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    Usando o Kismet

    by linuxdicas (02/12/2007 - 17:17)

    Usando o Kismet

    Colaboração: Carlos E. Morimoto

    O Kismet é uma ferramenta poderosa, que pode ser usado tanto para checar a segurança de sua própria rede wireless, quanto para checar a presença de outras redes próximas e assim descobrir os canais que estão mais congestionados (configurando sua rede para usar um que esteja livre) ou até mesmo invadir redes. O Kismet em sí não impõe restrições ao que você pode fazer. Assim como qualquer outra ferramenta, ele pode ser usado de forma produtiva ou destrutiva, de acordo com a índole de quem usa.

    A página do projeto é a: http://www.kismetwireless.net/.

    A principal característica do Kismet é que ele é uma ferramenta passiva. Ao ser ativado, ele coloca a placa wireless em modo de monitoramento (rfmon) e passa a escutar todos os sinais que cheguem até sua antena. Mesmo pontos de acesso configurados para não divulgar o ESSID ou com a encriptação ativa são detectados.

    Como ele não transmite pacotes, apenas escuta as transmissões, todo o processo é feito sem prejudicar as redes vizinhas e de forma praticamente indetectável. A principal limitação é que, enquanto está em modo de monitoramento, a placa não pode ser usada para outros fins. Para conectar-se a uma rede, você precisa primeiro parar a varredura.

    Esta questão da detecção dos pontos de acesso com o ESSID desativado é interessante. Não é possível detectá-los diretamente, pois eles não respondem a pacotes de broadcast (por isso eles não são detectados por programas como o Netstumbler), mas o Kismet é capaz de detectá-los quando um cliente qualquer se associa a eles, pois o ESSID da rede é transmitido de forma não encriptada durante o processo de associação do cliente.

    A partir daí, o Kismet passa a capturar todos os pacotes transmitidos. Caso a rede esteja encriptada, é possível descobrir a chave de encriptação usando o aircrack (que veremos a seguir), permitindo tanto escutar as conexões, quanto ingressar na rede.

    Como o Kismet é uma das ferramentas mais usadas pelos crackers, é sempre interessante usá-lo para verificar a segurança da sua própria rede. Tente agir como algum vizinho obstinado agiria, capturando os pacotes ao longo de alguns dias. Verifique a distância de onde consegue pegar o sinal de sua rede e quais informações consegue descobrir. Depois, procure meios de reforçar a segurança da rede e anular o ataque.

    Por ser uma ferramenta popular, ele está disponível na maioria as distribuições. Algumas, como o Knoppix (a partir da versão 3.7), já o trazem instalado por padrão.

    Nas distribuições derivadas do Debian, você pode instalá-lo via apt-get:

     # apt-get install kismet 

     

    Antes de ser usar, é preciso configurar o arquivo "/etc/kismet/kismet.conf", especificando a placa wireless e o driver usado por ela, substituindo a linha:

     source=none,none,addme 

     

    Por algo como:

     source=madwifi_ag,ath0,atheros 

     

    ... onde o "madwifi_ag" é o driver usado pela placa (que você pode verificar usando o comando lspci). Na documentação do Kismet o driver é chamado de "capture source", pois é a partir dele que o Kismet obtém os pacotes recebidos.

    o "ath0" é a interface (que você vê através do comando ifconfig) e o "atheros" é um apelido para a placa (que você escolhe), com o qual ela será identificada dentro da tela de varredura.

    Isto é necessário, pois o Kismet precisa de acesso de baixo nível ao hardware. Isto faz com que a compatibilidade esteja longe de ser perfeita. Diversas placas não funcionam em conjunto com o Kismet, com destaque para as placas que não possuem drivers nativos e precisam ser configurados através do ndiswrapper. Se você pretende usar o Kismet, o ideal é pesquisar antes de comprar a placa. Naturalmente, para que possa ser usada no Kismet, a placa precisa ter sido detectada pelo sistema, com a ativação dos módulos de Kernel necessários. Por isso, prefira sempre usar uma distribuição recente, que traga um conjunto atualizado de drivers. O Kurumin e o Kanotix estão entre os melhores neste caso, pois trazem muitos drivers que não vem pré instalados em muitas distribuições.

    Você pode ver uma lista detalhada dos drivers de placas wireless disponíveis e como instalar manualmente cada um deles no meu livro Linux Ferramentas Técnicas.

    Veja uma pequena lista dos drivers e placas suportados no Kismet 2006-04-R1:

    • acx100: O chipset ACX100 foi utilizado em placas de diversos fabricantes, entre eles a DLink, sendo depois substituído pelo ACX111. O ACX100 original é bem suportado pelo Kismet, o problema é que ele trabalha a 11 megabits, de forma que não é possível testar redes 802.11g.

       

    • admtek: O ADM8211 é um chipset de baixo custo, encontrado em muitas placas baratas. Ele é suportado no Kismet, mas possui alguns problemas. O principal é que ele envia pacotes de broadcast quando em modo monitor, fazendo com que sua varredura seja detectável em toda a área de alcance do sinal. Qualquer administrador esperto vai perceber que você está capturando pacotes.

       

    • bcm43xx: As placas com chipset Broadcom podiam até recentemente ser usadas apenas no ndiswrapper. Recentemente, surgiu um driver nativo (http://bcm43xx.berlios.de) que passou a ser suportado no Kismet. O driver vem incluído por padrão a partir do Kernel 2.6.17, mas a compatibilidade no Kismet ainda está em estágio experimental.

       

    • ipw2100, ipw2200, ipw2915 e ipw3945: Estes são os drivers para as placas Intel, encontrados nos notebooks Intel Centrino. O Kismet suporta toda a turma, mas você precisa indicar o driver correto para a sua placa entre os quatro.

    O ipw2000 é o chipset mais antigo, que opera a 11 megabits; o ipw2200 é a segunda versão, que suporta tanto o 8011.b, quanto o 802.11g; o ipw2915 é quase idêntico ao ipw2200, mas suporta também o 802.11a, enquanto o ipw3945 é uma versão atualizada, que é encontrada nos notebooks com processadores Core Solo e Core Duo.

    madwifi_a, madwifi_b, madwifi_g, madwifi_ab e madwifi_ag: Estes drivers representam diferentes modos de operação suportados pelo driver madwifi (http://sourceforge.net/projects/madwifi/), usado nas placas com chipset Atheros. Suportam tanto o driver madwifi antigo, quanto o madwifi-ng.

