atuações desse coletivo técnica e politicamente agenciador podem ser compreendidas em dois eixos. No eixo horizontal, esse grupo legitimava e propagava para a sociedade em geral a idéia da reserva de mercado dos minicomputadores. Os projetos de pesquisa discutidos e levados a cabo nas universidades, nas organizações militares e nas empresas estatais articulavam conceitos que o público em geral considerava (e ainda hoje considera) disjuntos, como, por exemplo, dependência tecnológica e ausência relativa de demanda por trabalho tecnicamente qualificado na indústria brasileira. No seio da comunidade articulações desse tipo, ligando maior autonomia tecnológica a aumento de oportunidades de trabalho mais valioso, legitimavam a idéia de reserva de mercado, facilitando sua disseminação. A comunidade tornava-se assim uma fonte de suporte político amplo e horizontal, que vinha de baixo, renovado por discussões vivas disseminadas e descentralizadas entre os profissionais, para que o governo brasileiro lançasse mão da reserva de mercado de minicomputadores como um expediente para diminuir a dependência tecnológica do Brasil. De acordo com o interesse de cada um, diminuir a dependência tecnológica do Brasil podia ser traduzido como gerar mais oportunidade de trabalho qualificado para brasileiros (professores), poder abrir as caixas-pretas instaladas nos navios de guerra (militares) ou processar mais eficientemente o imposto de renda (administradores públicos).
Por outro lado, no eixo vertical, aquele coletivo ou comunidade sui generis de profissionais de informática representava uma espécie de inteligência descentralizada que acompanhava e discutia a atuação do governo na implementação da reserva de mercado, avaliando continuamente sua adequação aos objetivos que a legitimavam. Em outras palavras, como bem mostram as coleções da revista Dados e Idéias e do jornal Datanews de 1975 a 1980, era também a comunidade q u e fazia a crítica da política de reserva de mercado de minicomputadores, discutindo sua implementação, criando focos a partir dos quais eram distribuídos o apoio ao que era visto como acerto e a oposição ao que era visto como erro, na rota para o objetivo mais ou menos consensual de diminuir a dependência tecnológica na concepção, projeto e fabricação dos minicomputadores.
Em plena ditadura, sob um manto de duas camadas, democracia relativa e alta tecnologia, a comunidade dos profissionais de informática nos anos 1970 tinha adquirido ainda que timidamente, como dito anteriormente, o caráter de um coletivo técnica e politicamente agenciador capaz de participar e interferir na política nacional e nos decretos governamentais. Nos termos da tradição democrática liberal, esse grupo havia rejeitado a crença de que, diante do olho de Deus, surgiria um comportamento harmonioso e frutífero para a sociedade brasileira naturalmente ajustado unicamente pela mão invisível do mercado, para abraçar a crença, igualmente moderna, na possibilidade de construir um olho do Estado que dirigiria a mão do Estado ajustando os comportamentos sociais e coibindo a liberdade arbitrária. Os profissionais de informática nos anos 1970 propuseram que no Brasil a questão tecnológica fosse tratada a partir da prática política que Yaron Ezhavi argumenta que preponderou nos Estados Unidos durante o século XIX e até meados do século XX, o instrumentalismo democrático.
Do instrumentalismo democrático relativo ao centralismo autoritário-tecnocrático
Mas como bem observou Sérgio Buarque de Holanda ([1982] 1936, p. 5) (no Brasil) os decretos dos governos nasceram ... só raras vezes da pretensão de se associarem permanentemente as forças ativas (da sociedade). No final dos anos 1970, sopesados os avanços e os retrocessos da democracia relativa, embora a evolução política geral apontasse para a democratização do país, as liberdades civis não estavam asseguradas. Até 1985 todos os órgãos governamentais eram obrigados a submeter suas contratações ao crivo do SNI, uma espécie de polícia política congregando militares e civis que se autodenomivam uma comunidade de informações e que pretendiam vigiar e punir todos que não repudiassem o que eles entendiam como ideologias de esquerda. Como o SNI trabalhava baseado em informes confidenciais isto é, o cidadão comum não tinha acesso à sua própria ficha a arbitrariedade e o autoritarismo ali concentravam-se especialmente. Em 1979 foi colocado na chefia da ditadura militar o general João Baptista de Figueiredo, até então chefe do SNI.
A partir de março de 1977, uma equipe contratada pelo Itamaraty pretendeu desenvolver em sigilo, sob a rede de proteção do SNI, um sistema de criptografia para troca de mensagens entre as embaixadas brasileiras, denominado Projeto Prólogo. O projeto tornou-se uma obscura zona de contato entre a comunidade de informações do SNI e os profissionais de informática. Não surpreende que o SNI julgasse estranho aquele coletivo sui generis, técnica e politicamente agenciador, cada vez mais heterogêneo, que reunia professores, militares e funcionários públicos discutindo política tecnológica (e econômica), elaborando sugestões e acompanhando suas implementações pelo governo ditatorial, fazendo, às vezes, críticas, embora relativas.
