No começo havia a Microsoft. Então ela explodiu...
No começo havia a Microsoft. Então ela explodiu...
Por Charlie Demerjian
http://www.theinquirer.net/?article=13350
Traduzido por: Fernanda Weiden, Marlon Dutra
Algumas vezes, acontece uma grande mudança na indústria. Essas mudanças geralmente não são notadas até que passe um bom tempo do acontecido, olhando para trás e falando: Olha, as coisas estão diferentes do que foram.
Nós estamos passando nesse momento pela maior de todas as mudanças da indústria de TI, e se você souber onde olhar, poderá vê-la enquanto acontece. Esta mudança toda gira em torno da Microsoft e o código aberto.
Até pouco tempo atrás, a Microsoft dominava o mercado de computadores pessoais, do topo à base dessa cadeia alimentar. A parte inferior da base foi ocupada pela Palm, e a parte superior do topo pela Sun, IBM e outros. E o vasto meio era a Microsoft e somente a Microsoft.
Todos que desafiaram este monopólio foram comprados, trapaceados, ou esmagados por truques sujos da competição cruel, ou em raros casos, por um produto melhor. A lista de fracassados consumiria mais colunas do que uma pessoa seria capaz de ler em um ano.
Netscape, Stac, Worldperfect, Novell, e outros dentre as baixas mais notáveis. Aqueles que tecnicamente sobreviveram são fantasmas do que foram.
Foi só a imprensa divulgar a inabilidade de qualquer pessoa para desafiar demônio de Redmond, que ele está perdendo o controle. Como qualquer companhia a beira de uma gigantesca perda de mercado, a Microsoft está agindo conforme o esperado, fingindo que nada está acontecendo, e colocando um sorriso no rosto quando questionada sobre seus prospectos. Por dentro, a Microsoft está temendo o inferno.
Uma das mais ricas companhias do planeta, administrada por uma das pessoas mais ricas do planeta com medo? O que isso pode significar?
Morta, enforcada e esquartejada
Para se ter uma idéia, a Microsoft tem procurado agir cada vez melhor. Sempre que os analistas financeiros estabelecem um ganho trimestral, a Microsoft coloca alguns centavos a mais por ação debaixo do seu chapéu e bate estes ganhos. O bando de cachorros e vermes que são conhecidos como Wall Street ficam boqueabertos, e aplaudem sem entusiasmo. E isso sempre acontece, incluindo as surpresas dos analistas.
O modo como eles fazem isso não é segredo pra ninguém. Nos seus dois maiores produtos, sua margem de lucro é de mais de oitenta porcento. O restante dos produtos, que vão desde os computadores de mão ao portal MSN e o Xbox dão grandes prejuízos. Suas finanças são tão obscuras e mal apresentadas, que eles podem repassar dinheiro de um lado para outro na companhia sem que ninguém perceba. Eles podem ganhar tanto dinheiro em um trimestre? Aplicando dinheiro em investimentos fechados, ou aceitando algumas perdas. Não mostrando os números? Levantando fundos a partir de alguns bens e assim fazendo lucro.
Sobretudo, eles conseguiram mostrar uma curva suave em seus ganhos, e se superar a cada relatório trimestral. Um monopólio e um custo quase zero para fazer o seu produto físico (reprodução de mídias) além de pesquisa e desenvolvimento tem suas vantagens.
As corporações clamam pelo Linux
Há mais ou menos um ano atrás, as coisas começaram a mudar. Os clamores de que o Linux iria derrubar a Microsoft continuam, mas a resposta a esses clamores mudaram. Executivos começaram a dizer "Fale-me sobre isso". Em tempos de vacas magras, grátis é muito mais barato que centenas de dólares, e infinitamente mais atraente. O Linux começou a ganhar espaço com consumidores que poderiam pagar por ele, usando-o para um trabalho real no mundo real.
Até então, a Microsoft vinha simplesmente ignorando a ameaça tuxista. Então eles começaram a reagir com terrorismo, memorandos Halloween, muitos relatórios e estudos pagos e mal elaborados. De alguma maneira, as pessoas não engoliram a estória de que US$ 1.000 seriam mais baratos do que grátis. Então a Microsoft teve que mudar sua tática. Já que ela não pôde comprar a companhia que produzia o Linux, já que a GPL proteje da velha tática usada pela Microsoft para derrubar a concorrência, e o ódio das pessoas por ela vinha crescendo por todas as dores que eles vinham causando durante todos estes anos, a empresa se viu em uma sinuca de bico. Como você pode competir quando todos os seus truques sujos são ou inaplicáveis ou falhos, e quando montanhas de dinheiro não podem ser usadas para tomar o lugar da concorrência? Simples, você compete por seus méritos.
Quando na história, além de nos últimos seis meses, a Microsoft baixou preços ou deu algo que não fosse seus triviais descontos em qualquer coisa? Sim, certo, nunca! Frente à perda do mercado de home office para o OpenOffice/StarOffice, o mercado de servidores para o Linux, de bancos de dados para o MySQL, e o de desktops também para o Linux em um futuro não muito distante, o que eles poderiam fazer? Eles planejaram cortes nos preços de seus produtos mais significativos e em segmentos-chave.
