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    Os 10 Mandamentos Anti-Spam para os Usuários de e-mail

    by linuxdicas (09/12/2007 - 19:38)

    Os 10 Mandamentos Anti-Spam para os Usuários de e-mail

    © Renata Cicilini Teixeira

    Quando se fala em segurança de redes, uma das comparações muito utilizadas é a que se refere ao usuário como sendo o "elo mais fraco da corrente". Assim, há um consenso entre os profissionais da área de segurança da informação sobre a necessidade da educação e conscientização do usuário sobre os cuidados e as melhores práticas para uso da rede. Esta realidade se repete quando o assunto é o spam. Afinal, usuários conscientes se tornam importantes aliados no combate ao spam.

    Em busca de uma maneira bem-humorada de conscientizar os usuários sobre o spam, resumi os "10 Mandamentos Anti-Spam para os Usuários de e-mail". São eles:

    1. Não pratique spam. Conheça e siga a Netiqueta: é um bom começo!

       

    2. Não responda a e-mails de spam, pois assim estará confirmando a legitimidade do seu e-mail e, com certeza, não sairá mais da lista do spammer.

       

    3. Não se envolva em discussões com spammers, pois estas são desgastantes, improdutivas e não apresentam resultados positivos.

       

    4. Não repasse vírus, correntes, boatos, lendas urbanas e quaisquer outras histórias mirabolantes, nem tampouco fraudes ou golpes. Quando tiver dúvida sobre a legitimidade do remetente do e-mail ou da veracidade do conteúdo deste, não o repasse. Convém verificar as informações recebidas. Para tanto, recomenda-se consultar sites confiáveis, especializados em manter dados sobre os mais recentes vírus, códigos maliciosos, boatos, correntes, fraudes e golpes que trafegam na Internet. Em caso de fraudes, é recomendado consultar o site oficial da empresa ou instituição citada no e-mail, ou ainda entrar em contato com o suporte ou atendimento ao cliente da referida empresa.

       

    5. Tenha sempre um antivírus instalado e atualizado periodicamente, de maneira automática e/ou pré-agendada.

       

    6. Não faça download, execute ou instale quaisquer arquivos anexados a e-mails sem antes checá-los com um antivírus, mesmo que tenham sido recebidos de pessoa conhecida ou lista de amigos.

       

    7. Não faça download, execute ou instale quaisquer arquivos de sites não confiáveis. Mesmo obtendo arquivos em sites confiáveis, recomenda-se sempre verificar as assinaturas digitais destes.

       

    8. Preserve seu endereço de e-mail. Uma boa dica é ter endereços de e-mail distintos para compras on-line, para disponibilizar em websites, para o trabalho e o uso particular.

       

    9. Reclame dos spams recebidos. Não acredite nos spams que falam: "apenas delete", "clique aqui para ser removido da lista", etc., pois, quase sempre estes são meros artifícios, como tantos outros utilizados para enganá-lo.

       

    10. Use uma ferramenta anti-spam. Atualmente, os filtros têm sido um importante aliado no combate ao spam.

    Sobre a autora

    Renata Cicilini Teixeira é bacharel e mestre em Ciências da Computação pela USP de São Carlos. É GCIH e auditora líder em BS 7799. Trabalhou no Centro de Atendimento a Incidentes de Segurança (CAIS) da RNP - Rede Nacional de Ensino e Pesquisa. Atualmente, trabalha na área de Segurança da Informação no CPqD - Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações. As principais áreas de interesse da autora são segurança da informação, tratamento de incidentes de segurança, políticas de segurança, auditoria e análise forense, além de spam. A autora ministra cursos e palestras sobre temas relacionados às suas áreas de interesse. Pode ser contatada por meio do e-mail: <rciciteixeira (a) uol com br> e também mantém uma home-page, onde disponibiliza referências e artigos: http://www.cicilini.com.br

    No dia 2 de setembro, às 19h, a Renata fará o lançamento de seu livro Combatendo o Spam:Aprenda como Evitar e Bloquear E-mails Não-solicitados na Saraiva Mega Store do Shopping Iguatemi de Campinas.o




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20040827.html

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    Revista Eletrônica sobre Software Livre

    by linuxdicas (03/12/2007 - 02:24)

    Revista Eletrônica sobre Software Livre

    Colaboração: Daniel Darlen

    Foi disponibilizada na internet uma nova publicação relacionada à área de Software Livre, a Free Software Magazine.

    O número 1 da revista traz artigos interessantes sobre formatos de arquivos livre e ainda apresenta o blog do Richard Stallman.

    O número 2 em servidores de email. Alguns artigos:




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20050424.html

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    Google e Linux

    by linuxdicas (03/12/2007 - 02:18)

    Google e Linux

    Ao final desta mensagem, vejam a divulgação do evento "Soluções Corporativas em Linux", em Joinville, Santa Catarina.

    Agora a dica de hoje:

    O melhor mecanismo de busca na Web (na minha opinião}), o Google, tem ido muito bem financeiramente. Enquanto diversas outras empresas de Internet estão encolhendo ou mesmo desaparecendo, o Google está expandindo a sua infraestrutura rapidamente, dobrando o número de seus servidores nos últimos dez meses, totalizando, em abril de 2001, 8.000 servidores.

    Em março foram registrados cerca de 11 milhões de visitantes individuais. O tempo de resposta, apesar de todo este acesso, é rapidissimo.

    Ao contrário de empresas de Internet que investiram em sistemas carissimos, o Google baseou toda a sua infraestrutura de computação em servidores com RedHat Linux. São empregados, em grande quantidade, computadores baratos, de potência pequena.

    O Google indexa hoje 1.3 bilhão de páginas, armazenadas em mais de um petabyte de espaço em disco. A maioria dos servidores possuem discos rígidos de 80GB, da empresa Maxtor. Usam uma única controladora na maior parte dos casos.

    Como se pode ver, este é um exemplo marcante de como um negócio de sucesso como o Google, pode ser implementado de forma eficiente e a um custo bem inferior ao de soluções proprietárias.

    Esta mensagem foi baseada em um artigo publicado no site da revista Techweb, e o endereço é http://www.internetwk.com/story/INW20010427S0010. Vale a pena ler o artigo na totalidade pois diversas outras considerações interessantes sobre o sistema Google são apresentadas.


    Soluções Corporativas em Linux

    A POWER estará realizando um evento que tratará sobre "Soluções Corporativas com GNU/Linux".

    Serão ministradas duas palestras super interessantes:

    Uma tratará sobre "Segurança da Informação". Esta abordará o assunto mostrando como o GNU/Linux pode ser aplicado para propiciar a segurança necessária para o ambiente corporativo e como isto pode ser viável, tanto pela questão de qualidade quanto de custo.

    A outra tratará Sobre "Alta Disponibilidade": Esta mostrará como o GNU/Linux pode ser utilizado para manter aplicações e serviços de missão crítica e que necessitem de "Alta disponibilidade".

    O evento se propõe a demostrar (na prática) algumas das soluções implementadas pela POWER com GNU/Linux, entre elas estarão a solução de "Segurança" e de "Alta Disponibilidade". Local: Parthenon Prinz Suite Hotel. Rua Otto Boehm, 525 - Centro - Joinville/SC

    Data: 13/11/2001.

    Evento Gratuito!

    Horários: Início: 08:30 am CoffeBreak 10:00 am Término 12:00 am Mairores Informações: (47) 433-7595 ou http://www.pwr.com.br/evento




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20011106.html

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    Usando o Kismet

    by linuxdicas (02/12/2007 - 17:17)

    Usando o Kismet

    Colaboração: Carlos E. Morimoto

    O Kismet é uma ferramenta poderosa, que pode ser usado tanto para checar a segurança de sua própria rede wireless, quanto para checar a presença de outras redes próximas e assim descobrir os canais que estão mais congestionados (configurando sua rede para usar um que esteja livre) ou até mesmo invadir redes. O Kismet em sí não impõe restrições ao que você pode fazer. Assim como qualquer outra ferramenta, ele pode ser usado de forma produtiva ou destrutiva, de acordo com a índole de quem usa.

    A página do projeto é a: http://www.kismetwireless.net/.

    A principal característica do Kismet é que ele é uma ferramenta passiva. Ao ser ativado, ele coloca a placa wireless em modo de monitoramento (rfmon) e passa a escutar todos os sinais que cheguem até sua antena. Mesmo pontos de acesso configurados para não divulgar o ESSID ou com a encriptação ativa são detectados.

    Como ele não transmite pacotes, apenas escuta as transmissões, todo o processo é feito sem prejudicar as redes vizinhas e de forma praticamente indetectável. A principal limitação é que, enquanto está em modo de monitoramento, a placa não pode ser usada para outros fins. Para conectar-se a uma rede, você precisa primeiro parar a varredura.

    Esta questão da detecção dos pontos de acesso com o ESSID desativado é interessante. Não é possível detectá-los diretamente, pois eles não respondem a pacotes de broadcast (por isso eles não são detectados por programas como o Netstumbler), mas o Kismet é capaz de detectá-los quando um cliente qualquer se associa a eles, pois o ESSID da rede é transmitido de forma não encriptada durante o processo de associação do cliente.

    A partir daí, o Kismet passa a capturar todos os pacotes transmitidos. Caso a rede esteja encriptada, é possível descobrir a chave de encriptação usando o aircrack (que veremos a seguir), permitindo tanto escutar as conexões, quanto ingressar na rede.

    Como o Kismet é uma das ferramentas mais usadas pelos crackers, é sempre interessante usá-lo para verificar a segurança da sua própria rede. Tente agir como algum vizinho obstinado agiria, capturando os pacotes ao longo de alguns dias. Verifique a distância de onde consegue pegar o sinal de sua rede e quais informações consegue descobrir. Depois, procure meios de reforçar a segurança da rede e anular o ataque.

    Por ser uma ferramenta popular, ele está disponível na maioria as distribuições. Algumas, como o Knoppix (a partir da versão 3.7), já o trazem instalado por padrão.

    Nas distribuições derivadas do Debian, você pode instalá-lo via apt-get:

     # apt-get install kismet 

     

    Antes de ser usar, é preciso configurar o arquivo "/etc/kismet/kismet.conf", especificando a placa wireless e o driver usado por ela, substituindo a linha:

     source=none,none,addme 

     

    Por algo como:

     source=madwifi_ag,ath0,atheros 

     

    ... onde o "madwifi_ag" é o driver usado pela placa (que você pode verificar usando o comando lspci). Na documentação do Kismet o driver é chamado de "capture source", pois é a partir dele que o Kismet obtém os pacotes recebidos.

    o "ath0" é a interface (que você vê através do comando ifconfig) e o "atheros" é um apelido para a placa (que você escolhe), com o qual ela será identificada dentro da tela de varredura.

    Isto é necessário, pois o Kismet precisa de acesso de baixo nível ao hardware. Isto faz com que a compatibilidade esteja longe de ser perfeita. Diversas placas não funcionam em conjunto com o Kismet, com destaque para as placas que não possuem drivers nativos e precisam ser configurados através do ndiswrapper. Se você pretende usar o Kismet, o ideal é pesquisar antes de comprar a placa. Naturalmente, para que possa ser usada no Kismet, a placa precisa ter sido detectada pelo sistema, com a ativação dos módulos de Kernel necessários. Por isso, prefira sempre usar uma distribuição recente, que traga um conjunto atualizado de drivers. O Kurumin e o Kanotix estão entre os melhores neste caso, pois trazem muitos drivers que não vem pré instalados em muitas distribuições.

    Você pode ver uma lista detalhada dos drivers de placas wireless disponíveis e como instalar manualmente cada um deles no meu livro Linux Ferramentas Técnicas.