A chegada dos coronéis
Tão logo seu antigo chefe foi indicado para comandar a nação, a comunidade de informações do SNI formou a Comissão Cotrim, com a finalidade de investigar o setor de informática. Essa comissão, conhecida pelo nome do embaixador informante que dela fez parte, foi integrada por coronéis do SNI [14] e outros informantes que gravitavam em torno do serviço de informações, alimentando-o com seus informes confidenciais. Nas palavras de Dantas (1988, pp. 181-2),
(p)ara preparar a intervenção, o general Otávio Aguiar de Medeiros[15] decidiu formar uma comissão que fizesse um levantamento do setor de informática e propusesse um plano de ação destinado ao futuro governo de seu chefe, general Figueiredo. ... Obtida a autorização do general Figueiredo, formou-se a comissão com Cotrim, Dytz, Joubert, Loyola e Cuinhas. ... Para cobrir suas despesas ... Cotrim pensou primeiro em obter o dinheiro no BNDE ... mas Marcos Vianna (então presidente do BNDE) impôs condições ... Cotrim recorreu ao CNPq. A reação de (José) Dion (então presidente do CNPq) foi exatamente oposta à de Marcos Vianna: não precisou de muita conversa para entender que o embaixador (Cotrim) buscava, além de dinheiro, uma aliança.
Certamente aqui também podemos nos lembrar das observações de Sérgio Buarque de Holanda ([1936] 1982, pp. 3-11) sobre o personalismo exagerado (dos brasileiros) e suas conseqüências. À época, na comunidade de informática, era conhecida a simpatia entre Marcos Vianna e Ricardo Saur, secretário-executivo da CAPRE e notório desafeto de José Dion. A Comissão Cotrim teve como alvo principal os professores universitários e os funcionários da CAPRE que vinham até então implementando a política de reserva de mercado.
A comissão incluiu entre seus suspeitos os funcionários de outras organizações estatais não universitárias, como o SERPRO, a Digibrás e ainda outras dentro das próprias forças armadas, como o Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA). Segundo Dantas (1988, p. 183), (o)s membros da Comissão Cotrim preferiram convocar para depoimentos em Brasília todas as pessoas que julgassem necessárias. Começaram pelos pesquisadores e professores universitários. A Comissão Cotrim trabalhou durante alguns meses usando métodos e práticas policiais cuja falta de legalidade não constrangia seus coronéis. Tratou como suspeitos de crimes políticos os professores universitários, os gerentes de estatais e os próprios militares que compunham a comunidade de profissionais de informática evocada nos seminários e congressos e também nos artigos, declarações e discussões públicas da revista Dados e Idéias e do jornal Datanews. Sem constrangimento, os coronéis do SNI interrogaram de forma intimidante um grande número dos profissionais de informática e grampearam seus telefones.[16] E, logo, instalou-se entre estes um tal clima de medo que aos mais irônicos inspirou até brincadeiras de autêntico humor negro.
A partir daí, como resultado dessa ação repressiva, a participação dos profissionais de informática se arrefeceu. O levantamento da coleção da revista Dados e Idéias confirma tanto a transformação de enfoque quanto a mudança dos autores colaboradores após a interrupção de sua publicação de junho de 1979 a janeiro de 1980. Também nos seminários e congressos o ambiente era outro, tendo desaparecido as condições que davam vida às discussões acerca de como deveria ser uma política diferenciada para a construção de uma indústria de computadores no Brasil. Os seminários e congressos, bem como os artigos da revista, passaram a se restringir aos assuntos considerados estritamente técnicos. Compreende-se a facilidade com que os coronéis do SNI desfizeram a comunidade de profissionais de informática como um coletivo técnica e politicamente agenciador, bastando lembrar que naquela época eles podiam agir impunemente acima de quaisquer garantias civis.
Além disso, apresentada em relatório secreto ao general Figueiredo, a conclusão da Comissão Cotrim surpreendeu parte da já desmobilizada comunidade de profissionais de informática. O relatório concluía que o Brasil na realidade não possuía uma política de informática, tão tímida ela era ... deixando de lado as questões do software e da microeletrônica, o coração dos computadores.
Alguns enxergaram tal conclusão como uma vitória para as idéias até pouco meses antes defendidas na comunidade de profissionais de informática, um tanto docemente constrangidos pela sensação de terem conquistado, mesmo à revelia, novos e poderosos aliados no aparato repressivo da ditadura.[17] Os coronéis do SNI propunham a substituição da pequena e, dentro do governo ditatorial, sempre um tanto deslocada CAPRE por um novo órgão de alto nível hierárquico, com status de ministério, ligado diretamente ao general Figueiredo. Tal órgão, denominado Secretaria Especial de Informática (SEI), foi prontamente criado e seus cargos de direção ocupados pelos próprios coronéis do SNI que haviam integrado a Comissão Cotrim, a qual, em regime de substituição sucessiva por subalternos, lá permaneceu até sua aplaudida extinção em 1990.[18]
A chegada dos microcomputadores
No tempo em que só havia computadores de grande porte (mainframes), o mercado de computadores era um segmento muito especializado do mercado de bens de capital, e ao redor dele circulavam relativamente poucas pessoas. No Brasil eram ao todo poucos milhares de profissionais, mais propriamente algumas centenas. Para a imensa maioria das pessoas comuns, dos leigos, os computadores (de grande porte) eram máquinas esotéricas, cérebros eletrônicos mantidos em aquários refrigerados.
Hoje talvez as ovelhas clonadas em Edimburgo coloquem-se mais próximas da vida diária dos leigos do que na década de 1960 os mainframes conseguiam se aproximar da rotina cotidiana dos homens comuns.