    Usando os drivers madwifi_a, madwifi_b ou madwifi_g, a placa captura pacotes apenas dentro do padrão selecionado (o madwifi_a captura apenas pacotes de redes 802.11a, e assim por diante). O madwifi_g é o mais usado, pois captura simultaneamente os pacotes de redes 802.11b e 802.11g. O madwifi_ag, por sua vez, chaveia entre os modos "a" e "g", permitido capturar pacotes de redes que operam em qualquer um dos três padrões, mas num ritmo mais lento, devido ao chaveamento.

    rt2400 e rt2500: Estes dois drivers dão suporte às placas com chipset Ralink, outro exemplo de chipset de baixo custo que está se tornando bastante comum. Apesar de não serem exatamente "placas de alta qualidade", as Ralink possuem um bom suporte no Linux, graças em parte aos esforços do próprio fabricante, que abriu as especificações e fornece placas de teste para os desenvolvedores. Isto contrasta com a atitude hostil de alguns fabricantes, como a Broadcom e a Texas (que fabrica os chipsets ACX).

    rt8180: Este é o driver que oferece suporte às placas Realtek 8180. Muita gente usa estas placas em conjunto com o ndiswrapper, mas elas possuem um driver nativo, disponível no http://rtl8180-sa2400.sourceforge.net/. Naturalmente, o Kismet só funciona caso seja usado o driver nativo.

    prism54g: Este driver dá suporte às placas com o chipset Prism54, encontradas tanto em versão PCI ou PCMCIA, quanto em versão USB. Estas placas são caras e por isso relativamente incomuns no Brasil, mas são muito procuradas entre os grupos que fazem wardriving, pois as placas PCMCIA são geralmente de boa qualidade e quase sempre possuem conectores para antenas externas, um pré-requisito para usar uma antena de alto ganho e assim conseguir detectar redes distantes.

    orinoco: Os drivers para as placas com chipset Orinoco (como as antigas Orinoco Gold e Orinoco Silver) precisam de um conjunto de patches para funcionar em conjunto com o Kismet, por isso acabam não sendo placas recomendáveis. Você pode ver detalhes sobre a instalação dos patches no http://www.kismetwireless.net/HOWTO-26_Orinoco_Rfmon.txt.

    Depois de definir o driver, a interface e o nome no "/etc/kismet/kismet.conf", você pode abrir o Kismet chamando-o como root:

     # kismet 

     

    Inicialmente, o Kismet mostra as redes sem uma ordem definida, atualizando a lista conforma vai descobrindo novas informações. Pressione a tecla "s" para abrir o menu de organização, onde você pode definir a forma como a lista é organizada, de acordo com a qualidade do canal, volume de dados capturados, nome, etc. Uma opção comum (dentro do menu sort) é a "c", que organiza a lista baseado no canal usado por cada rede.

    Por padrão, o Kismet chaveia entre todos os canais, tentando detectar todas as redes disponíveis. Neste modo, ele captura apenas uma pequena parte do tráfego de cada rede, assim como você só assiste parte de cada programa ao ficar zapiando entre vários canais da TV.

    Selecione a rede que quer testar usando as setas e pressione "shift + L" (L maiúsculo) para travá-lo no canal da rede especificada. A partir daí ele passa a concentrar a atenção numa única rede, capturando todos os pacotes transmitidos:

    Você pode também ver informações detalhadas sobre cada rede selecionando-a na lista e pressionando enter. Pressione "q" para sair do menu de detalhes e voltar à tela principal.

    Outro recurso interessante é que o Kismet avisa sobre "clientes suspeitos", micros que enviam pacotes de conexão para os pontos de acesso, mas nunca se conectam a nenhuma rede, indício de que provavelmente são pessoas fazendo wardriving ou tentando invadir redes. Este é o comportamento de programas como o Netstumbler (do Windows). Micros rodando o Kismet não disparam este alerta, pois fazem o scan de forma passiva:

     ALERT: Suspicious client 00:12:F0:99:71:D1 - probing networks but never participating. 

     

    O Kismet gera um dump contendo todos os pacotes capturados, que vai por padrão para a pasta "/var/log/kismet/". A idéia é que você possa examinar o tráfego capturado posteriormente usando o Ethereal. O problema é que, ao sniffar uma rede movimentada, o dump pode se transformar rapidamente num arquivo com vários GB, exibindo que você reserve bastante espaço no HD.

    Um dos maiores perigos numa rede wireless é que qualquer pessoa pode capturar o tráfego da sua rede e depois examiná-lo calmamente em busca de senhas e outros dados confidenciais transmitidos de forma não encriptada. O uso do WEP ou outro sistema de encriptação minimiza este risco, pois antes de chegar aos dados, é necessário quebrar a encriptação.

    Evite usar chaves WEP de 64 bits, pois ele pode ser quebrado via força bruta caso seja possível capturar uma quantidade razoável de pacotes da rede. As chaves de 128 bits são um pouco mais seguras, embora também estejam longe de ser inquebráveis. Em termos se segurança, o WPA está à frente, mas usá-lo traz problemas de compatibilidade com algumas placas e drivers.

    Sempre que possível, use o SSH, SSL ou outro sistema de encriptação na hora de acessar outras máquinas da rede ou baixar seus e-mails.

    No Guia "Acesso Remoto: SSH, FreeNX e VNC", vemos como é é possível criar um túnel seguro entre seu micro e o gateway da rede, usando o SSH, permitindo assim encriptar todo o tráfego. Ele está disponível no:


    Gostou da dica? Venha fazer um curso com o autor:

    Curso: Redes e servidores Linux

    Com Carlos E. Morimoto

    Em São Paulo, de 29/05 a 03/06 (intensivo, com aulas à tarde)

    Este é um curso sobre a configuração de servidores Linux. Nele você aprende a configurar cada serviço diretamente nos arquivos de configuração ou utilizando ferramentas genéricas, sem se prender a uma única distribuição. Os exemplos dados durante o curso usam como base o Debian e Fedora, com dicas de peculiaridades do Mandriva, Slackware, Kurumin e Ubuntu.

    Este é um curso intensivo, onde você passa menos tempo vendo teoria e opções pouco usadas e mais tempo aprendendo a resolver problemas do dia a dia. O formato das aulas permite que sejam abordados uma grande quantidade de temas numa única semana, oferecendo uma visão global dos recursos disponíveis e onde eles podem ser aplicados. Ao invés de fazer um curso sobre o Squid, outro sobre o Samba, outro sobre o Apache, etc., você aprende muitas coisas de uma única vez, economizando tempo e dinheiro.