O primeiros desses cortes visou a MySQL, com a Developer Edition do SQL Server, cortando em torno de 80 porcento. Então eles começaram a investir pesado para prevenir que grandes empresas dessem ao Linux uma porta de entrada.
Eles apareceram com uma versão educacional para o Office. Dica para os leitores, se você não quiser pagar US$ 500 pelo Office, com a nova versão, você não precisa provar que é um estudante ou professor para ganhar um desconto, como era feito na versão anterior. Bem, nenhuma dessas táticas está funcionando como esperado, e uma das razões para isso é o falho sistema de ativação de produto como forma de ganhar dinheiro. Sem começar com o velho debate sobre o custo de software pirata, é difícil de argumentar contra o fato de que até mesmo com os números que eles publicam sobre a pirataria, a Microsoft continua deixando claro seus bilhões de dólares por trimestre, ou mais. Se não fosse pela pirataria, os filhos de Gates (os 1.0 e 2.0 da vida) poderiam ser enviadas para uma boa escola. Chore por eles. Em sua inteligência, a Microsoft decidiu espremer um pouquinho seus usuários, e para seu pavor, eles começaram a perceber que as pessoas estavam mais dispostas a aceitar a pequena diferença nas funcionalidades do OpenOffice do que pagar US$ 500 pelo MS Office. Quem adivinharia isso? Foi um tiro no pé.
A próxima estratégia campeã foi fechar o cerco e trancar as pessoas. Se você prevenir outros programas de trabalhar com o seu software, e fazer o seu trabalho suficientemente barato, as pessoas vão se acorrentar nisso, certo? Bem, em certo ponto, no mínimo até você ser odiado, ou as pessoas terem uma alternativa.
Com a licença 6.0, a nova "alugue de acordo com seu uso, mas faça isso com nosso concentimento" foi a gota d'água. Quando eles propuseram este esquema, as pessoas deram gargalhadas. Quando a Microsoft disse faça isso ou pague o preço de varejo, as pessoas piscaram, e alguns choraram e lamentaram o monopólio. Foi então que as pessoas começaram a levar o Linux a sério.
Migrações, migrações
Quando a Microsoft anunciou a data limite para o licenciamento 6.0, as pessoas se recusaram. A adoção foi menor que 100% como eles previam, eles piscaram e extenderam a dara limite, que acabou não sendo extendida. As pessoas continuaram se negando a aderir ao plano, então a Microsoft mexeu os pauzinhos e...hmm...piscou de novo. Uma vez que as pessoas não enxergaram os benefícios que justificassem 100% de aumento nos preços, e a Microsoft estava parecendo cada vez mais fraca com cada atraso, ela parou de atrasar. Qualquer pessoa em sã consciência veria que eles iriam perder um terço de seus consumidores e com o tempo seria um desastre absoluto.
A Microsoft percebeu isso como um sinal de que as pessoas não entenderam verdadeiramente a generosidade vinda de Redmond, então ela adoçou o pote de migalhas para os relutantes. Isso incluiu treinamentos e outras coisas, mas não queda de preços. Esta seria a via sacra que nunca seria completada. Por pouco, as pessoas continuaram não voltando, e os grandes clientes começaram a abandonar o barco. O que fazer? O que fazer?
A resposta foi encarar as migrações com descontos pesados. O negócio é fazer qualquer coisa para atingir os objetivos. Quando a Microsoft diz qualquer coisa, certamente algumas dessas coisas nós jamais imaginaríamos.
A coisa mais estranha é que nem mesmo isso funcionou. As pessoas calcularam. Com o software fechado e caro em uma mão, e o mais barato e integrável na outra mão, eles começaram a optar pela via mais barata. Imagine isto, as migrações das grandes empresas cada vez mais frequentes, e Redmond estava quase sem cartas na manga.
Algumas migrações foram evitadas, como a do governo da Tailândia, que paga US$ 36 por um Office e o Windows XP vem com 95% de desconto em relação à tabela. É possível que outras negociações desse tipo tenham acontecido sem que nós ficássemos sabendo. Para cada vitória desse tipo pela Microsoft, o Linux teve duas ou três. Senão quatro ou cinco. Isso não é nem contestável. Migrações de alto nível, como cidades, governos, e, a IBM, estão simplesmente no topo no iceberg, e quase todo mundo está observando os pioneiros para ve se o caminho que eles estão seguindo tem futuro.
Se estas poucas pioneiras tiverem êxito, espere o portão se abrir e todo mundo ir atrás. As falhas de segurança no design, que fazem o software da Microsoft insegura, estão somente somando para a miséria. Cada dia que uma companhia vai abaixo por culpa de um worm ou vírus, ela começa a reavaliar o software da Microsoft. Quando forem renovar os contratos, a lembrança de noites inteiras em claro tende a pesar muito nas mentes de muitos executivos.
Os números do último balanço trimestral mostraram algo inédito os desgostosos números da Microsoft. Eles culparam grandes corporações que estavam vulneráveis ao worm Blaster. Mas se você parar pra pensar, a maioria das empresas estão no licenciamento 6.0 ou outro contrato de longa data, então o faturamento vindo deles estava garantido. Pessoas que vão comprar software da Microsoft estarão sujeitas a isso. Quem pulou fora, pulou. Uma grande empresa não vai adiar uma compra de software em função de uma falha de segurança, eles terão suas licenças perdidas ou eles comprarão o software como planejado e sentarão em cima dele, se necessário. Alguma coisa não cheira bem com essa explicação.