    Veja uma pequena lista dos drivers e placas suportados no Kismet 2006-04-R1:

    • acx100: O chipset ACX100 foi utilizado em placas de diversos fabricantes, entre eles a DLink, sendo depois substituído pelo ACX111. O ACX100 original é bem suportado pelo Kismet, o problema é que ele trabalha a 11 megabits, de forma que não é possível testar redes 802.11g.

       

    • admtek: O ADM8211 é um chipset de baixo custo, encontrado em muitas placas baratas. Ele é suportado no Kismet, mas possui alguns problemas. O principal é que ele envia pacotes de broadcast quando em modo monitor, fazendo com que sua varredura seja detectável em toda a área de alcance do sinal. Qualquer administrador esperto vai perceber que você está capturando pacotes.

       

    • bcm43xx: As placas com chipset Broadcom podiam até recentemente ser usadas apenas no ndiswrapper. Recentemente, surgiu um driver nativo (http://bcm43xx.berlios.de) que passou a ser suportado no Kismet. O driver vem incluído por padrão a partir do Kernel 2.6.17, mas a compatibilidade no Kismet ainda está em estágio experimental.

       

    • ipw2100, ipw2200, ipw2915 e ipw3945: Estes são os drivers para as placas Intel, encontrados nos notebooks Intel Centrino. O Kismet suporta toda a turma, mas você precisa indicar o driver correto para a sua placa entre os quatro.

    O ipw2000 é o chipset mais antigo, que opera a 11 megabits; o ipw2200 é a segunda versão, que suporta tanto o 8011.b, quanto o 802.11g; o ipw2915 é quase idêntico ao ipw2200, mas suporta também o 802.11a, enquanto o ipw3945 é uma versão atualizada, que é encontrada nos notebooks com processadores Core Solo e Core Duo.

    madwifi_a, madwifi_b, madwifi_g, madwifi_ab e madwifi_ag: Estes drivers representam diferentes modos de operação suportados pelo driver madwifi (http://sourceforge.net/projects/madwifi/), usado nas placas com chipset Atheros. Suportam tanto o driver madwifi antigo, quanto o madwifi-ng.

    Usando os drivers madwifi_a, madwifi_b ou madwifi_g, a placa captura pacotes apenas dentro do padrão selecionado (o madwifi_a captura apenas pacotes de redes 802.11a, e assim por diante). O madwifi_g é o mais usado, pois captura simultaneamente os pacotes de redes 802.11b e 802.11g. O madwifi_ag, por sua vez, chaveia entre os modos "a" e "g", permitido capturar pacotes de redes que operam em qualquer um dos três padrões, mas num ritmo mais lento, devido ao chaveamento.

    rt2400 e rt2500: Estes dois drivers dão suporte às placas com chipset Ralink, outro exemplo de chipset de baixo custo que está se tornando bastante comum. Apesar de não serem exatamente "placas de alta qualidade", as Ralink possuem um bom suporte no Linux, graças em parte aos esforços do próprio fabricante, que abriu as especificações e fornece placas de teste para os desenvolvedores. Isto contrasta com a atitude hostil de alguns fabricantes, como a Broadcom e a Texas (que fabrica os chipsets ACX).

    rt8180: Este é o driver que oferece suporte às placas Realtek 8180. Muita gente usa estas placas em conjunto com o ndiswrapper, mas elas possuem um driver nativo, disponível no http://rtl8180-sa2400.sourceforge.net/. Naturalmente, o Kismet só funciona caso seja usado o driver nativo.

    prism54g: Este driver dá suporte às placas com o chipset Prism54, encontradas tanto em versão PCI ou PCMCIA, quanto em versão USB. Estas placas são caras e por isso relativamente incomuns no Brasil, mas são muito procuradas entre os grupos que fazem wardriving, pois as placas PCMCIA são geralmente de boa qualidade e quase sempre possuem conectores para antenas externas, um pré-requisito para usar uma antena de alto ganho e assim conseguir detectar redes distantes.

    orinoco: Os drivers para as placas com chipset Orinoco (como as antigas Orinoco Gold e Orinoco Silver) precisam de um conjunto de patches para funcionar em conjunto com o Kismet, por isso acabam não sendo placas recomendáveis. Você pode ver detalhes sobre a instalação dos patches no http://www.kismetwireless.net/HOWTO-26_Orinoco_Rfmon.txt.

    Depois de definir o driver, a interface e o nome no "/etc/kismet/kismet.conf", você pode abrir o Kismet chamando-o como root:

     # kismet 

     

    Inicialmente, o Kismet mostra as redes sem uma ordem definida, atualizando a lista conforma vai descobrindo novas informações. Pressione a tecla "s" para abrir o menu de organização, onde você pode definir a forma como a lista é organizada, de acordo com a qualidade do canal, volume de dados capturados, nome, etc. Uma opção comum (dentro do menu sort) é a "c", que organiza a lista baseado no canal usado por cada rede.

    Por padrão, o Kismet chaveia entre todos os canais, tentando detectar todas as redes disponíveis. Neste modo, ele captura apenas uma pequena parte do tráfego de cada rede, assim como você só assiste parte de cada programa ao ficar zapiando entre vários canais da TV.

    Selecione a rede que quer testar usando as setas e pressione "shift + L" (L maiúsculo) para travá-lo no canal da rede especificada. A partir daí ele passa a concentrar a atenção numa única rede, capturando todos os pacotes transmitidos:

    Você pode também ver informações detalhadas sobre cada rede selecionando-a na lista e pressionando enter. Pressione "q" para sair do menu de detalhes e voltar à tela principal.

    Outro recurso interessante é que o Kismet avisa sobre "clientes suspeitos", micros que enviam pacotes de conexão para os pontos de acesso, mas nunca se conectam a nenhuma rede, indício de que provavelmente são pessoas fazendo wardriving ou tentando invadir redes. Este é o comportamento de programas como o Netstumbler (do Windows). Micros rodando o Kismet não disparam este alerta, pois fazem o scan de forma passiva:

     ALERT: Suspicious client 00:12:F0:99:71:D1 - probing networks but never participating. 

     

    O Kismet gera um dump contendo todos os pacotes capturados, que vai por padrão para a pasta "/var/log/kismet/". A idéia é que você possa examinar o tráfego capturado posteriormente usando o Ethereal. O problema é que, ao sniffar uma rede movimentada, o dump pode se transformar rapidamente num arquivo com vários GB, exibindo que você reserve bastante espaço no HD.

    Um dos maiores perigos numa rede wireless é que qualquer pessoa pode capturar o tráfego da sua rede e depois examiná-lo calmamente em busca de senhas e outros dados confidenciais transmitidos de forma não encriptada. O uso do WEP ou outro sistema de encriptação minimiza este risco, pois antes de chegar aos dados, é necessário quebrar a encriptação.

    Evite usar chaves WEP de 64 bits, pois ele pode ser quebrado via força bruta caso seja possível capturar uma quantidade razoável de pacotes da rede. As chaves de 128 bits são um pouco mais seguras, embora também estejam longe de ser inquebráveis. Em termos se segurança, o WPA está à frente, mas usá-lo traz problemas de compatibilidade com algumas placas e drivers.

    Sempre que possível, use o SSH, SSL ou outro sistema de encriptação na hora de acessar outras máquinas da rede ou baixar seus e-mails.

    No Guia "Acesso Remoto: SSH, FreeNX e VNC", vemos como é é possível criar um túnel seguro entre seu micro e o gateway da rede, usando o SSH, permitindo assim encriptar todo o tráfego. Ele está disponível no:


    Gostou da dica? Venha fazer um curso com o autor:

    Curso: Redes e servidores Linux

    Com Carlos E. Morimoto

    Em São Paulo, de 29/05 a 03/06 (intensivo, com aulas à tarde)

    Este é um curso sobre a configuração de servidores Linux. Nele você aprende a configurar cada serviço diretamente nos arquivos de configuração ou utilizando ferramentas genéricas, sem se prender a uma única distribuição. Os exemplos dados durante o curso usam como base o Debian e Fedora, com dicas de peculiaridades do Mandriva, Slackware, Kurumin e Ubuntu.

    Este é um curso intensivo, onde você passa menos tempo vendo teoria e opções pouco usadas e mais tempo aprendendo a resolver problemas do dia a dia. O formato das aulas permite que sejam abordados uma grande quantidade de temas numa única semana, oferecendo uma visão global dos recursos disponíveis e onde eles podem ser aplicados. Ao invés de fazer um curso sobre o Squid, outro sobre o Samba, outro sobre o Apache, etc., você aprende muitas coisas de uma única vez, economizando tempo e dinheiro.

    Nesta turma do dia 29/05, combinou do curso de redes e o curso para iniciantes serem ministrados na mesma semana: o curso para iniciantes de segunda a sexta, das 8:00 às 11:00, e o curso de redes das 12:30 às 18:00. Fazendo o curso de redes, você tem acesso também às aulas para iniciantes e pode fazer os dois cursos simultaneamente (pagando apenas um), e assim aproveitar para tirar todas as dúvidas.

    Veja mais detalhes sobre a programação de cursos, temas abordados, preços e formas de pagamento no:

    http://guiadohardware.net/cursos/

    Todas as aulas do curso de redes são ministradas pelo próprio Carlos Morimoto, o que garante o nível do curso. Nada de aulas inaugurais e mutretas do gênero :)




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20060509.html

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    Política e linguagem nos debates sobre o software livre

    by linuxdicas (02/12/2007 - 16:13)

    Política e linguagem nos debates sobre o software livre

    Colaboração: Rafael Evangelista

    Politica e linguagem nos debates sobre o software livre

    Esta dissertação procura refletir discursivamente sobre os debates que tratam das vantagens e desvantagens da adoção de sistemas livres em computadores (software livre). A partir de uma concepção que considera que o acontecimento de linguagem é um acontecimento político, procura-se entender como e onde o político inscreve-se nesse debate.

    São objeto de análise nesse trabalho as licenças de software (proprietário e livre); artigos, entrevistas e notícias; e Projetos de Lei que postulam a adoção prioritária de sistemas livres em órgãos governamentais. É também estabelecida uma reflexão sobre o uso de certos termos e nomes (GNU/Linux, software livre) e não outros (Linux, código aberto) na referência aos objetos do debate e, para isso, investiga-se a história dos sentidos a eles atribuídos. Toda a investigação foi realizada a partir de textos, sejam eles licenças de software, documentos, artigos e entrevistas publicadas na imprensa.

    Como resultado, verificou-se que as licenças livres, em lugar de serem simples documentos que estipulam o que não pode e o que pode ser feito com o código de um programa, na verdade são textos que questionam uma certa ordem social, mais especificamente a distinção entre produtores e consumidores de software. Nesse sentido, o movimento código aberto, ao se colocar como uma alternativa menos politizada ao movimento software livre, neutraliza seus questionamentos fundamentais.

    Também verificou-se que, ao ser incorporado por políticos e legisladores de países subdesenvolvidos que pretendem adotar o GNU/Linux como de uso preferencial na administração pública, o debate sobre o software livre é chave para se entender idéias como autonomia tecnológica, desenvolvimento, atraso e dependência de outros países.

    Consulte a tese na íntegra




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20050826.html

    Tag: Software,Livre,Sobre

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    Coluna do Augusto, Linux Magazine 21 - "Para onde foi meu desktop?"

    by linuxdicas (02/12/2007 - 15:59)

    Coluna do Augusto, Linux Magazine 21 - "Para onde foi meu desktop?"

    Download do artigo: http://augustocampos.net/coluna-linuxmag/LM21_55.pdf

    A virtualização do desktop tem uma vantagem extra: mais aplicativos compatíveis com ambientes livres. Muitas das minhas tarefas diárias no computador hoje são feitas diretamente no ambiente do navegador, e permitem um nível de integração impensável poucos anos atrás. E nesta coluna eu falei sobre isso, e procurei adivinhar tendências.