    Nesta turma do dia 29/05, combinou do curso de redes e o curso para iniciantes serem ministrados na mesma semana: o curso para iniciantes de segunda a sexta, das 8:00 às 11:00, e o curso de redes das 12:30 às 18:00. Fazendo o curso de redes, você tem acesso também às aulas para iniciantes e pode fazer os dois cursos simultaneamente (pagando apenas um), e assim aproveitar para tirar todas as dúvidas.

    Veja mais detalhes sobre a programação de cursos, temas abordados, preços e formas de pagamento no:

    http://guiadohardware.net/cursos/

    Todas as aulas do curso de redes são ministradas pelo próprio Carlos Morimoto, o que garante o nível do curso. Nada de aulas inaugurais e mutretas do gênero :)




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20060509.html

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    Acentuacao em ambiente X (3)

    by linuxdicas (01/12/2007 - 19:46)

    Acentuacao em ambiente X (3)

    Colaboração: Leonardo Chaves <<lcm (a) engenius com br>>

    Eu gostaria de falar sobre a solução de uma empresa tcheca para o problema de acentuação em qualquer Unix.

    Depois de muito procurar pela rede uma solução para acentuação, eu achei que dead keys e compose keys não era o que eu queria. Muito menos ter que recompilar o X. Eu queria acentuar como no Ruindows. O pessoal dessa empresa, cuja URL é:

    http://www.informatica.cz/

    desenvolveu uma solução que, IMHO, é mais elegante e transparente para o usuário. Funciona assim: ao chamar um aplicativo debaixo do X, ao invés de chamá-lo pura e simplesmente, você chama o Xks (nome do programa deles) passando como parâmetro o cliente X que você quer (obviamente eu criei aliases para os usuários da minha rede). O Xks intermedia a conversa entre o cliente e o servidor X traduzindo os keysyms digitados para outros de acordo com um arquivo de configuração feito por você. Eu fiz para eles as regras para o português usando uma pseudo-linguagem que eles bolaram.

    E funciona p/ qualquer Unix segundo eles. Eu particularmente não tive nenhum problema usando o programa no Linux. Nas primeiras semanas eu achei um pequeno bug, para o qual eles submeteram rapidamente um patch. Estou bastante satisfeito.




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/19990113.html

    Tag: Eles

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    No começo havia a Microsoft. Então ela explodiu...

    by linuxdicas (30/11/2007 - 14:27)

    No começo havia a Microsoft. Então ela explodiu...

    Por Charlie Demerjian

    http://www.theinquirer.net/?article=13350

    Traduzido por: Fernanda Weiden, Marlon Dutra

    Algumas vezes, acontece uma grande mudança na indústria. Essas mudanças geralmente não são notadas até que passe um bom tempo do acontecido, olhando para trás e falando: Olha, as coisas estão diferentes do que foram.

    Nós estamos passando nesse momento pela maior de todas as mudanças da indústria de TI, e se você souber onde olhar, poderá vê-la enquanto acontece. Esta mudança toda gira em torno da Microsoft e o código aberto.

    Até pouco tempo atrás, a Microsoft dominava o mercado de computadores pessoais, do topo à base dessa cadeia alimentar. A parte inferior da base foi ocupada pela Palm, e a parte superior do topo pela Sun, IBM e outros. E o vasto meio era a Microsoft e somente a Microsoft.

    Todos que desafiaram este monopólio foram comprados, trapaceados, ou esmagados por truques sujos da competição cruel, ou em raros casos, por um produto melhor. A lista de fracassados consumiria mais colunas do que uma pessoa seria capaz de ler em um ano.

    Netscape, Stac, Worldperfect, Novell, e outros dentre as baixas mais notáveis. Aqueles que tecnicamente sobreviveram são fantasmas do que foram.

    Foi só a imprensa divulgar a inabilidade de qualquer pessoa para desafiar demônio de Redmond, que ele está perdendo o controle. Como qualquer companhia a beira de uma gigantesca perda de mercado, a Microsoft está agindo conforme o esperado, fingindo que nada está acontecendo, e colocando um sorriso no rosto quando questionada sobre seus prospectos. Por dentro, a Microsoft está temendo o inferno.

    Uma das mais ricas companhias do planeta, administrada por uma das pessoas mais ricas do planeta com medo? O que isso pode significar?

    Morta, enforcada e esquartejada

    Para se ter uma idéia, a Microsoft tem procurado agir cada vez melhor. Sempre que os analistas financeiros estabelecem um ganho trimestral, a Microsoft coloca alguns centavos a mais por ação debaixo do seu chapéu e bate estes ganhos. O bando de cachorros e vermes que são conhecidos como Wall Street ficam boqueabertos, e aplaudem sem entusiasmo. E isso sempre acontece, incluindo as surpresas dos analistas.

    O modo como eles fazem isso não é segredo pra ninguém. Nos seus dois maiores produtos, sua margem de lucro é de mais de oitenta porcento. O restante dos produtos, que vão desde os computadores de mão ao portal MSN e o Xbox dão grandes prejuízos. Suas finanças são tão obscuras e mal apresentadas, que eles podem repassar dinheiro de um lado para outro na companhia sem que ninguém perceba. Eles podem ganhar tanto dinheiro em um trimestre? Aplicando dinheiro em investimentos fechados, ou aceitando algumas perdas. Não mostrando os números? Levantando fundos a partir de alguns bens e assim fazendo lucro.

    Sobretudo, eles conseguiram mostrar uma curva suave em seus ganhos, e se superar a cada relatório trimestral. Um monopólio e um custo quase zero para fazer o seu produto físico (reprodução de mídias) além de pesquisa e desenvolvimento tem suas vantagens.

    As corporações clamam pelo Linux

    Há mais ou menos um ano atrás, as coisas começaram a mudar. Os clamores de que o Linux iria derrubar a Microsoft continuam, mas a resposta a esses clamores mudaram. Executivos começaram a dizer "Fale-me sobre isso". Em tempos de vacas magras, grátis é muito mais barato que centenas de dólares, e infinitamente mais atraente. O Linux começou a ganhar espaço com consumidores que poderiam pagar por ele, usando-o para um trabalho real no mundo real.

    Até então, a Microsoft vinha simplesmente ignorando a ameaça tuxista. Então eles começaram a reagir com terrorismo, memorandos Halloween, muitos relatórios e estudos pagos e mal elaborados. De alguma maneira, as pessoas não engoliram a estória de que US$ 1.000 seriam mais baratos do que grátis. Então a Microsoft teve que mudar sua tática. Já que ela não pôde comprar a companhia que produzia o Linux, já que a GPL proteje da velha tática usada pela Microsoft para derrubar a concorrência, e o ódio das pessoas por ela vinha crescendo por todas as dores que eles vinham causando durante todos estes anos, a empresa se viu em uma sinuca de bico. Como você pode competir quando todos os seus truques sujos são ou inaplicáveis ou falhos, e quando montanhas de dinheiro não podem ser usadas para tomar o lugar da concorrência? Simples, você compete por seus méritos.