Os minicomputadores, sistemas menores do que os mainframes, que proliferaram por cerca de uma década a partir do começo dos anos 1970, mantiveram as características básicas de um mercado especializado. É verdade que os minicomputadores aumentaram significativamente a diversidade de produtos, de fornecedores e de compradores, pois estão associados ao crescimento do mercado OEM e ao desenvolvimento dos VAR nos Estados Unidos.[19] Entretanto, se pensarmos em como eram tomadas as decisões de compra e venda, e nas condições de utilização e de manutenção dos minicomputadores, enxergamos ainda nitidamente uma continuidade mercadológica na produção e na comercialização entre eles e os computadores de grande porte: os minicomputadores ainda eram típicos bens de capital. Embora de preços e complexidades industriais de dez a cem vezes menores, os prazos de entrega, as condições de manutenção e os preços dos minicomputadores, que estavam nas casas das dezenas de milhares de dólares, eram sempre negociados entre vendedores e compradores especializados.
Já o microcomputador, como artefato, foi adiante do minicomputador e deixou definitivamente para trás os limites do ambiente decisório formal dos (CPDs), centros de processamento de dados, característico do tratamento por especialistas que se dá, ainda hoje, às aquisições de bens de capital pelas organizações grandes e médias. O microcomputador ocasionou a ruptura desses limites do computador como um bem de capital típico, dotando o artefato computador de características próximas às de um bem de consumo durável, um eletrodoméstico ou um telefone, ambicionado potencialmente por qualquer indivíduo. Como vimos, o fenômeno já aparece nas estatísticas feitas pela própria SEI (Tabela III), a partir das vendas do setor no Brasil correspondentes ao ano de 1981, e torna-se avassalador a partir do (IBM/)PC com a padronização de que se fez acompanhar tanto na arquitetura como no software. As técnicas de miniaturização tornaram possível disponibilizar em cima de uma mesa recursos para processar informação que antes não podiam ser mobilizados mesmo em máquinas que ocupavam salas inteiras. Os aumentos exponenciais da velocidade de processamento e da capacidade das memórias abriram possibilidades de concretizar aplicações antes somente imaginadas, como a substituição das máquinas de escrever, disseminando o computador de uma forma que poucos anos antes seria considerada ficção. O efeito da possibilidade de cada indivíduo dispor do computador como uma extensão de si próprio, e do seu próprio corpo, já descortinada pelo PC, provocou uma mudança de estrutura de mercado muito mais radical do que a mudança antes trazida pelos minicomputadores.
O microcomputador rompeu os limites restritos de um mercado de bem de capital especializado e provocou uma rápida mudança de toda a estrutura do setor no que se refere a qualificações de engenharia, industriais, comerciais e financeiras dos fornecedores e compradores. Por um lado, os custos e preços caíram mais uma ordem de grandeza, e a capacidade de processamento e a escala de produção subiram várias ordens de grandeza. Por outro lado, o micro passou a integrar o rol dos objetos de uso doméstico e pessoal ambicionados pelo leigo. No começo dos anos 1980, o computador saiu de um mundo fechado de milhares de profissionais para um universo aberto de milhões de leigos diretamente interessados e envolvidos.
A perda da transparência e a dispensa de prestar contas à sociedade passam do SNI para a política de informática
Esperava-se que o microcomputador, como fenômeno novo, exigisse mudança e renegociação da política que havia sido gestada na comunidade de profissionais de informática e posta em prática pela C A P R E . Mas, ao contrário da reserva de mercado para minicomputadores, que foi precedida de vários anos de discussões p ú b l i c a s em uma comunidade, a reserva de mercado para microcomputadores foi adotada sem discussão. Como integrantes do órgão de repressão de um regime ditatorial, os coronéis instalados na SEI não se julgavam responsáveis por apresentar a visão do olho do Estado com maior clareza, precisão e transparência possíveis para os cidadãos em geral e para os profissionais de informática em particular, nem tampouco julgavam-se obrigados a prestar contas e justificar, também com o máximo de transparência, o que fazia a mão do Estado, isto é, suas próprias ações, táticas e estratégias. O fenômeno microcomputador não existia e não havia sido considerado anos antes, quando os procedimentos para a operação da reserva de mercado de minicomputadores foram concebidos e discutidos na comunidade e postos em prática pela CAPRE, ao longo da década de 1970. Os coronéis do SNI, recém-instalados em seus novos altos cargos públicos na SEI, formalmente extinguiram e criaram órgãos e cargos, mas explicitamente não criaram uma política nova nem reformularam aquela recebida da CAPRE.
É justamente a ausência de transparência, a falta de obrigatoriedade de prestar contas e a inexistência de uma configuração descentralizada de cobrança que transformam o instrumentalismo democrático em centralismo autoritário-tecnocrático irreconciliável com a tradição democrática liberal. Desmobilizada a comunidade que configurava a cobrança descentralizada, e sendo ausente de seu ethos a obrigação da transparência e da prestação de contas à sociedade, os coronéis do SNI, em movimento típico de centralismo autoritário-tecnocrático, sem c o n s u l t a e sem explicação, estenderam para o mercado de microcomputadores os mesmos procedimentos que vinham sendo adotados com sucesso para incentivar a concepção, o projeto e a fabricação de minicomputadores no Brasil.
Conclusão
Nos anos 1980 os microcomputadores chegaram ao Brasil formando um segmento de mercado, antes inexistente, que começou a crescer a taxas muito altas abaixo da área reservada (eram sistemas completos menores do que os minicomputadores). Os sinais da grande mudança apareceram com a proliferação dos micros de oito bits utilizando o sistema operacional CP/M. Após o lançamento do (IBM/)PC podia-se perceber que a área reservada (mini) logo ficaria, como efetivamente ficou, comprimida entre o grande mercado anterior (grande porte, midi e pequeno) e o mercado de crescimento explosivo que surgira (micro). Ou seja, o aparecimento do microcomputador mudou uma estrutura de mercado até então estavelmente configurada.