    Site de Documentação em informática

    Colaboração: Deivison Alves Elias

    O site de documentação em informática Agatetepê acaba de ser remodelado, agora com a inclusão de TAGs para facilitar a busca por tutoriais. O site possui uma vasta lista de tutoriais dos mais variados assuntos ligados a tecnologia da informação, principalmente sobre Linux e software livre em geral. Você encontra na Agatatepê muitos dos tutoriais que saem aqui na Dicas-L, categorizados com as TAGs. Quem sabe você encontrará documentação que deixou escapar algum dia em que não olhou seu e-mail.

    Conheça: http://www.agatetepe.com.br


    Uma viagem ao mundo inteiro dos jornais

    Colaboração: André Lourenço Pedroso

    http://www.newseum.org/todaysfrontpages/flash/

    Cada bolinha laranja nos mapas dos continentes, são jornais de cidades daquele estado, ou País, todo dia tem a 1ª página de cada jornal.

    Ao posicionar sobre a bolinha desejada, ao lado, aparece a 1ª página dos jornais, e clicando sobre a bolinha, você tem a página em tamanho maior, para facilitar a visualização.




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20070208.html

    Tag: Sobre,Http

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    Wiki sobre expressões regulares

    by linuxdicas (01/12/2007 - 21:32)

    Wiki sobre expressões regulares

    Colaboração: Felipe Nascimento

    Conheça e colabore com o primeiro wiki brasileiro sobre expressões regulares!

    A intenção é reunir a grande quantidade de informações concernentes a expressões regulares (regex), que é pouco conhecida a fundo.

    As novas características adicionadas a cada versão do Perl, da biblioteca PCRE, questões de performance, comparativos entre engines, etc.

    http://www.regex.pro.br

    Confira!




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20070712.html

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    Tecnologia Aplicada à Educação

    by linuxdicas (01/12/2007 - 20:19)

    Tecnologia Aplicada à Educação

    Colaboração: Rubens Queiroz de Almeida

    Para quem tem interesse na área de tecnologia aplicada à educação, recomendo a lista EduTec, cujos membros (cerca de 300, no momento) têm um site no endereço http://www.edutecnet.com.br onde estão as informações sobre como participar da lista (na seção "Grupo de Discussão").

    A lista e o site são coordenados pelo Prof. Eduardo Chaves da Faculdade de Educação da UNICAMP.

    O site cobre ainda os seguintes assuntos:

    Textos online, bibliografias, lista de teses e dissertações relevantes, resenhas, citações

    Links para sites de interesse, escolas, e bibliotecas de educação

    Link para lojas virtuais onde você pode comprar online livros, CD-ROMs, acessórios e suprimentos para computadores e outros produtos úteis na educação

    Oportunidades de online learning (ou ensino a distância, se preferir) e informações sobre cursos presenciais

    Acesso às mensagens do Grupo de Discussão EduTec e a chat (neste caso, em breve)

    Relatos de experiência e sugestões práticas para o uso de tecnologia na educação

    Informações sobre associações de profissionais da área e o que os profissionais do setor estão fazendo

    Indicação de produtos de interesse

    Informações sobre artigos relevantes na mídia, eventos, e outras notícias

    Texto completo de legislação (incluindo pareceres de Conselhos de Educação), arquivos para download (Parâmetros Curriculares Nacionais, por exemplo)

    Oportunidade de submeter perguntas às autoridades da área (Ministro da Educação, Secretários da Educação)

    Discussão de conceitos básicos, da história da tecnologia na educação no Brasil

    Uma quantidade enorme de outras informações de interesse.

    Vale a pena conferir.




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/19990412.html

    Tag: Educação,Informações,Tecnologia,Interesse,Sobre,Lista

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    Segurança de Computadores

    by linuxdicas (01/12/2007 - 20:10)

    Segurança de Computadores

    Colaboração:Luiz Carlos Simão

    Um site muito interessante para quem esta preocupado com seguranca na Internet é o http://www.grc.com (Gibson Research Corporation).

    O autor, Steve Gibson, mantem um site muito completo com informações sobre vulnerabilidades em diversas plataformas, principalmente Windows. Um dos serviços oferecidos é o Shields UP, que testa as portas mais comuns do seu sistema operacional e verifica se estão abertas para possiveis invasões.

    Em linguagem clara e acessivel, Gibson trata de diferentes aspectos sobre seguranca na Internet, incluindo uma analise sobre Firewalls, onde é recomendado o produto da ZoneLabs,o ZoneAlarm.

    O Zone Alarm é FREE, e faz um excelente trabalho protegendo seu micro quando você está conectado a Rede, permitindo controle total sobre todos os programas que acessam a Internet,inclusive aqueles que você nem sabe que o estao fazendo ;-)

    Alem disto possibilita liberar portas escolhidas no seu servidor ou bloquear totalmenteo acesso externo a sua maquina, deixando-a num modo "stealth" para qualquer "probe"de IP vindo da Internet.

    Em ingles, o site vale uma visita para dar uma olhada em todo o seu conteudo. E o ZoneAlarm deveria fazer parte do kit internet no seu micro, juntamente com o browser e o anti-virus.




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20010125.html

    Tag: Internet,Sobre

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    No começo havia a Microsoft. Então ela explodiu...

    by linuxdicas (30/11/2007 - 14:27)

    No começo havia a Microsoft. Então ela explodiu...

    Por Charlie Demerjian

    http://www.theinquirer.net/?article=13350

    Traduzido por: Fernanda Weiden, Marlon Dutra

    Algumas vezes, acontece uma grande mudança na indústria. Essas mudanças geralmente não são notadas até que passe um bom tempo do acontecido, olhando para trás e falando: Olha, as coisas estão diferentes do que foram.

    Nós estamos passando nesse momento pela maior de todas as mudanças da indústria de TI, e se você souber onde olhar, poderá vê-la enquanto acontece. Esta mudança toda gira em torno da Microsoft e o código aberto.

    Até pouco tempo atrás, a Microsoft dominava o mercado de computadores pessoais, do topo à base dessa cadeia alimentar. A parte inferior da base foi ocupada pela Palm, e a parte superior do topo pela Sun, IBM e outros. E o vasto meio era a Microsoft e somente a Microsoft.

    Todos que desafiaram este monopólio foram comprados, trapaceados, ou esmagados por truques sujos da competição cruel, ou em raros casos, por um produto melhor. A lista de fracassados consumiria mais colunas do que uma pessoa seria capaz de ler em um ano.

    Netscape, Stac, Worldperfect, Novell, e outros dentre as baixas mais notáveis. Aqueles que tecnicamente sobreviveram são fantasmas do que foram.

    Foi só a imprensa divulgar a inabilidade de qualquer pessoa para desafiar demônio de Redmond, que ele está perdendo o controle. Como qualquer companhia a beira de uma gigantesca perda de mercado, a Microsoft está agindo conforme o esperado, fingindo que nada está acontecendo, e colocando um sorriso no rosto quando questionada sobre seus prospectos. Por dentro, a Microsoft está temendo o inferno.

    Uma das mais ricas companhias do planeta, administrada por uma das pessoas mais ricas do planeta com medo? O que isso pode significar?

    Morta, enforcada e esquartejada

    Para se ter uma idéia, a Microsoft tem procurado agir cada vez melhor. Sempre que os analistas financeiros estabelecem um ganho trimestral, a Microsoft coloca alguns centavos a mais por ação debaixo do seu chapéu e bate estes ganhos. O bando de cachorros e vermes que são conhecidos como Wall Street ficam boqueabertos, e aplaudem sem entusiasmo. E isso sempre acontece, incluindo as surpresas dos analistas.

    O modo como eles fazem isso não é segredo pra ninguém. Nos seus dois maiores produtos, sua margem de lucro é de mais de oitenta porcento. O restante dos produtos, que vão desde os computadores de mão ao portal MSN e o Xbox dão grandes prejuízos. Suas finanças são tão obscuras e mal apresentadas, que eles podem repassar dinheiro de um lado para outro na companhia sem que ninguém perceba. Eles podem ganhar tanto dinheiro em um trimestre? Aplicando dinheiro em investimentos fechados, ou aceitando algumas perdas. Não mostrando os números? Levantando fundos a partir de alguns bens e assim fazendo lucro.

    Sobretudo, eles conseguiram mostrar uma curva suave em seus ganhos, e se superar a cada relatório trimestral. Um monopólio e um custo quase zero para fazer o seu produto físico (reprodução de mídias) além de pesquisa e desenvolvimento tem suas vantagens.

    As corporações clamam pelo Linux

    Há mais ou menos um ano atrás, as coisas começaram a mudar. Os clamores de que o Linux iria derrubar a Microsoft continuam, mas a resposta a esses clamores mudaram. Executivos começaram a dizer "Fale-me sobre isso". Em tempos de vacas magras, grátis é muito mais barato que centenas de dólares, e infinitamente mais atraente. O Linux começou a ganhar espaço com consumidores que poderiam pagar por ele, usando-o para um trabalho real no mundo real.

    Até então, a Microsoft vinha simplesmente ignorando a ameaça tuxista. Então eles começaram a reagir com terrorismo, memorandos Halloween, muitos relatórios e estudos pagos e mal elaborados. De alguma maneira, as pessoas não engoliram a estória de que US$ 1.000 seriam mais baratos do que grátis. Então a Microsoft teve que mudar sua tática. Já que ela não pôde comprar a companhia que produzia o Linux, já que a GPL proteje da velha tática usada pela Microsoft para derrubar a concorrência, e o ódio das pessoas por ela vinha crescendo por todas as dores que eles vinham causando durante todos estes anos, a empresa se viu em uma sinuca de bico. Como você pode competir quando todos os seus truques sujos são ou inaplicáveis ou falhos, e quando montanhas de dinheiro não podem ser usadas para tomar o lugar da concorrência? Simples, você compete por seus méritos.

    Quando na história, além de nos últimos seis meses, a Microsoft baixou preços ou deu algo que não fosse seus triviais descontos em qualquer coisa? Sim, certo, nunca! Frente à perda do mercado de home office para o OpenOffice/StarOffice, o mercado de servidores para o Linux, de bancos de dados para o MySQL, e o de desktops também para o Linux em um futuro não muito distante, o que eles poderiam fazer? Eles planejaram cortes nos preços de seus produtos mais significativos e em segmentos-chave.

    O primeiros desses cortes visou a MySQL, com a Developer Edition do SQL Server, cortando em torno de 80 porcento. Então eles começaram a investir pesado para prevenir que grandes empresas dessem ao Linux uma porta de entrada.

    Eles apareceram com uma versão educacional para o Office. Dica para os leitores, se você não quiser pagar US$ 500 pelo Office, com a nova versão, você não precisa provar que é um estudante ou professor para ganhar um desconto, como era feito na versão anterior. Bem, nenhuma dessas táticas está funcionando como esperado, e uma das razões para isso é o falho sistema de ativação de produto como forma de ganhar dinheiro. Sem começar com o velho debate sobre o custo de software pirata, é difícil de argumentar contra o fato de que até mesmo com os números que eles publicam sobre a pirataria, a Microsoft continua deixando claro seus bilhões de dólares por trimestre, ou mais. Se não fosse pela pirataria, os filhos de Gates (os 1.0 e 2.0 da vida) poderiam ser enviadas para uma boa escola. Chore por eles. Em sua inteligência, a Microsoft decidiu espremer um pouquinho seus usuários, e para seu pavor, eles começaram a perceber que as pessoas estavam mais dispostas a aceitar a pequena diferença nas funcionalidades do OpenOffice do que pagar US$ 500 pelo MS Office. Quem adivinharia isso? Foi um tiro no pé.