    Quando na história, além de nos últimos seis meses, a Microsoft baixou preços ou deu algo que não fosse seus triviais descontos em qualquer coisa? Sim, certo, nunca! Frente à perda do mercado de home office para o OpenOffice/StarOffice, o mercado de servidores para o Linux, de bancos de dados para o MySQL, e o de desktops também para o Linux em um futuro não muito distante, o que eles poderiam fazer? Eles planejaram cortes nos preços de seus produtos mais significativos e em segmentos-chave.

    O primeiros desses cortes visou a MySQL, com a Developer Edition do SQL Server, cortando em torno de 80 porcento. Então eles começaram a investir pesado para prevenir que grandes empresas dessem ao Linux uma porta de entrada.

    Eles apareceram com uma versão educacional para o Office. Dica para os leitores, se você não quiser pagar US$ 500 pelo Office, com a nova versão, você não precisa provar que é um estudante ou professor para ganhar um desconto, como era feito na versão anterior. Bem, nenhuma dessas táticas está funcionando como esperado, e uma das razões para isso é o falho sistema de ativação de produto como forma de ganhar dinheiro. Sem começar com o velho debate sobre o custo de software pirata, é difícil de argumentar contra o fato de que até mesmo com os números que eles publicam sobre a pirataria, a Microsoft continua deixando claro seus bilhões de dólares por trimestre, ou mais. Se não fosse pela pirataria, os filhos de Gates (os 1.0 e 2.0 da vida) poderiam ser enviadas para uma boa escola. Chore por eles. Em sua inteligência, a Microsoft decidiu espremer um pouquinho seus usuários, e para seu pavor, eles começaram a perceber que as pessoas estavam mais dispostas a aceitar a pequena diferença nas funcionalidades do OpenOffice do que pagar US$ 500 pelo MS Office. Quem adivinharia isso? Foi um tiro no pé.

    A próxima estratégia campeã foi fechar o cerco e trancar as pessoas. Se você prevenir outros programas de trabalhar com o seu software, e fazer o seu trabalho suficientemente barato, as pessoas vão se acorrentar nisso, certo? Bem, em certo ponto, no mínimo até você ser odiado, ou as pessoas terem uma alternativa.

    Com a licença 6.0, a nova "alugue de acordo com seu uso, mas faça isso com nosso concentimento" foi a gota d'água. Quando eles propuseram este esquema, as pessoas deram gargalhadas. Quando a Microsoft disse faça isso ou pague o preço de varejo, as pessoas piscaram, e alguns choraram e lamentaram o monopólio. Foi então que as pessoas começaram a levar o Linux a sério.

    Migrações, migrações

    Quando a Microsoft anunciou a data limite para o licenciamento 6.0, as pessoas se recusaram. A adoção foi menor que 100% como eles previam, eles piscaram e extenderam a dara limite, que acabou não sendo extendida. As pessoas continuaram se negando a aderir ao plano, então a Microsoft mexeu os pauzinhos e...hmm...piscou de novo. Uma vez que as pessoas não enxergaram os benefícios que justificassem 100% de aumento nos preços, e a Microsoft estava parecendo cada vez mais fraca com cada atraso, ela parou de atrasar. Qualquer pessoa em sã consciência veria que eles iriam perder um terço de seus consumidores e com o tempo seria um desastre absoluto.

    A Microsoft percebeu isso como um sinal de que as pessoas não entenderam verdadeiramente a generosidade vinda de Redmond, então ela adoçou o pote de migalhas para os relutantes. Isso incluiu treinamentos e outras coisas, mas não queda de preços. Esta seria a via sacra que nunca seria completada. Por pouco, as pessoas continuaram não voltando, e os grandes clientes começaram a abandonar o barco. O que fazer? O que fazer?

    A resposta foi encarar as migrações com descontos pesados. O negócio é fazer qualquer coisa para atingir os objetivos. Quando a Microsoft diz qualquer coisa, certamente algumas dessas coisas nós jamais imaginaríamos.

    A coisa mais estranha é que nem mesmo isso funcionou. As pessoas calcularam. Com o software fechado e caro em uma mão, e o mais barato e integrável na outra mão, eles começaram a optar pela via mais barata. Imagine isto, as migrações das grandes empresas cada vez mais frequentes, e Redmond estava quase sem cartas na manga.

    Algumas migrações foram evitadas, como a do governo da Tailândia, que paga US$ 36 por um Office e o Windows XP vem com 95% de desconto em relação à tabela. É possível que outras negociações desse tipo tenham acontecido sem que nós ficássemos sabendo. Para cada vitória desse tipo pela Microsoft, o Linux teve duas ou três. Senão quatro ou cinco. Isso não é nem contestável. Migrações de alto nível, como cidades, governos, e, a IBM, estão simplesmente no topo no iceberg, e quase todo mundo está observando os pioneiros para ve se o caminho que eles estão seguindo tem futuro.

    Se estas poucas pioneiras tiverem êxito, espere o portão se abrir e todo mundo ir atrás. As falhas de segurança no design, que fazem o software da Microsoft insegura, estão somente somando para a miséria. Cada dia que uma companhia vai abaixo por culpa de um worm ou vírus, ela começa a reavaliar o software da Microsoft. Quando forem renovar os contratos, a lembrança de noites inteiras em claro tende a pesar muito nas mentes de muitos executivos.

    Os números do último balanço trimestral mostraram algo inédito os desgostosos números da Microsoft. Eles culparam grandes corporações que estavam vulneráveis ao worm Blaster. Mas se você parar pra pensar, a maioria das empresas estão no licenciamento 6.0 ou outro contrato de longa data, então o faturamento vindo deles estava garantido. Pessoas que vão comprar software da Microsoft estarão sujeitas a isso. Quem pulou fora, pulou. Uma grande empresa não vai adiar uma compra de software em função de uma falha de segurança, eles terão suas licenças perdidas ou eles comprarão o software como planejado e sentarão em cima dele, se necessário. Alguma coisa não cheira bem com essa explicação.

    Se a Microsoft não puder aparecer com outra surpresa, algo está muito errado. Agora é a hora deles irem pra rua, ou a ilusão vai acabar, e isso tem um efeito negativo no preço das suas ações. Se a Microsoft não cumpriu as metas desse trimestre, ela mostra ou que não foi capaz, ou decidiu consciente por não cumprir.