No início da década de 1980 empresas e tecnologias brasileiras haviam ocupado o mercado de minis, sendo que as primeiras vinham cumprindo os compromissos, assumidos em 1977, de investir na formação de equipes técnicas. Nesses anos, Cobra, Edisa, Labo, Sid e Sisco apresentaram ao mercado e, com sucesso, venderam melhoramentos e upgrades dos modelos licenciados e novos modelos já inteiramente desenvolvidos pelas equipes brasileiras. Em cinco anos tornaram-se efetivamente independentes das suas fontes originais de tecnologia. Mas o mercado de microcomputadores, como mostra a Tabela III, logo interferiu fortemente no mercado de minis (e depois também nos de portes maiores), apresentando outra estrutura de produção e comercialização. Os microcomputadores requeriam organizações industriais e comerciais diferentes das dos minicomputadores, mais apropriadas a uma tecnologia muito mais padronizada que fazia com que diferenciais de custo e de preço, por exemplo, adquirissem uma importância muito maior, o que, por sua vez, requeria a revisão de uma série de decisões relativas à política da reserva de mercado como, por exemplo, que partes desenvolver e fabricar no Brasil e que partes importar. O primeiro problema estratégico enfrentado pela SEI foi decidir que reformulação deveria ser dada à política de reserva de mercado face às mudanças estruturais trazidas pelo emergente mercado de microcomputadores no começo dos anos 1980.
No entanto, embora tivessem escrito no relatório da Comissão Cotrim que consideravam a política anterior como inexistente ... de tão tímida (que era), os coronéis do SNI limitaram-se a dar continuidade a muitos (embora não a todos) procedimentos que vinham sendo adotados pela CAPRE. Os funcionários da CAPRE e da Digibrás forneceram tais procedimentos na forma de manuais de operação aos integrantes da Comissão Cotrim. Em outras palavras, os coronéis do SNI ocuparam a SEI de posse de manuais que sintetizavam detalhadamente os procedimentos (como delimitar segmentos de mercado, como realizar concorrências para a ocupação de segmentos de mercado, como especificar os investimentos de contrapartida pela entrada em segmentos reservados) para construir no Brasil uma indústria de minis, e não necessariamente de microcomputadores, a partir de uma reserva de mercado. A postura de aplicar sem discussão à industria deste novo objeto sociotécnico o microcomputador vinculado a um novo conjunto de empresas fabricantes e um universo aberto de milhões de potenciais compradores leigos os mesmos procedimentos de reserva de merca
Nova versão do Agata Report
Nova versão do Agata Report
Gostaria de enviar a vocês o anúncio da nova versão do Agata Report, desenvolvido por Pablo Dall'Oglio, da equipe da Univates.
Nós usamos o Agata Report aqui na Unicamp e eu realmente não tenho palavras para descrever como é útil, em diversos aspectos.
Para saber mais, continue lendo :-)
UNIVATES, 22 de Outubro de 2002.
Saiu a versão final do Agata Report - Gerador de Relatórios.
http://agata.codigolivre.org.br
Estas características vem sido trabalhadas desde o início da versão 3.
- Suporte à temas (skins) de gtk.themes.org;
- Importação de arquivo DBF para Base SQL;
- Gerenciador de projetos;
- Manual do usuário em português e Inglês;
- Novas cláusulas;
- Testado e preparado para DB2;
- Instalação facilitada para windows também;
A nova versão 4.0 já está sendo projetada, com novos recursos visuais.
Mas o que é o Agata Report ?
Agata Report é um gerador de relatórios, desenvolvida em PHP-GTK. Permite a edição e obtenção de pesquisas SQL de bases de Dados como arquivos texto ou PostScript.
Ele conecta na Base de Dados, lista suas tabelas, campos, e permite fazer ligações entre as tabelas, restrições, ordenações, aplicar funções e realizar a consulta ao final. Ele Gera o resultado para arquivo PostScript ou TXT.
- Atualmente, O Agata tem suporte ao Inglês, Português, Italiano, Francês, Alemão e Suéco;
- O Agata conecta em PostgreSQL, MySQL, Oracle, SyBase, MsSql e FrontBase, Informix and InterBase. Mas o Agata foi suficientemente testado apenas com PostgreSQL, Informix, MsSql, InterBase, MySQL e DB2;
Agata Report tem algumas ferramentas úteis:
- Agata EIS é uma ferramenta para geração de gráficos. Permite ao usuário definir uma série de instruções SQL para obter informações do Banco de Dados. Estas informações (colunas numéricas) serão desenhadas como gráficos de linhas, colunas ou pizza. O usuário também poderá exportar os dados no formato CSV, para usá-los em outra planilha eletrônica como gnumeric ou kspread.
- Merge tool permite escrever qualquer documento (p.e. uma carta) e inserir qualquer variável apartir da pesquisa SQL. Você pode definir SubPesquisas dentro do documento, também. Há vários símbolos, linhas e fontes que você pode usar. No final, o resultado será um arquivo PostScript;
- Label tool é um (mini Merge Tool) que é útil para gerar etiquetas de endereçamento. Você pode definir o formato inserindo os campos onde você quiser. As Etiquetas serão geradas em uma página A4 com 2 colunas (Arquivo PostScript);
- Dia tool é uma ferramenta para gerar diagramas. Através desta opção você pode gerar um Diagrama (Formato DIA) com todas as tabelas envolvidas na consulta. A Dia tool não desenha as linhas entre as tabelas no diagrama ainda.