Se a Microsoft não puder aparecer com outra surpresa, algo está muito errado. Agora é a hora deles irem pra rua, ou a ilusão vai acabar, e isso tem um efeito negativo no preço das suas ações. Se a Microsoft não cumpriu as metas desse trimestre, ela mostra ou que não foi capaz, ou decidiu consciente por não cumprir.
A festa está acabando
Se a Microsoft não puder bater os números, isso mostra que a festa está acabando, os clientes-chave estão pegando pesado, e a Microsoft está se rendendo. Sem os bilhões de dólares para perder em produtos como Xbox e MSN, eles podem sobreviver? Se eles não puderem, isso tornaria a Microsoft uma empresa financeiramente saudável, mas ela continuaria sendo a Microsoft? Ela seria capaz de oferecer uma solução completa ponta-a-ponta sendo ela incapaz de controlar a internet? Seria ela capaz de brigar pelo mercado de telefonia sem poder correr o risco de sair com um prejuízo na casa dos nove dígitos? Quanto tempo demorará para que o negócio do set up boxes (Xbox e outros produtos) começarem a dar dinheiro?
A parte mais complicada da história começaria caso a Microsoft resolvesse explicar o que realmente está acontecendo. Quando falamos em números, a Wall Street é o parquinho de diversões da Microsoft. As ações são absurdamente supervalorizadas e, em compensação, o mercado espera algumas coisa em troca. Quando estas coisas param de acontecer, as ações se desvalorizam muito. E, quando isso acontece, os acionistas e todo o resto do mundo começam a perguntar todas aquelas sórdidas questões que os executivos não querem responder. Se o preço das ações implode, aquelas stock options (compra de ações pelos funcionários, por um preço abaixo do mercado) que a Microsoft famosa por oferecer aos funcionários como um incentivo, se tornam muito mais caras e menos atrativas e a moral rola escada abaixo. Resumindo: as coisas ficam bem feias.
Para a Microsoft, mudar ativamente a companhia nesse sentido indicaria nada mais nada menos do que uma mudança na maré, o que causaria muito sofrimento. Eu não vejo ninguém fazer algo deste tipo propositadamente a menos que não haja outra saída. Uma maneira muito mais inteligente seria mudar o curso lentamente em alguns anos e mudar a companhia lentamente. Desta maneira, você pode ir preparando os analistas tolos, e escapar relativamente intacto.
Se eu tivesse que supor, eu diria que a competição está começando a forçar a Microsoft a uma guerra de preços, e qualquer besta sabe que uma guerra de preços contra algo gratuito não é uma boa. Não acreditam em mim? Vá perguntar à Netscape. Um dia é do caçador, outro da caça. Mas as guerras de preço são destrutivas, e afundarão a Microsoft mais rapidamente do que você demora dizer "US$50 bilhões no banco". A Microsoft pode ter recursos para cortar preços, mas uma hora esses descontos de US$10 milhões começarão a pesar no bolso. E isso passará a não funcionar quando todos conhecerem a simples verdade sobre o Linux.
A verdade é que se você está negociando com a Microsoft e sacar uma caixa da Suse ou RedHat, os preços cairão 25 porcento abaixo do melhor acordo que você poderia negociar. Saque um ROI (return of investiment, estudo de retorno de envestimento) e o preço cai em mais 25 porcento milagrosamente. Quer mais? Diga para a Microsoft que a fase piloto dos experimentos foram expetaculares, e que o Java Desktop da Sun parece espetacular no Gnome adaptado para a sua empresa, e os custos de treinamento foram quase zero.
Hoje em dia, não é difícil passar a perna na Microsoft, conseguindo descontos cada vez maiores. Ser um representante da Microsoft deve ser um trabalho difícil. Independente disso, as pessoas continuam abandonando o barco.
Computação confiável
O problema é que, pesquisas questionáveis a parte, a Microsoft simplesmente não é confiável. E essa idéia está se espalhando entre os executivos. Microsoft tem o hábito de prometer coisas para os usuários, mas não entregar.
A segurança é um bom exemplo. Há alguns anos atrás, a Microsoft prometeu parar de codar o XP para fazer uma completa auditoria de segurança e reciclar seus profissionais. E eles disseram: tudo será melhor depois disso, acreditem em nós. As pessoas acreditaram. Blaster, Nashia, e uma montanha de gente viram que a Microsoft não fez nenhum esforço nesse sentido.
Então, porque sair de Redmond atualmente? Ar quente e os vídeos de dança do Ballmer feitos em Mac's. É engraçado ver um homem-macaco, mas passar uma noite ouvindo ele aos gritos, perde o encanto. Lembra do mesmo Ballmer dizendo que a Microsoft não liberaria uma release do Win2k até que tudo estivesse perfeito? E sobre aquela auditoria de segurança que seria feita no XP que acabaria com a possibilidade de qualquer coisa estilo o Blaster de acontecer? Alguém acha que as massas correrão para as lojas no próximo lançamento? A verdade é que isso vai acontecer, e a Microsoft sabe disso.