    A festa está acabando

    Se a Microsoft não puder bater os números, isso mostra que a festa está acabando, os clientes-chave estão pegando pesado, e a Microsoft está se rendendo. Sem os bilhões de dólares para perder em produtos como Xbox e MSN, eles podem sobreviver? Se eles não puderem, isso tornaria a Microsoft uma empresa financeiramente saudável, mas ela continuaria sendo a Microsoft? Ela seria capaz de oferecer uma solução completa ponta-a-ponta sendo ela incapaz de controlar a internet? Seria ela capaz de brigar pelo mercado de telefonia sem poder correr o risco de sair com um prejuízo na casa dos nove dígitos? Quanto tempo demorará para que o negócio do set up boxes (Xbox e outros produtos) começarem a dar dinheiro?

    A parte mais complicada da história começaria caso a Microsoft resolvesse explicar o que realmente está acontecendo. Quando falamos em números, a Wall Street é o parquinho de diversões da Microsoft. As ações são absurdamente supervalorizadas e, em compensação, o mercado espera algumas coisa em troca. Quando estas coisas param de acontecer, as ações se desvalorizam muito. E, quando isso acontece, os acionistas e todo o resto do mundo começam a perguntar todas aquelas sórdidas questões que os executivos não querem responder. Se o preço das ações implode, aquelas stock options (compra de ações pelos funcionários, por um preço abaixo do mercado) que a Microsoft famosa por oferecer aos funcionários como um incentivo, se tornam muito mais caras e menos atrativas e a moral rola escada abaixo. Resumindo: as coisas ficam bem feias.

    Para a Microsoft, mudar ativamente a companhia nesse sentido indicaria nada mais nada menos do que uma mudança na maré, o que causaria muito sofrimento. Eu não vejo ninguém fazer algo deste tipo propositadamente a menos que não haja outra saída. Uma maneira muito mais inteligente seria mudar o curso lentamente em alguns anos e mudar a companhia lentamente. Desta maneira, você pode ir preparando os analistas tolos, e escapar relativamente intacto.

    Se eu tivesse que supor, eu diria que a competição está começando a forçar a Microsoft a uma guerra de preços, e qualquer besta sabe que uma guerra de preços contra algo gratuito não é uma boa. Não acreditam em mim? Vá perguntar à Netscape. Um dia é do caçador, outro da caça. Mas as guerras de preço são destrutivas, e afundarão a Microsoft mais rapidamente do que você demora dizer "US$50 bilhões no banco". A Microsoft pode ter recursos para cortar preços, mas uma hora esses descontos de US$10 milhões começarão a pesar no bolso. E isso passará a não funcionar quando todos conhecerem a simples verdade sobre o Linux.

    A verdade é que se você está negociando com a Microsoft e sacar uma caixa da Suse ou RedHat, os preços cairão 25 porcento abaixo do melhor acordo que você poderia negociar. Saque um ROI (return of investiment, estudo de retorno de envestimento) e o preço cai em mais 25 porcento milagrosamente. Quer mais? Diga para a Microsoft que a fase piloto dos experimentos foram expetaculares, e que o Java Desktop da Sun parece espetacular no Gnome adaptado para a sua empresa, e os custos de treinamento foram quase zero.

    Hoje em dia, não é difícil passar a perna na Microsoft, conseguindo descontos cada vez maiores. Ser um representante da Microsoft deve ser um trabalho difícil. Independente disso, as pessoas continuam abandonando o barco.

    Computação confiável

    O problema é que, pesquisas questionáveis a parte, a Microsoft simplesmente não é confiável. E essa idéia está se espalhando entre os executivos. Microsoft tem o hábito de prometer coisas para os usuários, mas não entregar.

    A segurança é um bom exemplo. Há alguns anos atrás, a Microsoft prometeu parar de codar o XP para fazer uma completa auditoria de segurança e reciclar seus profissionais. E eles disseram: tudo será melhor depois disso, acreditem em nós. As pessoas acreditaram. Blaster, Nashia, e uma montanha de gente viram que a Microsoft não fez nenhum esforço nesse sentido.

    Então, porque sair de Redmond atualmente? Ar quente e os vídeos de dança do Ballmer feitos em Mac's. É engraçado ver um homem-macaco, mas passar uma noite ouvindo ele aos gritos, perde o encanto. Lembra do mesmo Ballmer dizendo que a Microsoft não liberaria uma release do Win2k até que tudo estivesse perfeito? E sobre aquela auditoria de segurança que seria feita no XP que acabaria com a possibilidade de qualquer coisa estilo o Blaster de acontecer? Alguém acha que as massas correrão para as lojas no próximo lançamento? A verdade é que isso vai acontecer, e a Microsoft sabe disso.

    A frase "isso será consertado em seis meses, confie em nós" parece ter um poder mágico quando vinda da Microsoft. O tempo todo alguém grande aparece com uma lista de reclamações sobre a Microsoft, ela anuncia uma iniciativa, aparece com uma maravilhosa apresentação em Powerpoint, mostra uma dúzia de notícias divulgadas na imprensa, um discurso gravado do Gates, e mais um monte de coisas brilhantes para distrair as pessoas.

    O fato é que a segurança tem ficado pior desde o lançamento do Windows 95, a cada ano. Péssima reputação, não acha? O fato é que também, pela primeira vez, a receita da Microsoft está apertada, ela tem competição, e a opinião pública a culpa pelos prejuízos causados pelas falhas de segurança.

    De qualquer maneira, a cultura da Microsoft previne mudanças. Eu estava falando com uma pessoa de alto nível de segurança no último Intel Developer Forum, e nós conversamos sobre o que a Microsoft poderia fazer para arrumar a casa. Ele fez as perguntas certas, e eu dei a ele as respostas certas. E mais, eu disse, jogue tudo o que você tem fora e comece denovo. Ele não faria isso. Sem mais nem menos ele se fechou para o eu estava dizendo, a cultura estava tão impregnada nele que a verdade não conseguia entrar. A Microsoft não pode corrigir os bugs que conduzem aos problemas de segurança, porque eles não são bugs, são escolhas do projeto. Quando ameaçada pelo Java, a Microsoft reagiu com o ActiveX. E disse que ele podia fazer tudo o que o Java não era capaz porque o Java estava em uma sandbox e os programas não conseguiam sair dela.

    O fato é que esta infraestrutura interna da Microsoft é baseada fundamentalmente em um arquitetura falha, não em código bugado. Este arquitetura não pode ser modificada.

    Para mudar isso, a Microsoft teria que jogar fora todas as API's existentes e acabar com a compatibilidade com as versões anteriores. Se a Microsoft fizer isso, ela tem uma chance de corrigir o design que atrapalham a arrumação do produto.