+--------------------------------------------------+ | _ Pablo Dall'Oglio (pablo@php.net) | | °v° Univates - IT Department +55 51 3714-7040 | | /(_) Life is a jorney, not a destination... | | ^ ^ Linux User n.223253, Lajeado, RS - Brasil | +--------------------------------------------------+ : Programmer, pilot, wine taster and a half musician
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20021028.html
Gravando Dados pelo K3b 0Gravando Dados pelo K3b 0.81
Gravando Dados pelo K3b 0Gravando Dados pelo K3b 0.81
Por Paulo Zambon - Zast - http://www.forumgdh.net (26.05.2003)
Tendo em vista a dificuldade com a língua inglesa e também para desmistificar um pouco o Linux, resolvi escrever um pequeno tutorial ensinado a gravar dados usando o eficiente programa de gravação K3b. Os testes aqui foram feitos usando o Linux Mandrake 9.1 com o K3b 0.81 em português do Brasil e também o Linux Knoppix 3.2 com o aplicativo na mesma versão 0.81 só que em inglês. Foram gravados dados de várias partições com diferentes tipos de arquivos, isto é, partições Windows usando FAT32 e NTFS e a partição Linux usando Reiser FS do Linux Mandrake 9.1. Foram gravados programas do Windows e arquivos do OpenOffice.org e do MS Office.
Após a gravação que fiz no Linux, visualizei todos os arquivos no Windows Explorer para ver se estavam todos lá e se os mesmos estavam com as respectivas extensões, como se fosse gravado no Windows usando o programa mundialmente conhecido, o Ahead Nero. Após a gravação pude verificar que todos os arquivos estavam certos, com suas respectivas extensões e todos os aquivos em ordem. Lembro mais uma vez que todos os dados foram gravados em partições diferentes, inclusive NTFS em que o Linux somente tem permissão de escrita. Meu intuito neste tutorial é mostrar como se configura o poderoso K3b para que se possa gravar Dados e posteriormente, caso haja necessidade, usá-lo no Windows ou ainda, gravar dados em uma máquina com Sistema Operacional Windows ou Linux que perdeu o boot e que se precisa recuperar os dados lá contidos usando um CD bootável do Linux Kurumin, do Knoppix ou outra distribuição Linux que venha a ter o K3b instalado. Siga as instruções abaixo e veja como é fácil configurar o K3b. Com algumas configurações, que posteriormente você lembrará de cabeça, ficará mais fácil gravar seus CDs usando este programa. Acompanhe, lembrando-se, mais uma vez, que estas configurações correspondem a um CD de dados:
- Legenda: Port.: Português Ing..: Inglês
Abra o K3b e vá em
Port.: Arquivo / Novo Projeto / Novo Projeto de Dados Ing..: File /
New Project / New Data Project
Insira os dados que precisa salvar ou gravar e depois vá em:
Port.: Queimar (ícone amarelo) Ing..: Burn (ícone amarelo)
Agora o programa abriu uma tela com quatro abas auto configuráveis. Aqui estão os segredos para se configurar corretamente o programa para que o que for gravado seja visto corretamente, inclusive extensões e tudo mais no Windows e no próprio Linux.
Port.: Aba Configurações Ing..: Aba Settings
Desmarque a opção (que já vem por padrão)
Port.: Gerar Extensões Rock Ridge Ing..: Generete Rock Ridge Extensions
E marque a opção
Port.: Gerar Extensão Joliet Ing..: Generete Joliet Extensions
Selecione a aba
Port.: Avançado Ing..: Advanced
Marque estas duas opções
Port.: Ocultar arquivos TRANS.TBL no Joliet Ing..: Hide TRANS.TBL in
Joliet Port.: Permitir tamanho máximo dos arquivos (37 caracteres) Ing..:
Allow max length filenames (37 characters)
E para finalizar vá até a primeira aba
Port.: Gravando Ing..: Writing
E em
Port.: Velocidade Ing..: Speed determine a velocidade de gravação
desejada. Para manter este tutorial como padrão basta salvar as configurações, na aba
Port.: Gravando Ing..: Writing
e ir, ao lado direito da mesma em
Port.: Salvar Ing..: Save
Em resumo, são três ou quatro configurações básicas para se gravar como se estivesse gravando pelo Ahead Nero no Windows.
Pronto! Pode gravar a vontade. Vida longa ao Linux! OBSERVAÇÃO: Qualquer um que achar algo errado aqui, pode postar em seguida para futuras discussões. Obrigado pela atenção. Todo o conteúdo deste pode ser distribuido ou publicado desde que se mantenham o seu idealizador e o fórum onde foi publicado. Em tempo comunico que a tradução do K3b para a Língua Portuguesa do Brasil no Mandrake Linux 9.1 foi feita por <marcus_gama (a) uol com br>
Fonte: http://www.linuxdicas.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=714
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20030709.html
Descritivos de configuração do OpenLDAP com suporte a phpLDAPadmin no Slackware 10
Descritivos de configuração do OpenLDAP com suporte a phpLDAPadmin no Slackware 10
Autor: Aldemari G. Borges - LPIC-1 <www.linuxman.com.br, <aldemari (a) linuxman com br>>
Neste artigo abordaremos uma forma prática de configurarmos o openldap com suporte ao phpLDAPadmin, assim como seus adereços necessários, como migração de contas e instalação de pacotes extras. Enfatizando também alguns conceitos básicos acerca desta tecnologia.