A frase "isso será consertado em seis meses, confie em nós" parece ter um poder mágico quando vinda da Microsoft. O tempo todo alguém grande aparece com uma lista de reclamações sobre a Microsoft, ela anuncia uma iniciativa, aparece com uma maravilhosa apresentação em Powerpoint, mostra uma dúzia de notícias divulgadas na imprensa, um discurso gravado do Gates, e mais um monte de coisas brilhantes para distrair as pessoas.
O fato é que a segurança tem ficado pior desde o lançamento do Windows 95, a cada ano. Péssima reputação, não acha? O fato é que também, pela primeira vez, a receita da Microsoft está apertada, ela tem competição, e a opinião pública a culpa pelos prejuízos causados pelas falhas de segurança.
De qualquer maneira, a cultura da Microsoft previne mudanças. Eu estava falando com uma pessoa de alto nível de segurança no último Intel Developer Forum, e nós conversamos sobre o que a Microsoft poderia fazer para arrumar a casa. Ele fez as perguntas certas, e eu dei a ele as respostas certas. E mais, eu disse, jogue tudo o que você tem fora e comece denovo. Ele não faria isso. Sem mais nem menos ele se fechou para o eu estava dizendo, a cultura estava tão impregnada nele que a verdade não conseguia entrar. A Microsoft não pode corrigir os bugs que conduzem aos problemas de segurança, porque eles não são bugs, são escolhas do projeto. Quando ameaçada pelo Java, a Microsoft reagiu com o ActiveX. E disse que ele podia fazer tudo o que o Java não era capaz porque o Java estava em uma sandbox e os programas não conseguiam sair dela.
O fato é que esta infraestrutura interna da Microsoft é baseada fundamentalmente em um arquitetura falha, não em código bugado. Este arquitetura não pode ser modificada.
Para mudar isso, a Microsoft teria que jogar fora todas as API's existentes e acabar com a compatibilidade com as versões anteriores. Se a Microsoft fizer isso, ela tem uma chance de corrigir o design que atrapalham a arrumação do produto.
Eu duvido. Mesmo o .NET, a nova infraestrutura de segurança, e construído para ser seguro, deixa você ter acesso à moda antiga. Sim, você não tinha suposto isso, mas algumas pessoas de certo modo sim, e os hackers também. A Microsoft e seus clientes são viciados em compatibilidade retrógrada como um tolo viciado em heroína.
E se a Microsoft mudasse, isso incentivaria você a aderir a Microsoft? Se você tivesse começando a fazer uma aplicação do zero nessa novidade, o ambiente seguro da Microsoft, você pagará centenas ou até milhares de dólares para ir pelo caminho da Microsoft ou US$ 0 para ir com o Linux?
Começando do começo
Recomeçar anularia uma vantagem que a Microsoft tem, que é um código pronto e uma equipe treinada. Características da migração e reciclagem estão na maioria dos documentos internos da Microsoft, e se ela tiver que jogar tudo isso longe, quais são as chances dela?
Às claras ela não fará e não pode fazer, a Microsoft sentará lá, e assistirá o seu mercado se perder. Isto está acontecendo lentamente no começo, mas a bola de neve está rolando. Algumas pessoas estão olhando monte acima e esta grande notícia está correndo solta, e alguns estão claramente mudando seu rumo.
A grande mudança da indústria está acontecendo, e nós estamos no ponto crucial. Olhe atentamente para as pessoas, e leia atentamente todas as notícias. Se você conseguir enxergar o grande quadro atual, esta é uma mudança que não vai te impressionar quando olhar pra trás.
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20040215.html
Recuperando partições danificadas
Recuperando partições danificadas
Assim como no Windows, você nunca deve desligar o micro no botão ao rodar qualquer distribuição Linux.
Mas, acidentes acontecem. A energia elétrica acaba de vez em quando, alguns dos drivers de softmodems podem fazer o micro travar (estes drivers são proprietários, por isso não é possível corrigir bugs, como em outras partes do sistema; você depende unicamente da boa vontade do fabricante) e assim por diante.
Durante o boot, o sistema verifica as partições em busca de problemas, tentando resolver qualquer inconsistência no sistema de arquivos causado por um desligamento incorreto. Você pode perder alguns arquivos que ainda não tivesse sido salvos no HD, mas a idéia é que a verificação coloque todo o resto em ordem.
Para partições em ReiserFS é usado o reiserfsck, para partições em Ext2 ou Ext3 é usado o fsck e para partições em XFS é usado o xfs_repair.
Mas, em alguns casos, o dano pode ser grande o suficiente para que não seja possível repará-lo automaticamente, fazendo com que o sistema simplesmente deixe de dar boot.
Não há motivo para pânico. Você pode dar boot pelo CD do Kurumin e usá-lo para reparar as partições danificadas.
Abra um terminal e vire root (su), lembre-se que ao rodar o Kurumin pelo CD você pode definir a senha de root usando o comando "sudo passwd". A partição a ser reparada precisa estar desmontada. Vou usar como exemplo a partição /dev/hda1.
Se for uma partição Ext2 ou Ext3, use o comando:
# fsck /dev/hda1
Ele vai começar a apontar os erros e perguntar se cada um deve ser corrigido. Normalmente você pode ir apenas respondendo "y" para tudo, mas caso existam dados realmente importantes na partição é melhor prestar mais atenção. Arquivos danificados ou fragmentos de arquivos que puderam ser recuperados vão para a pasta "lost+found" no diretório raiz da partição.