    A próxima estratégia campeã foi fechar o cerco e trancar as pessoas. Se você prevenir outros programas de trabalhar com o seu software, e fazer o seu trabalho suficientemente barato, as pessoas vão se acorrentar nisso, certo? Bem, em certo ponto, no mínimo até você ser odiado, ou as pessoas terem uma alternativa.

    Com a licença 6.0, a nova "alugue de acordo com seu uso, mas faça isso com nosso concentimento" foi a gota d'água. Quando eles propuseram este esquema, as pessoas deram gargalhadas. Quando a Microsoft disse faça isso ou pague o preço de varejo, as pessoas piscaram, e alguns choraram e lamentaram o monopólio. Foi então que as pessoas começaram a levar o Linux a sério.

    Migrações, migrações

    Quando a Microsoft anunciou a data limite para o licenciamento 6.0, as pessoas se recusaram. A adoção foi menor que 100% como eles previam, eles piscaram e extenderam a dara limite, que acabou não sendo extendida. As pessoas continuaram se negando a aderir ao plano, então a Microsoft mexeu os pauzinhos e...hmm...piscou de novo. Uma vez que as pessoas não enxergaram os benefícios que justificassem 100% de aumento nos preços, e a Microsoft estava parecendo cada vez mais fraca com cada atraso, ela parou de atrasar. Qualquer pessoa em sã consciência veria que eles iriam perder um terço de seus consumidores e com o tempo seria um desastre absoluto.

    A Microsoft percebeu isso como um sinal de que as pessoas não entenderam verdadeiramente a generosidade vinda de Redmond, então ela adoçou o pote de migalhas para os relutantes. Isso incluiu treinamentos e outras coisas, mas não queda de preços. Esta seria a via sacra que nunca seria completada. Por pouco, as pessoas continuaram não voltando, e os grandes clientes começaram a abandonar o barco. O que fazer? O que fazer?

    A resposta foi encarar as migrações com descontos pesados. O negócio é fazer qualquer coisa para atingir os objetivos. Quando a Microsoft diz qualquer coisa, certamente algumas dessas coisas nós jamais imaginaríamos.

    A coisa mais estranha é que nem mesmo isso funcionou. As pessoas calcularam. Com o software fechado e caro em uma mão, e o mais barato e integrável na outra mão, eles começaram a optar pela via mais barata. Imagine isto, as migrações das grandes empresas cada vez mais frequentes, e Redmond estava quase sem cartas na manga.

    Algumas migrações foram evitadas, como a do governo da Tailândia, que paga US$ 36 por um Office e o Windows XP vem com 95% de desconto em relação à tabela. É possível que outras negociações desse tipo tenham acontecido sem que nós ficássemos sabendo. Para cada vitória desse tipo pela Microsoft, o Linux teve duas ou três. Senão quatro ou cinco. Isso não é nem contestável. Migrações de alto nível, como cidades, governos, e, a IBM, estão simplesmente no topo no iceberg, e quase todo mundo está observando os pioneiros para ve se o caminho que eles estão seguindo tem futuro.

    Se estas poucas pioneiras tiverem êxito, espere o portão se abrir e todo mundo ir atrás. As falhas de segurança no design, que fazem o software da Microsoft insegura, estão somente somando para a miséria. Cada dia que uma companhia vai abaixo por culpa de um worm ou vírus, ela começa a reavaliar o software da Microsoft. Quando forem renovar os contratos, a lembrança de noites inteiras em claro tende a pesar muito nas mentes de muitos executivos.

    Os números do último balanço trimestral mostraram algo inédito os desgostosos números da Microsoft. Eles culparam grandes corporações que estavam vulneráveis ao worm Blaster. Mas se você parar pra pensar, a maioria das empresas estão no licenciamento 6.0 ou outro contrato de longa data, então o faturamento vindo deles estava garantido. Pessoas que vão comprar software da Microsoft estarão sujeitas a isso. Quem pulou fora, pulou. Uma grande empresa não vai adiar uma compra de software em função de uma falha de segurança, eles terão suas licenças perdidas ou eles comprarão o software como planejado e sentarão em cima dele, se necessário. Alguma coisa não cheira bem com essa explicação.

    Se a Microsoft não puder aparecer com outra surpresa, algo está muito errado. Agora é a hora deles irem pra rua, ou a ilusão vai acabar, e isso tem um efeito negativo no preço das suas ações. Se a Microsoft não cumpriu as metas desse trimestre, ela mostra ou que não foi capaz, ou decidiu consciente por não cumprir.

    A festa está acabando

    Se a Microsoft não puder bater os números, isso mostra que a festa está acabando, os clientes-chave estão pegando pesado, e a Microsoft está se rendendo. Sem os bilhões de dólares para perder em produtos como Xbox e MSN, eles podem sobreviver? Se eles não puderem, isso tornaria a Microsoft uma empresa financeiramente saudável, mas ela continuaria sendo a Microsoft? Ela seria capaz de oferecer uma solução completa ponta-a-ponta sendo ela incapaz de controlar a internet? Seria ela capaz de brigar pelo mercado de telefonia sem poder correr o risco de sair com um prejuízo na casa dos nove dígitos? Quanto tempo demorará para que o negócio do set up boxes (Xbox e outros produtos) começarem a dar dinheiro?

    A parte mais complicada da história começaria caso a Microsoft resolvesse explicar o que realmente está acontecendo. Quando falamos em números, a Wall Street é o parquinho de diversões da Microsoft. As ações são absurdamente supervalorizadas e, em compensação, o mercado espera algumas coisa em troca. Quando estas coisas param de acontecer, as ações se desvalorizam muito. E, quando isso acontece, os acionistas e todo o resto do mundo começam a perguntar todas aquelas sórdidas questões que os executivos não querem responder. Se o preço das ações implode, aquelas stock options (compra de ações pelos funcionários, por um preço abaixo do mercado) que a Microsoft famosa por oferecer aos funcionários como um incentivo, se tornam muito mais caras e menos atrativas e a moral rola escada abaixo. Resumindo: as coisas ficam bem feias.

    Para a Microsoft, mudar ativamente a companhia nesse sentido indicaria nada mais nada menos do que uma mudança na maré, o que causaria muito sofrimento. Eu não vejo ninguém fazer algo deste tipo propositadamente a menos que não haja outra saída. Uma maneira muito mais inteligente seria mudar o curso lentamente em alguns anos e mudar a companhia lentamente. Desta maneira, você pode ir preparando os analistas tolos, e escapar relativamente intacto.

    Se eu tivesse que supor, eu diria que a competição está começando a forçar a Microsoft a uma guerra de preços, e qualquer besta sabe que uma guerra de preços contra algo gratuito não é uma boa. Não acreditam em mim? Vá perguntar à Netscape. Um dia é do caçador, outro da caça. Mas as guerras de preço são destrutivas, e afundarão a Microsoft mais rapidamente do que você demora dizer "US$50 bilhões no banco". A Microsoft pode ter recursos para cortar preços, mas uma hora esses descontos de US$10 milhões começarão a pesar no bolso. E isso passará a não funcionar quando todos conhecerem a simples verdade sobre o Linux.

    A verdade é que se você está negociando com a Microsoft e sacar uma caixa da Suse ou RedHat, os preços cairão 25 porcento abaixo do melhor acordo que você poderia negociar. Saque um ROI (return of investiment, estudo de retorno de envestimento) e o preço cai em mais 25 porcento milagrosamente. Quer mais? Diga para a Microsoft que a fase piloto dos experimentos foram expetaculares, e que o Java Desktop da Sun parece espetacular no Gnome adaptado para a sua empresa, e os custos de treinamento foram quase zero.

    Hoje em dia, não é difícil passar a perna na Microsoft, conseguindo descontos cada vez maiores. Ser um representante da Microsoft deve ser um trabalho difícil. Independente disso, as pessoas continuam abandonando o barco.

    Computação confiável

    O problema é que, pesquisas questionáveis a parte, a Microsoft simplesmente não é confiável. E essa idéia está se espalhando entre os executivos. Microsoft tem o hábito de prometer coisas para os usuários, mas não entregar.

    A segurança é um bom exemplo. Há alguns anos atrás, a Microsoft prometeu parar de codar o XP para fazer uma completa auditoria de segurança e reciclar seus profissionais. E eles disseram: tudo será melhor depois disso, acreditem em nós. As pessoas acreditaram. Blaster, Nashia, e uma montanha de gente viram que a Microsoft não fez nenhum esforço nesse sentido.

    Então, porque sair de Redmond atualmente? Ar quente e os vídeos de dança do Ballmer feitos em Mac's. É engraçado ver um homem-macaco, mas passar uma noite ouvindo ele aos gritos, perde o encanto. Lembra do mesmo Ballmer dizendo que a Microsoft não liberaria uma release do Win2k até que tudo estivesse perfeito? E sobre aquela auditoria de segurança que seria feita no XP que acabaria com a possibilidade de qualquer coisa estilo o Blaster de acontecer? Alguém acha que as massas correrão para as lojas no próximo lançamento? A verdade é que isso vai acontecer, e a Microsoft sabe disso.

    A frase "isso será consertado em seis meses, confie em nós" parece ter um poder mágico quando vinda da Microsoft. O tempo todo alguém grande aparece com uma lista de reclamações sobre a Microsoft, ela anuncia uma iniciativa, aparece com uma maravilhosa apresentação em Powerpoint, mostra uma dúzia de notícias divulgadas na imprensa, um discurso gravado do Gates, e mais um monte de coisas brilhantes para distrair as pessoas.

    O fato é que a segurança tem ficado pior desde o lançamento do Windows 95, a cada ano. Péssima reputação, não acha? O fato é que também, pela primeira vez, a receita da Microsoft está apertada, ela tem competição, e a opinião pública a culpa pelos prejuízos causados pelas falhas de segurança.

    De qualquer maneira, a cultura da Microsoft previne mudanças. Eu estava falando com uma pessoa de alto nível de segurança no último Intel Developer Forum, e nós conversamos sobre o que a Microsoft poderia fazer para arrumar a casa. Ele fez as perguntas certas, e eu dei a ele as respostas certas. E mais, eu disse, jogue tudo o que você tem fora e comece denovo. Ele não faria isso. Sem mais nem menos ele se fechou para o eu estava dizendo, a cultura estava tão impregnada nele que a verdade não conseguia entrar. A Microsoft não pode corrigir os bugs que conduzem aos problemas de segurança, porque eles não são bugs, são escolhas do projeto. Quando ameaçada pelo Java, a Microsoft reagiu com o ActiveX. E disse que ele podia fazer tudo o que o Java não era capaz porque o Java estava em uma sandbox e os programas não conseguiam sair dela.

    O fato é que esta infraestrutura interna da Microsoft é baseada fundamentalmente em um arquitetura falha, não em código bugado. Este arquitetura não pode ser modificada.

    Para mudar isso, a Microsoft teria que jogar fora todas as API's existentes e acabar com a compatibilidade com as versões anteriores. Se a Microsoft fizer isso, ela tem uma chance de corrigir o design que atrapalham a arrumação do produto.

    Eu duvido. Mesmo o .NET, a nova infraestrutura de segurança, e construído para ser seguro, deixa você ter acesso à moda antiga. Sim, você não tinha suposto isso, mas algumas pessoas de certo modo sim, e os hackers também. A Microsoft e seus clientes são viciados em compatibilidade retrógrada como um tolo viciado em heroína.

    E se a Microsoft mudasse, isso incentivaria você a aderir a Microsoft? Se você tivesse começando a fazer uma aplicação do zero nessa novidade, o ambiente seguro da Microsoft, você pagará centenas ou até milhares de dólares para ir pelo caminho da Microsoft ou US$ 0 para ir com o Linux?