- O LDAP-lightweight directory access protocol, baseia-se em um protocolo de rede, que se encontra na camada de aplicação no modelo OSI da ISO.
- Sua função principal é a de armazenar as informações de forma centralizada em uma rede.
- Possui estrutura hierárquica de informações.
- Seu Backend(BD) é em forma de árvore, não em tabelas como é convencional.
- Há o conceito básico de Orientação a Objetos em sua formação.
- Suas entradas populacionais do banco são baseadas em atributos.
- As RFC's(Request For Comments) 1777,1778,1779 e 2251 definem este protocolo. (www.ietf.org/rfc.html)
Em grandes redes, e em alguns particulares "CASOS DE USO", há a necessidade de buscarmos soluções que sejam "definitivas" em se falando de informações de autenticação únicas como em um MTA, Proxy, FileSystem, e outros sistemas que precisam requisitar informaçoes em uma rede. A estrutra de diretórios LDAP é o nosso grande "curinga" nesta tarefa.
Outro fato importante a mencionar, é o de que o LDAP foi construído de forma a responder uma quantidade alta de solicitações de consulta. A princípio as informações armazenadas em seu backend, são pouco atualizadas e/ou escritas.
Obs: Neste caso de uso, estarei utilizando o Gnu/Linux Slackware 10 como sistema operacional.
Precisamos antes e tudo, instalar o Openldap+BerkeleyDB+SASL(Cyrus)
- Recomendo que seja feita esta instalação através do link http://www.dicas-l.com.br/dicas-l/20040713.php
- Após a confirmação de sucesso das procedências do link acima, continuemos então...
Considerações iniciais
- Iremos utilizar neste artigo o endereço LDAP "dc=linuxman,dc=com,dc=br"
- Iremos utilizar também o "cn=Manager" com senha "secret", criptografada com md5crypt
===Configuração do arquivo ldap.conf===# vi /usr/local/etc/openldap/lapd.conf
e alterar:BASE dc=linuxman,dc=com,dc=br host localhost sasl yes
Salve e saia....(:wq)
Configuração do arquivo slapd.conf
# vi /usr/local/etc/openldap/slapd.conf
e alterar:
database bdb suffix "dc=linuxman,dc=com,dc=br" rootdn "cn=Manager,dc=linuxman,dc=com,dc=br" rootpw secret
Nota: Aconselho alterar a senha secret que está em "Clear Mode", para alguma opção criptografada. Pode-se fazer isto usando o comando slappasswd como abaixo:
# slappasswd New password: Re-enter new password:IMzCFI4FW4O6gpe0JVm3/+V/rDMmrjj1
copia-se esta linha acima e cola no lugar do secret do arquivo slapd.conf.... ex:
rootpwIMzCFI4FW4O6gpe0JVm3/+V/rDMmrjj1
Iniciar o serviço LDAP
# /usr/local/libexec/slapd -4
obs: a opção -4 refere-se a usar a topologia IPv4 de Ip's.
Criação do arquivo LDIF
LDIF(LDAP Data Interchange Format) - Descreve as entradas de diretório no formato LDAP em modo texto, que serão exportadas para a base de dados posteriormente.
# vi top.ldif dn: dc=linuxman,dc=com,dc=br objectclass: dcObject objectclass: organization o: Linuxman Corporation dc: linuxman dn: cn=Manager,dc=linuxman,dc=com,dc=br objectclass: organizationalRole cn: Manager
Salve e saia...(:wq)
Inclusão do LDIF na base LDAP
Usaremos o ldapadd para adicionarmos o arquivo top.ldif criado anteriormente.
# ldapadd -x -D 'cn=Manager,dc=linuxman,dc=com,dc=br' -W -f top.ldif
Teste de verificação da base
O comando ldapsearch é usado para a verificação de dados no LDAP
# ldapsearch -x -b 'dc=linuxman,dc=com,dc=br' '(objectclass=*)'
Deveremos ter uma resposta a altura da função.
Importação da base de dados usando o Migrationtools
O MigrationTools é um conjunto de scripts usados para a migração dos dados da máquina para um arquivo no formato LDIF, que será importado posteriormente pelo LDAP. Ajudando, e muito, ao administrador de redes.
Pode-se baixá-lo seguindo o seguinte:
# wget ftp://ftp.padl.com/pub/MigrationTools.tgz
Descompactando e instalando o pacote:
# mv MigrationTools.tgz /usr/local; cd /usr/local # tar -zxvf MigrationTools.tgz # cd MigrationTools-45
Alteremos as seguintes linhas do arquivo migrate_common.ph
# Default DNS domain $DEFAULT_MAIL_DOMAIN = "linuxman.com.br"; # Default base $DEFAULT_BASE = "dc=linuxman,dc=com,dc=br"; #Default Host $DEFAULT_MAIL_HOST = "localhost";
Iremos agora finalmente migrar os dados em forma de objetos(LDIF)
# ./migrate_base.pl > base.ldif
O comando/script acima irá gerar o arquivo base.ldif, onde internamente possuírá os dados do sistema em forma de objeto no formato LDIF. No entanto, precisaremos apenas de três deles. o "People", o "Group" e o "Aliases".
Edite o arquivo e deixe apenas os que interessam para nosso caso de uso.