    Eu duvido. Mesmo o .NET, a nova infraestrutura de segurança, e construído para ser seguro, deixa você ter acesso à moda antiga. Sim, você não tinha suposto isso, mas algumas pessoas de certo modo sim, e os hackers também. A Microsoft e seus clientes são viciados em compatibilidade retrógrada como um tolo viciado em heroína.

    E se a Microsoft mudasse, isso incentivaria você a aderir a Microsoft? Se você tivesse começando a fazer uma aplicação do zero nessa novidade, o ambiente seguro da Microsoft, você pagará centenas ou até milhares de dólares para ir pelo caminho da Microsoft ou US$ 0 para ir com o Linux?

    Começando do começo

    Recomeçar anularia uma vantagem que a Microsoft tem, que é um código pronto e uma equipe treinada. Características da migração e reciclagem estão na maioria dos documentos internos da Microsoft, e se ela tiver que jogar tudo isso longe, quais são as chances dela?

    Às claras ela não fará e não pode fazer, a Microsoft sentará lá, e assistirá o seu mercado se perder. Isto está acontecendo lentamente no começo, mas a bola de neve está rolando. Algumas pessoas estão olhando monte acima e esta grande notícia está correndo solta, e alguns estão claramente mudando seu rumo.

    A grande mudança da indústria está acontecendo, e nós estamos no ponto crucial. Olhe atentamente para as pessoas, e leia atentamente todas as notícias. Se você conseguir enxergar o grande quadro atual, esta é uma mudança que não vai te impressionar quando olhar pra trás.




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20040215.html

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    Política Starone

    by linuxdicas (30/11/2007 - 04:00)

    Política Starone

    Eu recebi dezenas de mensagens comentando a política da StarOne e sua proibição de uso de Linux. Estou postando aqui as mensagens que me foram enviadas pelo Fernando Roxo e Eduardo Maçan, visto serem representativas das opiniões de todos que me escreveram e por serem muito bem fundamentadas.

    Não deixem de ler :-)


    From: Fernando M. Roxo da Motta <<roxo (a) conectiva com br> To: Rubens Queiroz de Almeida <<queiroz (a) ccuec unicamp br> Subject: Re: [Dicas-L] Absurdo: Resposta StarOne

    Queiroz,

    Se o email do Carlos Eduardo Silvino Moreira tivesse sido publicado eu estaria incluindo-o nesta "consulta", mas talvez se tivesse sido publicado ele estaria sendo inundado, como você deve estar sendo, por respostas com este mesmo conteúdo.

    Pelo que entendi da explicação abaixo o problema se resume ao uso de um proxy local. Será que o Carlos Eduardo nunca ouviu falar do Squid ? Acho pouco provável, afinal este é (possivelmente) o servidor proxy mais usado no mundo, logo sendo ele um profissional da área deve ter ouvido falar nele.

    Entrei no site do FreshMeat ( http://freshmeat.net ) e procurei por "proxy server" e achei uma categoria com este nome contendo 93 (isto !! Noventa e três ) projetos :

    http://freshmeat.net/browse/907/?topic_id=907

    Não procurei, mas tenho a convicção de que haverá pelo menos um destes projetos capaz de operar nas três plataformas citadas, além de outras não citadas. Se este for o caso, me parece que *poderia* ser bastante interessante eles tentarem conhecer algum(ns) deste(s) projeto(s), afinal poderia economizar algum investimento no desenvolvimento de uma solução proprietária ao passar a usar um Software Livre, além de passar a usar uma solução multiplataforma, o que por sua vez expandiria o mercado atendido.

    Ou será que há algo além do "proxy server" no produto deles ?

    Eu acho bastante razoável a explicação fornecida pelo Carlos Eduardo com relação à necessidade do uso de um "proxy server", considerando os custos envolvidos em um enlace por satélite, tanto finaceiros quanto de latências. Eu acho até razoável que eles se sintam mais confortáveis com o uso de um servidor próprio. Mas se a única necessidade é ter um "proxy server' instalado, a forma como é colocada esta exigência me parece no mínimo equivocada. Porque em lugar de dizer qual deve ser o sistema operacional conectado eles não especificam a necessidade de ter um proxy server instalado ? Acredito que seria muito mais simples e menos desgastante para a imagem pública da empresa.

    Eu até entenderia se eles estabelecessem esta necessidade e se eximissem de suportar qualquer outra plataforma, afinal vários fornecedores de conexão rápida à Internet o fazem, mas não tinha tido ainda notícia de nenhum que proibisse outros sistemas. Normalmente a atitude é dizer : "não damos suporte, você terá que se responsabilizar por configurar a sua máquina". No caso deles acredito que se poderia até fazer algo do gênero. Aliás, é muito comum estas empresas fornecedoras de conexões rápidas terceirizarem o serviço de instalação e configuração, o que eles poderiam fazer com empresas que instalassem um servidor Proxy local no processo de configuração destes outros sistemas operacionais.

    Conforme eu disse acima, a menos que exista algo além do "proxy server" no produto deles, a menos que exista a firme decisão da StarOne de abidicar de uma parte do mercado por qualquer razão, continuo em dúvida com relação à razão da forma como foi imposta a restrição e muito mais com relação às explicações.

    Eu poderia até pensar em me tornar cliente deles, mas minha única condição seria poder usar o Linux como sistema operacional. Como eles decidiram desistir desta parcela do mercado, justamente em respeito à decisão deles eu também desisto deste objetivo e vou poupá-los de qualquer tentativa neste sentido.


    Eduardo Maçan <<macan (a) colband com br>>

    Caro Carlos, obrigado por responder à comunidade. Como parte desta comunidade, eu gostaria de sugerir-lhe um modo simples de tornar clara a situação quanto ao acesso através de software livre aos serviços da StarOne.

    Dizer que "Macintosh e Linux(sic)" são "proibidos" dá a entender que o serviço até funciona sobre estes sistemas, mas vocês não os desejam acessando seus serviços. Alguns outros representantes da comunidade ao ficarem sabendo da situação chegaram a consultar advogados sobre a legalidade deste tipo de exclusão, segundo a interpretação acima. Ao que parece essa situação que é sugerida chegaria a ferir o código de defesa do consumidor, eu não sou um advogado, não posso afirmar isso, mas essa hipótese chegou a ser levantada.

    Sugiro que ao invés de dizer que os sistemas são proibidos, a frase seja substituida por "o serviço não é suportado pelos sistemas GNU/Linux e Macintosh por exigir software especial, disponível atualmente apenas para windows". Isso dá a medida exata da situação, não ofende os usuários (e potenciais clientes) de seu serviço e dá margem aos usuários de se manifestarem a favor de que se crie o suporte para essas plataformas.