    Começando do começo

    Recomeçar anularia uma vantagem que a Microsoft tem, que é um código pronto e uma equipe treinada. Características da migração e reciclagem estão na maioria dos documentos internos da Microsoft, e se ela tiver que jogar tudo isso longe, quais são as chances dela?

    Às claras ela não fará e não pode fazer, a Microsoft sentará lá, e assistirá o seu mercado se perder. Isto está acontecendo lentamente no começo, mas a bola de neve está rolando. Algumas pessoas estão olhando monte acima e esta grande notícia está correndo solta, e alguns estão claramente mudando seu rumo.

    A grande mudança da indústria está acontecendo, e nós estamos no ponto crucial. Olhe atentamente para as pessoas, e leia atentamente todas as notícias. Se você conseguir enxergar o grande quadro atual, esta é uma mudança que não vai te impressionar quando olhar pra trás.




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20040215.html

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    Guia para o Novato em Linux

    by linuxdicas (29/11/2007 - 02:14)

    Guia para o Novato em Linux

    Colaboração: Alex-Gurgel <<Gurgel (a) linuxdicas com br>>

    Pois bem, depois de muito pensar você resolveu se aventurar pelo mundo Linux! Parabéns! Mas ai começam as duvidas e os problemas: Qual distribuição usar ? Vai funcionar no meu micro ? Onde posso conseguir os CDs ?

    Calma! Este artigo foi escrito com o intuito de ajudar você, novo usuário do Linux, a responder essas e outras perguntas. Antes de começar, apenas um detalhe importante: este artigo não vai responder a todas as suas duvidas, vai apenas lhe dar um ponto de partida.

    Antes de mais nada: como você pretende entrar no mundo Linux ? Quer instalar ou preferia que tivesse outro modo ? Bem, existe outro modo sim: as distribuições que rodam diretamente dos CDs, sem instalar ou modificar nada no seu micro! Pode ser interessante, testar o que é o Linux e depois instalar para realmente aproveitar todo o potencial deste Sistema Operacional.

    Se essa for sua escolha, faça o seguinte: acesse a Internet, vá a um site de busca e procure por 'kurumin' (em português) ou 'knoppix' (em dinamarquês ou inglês). Baixe os arquivos ISO de uma delas, a sua escolha, grave um CD e está pronto! Basta agora dar boot no seu micro, com o CD colocado, que, em poucos instantes, você estará testando seu Linux. Claro, nos sites dessas distribuições existe farta documentação sobre eles, leia tudo o que puder. Quando se decidir por, finalmente, instalar um Linux volte para esse artigo.

    Ah, você prefere instalar o Linux no seu micro! Pois bem, para começar, é preciso lhe explicar uma coisa básica: o Linux é um Sistema Operacional que exige uma coisa a mais que outros SO's: que você use o seu cérebro !

    Do princípio: você já se decidiu a experimentar o Linux. Mas aonde você vai encontrar as informações iniciais: Ah sim, você já procurou na Internet e encontrou vários sites sobre o assunto, vários deles com fóruns! E o que você vai fazer agora ? Algumas dicas iniciais:

    • Acesse os fóruns que você encontrou, eles são uma fonte valiosa de informações vinda de pessoas que passaram por varias etapas no aprendizado do Linux.

       

    • Quando fizer uma pergunta procure não usar apenas letras maiúsculas. Isso equivale a gritar com os outros. E você não gosta que gritem com você, não é mesmo ?

       

    • Evite perguntar "Qual a melhor distribuição ?". Essa pergunta vai, com certeza, gerar um volume de discussões que podem não lhe responder exatamente o que você quer saber. No fundo, a sua verdadeira duvida é: "Qual distribuição eu vou gostar mais ?". Isso apenas você pode responder. Na maior parte das vezes a resposta que você vai ter será algo como "A melhor distribuição é aquela que se adaptar melhor a você."

       

      Aqui vai um bom conselho: providencie uma distro, qualquer uma, e instale. Teste por algum tempo, providencie outra, instale, teste e assim por diante. Antes que você se de conta você já estará usando bem o Linux e terá se decidido por uma distribuição !

       

      Ok, mas, mesmo assim, você quer saber qual a diferença entre elas ? Tudo bem, ai vai a resposta: a bem da verdade, nenhuma. O Linux em si é o mesmo. Afinal, o Linux é apenas o núcleo, o kernel do sistema. Claro, apenas com ele não se faz nada. O resto dos programas que compõe uma distribuição é que faz a diferença entre elas. Mas esses programas( no Linux chamamos os programas de pacotes) não são Linux ? Não. Eles são softwares, livres ou não( Open-Source, código aberto, ou proprietários), agrupados por uma empresa que, em conjunto com o Linux, dão a forma final a uma distribuição. Esse conjunto pacotes/Linux normalmente é chamado de GNU/Linux.

       

      Apenas como exemplo, podemos comparar esse conjunto ao hardware do seu computador. O processador( Linux) é o computador em si, mas você não faz nada apenas com o computador. Ao montar um micro, você acrescenta itens de diversos fabricantes, como memória, placa-mãe, HD, unidade de CD-Rom, disquete( pacotes) obtendo, assim, um conjunto que convencionamos chamar de computador (GNU/Linux). Simples, não ?

       

      Prosseguindo. Agora você já decidiu que distribuição usar, o que fazer agora ? Onde podemos encontrar uma descrição do modo de instalação ? Lembra dos fóruns que você descobriu ? Não, não, nem tente perguntar como instalar o Linux! Ou você vai obter muita informação ou nenhuma! Mais prático: todos os fóruns tem uma ferramenta de busca. Ela permite que você localize, no fórum, a informação desejada com facilidade. Use-a. Com certeza você vai descobrir que alguém, algum dia, em resposta a uma pergunta qualquer, informou um link para a documentação que você precisa.

       

      Achou a documentação ? O que ? Ela esta em inglês e seu inglês é muito fraco ? Isso pode se tornar um problema, a longo prazo. Tudo bem, lembra que dissemos que o Linux e sempre igual, o que muda são os pacotes que o acompanham ? Pois bem, você pode perfeitamente pegar um manual de outra distribuição( em português, claro)e instalar a sua a partir do que essa documentação lhe informar. Nesse ponto, cuidado! Supondo que você tenha se decidido pela distribuição Slackware ou pela Debian esse processo não vai dar muito certo. Felizmente para isso tem solução. Procure na Internet, use os sites de busca, que você vai encontrar sites com as informações que você precisa sobre essas distribuições em bom português !

       

      Agora, que você já instalou sua distribuição escolhida posso explicar algumas coisinhas importantes.

       

    • Primeiramente, pode acontecer de algum item do seu computador não funcionar de imediato com o Linux. Nesse caso o que fazer ? De novo, vamos aos fóruns! Novamente, não pergunte coisas como: "Sou novato em Linux, como fazer para o hardware xxx funcionar no meu Linux ?" Em 90% dos casos alguém já perguntou isso e, possivelmente, já teve resposta. De novo, use a ferramenta de busca que o fórum lhe oferece.

       

    • Não achou o que precisa ? Certo, nesse caso vamos perguntar o que fazer! Mas pergunte direito: informe qual distribuição você tem, diga exatamente qual o seu hardware e, o mais importante: seja preciso na sua pergunta.

       

    • Agora você já tem a informação que precisa mas, mesmo assim, não funciona. Não adianta perguntar "Instalei o pacote xxx mas meu yyy ainda não funciona. O que fazer ?" Diga o que você já tentou, qual o distribuição, qual o hardware e, o mais importante, quais as mensagens que o sistema lhe fornece. Essas informações são básicas para que os freqüentadores dos fóruns tenham um mínimo de base para te ajudar.

       

    • Você conseguiu a ajuda necessária e tudo funciona agora ? Excelente !! Não se esqueça de retornar ao fórum e informar que seu problema foi resolvido. Diga o que você fez para resolver, a partir das informações que você obteve. Isso vai ajudar novos usuários.

    Complementando: lembre-se de que alguns itens podem não funcionar no seu sistema, mesmo depois de muita ajuda. Duas possíveis causas: o item em questão não é mais suportado pelo Linux ou ainda não é suportado. Se for um item de baixo custo pode-se sempre pensar na sua troca por um que seja suportado. Se for um item de custo mais elevado pode-se aguardar que seja desenvolvido um pacote que permita seu funcionamento ou você mesmo pode desenvolver um processo. Neste último caso, não se esqueça de compartilhar sua descoberta com a comunidade Linux.

    Pronto! Agora você é um usuário Linux! O que ? Você ainda tem problemas ? Resolveu experimentar outra distribuição, instalou sem problemas mas seu modem( por exemplo) se recusa a funcionar ? Vejamos, o pacote que você usou para fazer seu modem funcionar não estaria desatualizado ? Você não teria se esquecido de instalar algum pacote importante (o pacote kernel-source é um bom exemplo) quando instalou o novo sistema ? Verifique esses pontos. Se o problema continuar, aonde você vai encontrar ajuda ? Isso mesmo ! Nos fóruns !

    Como ? Na verdade você simplesmente atualizou a distribuição por uma versão mais moderna ? E, ai, um item de hardware deixou de funcionar ? Certo, ele funcionava sem problemas antes. Voltamos a situação anterior. Será que o pacote que você instalou, para que aquele determinado item funcionasse, não estará obsoleto em relação a essa versão que você está usando agora ? E aonde você vai para conseguir ajuda ? Não, nos fóruns não! Pelo menos ainda não. Em primeiro lugar você deve ir ao site de onde você baixou aquele pacote pela primeira vez, pode ter uma versão mais atual. Depois sim, vá aos fóruns.

    Conforme você pode ver, a Internet, na figura dos sites sobre Linux e seus fóruns são aquelas entidades que irão funcionar como seus professores, permitindo que você tenha uma transição relativamente fácil, de Novo Usuário Linux para Usuário Linux. Mas nunca se esqueça: antes de perguntar pense, pesquise, leia a documentação disponível, experimente. Você vai aprender muito assim !




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20030808.html

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    Informações sobre Problemas de Segurança e Correções para Sistemas Linux

    by linuxdicas (27/11/2007 - 03:12)

    Informações sobre Problemas de Segurança e Correções para Sistemas Linux

    Colaboração: Rubens Queiroz de Almeida

    Para informações sobre problemas de segurança e correções para os sistemas Linux, consultar:

    Red Hat

    http://www.redhat.com/support

    Debian Gnu/Linux

    http://www.debian.org/security




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/19981016.html

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    The Linux Security Quick Reference Guide

    by linuxdicas (26/11/2007 - 23:27)

    The Linux Security Quick Reference Guide

    Em http://www.LinuxSecurity.com/docs pode ser encontrado um guia rápido de referência para sistemas Linux. Este guia, formatado em duas páginas, tem por objetivo oferecer um ponto de partida para aperfeiçoar a segurança de sistemas GNU/Linux.

    O guia inclui também referências sobre:

    • Links sobre segurança disponíveis na Internet
    • Dicas para melhorar a segurança de seu sistema
    • Informações gerais sobre segurança
    • BIND, kernel, Apache e detecção de invasões
    • Instalação e configuração do SSH
    • Dicas de uso do programa Tripwire

       

      O guia está disponível em múltiplos formatos e tamanhos: carta, A4, postscript, PDF. Esta documentação faz parte do projeto de documentação do Linux (http://www.linuxdoc.org/ ).

       

      Ainda sobre segurança, um excelente site, este da Unicamp, é o http://www.security.unicamp.br . Vale a pena fazer uma visita. Links, documentos, recomendações. Bastante completo.