Ex:
# vi base.ldif dn: ou=People,dc=linuxman,dc=com,dc=br ou: People objectClass: top objectClass: organizationalUnit dn: ou=Group,dc=linuxman,dc=com,dc=br ou: Group objectClass: top objectClass: organizationalUnit dn: ou=Aliases,dc=linuxman,dc=com,dc=br ou: Aliases objectClass: top objectClass: organizationalUnit
Salve e saia...(:wq)
Inclusão do LDIF na base LDAP
Usaremos o ldapadd para adicionarmos o arquivo base.ldif criado anteriormente.
# ldapadd -x -D 'cn=Manager,dc=linuxman,dc=com,dc=br' -W -f base.ldif
Façamos um teste agora e vejamos o resultado alterado:
# ldapsearch -x
Veja que veremos os grupos formados pelos objetos...
Migração dos logins,senhas e Grupos do sistema em formato LDIF
# ./migrate_passwd.pl /etc/passwd users.ldif # ./migrate_group.pl /etc/group grupos.ldif
Vamos fazer que o LDAP importe esses dados...
# ldapadd -x -D 'cn=Manager,dc=linuxman,dc=com,dc=br' -W -f users .ldif # ldapadd -x -D 'cn=Manager,dc=linuxman,dc=com,dc=br' -W -f grupos.ldif
Verique como ficou a base
# ldapsearch -x
O comando abaixo seria uma visualização de uma classe de objeto filtrada por uid
# ldapsearch -x -b "dc=linuxman,dc=com,dc=br" -D "cn=Manager,dc=linuxman,dc=com,dc=br" -W "(&(objectclass=account)(uid=linuxman))"
Instalação do WebApplication phpLDAPadmin
O phpLDAPAdmin é uma interface web onde podemos visualizar e administrar o banco do OpenLDAP, assim como sua estrutura de objetos. No entanto, nada tão poderoso se comparado aos comandos em modo texto. Ele usará a porta 389 do protocolo IP aberta pelo slapd. Apesar de ser configurável esta diretiva.
Façamos o download como abaixo:
# wget http://aleron.dl.sourceforge.net/sourceforge/phpldapadmin/phpldapadmin-0.9.4b.tar.gz # mv phpldapadmin-0.9.4b.tar.gz phpldapadmin # mv phpldapadmin /var/www/htdocs (no caso da distro do slackware) # cd /var/www/htdocs/phpldapadim # cp config.php.example config.php
Editemos o arquivo config.php, e alteremos as seguintes linhas(a princípio)
# vi config.php $servers[$i]['host'] = 'localhost'; $servers[$i]['base'] = 'dc=linuxman,dc=com,dc=br' $servers[$i]['login_dn'] = 'cn=Manager,dc=linuxman,dc=com,dc=br';
Salve e saia(:wq)...
OBS: No entanto, para acessarmos o phpLDAPadmin, precisaremos do php compilado com suporte a LDAP.
Instalando o PHP com suporte a LDAP
Vamos baixar o pacote e instalá-lo
# wget http://br2.php.net/get/php-4.3.8.tar.bz2/from/us2.php.net/mirror # mv php-4.3.8.tar.bz2 /usr/local ; cd /usr/local # tar -zxvf php-4.3.8.tar.bz2
Este é o pulo do gato para funcionar no Slackware 10 sem problemas
#cd /usr/local/openldap-2.2.14 #ln -s /usr/local/lib lib #cd /usr/local/php-4.3.7 #./configure --with-apxs=/usr/sbin/apxs --with-ldap=/usr/local/openldap-2.2.14 --libexecdir=/usr/libexec/apache/ #make #make install
Configurar o Apache
Devemos fazer algumas pequenas alterações nos arquivos do apache do Slackware.
# vi /etc/apache/mod_php.conf # Load the PHP module: #LoadModule php4_module libexec/apache/libphp4.so
(Comente esta linha acima)
Salve e saia(:wq)....
Faça as alterações abaixo:
# vi /etc/apache/httpd.conf <IfModule mod_dir.c> DirectoryIndex index.html index.php </IfModule> ## ## Include /etc/apache/mod_php.conf
(DESCOMENTE a linha acima)
Salve e saia(:wq)
Iniciando o Apache e fazendo os testes necessários
Iniciemos o servidor de http apache
# /etc/rc.d/rc.httpd start
Entre no seu browser favorito e digite no caminho de endereços:
Join Now !!!
Autor: Aldemari G. Borges - LPIC-1 (www.linuxman.com.br) aldemari@linuxman.com.br OBS: Autorizo a publicação do artigo em sites realacionados ao assunto, no entanto, preservando o autor.
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20040824.html
Perguntas e respostas
Perguntas e respostas
Por Rubens Queiroz de Almeida
Alimentado pelo conhecimento da própria comunidade, o sistema Rau-Tu é uma valiosa fonte de ajuda sobre vários tópicos, inclusive o Linux
Publicado originalmente na Revista do Linux
Uma lenda antiga, que circula no imaginário de todas as nações, diz respeito ao oráculo, aquele que tudo vê e tudo sabe.
Ao que parece, ninguém ainda encontrou esse tal oráculo, embora muitos tentem se passar por ele. Existe, porém, um software que atende pelo nome de Rau-Tu, desenvolvido por meio de uma parceria entre o Centro de Computação da Unicamp e o Instituto Vale do Futuro, que é um sério candidato ao posto.
O sistema Rau-Tu de perguntas e respostas, desenvolvido em PHP e utilizando o banco de dados PostgreSQL, está em funcionamento há cerca de um ano. Sua distribuição é livre e gratuita e regida pela licença GPL. Seu principal objetivo é criar comunidades ao redor de diversos assuntos, congregando especialistas e pessoas com perguntas a serem respondidas. Adicionalmente, o sistema foi desenvolvido para ser simples e fácil de usar. Ao invés de se criar um sistema monolítico congregando diversos assuntos diferentes, optou-se pela criação de estruturas menores que pudessem ser facilmente replicadas em locais diferentes, com recursos computacionais variando do mais simples ao mais sofisticado.