    Eventualmente a demanda pode crescer e vocês poderão perder clientes apenas porque vocês mascararam a real demanda "proibindo" o uso destes sistemas, tapando os ouvidos e os olhos às solicitações de seus potenciais clientes.

    Um grande abraço

    Eduardo Maçan Desenvolvedor Debian GNU/Linux <macan (a) debian org>




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20020925.html

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    Gerenciando vários torrents

    by linuxdicas (29/11/2007 - 02:54)

    Gerenciando vários torrents

    Colaboração: Luis Felipe Strano Moraes

    Um dos maiores problemas que as pessoas que usam torrent tem é gerenciar vários torrents que estão rodando ao mesmo tempo.

    Essa é uma das principais razões para que outros clientes tenham sido desenvolvidos. Porém o cliente "oficial" (www.bitconjurer.org) possui um modo muito interessante de fazer isso.

    Dos vários programas em Python que vêm com ele, dois são usados para isso : btlaunchmany.py e btlaunchmanycurses.py .

    Ambos recebem um único parâmetro na linha de comando : o diretório que eles devem observar. Na hora que você roda eles, eles procuram todos os arquivos com a extensão .torrent e abrem eles ao mesmo tempo, e conforme você adiciona arquivos .torrent a esse diretório, eles automaticamente iniciam o download.

    O btlaunchmanycurses.py , como o próprio nome já diz, é uma interface em Curses, útil se você quiser controlar os seus downloads por exemplo por SSH, porém sem muitas funcionalidades.

    Já o btlaunchmany.py , ele faz a mesma coisa que o curses, porém sem uma interface. Num intervalo regular, ele imprime na tela o status dos torrents. Embora possa parecer bem tosco, isso é interessante caso você queira acompanhar como estão seus downloads mas você não tem certeza se terá acesso a um cliente de SSH . Você pode redirecionar a saída dele para um arquivo (só tome cuidado, pois esse arquivo cresce de forma bem rápida), e utilizar outros utilitários para poder por exemplo criar uma página que mostra o status dos seus downloads. Utilizando o programa tail do *nix por exemplo, você pode fazer ele mostrar só o final do arquivo de log, e criar um script em PHP que mostra somente esse finalzinho.

    Se você estiver com tempo livre, pode também criar uma página com um formulário para envio de arquivos, e você poderá fazer upload de um .torrent para ser baixado na sua casa de qualquer lugar.

    Uma outra utilidade também do btlaunchmany.py é rodar o bittorrent como uma espécie de daemon.

    Mais informacões sobre como usá-lo podem ser obtidas na página oficial do projeto




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20041123.html

    Tag: Você,Eles,Torrent

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    Sofrimento em Frente ao Monitor

    by linuxdicas (20/11/2007 - 21:33)

    Sofrimento em Frente ao Monitor

    Estou reproduzindo aqui uma matéria que saiu no jornal Correio Brasiliense abordando a questão da saúde dos trabalhadores em informática. Este é um assunto muito importante e se você tiver um tempo, não deixe de lê-lo.

    SAÚDE

    Quase 70% dos analistas de sistemas sofrem de fadiga mental. Casos forçaram até acordo entre patrões e empregados

    Valquíria Rey Da equipe do Correio Brasiliense

    Marcos Fernandes 2.6.2000

    Conceição Granado, analista de sistemas, largou a profissão: ''Chorava e tremia quando enxergava um computador na minha frente'' São Paulo - As lágrimas escorrem no rosto da analista de sistemas Conceição Aparecida Granado, quando lembra dos 40 dias em que sofreu grave crise de amnésia e apagou da memória detalhes de sua vida. Ela trabalhava até 15 horas diárias, incluindo finais de semana, no centro de processamento de dados de um banco. Não reclamava da falta de tempo para ir ao médico tratar infecções urinárias e constantes dores de cabeça. Acabou sentindo os piores efeitos causados pelo cansaço e o estresse de sua profissão.

    Conceição, de 44 anos, ficou cinco meses afastada do emprego e só conseguiu retomar a atividade com medicação e muitas horas em sessões de análise e psiquiatria. Hoje, passados dois anos, ela tem certeza que o problema poderia ser evitado se tivesse diminuído o ritmo de trabalho. Seu drama é um dos exemplos citados pela diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados de São Paulo (Sindpd) para ilustrar os riscos a que estão sujeitos os analistas de sistemas no ambiente de trabalho e a importância da prevenção para diminuir ou evitar doenças ocupacionais.

    Há um mês, a categoria conquistou importante vitória. O Sindpd, juntamente com o Sindicato das Empresas de Processamento de Dados e Serviços de Informática (Serprosp) e a Delegacia Regional do Trabalho (DRT) assinaram uma convenção coletiva para prevenir esses tipos de doenças.

    AMBIENTE SADIO

    Um dos aspectos mais importantes da nova legislação é a preocupação em diminuir os fatores que prejudicam a saúde mental dos trabalhadores. Exemplos: as empresas estão obrigadas a reduzir o nível de ruído nas salas, a estabelecer um grau saudável para a temperatura e a iluminação do ambiente de trabalho e têm que, obrigatoriamente, realizar exames médicos constantes para evitar que os males somente sejam identificados quando já são sérios. A falta de cumprimento dessas orientações implicará até sanções pelo Ministério do Trabalho - embora ainda não tenham sido definidas.

    A preocupação é fundamental: como o raciocínio lógico é uma das principais características da profissão, os analistas são vítimas em potencial de distúrbios mentais e comportamentais. Conceição é apenas uma das vítimas das doenças decorrentes de sua profissão. Teve uma amnésia estressante temporária. ''Meu cérebro estava muito sobrecarregado'', recorda. ''Tudo foi decorrente do excesso e da pressão no trabalho. Durante o período da amnésia, chorava e tremia quando enxergava um banco ou um computador na minha frente.''

    Ela conta que muitos colegas sentem sintomas semelhantes aos que teve antes da amnésia e não vão ao médico. ''Eles se automedicam. Há grande número de viciados em aspirina, neosaldina, buscopan e antidepressivos'', assinala. ''Outros têm infecções urinárias constantes, porque não podem abandonar o trabalho para beber água ou ir ao banheiro.''

    Pérsio Dutra, diretor do Sindpd, lembra do caso de outro analista que viveu grave situação de estresse, depois de passar 48 horas implantando um sistema. ''Ele foi até o estacionamento da empresa e começou a correr em círculos no sentido anti-horário'', revela. ''Horas depois de ter iniciado esse movimento repetitivo, seus colegas perguntaram o que estava acontecendo. Ele respondeu que estava correndo contra o tempo.''