Numa partição ReiserFS, comece com o comando:
# reiserfsck --check /dev/hda1
Ele exibe um aviso:
Do you want to run this program?[N/Yes] (note need to type Yes if you do):
Ou seja, você precisa digitar "Yes" para continuar, caso apenas dê Enter ele aborta a operação.
Ele vai verificar toda a estrutura do sistema de arquivos e indicar os erros encontrados. O próximo passo é usar a opção "--fix-fixable":
# reiserfsck --fix-fixable /dev/hda1
Este segundo comando efetivamente corrige todos os erros simples, que possam ser corrigidos sem colocar em risco as demais estruturas do sistema de arquivos. Em 90% dos casos isto é suficiente.
Caso seja encontrado algum erro grave, ele vai abortar a operação. Estes erros mais graves podem ser corrigidos com o comando:
# reiserfsck --rebuild-tree /dev/hda1
Este comando vai reconstruir do zero todas as estruturas do sistema de arquivos, vasculhando todos os arquivos armazenados. Esta operação pode demorar bastante, de acordo com o tamanho e quantidade de arquivos na partição. Nunca interrompa a reconstrução, caso contrário você não vai conseguir acessar nada dentro da partição até que recomece e realmente termine a operação.
O --rebuild-tree vai realmente corrigir qualquer tipo de erro no sistema de arquivos. Ele só não vai resolver o problema caso realmente existe algum problema físico, como por exemplo um grande número de setores defeituosos no HD.
Finalmente, caso você esteja usando uma partição formatada em XFS, comece com o:
# xfs_check /dev/hda1
Ele vai indicar os problemas encontrados. Para realmente corrigi-los, rode o:
# xfs_repair /dev/hda1
Assim como no caso do reiserfsck, todo o processo é automático. Ao contrário do ext2, tanto o reiserfs quanto o XFS são sistemas de arquivos muito complexos, por isso qualquer intervenção manual só aumentaria a possibilidade de destruir tudo.
Mas, ambos incluem algumas opções avançadas, que podem ser especificadas no comando. Você pode dar uma olhada dentro dos manuais: "man reiserfsck" ou "man xfs_repair".
Gostou da dica? Conheça outros trabalhos do autor
- Livro Impresso: Linux Ferramentas Técnicas Carlos E. Morimoto. 256 páginas, R$ 27.
- Agenda de cursos presenciais em SP e RS
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20050621.html
Convertendo rapidamente arquivos de audio
Convertendo rapidamente arquivos de audio
Colaboração: Márcio China
Tinha uma coleção enorme de discos de vinil que digitalizei e armazenei no HD do computador, que, ligado ao sistema de som da casa, virou um excelente "music center". Acontece que ganhei no meu aniversário um desses players de mp3 e percebi que tinha digitalizado minhas músicas no formato ogg, por ser livre, e decidi converter algumas músicas para o formato mp3 para poder usar o presente que só entende este formato. Depois de algum tempo pesquisando ví que converter arquivos de audio é mais simples e menos trabalhoso do que imaginei.
Para isso vamos usar o bash em um terminal, com as ferramentas sox e lame, que certamente você já deve ter instalado. Se ainda não tem, é só procurar nos repositorios oficiais de sua distro ou direto na fonte: http://sox.sourceforge.net/ e http://lame.sourceforge.net/
1 passo: criar uma pasta e colocar as músicas a serem convertidas lá ;) Como vamos fazer a conversão em lote, trabalhar na mesma pasta é fundamental.
2 passo: converter os oggs para wav:
for i in *.ogg; do sox "$i" "$
3 passo: converter os wavs para mp3:
for i in *.wav; do lame -h "$i" "$
4 passo: espetar o player na USB e copiar os mp3 para lá:
cp -v *.mp3 /media/usbdisk/
Observações:
Como usei um 'for', os nomes dos arquivos não podem estar separados por espaços em branco. Voce pode usar as funcçõeszz para arrumar o nome dos arquivos: http://aurelio.net/zz
Outra alternativa é usar outro método de listar os arquivos, 'while' por exemplo.
Usei o sox e o lame, mas você pode usar qualquer ferramenta, bastando substituir na sintaxe do comando.
Você também pode converter de qualquer formato para qualquer formato usando a metodologia, basta ter as ferramentas e adequar a sintaxe.
Deve existir algum programa gráfico que faça isso, ou outros métodos de converter arquivos de audio entre vários formatos, mas este é simples, rápido e funciona :)
CDLivre - Disponível para replicação
Fonte: Notícias Linux
De forma rápida e sucinta, seguindo os processos de definição de produtos de softwares, apresentamos a baixo o que é de fato o nosso projeto, o CDLivre.
Para: Usuários do Microsoft Windows(r)
Que: necessitam usar programas de computador(softwares) de forma legalizada
O CDLivre: é uma coletânea de softwares livres Isto é: que permitem qualquer pessoa utilizá-los de forma gratuita e distribui-los dentro da lei Ao contrário: dos softwares proprietários, que o usuário necessita pagar licenças, que geralmente custam muito mais que o valor do próprio computador nosso produto: vem provar que softwares livres podem e devem ser opção de escolha para o usuário no dia a dia.