    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20001002.html

    Tag: Segurança,//www,Guia,Http,Sobre

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    Informação sobre Protocolos de Comunicação

    by linuxdicas (26/11/2007 - 20:04)

    Informação sobre Protocolos de Comunicação

    Colaboração: Alexandre Lima [<alima (a) uol com br>]

    No endereço http://www.protocols.com você encontra uma enormidade de informações relacionadas a redes de computadores e, é claro, protocolos de comunicação.

    Caso você realize o seu cadastro você ainda recebe um poster sobre diversos protocolos.




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/19990629.html

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    Links Interessantes sobre Java

    by linuxdicas (24/11/2007 - 04:29)

    Links Interessantes sobre Java

    Colaboração: Rubens Queiroz de Almeida

    Na seção de hotlinks do site da Dicas-L, eu incluí um novo item sobre a linguagem Java. Foi uma seleção bastante criteriosa e obtida com a ajuda de várias pessoas da Unicamp e também alguns links que fui descobrindo.

    O endereço desta nova página é http://www.dicas-l.com.br/dicas-l/hotlinks.html#JAVA




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/19990212.html

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    Texto sobre Alta Disponibilidade de Marcelo Tosatti

    by linuxdicas (24/11/2007 - 00:19)

    Texto sobre Alta Disponibilidade de Marcelo Tosatti

    Colaboração: Alex Fernandes Rosa <alex arroba neurix.com.br>

    O Alex Fernandes Rosa fez a tradução de um texto de Marcelo Tosatti sobre Alta disponibilidade, escrito para a KernelNewbies. (http://www.kernelnewbies.org/).

    O texto se encontra em http://www.neurix.com.br/artigos/traducao_ha_marcelo.html




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20020628.html

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    Site sobre Visual Basic

    by linuxdicas (22/11/2007 - 04:58)

    Site sobre Visual Basic

    Colaboração: Nunes <<enunes (a) hitech com br>>

    No endereço http://www.vbonline.com.br, estão disponíveis gratuitamente vários recursos para programadores em Visual Basic:

    1 - Cursos interativos diretamente no Browser ou por Downloads (tudo em vídeo) 2 - Mais de 1000 exemplos e objetos disponíveis para downloads (atualmente temos 180) 3 - Banco de Curricula de profissionais desenvolvedores VB. 4 - Banco de Ofertas de empregos para profissionais desenvolvedores em VB.




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/19981103.html

    Tag: Site,sobre,Visual,Basic

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    Buscando segurança on-line - Gerenciando trollagem em um fórum Feminista

    by linuxdicas (21/11/2007 - 23:02)

    Buscando segurança on-line - Gerenciando trollagem em um fórum Feminista

    Colaboração: Sulamita Garcia

    Um fenômeno comum em grupos de discussão online é o indivíduo que provoca outros membros do grupo, frequentemente resultando em carregá-los em uma discussão infrutífera e desviando a atenção dos propósitos estabelecidos pelo grupo. Este estudo documenta um caso no qual os membros de uma comunidade online vulnerável - um fórum feminista de discussão online - foi alvo de um "troll" tentando perturbar o espaço de discussão do grupo. Nós analisamos as estratégias que fazem o troll bem sucedido e o grupo alvo ineficiente em responder ao seu ataque, no sentido de entender como este comportamento pode ser minimizado e controlado em geral. A análise sugere que fóruns feministas e outros que não são usuais são especialmente vulneráveis, já que eles precisam balancear ideais de inclusão e a necessidade de proteção e segurança, e esta tensão pode ser explorada por elementos perturbadores para criar conflitos dentro do grupo.

    Este artigo é um estudo feito pela professora Susan Herring da Universidade de Indiana, com ajuda de três estudantes. Tomando como base o caso de um fórum feminista que foi alvo de um troll, analisa toda esta questão. Ela "sugere várias ações pró ativas que podem prevenir um grupo de ser atacado... A primeira é educar os usuários a respeito de trolls. Trolls particularmente caçam usuários inexperientes, incluindo populações que são vulneráveis por outras razões. Administradores podem alertar usuários sobre os padrões que trolls seguem... Porque o dano é emocional e não físico, nós podemos imaginar que alertar sobre eles pode ser similar a alertar sobre trotes telefônicos ou propaganda enganosa, onde conscientizar sobre o modo de operação é frequentemente suficiente para prevenir o efeito surpresa".

    Algumas táticas de trolls analisadas:

    • Provocação
    • Aparentes manifestações de sinceridade
    • Tentativa de provocar discussão fútil
    • Manipulação ideológica

    Texto completo em http://www.linuxchix.org.br/?q=node/104

    Este artigo foi traduzido com a ajuda de voluntários que atenderam o pedido, e agora está disponível no site do Linuxchix. Agradecemos a todos os voluntários e aos divulgadores que ajudaram a encontrar estes voluntários. Acreditamos que este artigo vai ajudar a todos os grupos de discussão online a identificarem e se prevenirem este tipo de ataque, promovendo a convivência saudável e avanço nos objetivos de cada grupo.


    Lançado NTFS-3G 1.0 estável

    Fonte: Notícias Linux

    O driver open source, estável para leitura e gravação NTFS, NTFS-3G 1.0, acaba de ser lançado. O driver, lançado meio ano atrás para beta testing progrediu, graças a inúmeros testers, usuários e desenvolvedores. O NTFS-3G é disponível para mais de 60 distribuições Linux hoje, além de ter sido portado para sistemas operacionais como FreeBSD, BeOS, Haiku e Mac OS X.

    Download e instruções (uso e instalação) em: http://www.ntfs-3g.org/

    Não deixe de conferir a perfomance em comparação com outros sistemas de arquivos: http://www.ntfs-3g.org/performance.html

    Fonte: http://www.osnews.com/story.php/17327/NTFS-3G-1.0-Released

    Comente: http://www.noticiaslinux.com.br/nl1172113380.html#comentarios




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20070226.html

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    Webmail: Opinião sobre Squirrelmail

    by linuxdicas (21/11/2007 - 02:45)

    Webmail - Opinião sobre Squirrelmail

    Colaboração: Fabricio Paschoal <<fabricio (a) netsbo com br>>

    Na mensagem de hoje estou anexando a opinião do Fabrício sobre o Squirrelmail.


     Realmente. Este Webmail é um dos melhores que já vi também. É muito rápido, funcional e pode ser personalizado visualmente pelo usuário. Quem quizer fazer um teste, abra uma conta no http://www.zog.com.br Lá eles oferecem e-mail grátis, e trabalham justamente com o Squirrel. Quem testá-lo uma vez, não irá querer outro. 



    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20010330.html

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    Livre acima de tudo

    by linuxdicas (21/11/2007 - 02:39)

    Livre acima de tudo

    Autor: Rafael Evangelista, Planeta PortoAlegre

    Por trás de uma aparente distinção técnica, os termos software livre e código aberto, criados por Richard Stallman e Eric Raymond, escondem diferenças políticas e ideológicas

    Não foi à toa que George Orwell, ao imaginar um futuro tenebroso em 1984, descreveu como um dos pilares de seu Estado autoritário uma polícia da informação, responsável pela fiscalização e pelo emprego da novilíngua. As palavras não são figuras inertes, que servem só para descrever coisas. No sentido, inscrevem-se também história e ideologias.

    Também não é à toa que, no mundo do software livre, exista uma constante disputa sobre os nomes e as palavras utilizadas. Essa discussão, às vezes, torna tudo muito mais confuso para quem não participa do debate, mas é um sinal de que a comunidade, mesmo quando só quer se preocupar em fazer software, se ocupa também de questões políticas, de poder. Dizer é se colocar no mundo, é assumir posição. Afinal, há alguma diferença entre falar Linux ou GNU/Linux? Ou entre se dizer um adepto do movimento pelo software livre ou do movimento de código aberto? Há sim, e muita.

    Para além das respostas simplistas e pragmáticas, a solução pode ser encontrada na história do movimento. Ninguém nega que tudo saiu das mãos e da cabeça do guru Richard Stallman que, ainda na década de 1980, delineou os princípios éticos do movimento. Na época, Stallman, fundador da Free Software Foundation (FSF, Fundação do Software Livre, em inglês), estabeleceu as quatro liberdades que fundamentam o movimento: o software deve ser livre para ser modificado, executado, copiado e distribuído. Ambos, o código aberto e o software livre, respeitam esses parâmetros.

    Sem dúvida, Stallman continua sendo o grande filósofo do movimento. No entanto, a partir de 1991, ele se vê obrigado a dividir o palco com uma jovem estrela da Finlândia, Linus Torvalds. Carismático, empreendedor e sabendo usar melhor a internet, ele conseguiu dar solução a um problema que a FSF se dedicava há anos, construir um kemel que suportasse um sistema operacional alternativo. O kernel é uma parte central do sistema, responsável pela configuração e gerenciamento dos dispositívos (teclado, mouse, monitor etc). A FSF já tinha todo o resto da estrutura do sistema pronta e trabalhava no desenvolvimento de seu kernel. Linus foi mais rápido e, mantendo a filosofia livre, adotou soluções tecnicamente mais eficientes, criando o Linux, essa parte essencial do sistema.

    O método de desenvolvimento adotado por Linus está em A Catedral e o Bazar, livro escrito por Eric Raymond, em 1997. A obra é também uma alfinetada em Stallman, acusado de adotar uma postura centralizadora de desenvolvimento. Raymond descreve o desenvolvimento GNU como se fossem catedrais, monumentos sólidos, construídos a partir de um grande planejamento central. Já o desenvolvimento adotado por Linus seria como um bazar, com uma dinâmica altamente descentralizada. Diz Raymond: "Penso que a criação mais esperta e de maiores consequencias não foi a construção do kernel em si, mas a invenção do modo de desenvolvimento Linux".

    Alma hippie

    Mas há mais na fala de Raymond com relação ao modelo Linux do que o elogio da técnica - embora o sucesso desta seja inegável. Stallman sempre foi uma figura politicamente muito atuante, não apenas no campo da informática. Mais velho, tendo vivido toda a experiência da luta pelos direitos civis nos EUA, Stallman carrega em seu discurso uma ótica pouco amigável às empresas. Em seu site pessoal, por exemplo, ao lado de artigos em favor do software livre, encontram-se também ensaios políticos sobre temas como a invasão estadunidense ao Iraque e o muro de Israel na Palestina. Raymond, por sua vez, é um ardoroso defensor da liberalização do uso de armas, tema usualmente mais ligado às bandeiras da direita.

    Linus, por sua vez, além de ser politicamente mais moderado e pragmático, consegue criar uma identidade maior com a nova geração de programadores abaixo dos 40 anos, da qual Raymond faz parte. Essa geração, segundo Sam Willians, autor do livro Free as in Freedom, é mais energética e ambiciosa.

    Desde a ascensão do trabalho de Linus, boa parte do tempo de Stallman tem sido gasta em pedidos para que todos refiram-se ao conjunto do software como GNU/Linux e não apenas Linux. Quer somente que seu trabalho, e de toda FSF, seja reconhecido.

    Lutas que incomodam

    Se o discurso politizado e a integridade radical de Stallman nunca foram de fácil digestão para os programadores da nova geração, ambos são ainda mais indigestos para os empresários. Raymond teve um papel decisivo na criação da alternativa mais ao gosto do paladar corporativo.

    Em A Catedral e o Bazar, ele descreveu um processo de produção inovador e descentralizado, em que as alterações no software são rapidamente entregues à comunidade. Esta, testando e avaliando o produto, estabelecem uma espécie de seleção natural em que as melhorias sobrevivem e as soluções falhas são logo identificadas. A descrição encantou os executivos da Netscape, dona de navegador de internet que havia sido destruído pela ofensiva agressiva - e anti-competitiva, segundo os próprios tribunais dos EUA - da Microsoft e seu Internet Explorer. Em 1998, Raymond foi a peça chave no processo de convencimento dos executivos da Netscape para que liberassem o código.