    Casos como esse são comuns entre os analistas. Estudo realizado por Lys Esther Rocha, médica do trabalho da DRT e professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), revela dados alarmantes. Dos 553 trabalhadores entrevistados, 66% reclamaram de fadiga mental, 41% de cansaço físico e 35% de fadiga visual - cansaço na vista, sensação de peso nos olhos, enfraquecimento da acuidade visual, devido à permanência prolongada diante do monitor de vídeo do computador.

    O estudo foi financiado pelo Ministério do Trabalho e mais tarde virou tese de doutorado da médica da DRT. Revelou que 73% apresentavam queixas quanto à irritabilidade. A ansiedade foi outra característica relatada por 68% dos profissionais. Entre os sintomas mais notados, 88% dos entrevistados disseram ser auto-exigentes. Segundo Lys Esther, essa característica é causada pela pressão psicológica sofrida.

    ''Eles não podem errar durante a elaboração de um programa de computador. Por isso são tão exigentes'', diz. ''O problema é que acabam transferindo essa 'qualidade' em seus relacionamentos. Muitos levam a relação compartilhada com o computador para o convívio com as pessoas. Acham que elas também não podem cometer erros.''

    PROFISSÃO

    Os analistas são responsáveis pela implantação de sistemas de automação e de programas de computador. Eles organizam, por exemplo, a reserva de passagens das companhias aéreas, a folha de pagamento das empresas, os serviços de loteria esportiva e bancário via Internet. Para que tudo funcione perfeitamente, precisam prever possibilidades de erros e evitar que eles ocorram. É uma categoria recente - em torno de 30 anos - e crescente, devido a disseminação da informática em inúmeros ramos da atividade econômica. Um banco, uma metalúrgica, toda empresa que tem programa de computador conta com alguém para implementá-lo. O nome pode ser diferente, apesar das funções desempenhadas serem semelhantes.

    Além de analistas de sistemas, são beneficiados pela lei os analistas de produção, de teleprocessamento, de bando de dados, de suporte ao usuário, programadores de computador, programadores de sistemas ou consultores de informática. Em São Paulo, são 50 mil pessoas, sendo que 85% têm curso superior e ganham entre R$ 1.800 e R$ 6.000. A maioria tem entre 25 e 35 anos, 70% são homens e, 30%, mulheres.

    ''O surgimento de novas tecnologias tem intensificado o ritmo de trabalho e as exigências mentais desses profissionais'', explica a médica do trabalho Lys Esther. ''Eles convivem diariamente com o dilema tempo versus qualidade. A pressão é muito grande.''

    HUMANIZAÇÃO

    Segundo Lys Esther, o acordo permitirá que sejam redefinidos prazos para a entrega de sistemas. De acordo com ela, o sindicato das empresas também percebeu que estabelecer cronogramas mais ''humanos'' pode resultar em melhor qualidade. ''Além de melhorar a saúde dos analistas, a empresa terá resultado melhor'', afirma.

    No documento dos analistas, também foram estabelecidas regras para uso de computadores e outros equipamentos no local de trabalho. Entre alguns dos benefícios, estão definidas características para o mobiliário usado e proibidos ruídos que interfiram na concentração. ''É uma vitória para a categoria. Uma vitória da saúde'', diz Dutra, diretor do Sindpd. Ele acredita na possibilidade do acordo trazer benefícios aos analistas de todo o país. ''São Paulo é a cidade mais informatizada do Brasil. Precisa dar exemplo'', afirma.

    Mauro de Luca, diretor do sindicato das empresas descarta a possibilidade do acordo não ser cumprido. ''Todos serão beneficiados'', justifica. ''Nenhuma empresa quer perder um bom profissional, já que demora anos para formá-lo. Será ótimo, se pudermos evitar ausências do trabalho e aposentadorias precoces.''

    A analista de sistemas Conceição não terá oportunidade de aproveitar os benefícios da legislação. Abandonou a profissão há quatro meses. Hoje, é aluna de um curso técnico em radiologia e já fez outro em enfermagem. ''Foram mais de 20 anos dedicados a uma profissão que não me deu prazer. Não passei de um robô'', assinala. ''Agora, quero trabalhar com saúde. Fazer algo positivo para as pessoas.''




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20000828.html

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    Gerenciando vários torrents

    by linuxdicas (20/11/2007 - 01:14)

    Gerenciando vários torrents

    Colaboração: Luis Felipe Strano Moraes

    Um dos maiores problemas que as pessoas que usam torrent tem é gerenciar vários torrents que estão rodando ao mesmo tempo.

    Essa é uma das principais razões para que outros clientes tenham sido desenvolvidos. Porém o cliente "oficial" (www.bitconjurer.org) possui um modo muito interessante de fazer isso.

    Dos vários programas em Python que vêm com ele, dois são usados para isso : btlaunchmany.py e btlaunchmanycurses.py .

    Ambos recebem um único parâmetro na linha de comando : o diretório que eles devem observar. Na hora que você roda eles, eles procuram todos os arquivos com a extensão .torrent e abrem eles ao mesmo tempo, e conforme você adiciona arquivos .torrent a esse diretório, eles automaticamente iniciam o download.

    O btlaunchmanycurses.py , como o próprio nome já diz, é uma interface em Curses, útil se você quiser controlar os seus downloads por exemplo por SSH, porém sem muitas funcionalidades.

    Já o btlaunchmany.py , ele faz a mesma coisa que o curses, porém sem uma interface. Num intervalo regular, ele imprime na tela o status dos torrents. Embora possa parecer bem tosco, isso é interessante caso você queira acompanhar como estão seus downloads mas você não tem certeza se terá acesso a um cliente de SSH . Você pode redirecionar a saída dele para um arquivo (só tome cuidado, pois esse arquivo cresce de forma bem rápida), e utilizar outros utilitários para poder por exemplo criar uma página que mostra o status dos seus downloads. Utilizando o programa tail do *nix por exemplo, você pode fazer ele mostrar só o final do arquivo de log, e criar um script em PHP que mostra somente esse finalzinho.

    Se você estiver com tempo livre, pode também criar uma página com um formulário para envio de arquivos, e você poderá fazer upload de um .torrent para ser baixado na sua casa de qualquer lugar.

    Uma outra utilidade também do btlaunchmany.py é rodar o bittorrent como uma espécie de daemon.

    Mais informacões sobre como usá-lo podem ser obtidas na página oficial do projeto




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20041123.html

    Tag: Você,Eles,Torrent

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