Leia mais no site: http://www.noticiaslinux.com.br/nl1176088599.html
Comente: http://www.noticiaslinux.com.br/nl1176088599.html#comentarios
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20070412.html
CodigoLivre2 - RFC
CodigoLivre2 - RFC
Colaboração: Cesar Brod
A mensagem de hoje é um pouco longa, mas trata-se de um projeto extremamente importante para a comunidade de software livre nacional. Quem tem interesse em colaborar de alguma forma para a consolidação desta comunidade, por favor, leia com atenção esta mensagem.
A seguir, a mensagem do Cesar Brod.
Comunicação aos usuários do Código Livre e à Comunidade de Software Livre Brasileira
Em 8 de janeiro de 2001 a Univates passou a disponibilizar seu ambiente de apoio ao desenvolvimento colaborativo de software livre através do portal CodigoLivre (na época chamado de CodigoAberto). A princípio, o CL utilizava o software do SourceForge, com o qual nossa equipe chegou a colaborar com o desenvolvimento. Em função de algumas decisões de arquitetura do SourceForge, mas especialmente após a decisão do projeto em não mais adotar a licença GPL, o CL acabou por tornar-se um "fork" do SourceForge, com uma estrutura que passou gradualmente a diferenciar-se do projeto original.
O CL hospeda hoje mais de 480 projetos mantidos por mais de 3500 colaboradores, e a sua estrutura está sendo deslocada para a Unicamp, que em conjunto com a Univates passa a administrar o ambiente.
Nossa experiência mais de três anos com o CL mostrou que o mesmo pode ser expandido para atender de melhor forma não apenas projetos de software livre, mas qualquer tipo de projeto que vise a livre disseminação de qualquer tipo de conhecimento. Além disto, enquanto mantínhamos o CL desenvolvíamos o framework MIOLO e uma série de produtos que o utilizavam como base, e passamos a sonhar com uma nova estrutura para o CL, mais dinâmica, simples e escalável que o ambiente original.
Temos observado tanto a necessidade de pessoas, empresas e instituições de poderem ter um ambiente de ferramentas que auxiliem o desenvolvimento de software e a divulgação de informações, como iniciativas destes no sentido de implementação de ambientes com propósito similar, e acreditamos que estes esforços podem ser combinados na criação de um ambiente que atenda, de forma genérica, às necessidades de todos.
Assim, estamos divulgando aqui uma espécie de RFC (Request for Comments), onde colocamos nossa vontade (e buscamos compilar várias vontades que nos tem sido comunicadas) e esperamos a colaboração da comunidade na expressão de novos desejos para a plataforma, assim como a efetiva colaboração em seu desenvolvimento. O CL2 consistirá no ambiente a ser utilizado pela Solis, Cooperativa de Soluções Livres para o desenvolvimento de seus projetos. Este documento será disponibilizado no ambiente Wiki (http://www.solis.coop.br/handler.php?module=miolowiki&action=main:open&item=36),
permitindo a ampla colaboração de todos, e o endereço <cl2 (a) solis coop br> pode também ser utilizado para o envio de sugestões.
O que será o Código Livre 2?
Um ambiente para a hospedagem e disseminação de qualquer tipo de conhecimento livre, com uma interface de acesso que pode ser tão simples ou completa quanto o usuário desejar, através da seleção de ferramentas, que podem ser adicionadas à medida que o usuário as julgue necessárias.
Exemplo 1-: Criação de um manual
O usuário que deseja criar um manual livre cadastra-se no ambiente, e o informa de que deseja iniciar um novo projeto. Ele irá receber algumas instruções básicas e a informação de que qualquer coisa colocada no portal será de acesso público, irrestrito e ilimitado, de acordo com as licenças FDL ou GPL (às quais ele poderá acessar na íntegra) - o usuário deve concordar com isto para seguir adiante. A seguir, o usuário é apresentado a alguns exemplos de interface de uso do sistema, e neste caso, poderá selecionar, por exemplo, um ambiente Wiki integrado a um portal para o projeto, junto a uma lista de discussões.
-Ferramentas-: Frederick (Fred+MioloWiki, já existentes) e MailWoman (em desenvolvimento)
MailWoman - serve ao mesmo propósito do Mailman, mas com uma interface muito mais simples e configurável.
Este mesmo exemplo se aplica a criação de boletins, livros, etc...