O Rau-Tu pode ser usado em qualquer situação onde existam perguntas e a necessidade de respostas. Intranets, sistemas de helpdesk, informações institucionais, sistemas computacionais e uma grande variedade de cenários. Problemas de comunicação são um problema presente na maioria das empresas e o Rau-Tu certamente pode colaborar para reduzir os atritos decorrentes da falta de comunicação. Enfim, a criatividade é o que conta.
O sistema Rau-Tu foi projetado para ser flexível. Toda a administração e tarefas do dia a dia são realizadas a partir de uma interface Web, dispensando qualquer tipo de conhecimento de seu funcionamento interno.
Fiel às suas raízes colaborativas, desde o lançamento recebeu um grande número de sugestões para seu aperfeiçoamento, grande parte das quais foram incorporadas, melhorando em muito sua facilidade de uso.
Existem hoje (abril d 2006) diversos sistemas Rau-Tu em funcionamento. O mais bem sucedido, sem sombra de dúvida, é o de Linux. São hoje cerca de 560 colaboradores de todo o país, e mais de 26.000 perguntas já armazenadas no banco de dados. Além do Linux, diversos outros tópicos são abordados, como banco de dados, editoração eletrônica, FreeBSD, planilhas eletrônicas. No total tem-se conhecimento de onze sistemas, nove dos quais hospedados na Unicamp. O Centro de Computação da Unicamp também utiliza o sistema Rau-Tu como um tira dúvidas para seus sistemas corporativos, atendendo aos usuários internos.
Mas em que o sistema Rau-Tu difere dos meios convencionais existentes na Internet para resolução de dúvidas, como listas eletrônicas, newsgroups, FAQs e outros? O primeiro ponto é a objetividade. A maioria das listas eletrônicas, para evitar spam e outros inconvenientes, autoriza apenas seus membros a postarem perguntas. Ou seja, para perguntar, é necessário o cadastramento na lista. As listas mais populares geralmente possuem um alto tráfego de mensagens, o que nem todos têm condições de gerenciar. O sistema Rau-Tu não exige nada.
Qualquer um pode fazer suas perguntas ou consultar seu banco de dados. O segundo ponto principal é a qualidade. Todas as respostas que integram o banco de dados foram avaliadas. Se a sugestão proposta funcionou, a pergunta vai para o banco de dados. Caso contrário, volta ao sistema. Temos também a rapidez. A pontuação dada aos colaboradores leva em conta não apenas a qualidade, mas também a rapidez de resposta. Respostas postadas uma hora depois de serem submetidas ao sistema recebem uma pontuação adicional.
A maioria das dúvidas é respondida no mesmo dia. Finalmente, eliminamos muito do retrabalho comum em muitos lugares. Com o armazenamento das perguntas no banco de dados, forma-se um banco coletivo de conhecimento, que poderá ser usado de diversas formas diferentes. Elimina-se a necessidade de responder continuamente as mesmas perguntas. Um fato bastante conhecido de todos nós é que a maior parte das perguntas diz respeito a um pequeno número de respostas.
Mas como funciona o sistema? Resumidamente, o sistema trabalha tendo por base quatro figuras principais: o administrador, os responsáveis pelos tópicos, os colaboradores e os visitantes. Destes personagens, apenas o visitante não precisa se identificar para o sistema. O visitante pode fazer uso das facilidades do sistema Rau-Tu livremente, perguntando e consultando as perguntas armazenadas no banco de dados. Todos os demais possuem um grau de responsabilidade. O administrador é aquele que é responsável pela administração do sistema em geral, criando tópicos, nominando os responsáveis pelos tópicos e realizando outras tarefas administrativas. Os responsáveis pelos tópicos aceitam colaboradores e tomam decisões quanto a perguntas não respondidas ou não avaliadas. Os colaboradores são aqueles que respondem às perguntas.
O controle de qualidade é feito pelo visitante, que atribui uma nota às respostas que recebe, que pode variar do insatisfatório ao ótimo. Caso a resposta seja considerada insatisfatória, a pergunta retorna ao sistema e o responsável pelo tópico decide então o que fazer com ela. A pergunta pode ser reenviada aos colaboradores, pode ser removida do sistema ou pode ser respondida pelo responsável pelo tópico.
Historicamente, a comunidade usuária de software livre sempre foi conhecida por seu alto grau de comprometimento. Perguntas e problemas freqüentemente são resolvidos muito rapidamente, com a ajuda de especialistas que doam seu tempo e conhecimento aos novatos.
O sistema Rau-Tu é uma forma de arranjar estes recursos de forma organizada, propiciando à sua crescente base de usuários um porto seguro onde se amparar em caso de problemas. Este sistema precisa, mais do que nunca, de uma comunidade crescente, tanto de especialistas quanto de visitantes com suas perguntas. Para isto, a divulgação deste serviço e da disponibilidade livre e gratuita do software é fundamental para seu crescimento e consolidação.
A esta altura você certamente deve estar se perguntando: O que exatamente significa a palavra Rau-Tu? Bom, a palavra Rau-Tu deriva de um idioma indígena desaparecido e significa Como fazer.
Dúvidas sobre Linux? Perguntem ao Rau-Tu
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20060404.html





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