    O prestígio adquirido por Raymond, somado ao do carismático Linus, foram essenciais para que o movimento de código aberto (open source, em inglês) pudesse se estabelecer. Frequentemente, Stallman procurava - e procura até hoje - deixar claro que o free de free software (do termo original em inglês), não significa grátis mas livre. A confusão entre livre e grátis tornou-se a justificativa perfeita para que surgisse o termo código aberto, neutralizando a reivindicação política do movimento.

    Não há diferenças substanciais entre o que os termos software livre e código aberto pretendem definir. Ambos estabelecem praticamente os mesmos parâmetros que uma licença de software deve conter para ser considerada livre ou aberta. Ambas estabelecem, na prática, que o software deve respeitar aquelas quatro liberdades básicas que a FSF estabeleceu. Mas os defensores do termo código aberto afirmam que o termo fez com que os empresários percebessem que o software livre também pode ser comercializado. Teriam sido mudanças pragmáticas e não ideológicas.

    O próprio Richard Stallman diz não ver o grupo do código aberto como inimigo. "Nós discordamos dos princípio básicos, mas meio que concordamos com as recomendações práticas. Então podemos trabalhar juntos em muitos projetos", diz.

    O fato é que a Iniciativa do Código Aberto (Open Source Iniciative, em inglês), entidade cuja criação foi proposta por Eric Raymond, significou uma polarização de poder com a FSF de Stallman. Como ambas as entidades e o movimento como um todo só cresceram nos últimos anos, isso não significou um enfraquecimento para Stallman.

    Confunde ou explica?

    Em seu livro de ensaios, Free Software, Free Society, Stallman argumenta com razão que o termo código aberto na verdade confundiu mais do que esclareceu. "O sentido óbvio para a expressão código aberto é: 'você pode olhar o código'. Essa expressão é tão ambígua quanto o termo free software (software livre) em inglês", escreve. De fato, não basta que um usuário possa ler o código de um programa para que ele seja livre. A liberdade para olhar o código é apenas uma das quatro liberdades fundamentais.

    Stallman continua, colocando o dedo na ferida e apontando a despolitização do termo. "O principal argumento para o termo código aberto é que software livre deixa as pessoas inquietas. É verdade: ele fala de liberdade, sobre ética, sobre responsabilidade tanto quanto sobre conveniências. Ele convida as pessoas a pensar sobre coisas que elas poderiam ignorar. Isso desperta desconforto e algumas pessoas podem rejeitar a idéia por isso. Mas isso não significa que a sociedade vai ficar melhor se pararmos de falar nesses assuntos".

    Há exemplos de como o termo código aberto tem sido usado de maneira traiçoeira. Em resposta às crescentes acusações de que os clientes de seus produtos não tem acesso ao código fonte (as linhas de instruções que formam um software), a Microsoft tem respondido com o seu programa Shared Source (algo como código compartilhado). Por esse programa, a empresa mostra partes do código de seus produtos a clientes como universidades e governos. Na prática, ela torna parte de seu código aberto, o que não significa que ela se torne adepta dos softwares livres. Para isso, o código deveria ser aberto a todos - e não só à vistoria de seus clientes - e deveria ter sua execução, distribuição e modificação permitidas livremente.

    Entre a comunidade de software, ciente de que código aberto e software livre significam praticamente as mesmas recomendações, dizer um ou outro na verdade significa tomar partido de um determinado grupo e de uma certa inclinação política. Para quem acha que, além da eficiência e da estabilidade de certos programas, é preciso construir alternativas mais justas de distribuição da produção e do conhecimento, o termo software livre parece ser a melhor opção.




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20041129.html

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    Lançamento do livro sobre PHP-GTK

    by linuxdicas (20/11/2007 - 22:01)

    Lançamento do livro sobre PHP-GTK

    Gostaria de anunciar o lançamento do livro PHP-GTK, de autoria de Pablo Dall'Oglio.

    Mas antes de falar sobre o livro, gostaria de falar um pouco sobre seu autor. O Pablo, embora muito novo, é um velho conhecido, e é uma pessoa que admiro muito. Embora seja muito ocupado, nunca deixou de me atender quando precisei de uma ajuda. Ensina tudo o que sabe (e sabe muito), com muita generosidade e paciência. É também autor de um software fantástico, o Ágata Reports (http://www.agata.org.br), que é livre e muito melhor que softwares proprietários equivalentes e caríssimos.

    O livro, alem de ser único no Brasil sobre PHP-GTK, contem descrições detalhadas de como utilizar a biblioteca GTK para construir a interface gráfica de suas aplicações PHP e muitos exemplos de codigo. O livro tambem traz uma revisao sobre conceitos importantes de PHP como Classes, Heranca e conexao a Bases de Dados.

    O livro está sendo publicado pela editora Novatec (http://www.novateceditora.com.br), que é uma das maiores apoiadoras da Dicas-L, dos sistemas Rau-Tu, e que rapidamente está se tornando referência nacional para publicações sobre software livre.

    PHP-GTK Criando Aplicações Graficas com PHP

    http://www.novateceditora.com.br/livros/phpgtk http://www.temporeal.com.br/produtos.php?id=168331

    Lançamento do Portal sobre PHP-GTK

    Juntamente ao lançamento do Livro, estamos aproveitando o momento para lançar o portal www.php-gtk.org.br, que pretende ser o portal da comunidade brasileira de PHP-GTK. Para tanto, chamamos desenvolvedores em geral, para efetuar login no site e escrever artigos, bem como submeter suas aplicações ao repositório ;)

    O Portal conta com Lista de discussões e o sistema Rau-tu de perguntas e respostas também !!


    Migrando para o Linux 2.6: partes 1 e 2

    Colaboração: Caio Souza Mendes <<caio_sm (a) yahoo com br>>

    Partes 1 e 2 da série de artigos escrita por William von Hagen para a LinuxDevices, com informações sobre a migração de seu Linux para o kernel 2.6. A primeira parte discute a customização do núcleo do sistema e a segunda como migrar os drivers de dispositivos...

    Parte 1: http://www.linuxdevices.com/articles/AT3855888078.html Parte 2: http://linuxdevices.com/articles/AT4389927951.html




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20040315.html

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    Buscando Segurança Online: Gerenciando "Trolls" em um fórum feminista

    by linuxdicas (20/11/2007 - 21:44)

    Buscando Segurança Online - Gerenciando "Trolls" em um fórum feminista

    Colaboração: Sulamita Garcia

    Um fenômeno comum em grupos de discussão online é o indivíduo que provoca outros membros do grupo, frequentemente resultando em carregá-los em uma discussão infrutífera e desviando a atenção dos propósitos estabelecidos pelo grupo. Este estudo documenta um caso no qual os membros de uma comunidade online vulnerável - um fórum feminista de discussão online - foi alvo de um "troll" tentando perturbar o espaço de discussão do grupo. Nós analisamos as estratégias que fazem o troll bem sucedido e o grupo alvo ineficiente em responder ao seu ataque, no sentido de entender como este comportamento pode ser minimizado e controlado em geral. A análise sugere que fóruns feministas e outros que não são usuais são especialmente vulneráveis, já que eles precisam balancear ideais de inclusão e a necessidade de proteção e segurança, e esta tensão pode ser explorada por elementos perturbadores para criar conflitos dentro do grupo.

    Este artigo é um estudo feito por uma professora da Universidade de Indiana, com ajuda de três estudantes. Pode ser encontrado aqui: http://rkcsi.indiana.edu/archive/CSI/WP/WP02-03B.html, e tomando como base o caso de um fórum feminista que foi alvo de um troll, analisa toda esta questão. Ela "sugere várias ações pró ativas que podem prevenir um grupo de ser atacado... A primeira é educar os usuários a respeito de trolls. Trolls particularmente caçam usuários inexperientes, incluindo populações que são vulneráveis por outras razões. Administradores podem alertar usuários sobre os padrões que trolls seguem... Porque o dano é emocional e não físico, nós podemos imaginar que alertar sobre eles pode ser similar a alertar sobre trotes telefônicos ou propaganda enganosa, onde conscientizar sobre o modo de operação é frequentemente suficiente para prevenir o efeito surpresa".

    Eu gostaria de recrutar voluntários para me ajudarem a traduzir este artigo. Acho que todos temos consciência dos desgastes causados aos membros do grupo, talvez nem todos tenham consciência da freqüência que somos alvos. Mas este artigo é fantástico, tanto para ajudar nosso grupo quanto outros que sofrem do mesmo problema. É um artigo grande, de texto mesmo tem 20 páginas, mas se fizermos uma força tarefa, acho que conseguimos isto em uma semana. Quem se habilita a pegar pelo menos uma página? Eu tenho certeza que depois que começarem a ler, não vão conseguir largar. Acho que precisamos ter mais consciência do jeito que pessoas, que querem perturbar e atrapalhar grupos que os incomodam, atuam. E podemos ajudar outros grupos a se prevenirem também.

    Quem puder e quiser ajudar, por favor, entre em contato pelo mail sulamita at linuxchix.org.br

    Alguns trechos do texto:

    "Trollar se diferencia de criar flames porque o objetivo de uma flame é incitar todo e qualquer leitor, enquanto o objetivo de um troll é atingir em particular usuários ingênuos e vulneráveis. Pegar usuários inexperientes ou newbies é um objetivo comumente estabelecido por trolls."

     

    "Andrew(1996) distingue "trolls de carreira" - indivíduos que deliberadamente querem perturbar um grupo ou criar problemas para um grupo - de outros motivados pelo simples desejo de conseguir chamar atenção."

     

    "Segundo Andrew(1996), podemos identificar três critérios que definem trolls:

    1. mensagens de um remetente que parece externamente sincero,
    2. mensagens elaboradas para atrair respostas previsíveis ou flames,
    3. mensagens que desperdiçam o tempo do grupo provocando discussões inúteis."
    "Esta é uma evidência considerável que Kent era um troll - isto é, alguém que intencionalmente representa como se estivesse interessado no debate a respeito do feminismo, mas cujo motivo verdadeiro é provocar e perturbar."

     

    "Na prática, nenhuma das sugestões foram seguidas: os participantes se envolveram com Kent tentando dialogar com ele, e, quando falharam, insultando ele e aumentando o conflito, desta forma caindo na armadilha que o troll tinha preparado para eles. Ao mesmo tempo, o conflito levou membros do grupo a negociar explicitamente o que era um debate apropriado para o fórum, reforçando a identidade do grupo e levando a limites mais claros para comportamentos provocativos."

     

    "Grice(1991[1968]) observa que comunicações significativas assumem a cooperação mutua, levando os comunicantes a assumirem que os outros estão geralmente tentando ser verdadeiros, claros, consistentes,etc., mesmo que o comportamento sugira outra coisa."

     

    "A crença na universalidade do contrato social pode cegar parcialmente aqueles que não entendem as reais motivações de um troll: o desejo de atrair atenção, incluindo atenção negativa; e o desejo de exercitar controle e se sentir superior manipulando outros a caírem em uma armadilha preparada pelo troll."

     

     °v° Sulamita Garcia <sulamita at linuxchix.org.br> /(_) LinuxChix Brasil ^ ^ http://www.linuxchix.org.br/ http://sulamita.net/ 

    Programação Shell, por Júlio Neves

    Fonte: http://www.temporeal.com.br/produtos.php?id=170321&rnd=1564

    O livro de programação shell de Júlio Neves, chega à sua sexta edição, comprovando a sua qualidade e popularidade.