Exemplo 2-: Criação de um projeto em software livre
O usuário que deseja criar um projeto em software livre cadastra-se no ambiente, e o informa de que deseja iniciar um novo projeto. Ele irá receber algumas instruções básicas e a informação de que qualquer coisa colocada no portal será de acesso público, irrestrito e ilimitado, de acordo com as licenças FDL ou GPL (às quais ele poderá acessar na íntegra) - o usuário deve concordar com isto para seguir adiante. A seguir, o usuário é apresentado a alguns exemplos de interface de uso do sistema, e neste caso, poderá selecionar, por exemplo:
- um ambiente Wiki integrado a um portal para o projeto, para a elaboração de documentação
- listas e fóruns de discussão
- controle de bugs e chamados técnicos
- sistema de gestão de projetos
- sistema de controle de versões
Ferramentas-:
- Frederick (Fred+MioloWiki, já existentes)
- MailWoman (em desenvolvimento)
- Scotty (para a gestão e estatísticas dos chamados técnicos, já existente)
- JCVS, MIOLO-CVS, e outros, para o acesso simplificado e controlado do sistema de versões
- sistema de gestão de projetos da Unicamp (Rubens), concluindo sua integração ao MIOLO
- Rau-Tu 2 (Rau-Tu com MIOLO)
Exemplo 3
Criação de uma "comunidade" de suporte a um projeto ou produto em software livre
O usuário que deseja criar uma comunidade de suporte a um projeto ou produto livre cadastra-se no ambiente, e o informa de que deseja iniciar um novo projeto. Ele irá receber algumas instruções básicas e a informação de que qualquer coisa colocada no portal será de acesso público, irrestrito e ilimitado, de acordo com as licenças FDL ou GPL (às quais ele poderá acessar na íntegra) - o usuário deve concordar com isto para seguir adiante. A seguir, o usuário é apresentado a alguns exemplos de interface de uso do sistema, e neste caso, poderá selecionar, por exemplo:
- Rau-Tu (para a criação de uma base de perguntas e respostas)
- Scotty (para chamados técnicos, que podem mesmo agenciar grupos ou pessoas que recebam remuneração)
- Wiki (para a criação coletiva de documentação)
Estrutura do CL2
O CL2 será completamente baseado no framework MIOLO (http://miolo.codigolivre.org.br), e permitirá:
- A distribuição de bases de dados e projetos entre várias instituições que desejem hospedar o ambiente, com a manutenção de uma interface única e uma visão única do sistema;
- A replicação de dados visando a tolerância a falhas;
- A possibilidade de criação de ambientes CL2 corporativos independentes (ou interdependentes) da comunidade CL2
- A possibilidade de integração de novos módulos e funcionalidades
- A possibilidade de busca de informações no ambiente do portal através da criação dinâmica (e em parte assistida) de metadados que identifiquem o projeto e seus componentes;
- Mecanismos de internacionalização do ambiente permitirão que o mesmo seja acessado na língua nativa de qualquer geografia;
- Mecanismos de semântica e ontologia permitirão que a informação contida no ambiente tenha significância universal independente da língua original em que a informação foi inserida.
Viagem na maionese
Acreditamos que com as devidas oportunidades e ferramentas, o conhecimento humano se manifesta e se intensifica, na forma de uma inteligência coletiva e planetária tão bem descrita pelo filósofo Pierre Lévy. Ambientes como o SourceForge e mesmo o CodigoLivre em sua versão atual serviram como meio de colaboração em uma situação específica do conhecimento humano -- a produção de softwares. O CL chegou a hospedar e hospeda experiências muito interessantes de criação e difusão de conhecimento livre, que acreditamos poderem ser expandidas. A forma de identificação, catalogação e significância deste conhecimento coletivo ainda engatinha, com propostas muito instigantes de semântica e ontologia para este grande documento multimeios que é a web. O que construímos com o MIOLO, não apenas no resultado real da criação de um framework de desenvolvimento, mas especialmente nas idéias que motivam sua expansão, e nos sistemas que temos conseguido desenvolver a partir dele, tem nos mostrado que esta pode ser uma proposta de fundo, de uma infraestrutura de real significância da web, e queremos convidar a todos que viagem na maionese conosco, contribuindo com idéias, código e recursos.
No momento, a Solis e a Univates estão apostando e investindo pessoas e recursos nesta idéia, mas sabemos que não seremos os únicos.
Atenciosamente
Cesar Brod/Solis/Univates
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20030707.html
O que é o Software Livre?
O que é o Software Livre?
Por Richard Stallman
Fonte: http://www.gnu.org/philosophy/free-sw.pt.html
Nós mantemos esta definição do Software Livre para mostrar claramente o que deve ser verdadeiro à respeito de um dado programa de software para que ele seja considerado software livre.
"Software Livre" é uma questão de liberdade, não de preço. Para entender o conceito, você deve pensar em "liberdade de expressão", não em "cerveja grátis".
"Software livre" se refere à liberdade dos usuários executarem, copiarem, distribuírem, estudarem, modificarem e aperfeiçoarem o software. Mais precisamente, ele se refere a quatro tipos de liberdade, para os usuários do software:
- A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito (liberdade no. 0)
- A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades (liberdade no. 1). Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.
- A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo (liberdade no. 2).
- A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie (liberdade no. 3). Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.
Um programa é software livre se os usuários tem todas essas liberdades. Portanto, você deve ser livre para redistribuir cópias, seja com ou sem modificações, seja de graça ou cobrando uma taxa pela distribuição, para qualquer um em qualquer lugar. Ser livre para fazer essas coisas significa (entre outras coisas) que você não tem que pedir ou pagar pela permissão.
Você deve também ter a liberdade de fazer modifcações e usá-las privativamente no seu trabalho ou lazer, sem nem mesmo mencionar que elas existem. Se você publicar as modificações, você não deve ser obrigado a avisar a ninguém em particular, ou de nenhum modo em especial.
A liberdade de utilizar um programa significa a liberdade para qualquer tipo de pessoa física ou jurídica utilizar o software em qualquer tipo de sistema computacional, para qualquer tipo de trabalho ou atividade, sem que seja necessário comunicar ao desenvolvedor ou a qualquer outra entidade em especial.
A liberdade de redistribuir cópias deve incluir formas binárias ou executáveis do programa, assim como o código-fonte, tanto para as versões originais quanto para as modificadas. Está ok se não for possível produzir uma forma binária ou executável (pois algumas linguagens de programação não suportam este recurso), mas deve ser concedida a liberdade de redistribuir essas formas caso seja desenvolvido um meio de cria-las.
De modo que a liberdade de fazer modificações, e de publicar versões aperfeiçoadas, tenha algum significado, deve-se ter acesso ao código-fonte do programa. Portanto, acesso ao código-fonte é uma condição necessária ao software livre.
Para que essas liberdades sejam reais, elas tem que ser irrevogáveis desde que você não faça nada errado; caso o desenvolvedor do software tenha o poder de revogar a licença, mesmo que você não tenha dado motivo, o software não é livre.
Entretanto, certos tipos de regras sobre a maneira de distribuir software livre são aceitáveis, quando elas não entram em conflito com as liberdades principais. Por exemplo, copyleft (apresentado de forma bem simples) é a regra de que, quando redistribuindo um programa, você não pode adicionar restrições para negar para outras pessoas as liberdades principais. Esta regra não entra em conflito com as liberdades; na verdade, ela as protege.
Portanto, você pode ter pago para receber cópias do software GNU, ou você pode ter obtido cópias sem nenhum custo. Mas independente de como você obteve a sua cópia, você sempre tem a liberdade de copiar e modificar o software, ou mesmo de vender cópias.
"Software Livre" Não significa "não-comercial". Um programa livre deve estar disponível para uso comercial, desenvolvimento comercial, e distribuição comercial. O desenvolvimento comercial de software livre não é incomum; tais softwares livres comerciais são muito importantes.
Regras sobre como empacotar uma versão modificada são aceitáveis, se elas não acabam bloqueando a sua liberdade de liberar versões modificadas. Regras como "se você tornou o programa disponível deste modo, você também tem que torná-lo disponível deste outro modo" também podem ser aceitas, da mesma forma. (Note que tal regra ainda deixa para você a escolha de tornar o programa disponível ou não.) Também é aceitável uma licença que exija que, caso você tenha distribuído uma versão modificada e um desenvolvedor anterior peça por uma cópia dele, você deva enviar uma.
No projeto GNU, nós usamos "copyleft" para proteger estas liberdades legalmente para todos. Mas também existe software livre que não é copyleft. Nós acreditamos que hajam razões importantes pelas quais é melhor usar o copyleft, mas se o seu programa é free-software mas não é copyleft, nós ainda podemos utilizá-lo.
Veja Categorias de Software Livre (18k characters) para uma descrição de como "software livre", "software copyleft" e outras categoria se relacionam umas com as outras.
Às vezes regras de controle de exportação e sansões de comércio podem limitar a sua liberdade de distribuir cópias de programas internacionalmente. Desenvolvedores de software não tem o poder para eliminar ou sobrepor estas restrições, mas o que eles podem e devem fazer é se recusar a impô-las como condições para o uso dos seus programas. Deste modo, as restrições não afetam as atividades e as pessoas fora da jurisdição destes governos.
Quando falando sobre o software livre, é melhor evitar o uso de termos como "dado" ou "de graça", porque estes termos implicam que a questão é de preço, não de liberdade. Alguns temos comuns como "pirataria" englobam opiniões que nós esperamos você não irá endossar. Veja [frases e palavras confusas que é melhor evitar http://www.gnu.org/philosophy/words-to-avoid.pt.html] para uma discussão desses termos. Nós também temos uma [lista de traduções do termo "software livre" para várias línguas.
Finalmente, note que critérios como os estabelecidos nesta definição do software livre requerem cuidadosa deliberação quanto à sua interpretação. Para decidir se uma licença se qualifica como de software livre, nós a julgamos baseados nestes critérios para determinar se ela se segue o nosso espírito assim como as palavras exatas. Se uma licença inclui restrições impensadas, nós a rejeitamos, mesmo que nós não tenhamos antecipado a questão nestes critérios. Às vezes um requerimento de alguma licença levanta uma questão que requer excessiva deliberação, incluindo discussões com advogados, antes que nós possamos decidir se o requerimento é aceitável. Quando nós chegamos a uma conclusão sobre uma nova questão, nós frequentemente atualizamos estes critérios para tornar mais fácil determinar porque certas licenças se qualificam ou não.
Se você está interessado em saber se uma licença em especial se qualifica como uma licença de software livre, veja a nossa lista de licenças. Se a licença com a qual você está preocupado não está listada, você pode nos questionar enviando e-mail para <<licensing (a) gnu org>>. Mais textos para ler
Outro grupo iniciou o uso do termo software aberto para significar algo próximo (mas não idêntico) a "software livre". Nós preferimos o termo "software livre" porque, uma vez que você tenha aprendido que ele se refere à liberdade e não ao preço, você se preocupará com a questão da liberdade.
Copyright (C) 1996, 1997, 1998, 1999, 2000 Free Software Foundation, Inc., 51 Franklin St, Fifth Floor, Boston, MA 02110, USA A cópia fiel e a distribuição deste artigo completo é permitida em qualquer meio, desde que esta nota seja preservada. Traduzido por: Fernando Lozano <fernando@lozano.eti.br>
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20051128.html





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