    O livro é a cara do Júlio, de leitura fácil, agradável, e cheio de bom humor. Com diversos apêndices incorporados - como awk, expressões regulares, CGIs e Dialog - o livro é uma referência sobre todo o ambiente Shell, com dicas e aplicações para o dia-a-dia de analistas, programadores e operadores que utilizam esses sistemas operacionais.

    O Júlio Neves publicou na Dicas-L, uma semana inteira sobre programação shell:

    Saiba mais sobre o livro




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20060622.html

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    NetLinOS: Conectividade em Redes em Linux

    by linuxdicas (20/11/2007 - 21:38)

    NetLinOS - Conectividade em Redes em Linux

    Colaboração: Ivan Passos <<ivan (a) cyclades com>>

    Eu recebi um press release do Ivan descrevendo um projeto aberto, incentivado pela Cyclades, para desenvolvimento de soluções de conectividade em redes baseadas em sistemas Linux.

    No site da iniciativa, em http://www.netlinos.org, já se encontram disponíveis vários documentos sobre o assunto, um deles criado pelo próprio Ivan Passos.

    A seguir, o texto na íntegra do press release, conforme me foi repassado pelo Ivan.


     NetLinOS Web Portal lançado para incentivar desenvolvimento de Network Appliances baseadas em Linux Fremont, CA - 12 de Junho, 2001- O NetLinOS Web Portal, o local na Internet de concentração de esforços e iniciativas relacionadas à conectividade de redes em Linux, foi lançado hoje. O Web Portal faz parte do Projeto NetLinOS, criado pela Cyclades Corporation para incentivar a consolidação das capacidades de conectividade de redes em Linux e o desenvolvimento de Network Appliances baseadas em Linux. "Queríamos criar um local na Internet onde os visitantes pudessem ver, trocar idéias sobre e contribuir com as mais recentes tendências envolvendo conectividade em Linux", comentou Ivan Passos, líder do Projeto NetLinOS. Ele completou: "a idéia não é a de competir com os atuais esforços nesta área, mas sim consolidar estes esforços através do uso de software já desenvolvido, do desenvolvimento de novos softwares e da focalização na integração de hardware e software para o desenvolvimento de produtos comerciais". O NetLinOS é baseado na visão de que mais e mais empresas integradoras de tecnologia comercializarão equipamentos de rede baseados em Linux. O NetLinOS é uma iniciativa aberta, onde as informações e o software no portal estão disponíveis para quaisquer pessoas ou empresas desenvolvendo network appliances. Além disso, contribuições da comunidade Linux são altamente bem-vindas. O objetivo é de unir esforços já existentes e também gerar novos esforços de forma que o Linux possa avançar cada vez mais no cenário de conectividade de redes. Os visitantes do Web Portal poderão aprender mais sobre a iniciativa, consultar a lista de produtos desenvolvidos e testados pelo grupo NetLinOS, incluindo tutoriais sobre como montar cada produto listado, além de acessar a base de dados de componentes de hardware e software que podem ser utilizados na criação de produtos de conectividade baseados em Linux. Há também uma seção do portal dedicada a projetos relativos a conectividade em Linux. Para obter informações adicionais sobre o NetLinOS e sobre como contribuir e participar, visite no nosso portal no endereço http://www.netlinos.org . Contatos -------- Ivan Passos <leader@netlinos.org> 



    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20010709.html

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    Como utilizar o urpmi

    by linuxdicas (20/11/2007 - 21:02)

    Como utilizar o urpmi

    Por Gustavo Sverzut Barbieri <<gustavo (a) linuxdicas com br>>

    Neste texto abordarei o que é o urpmi, como configurá-lo e como utilizá-lo. Os exemplos serão baseados no Mandrake 9.1, mas o conceito é o mesmo para outras versões, como a 9.0 e outras.

    O que é o urpmi

    As distribuições trabalham com pacotes de software, sendo os mais comuns deles o deb e o rpm. Um pacote nada mais é do que alguns arquivos, regras para que eles sejam instalados corretamente e uma relação de quais outros pacotes este pacote depende.

    Para que seja possível instalar um pacote, é necessário um software que conheça o tipo de pacote, confira as dependências e aplique as regras de instalação. Estes software são o rpm para pacotes rpm e o dkpg para pacotes deb. Só que estes software dispõe somente de recursos básicos, não fazendo coisas como fazer automaticamente o download de pacotes que faltam para resolver as dependências. É ai que entram softwares de gerenciamento de pacote, o qual tem como representante mais conhecido o apt-get da Debian.

    O urpmi é algo ao apt-get correspondente para o Mandrake, não é um clone ou uma adaptação (como rodar o apt-get no Conectiva ou RedHat), e por isso tem funções parecidas, mas não idênticas.

    Como instalar o urpmi

    O urpmi é automaticamente instalado no Mandrake, ao menos que você retirou-o da instalação. Mas caso você não o tenha e precise instalá-lo, faça-o apartir do CD-Rom de Instalação, diretório Mandrake/RPMS/, ou a partir de provedores de pacotes, como o site http://www.rpmfind.net.

    Como utilizar o urpmi

    Neste texto vou ensinar a utilizar as ferramentas de linha de comando ou modo texto, mas existem ferramentas gráficas para facilitar o uso, são elas:

    • rpmdrake é a interface gráfica para o instalador de pacotes. Ele já vem instalado por padrão no Mandrake e pode ser acessado de dentro do Mandrake Control Center

       

    • rpmdrake-remove é a interface gráfica para o desinstalador de pacotes. Ele também já vem instalado por padrão e pode ser acessado de dentro do Mandrake Control Center

       

    • urpmi.setup é uma interface gráfica que auxilia na manutenção dos provedores de pacotes.

       

      O urpmi é na verdade um dos comandos que você usará, segue uma listagem dos softwares e uma breve descrição, juntamente com um exemplo de uso. Lembre-se que mais informações podem ser obtidas usando a opção --help ou lendo a página manual do programa (man urpmi, por exemplo).

       

      urpmi Este é o principal programa a ser utilizado, ele se encarrega de instalar os pacotes, conseguir os pacotes necessários e outras funcionalidades mais.
       # Instalando o pacote emacs: urpmi emacs # Instalando o pacote emacs e resolvendo as dependências sem # lhe perguntar: urpmi --auto emacs # Instalando o pacote emacs e escolhendo de qual provedor # de pacotes você deseja pegar (mais informações sobre # provedores de pacote a seguir). Neste exemplo, pegaremos # somente pacotes do "plf" e do "updates": urpmi --media "plf,updates" emacs urpme Este é o removedor de pacotes, ele basicamente faz o processo reverso ao urpmi, perguntando se você quer que pacotes que dependam deste sejam removidos também. # Removendo o pacote emacs: urpme emacs # Removendo o pacote emacs e apagando os arquivos que # dependem dele sem lhe perguntar: urpme --auto emacs urpmq Esta ferramenta faz procuras por pacotes. # Procurando por emacs: urpmq emacs # Procurando por emacs somente no provedor de pacotes # de atualizações: urpmq --update emacs # Listando os pacotes existentes: urpmq --list # Listando os provedores de pacotes existentes: urpmq --list-media # Listando os pacotes de um provedor de pacotes existente: urpmq --list --media plf # Fazendo uma busca aproximada (--fuzzy ou -y) e também extende # a procura para as dependências do pacote (-d): urpmq -d -y wine urpmf Esta ferramenta faz procuras por arquivos fornecidos pelos pacotes, tanto os instalados quanto os disponíveis. # Procurando pelo arquivo wine.png: urpmf wine.png urpmi.addmedia Este software configura um novo provedor de pacotes. Vide o texto mais abaixo sobre Como configurar os provedores de pacotes. # Instalando o provedor de pacote "plf" que resite no servidor # de FTP ftp.easynet.fr: urpmi.addmedia plf ftp://ftp.easynet.fr/plf/9.1 with hdlist.cz urpmi.removemedia Este software remove provedores de pacotes previamente instalados. # Removendo o provedor de pacotes "plf": urpmi.removemedia plf # Removendo todas os provedores instalados: urpmi.removemedia -a urpmi.update Este software atualiza as listas de pacotes. # Atualizar a lista do provedor de pacotes "plf": urpmi.update plf # Atualizar todos os provedores instalados, exceto os discos # de CD-Rom: urpmi.update -a 
      Dos comandos citados acima, todos exceto o urpmq e urpmf precisam de permissões de super-usuário (root) para serem executados.

       

      Como configurar os provedores de pacotes

       

      A grande vantagem destes gerenciadores de pacotes é que eles fazem o download dos pacotes necessários automaticamente, mas para isso você precisa configurar uma lista de servidores de pacote, pois senão ele vai continuar querendo pegar somente do CD-Rom.

       

      Por padrão ele tenta pegar primeiro do CD-Rom e somente se existir uma versão mais nova ou se você especificar o provedor com a opção --media <nome_do_provedor> é que ele pega da internet. Só que eu, por ter uma conexão rápida com a internet, prefiro esperar um pouco ele fazer o download do pacote que procurar o CD-Rom e colocá-lo no drive, principalmente quando eu tenho que ficar trocando várias vezes de CD-Rom. Por isso meu primeiro comando num sistema recém-instalado é: urpmi.removemedia -a :-). Mas isso fica a cargo de você escolher se prefere ficar trocando CD ou esperar um pouco para ter o pacote instalado.

       

      O site Easy Urpmi é o lugar onde tem uma listagem atualizada dos servidores de pacotes disponíveis por versão de Mandrake instalados. A partir de agora, explicarei um pouco sobre o site, então acesse-o.

       

      O site é bem simples de ser utilizado, você primeiramente escolhe a versão do seu Mandrake ou coloca em Cooker se quiser utilizar a versão instável ou de desenvolvimento, ela costuma ter os pacotes mais novos, mas ela é instável e só deve ser utilizada por pessoas mais experientes. Depois escolha a arquitetura de seu computador, a maioria aqui fica com o valor i586 que significa Pentium e parecidos (AMD, Via, ...), mas se você possuir um Opteron (:-)) escolha o x86_64. Depois marque a opção Show specific sources too e clique em proceed to step 2.

       

      Nesta segunda parte escolheremos os provedores de pacotes, selecione as caixas correspondentes e tente escolher um local mais próximo ao Brasil, no dia em que foi escrito este documento (24 de Maio de 2003) existia um provedor "Brazil Brasilia", que fica na UNB. A descrição de cada item é:

       

    • main: contém os pacotes da distribuição, ou seja, os mesmos que existem no CD-Rom. Se você não gosta de ficar trocando o CD-Rom toda hora, marque este e retire os provedores que são CD-Roms.

       

    • contrib: pacotes de contribuintes, não oficiais e sem suporte, mas costumam ser muito bons. Aconselho a instalar este.

       

    • updates: contém as atualizações oficiais dos pacotes. Sempre escolha esta!

    Na terceira parte são pacotes extras, mas lembre-se de escolher o provedor plf, ele é essencial a um usuário doméstico de Mandrake. Isto porque ele contém pacotes os quais nós podemos utilizar mas que não podem ser distribuidos mundialmente pois a lei dos Estados Unidos da América (leia DMCA) não permite. Estes pacotes incluem coisas muito boas, como o MPlayer (um ótimo tocador de DVD, AVI, DivX, etc...), FreeType2 com interpretador de ByteCode (para as letras, "fontes", ficarem mais bonitas) e outras coisas boas também, portanto marque esta opção e escolha um espelho. As outras opções todas eu costumo não escolher.

    Se você for utilizar-se dos pacotes da PLF, precisa registrar a assinatura deles, para isso faça como root:

     lynx -source http://plf.zarb.org/plf.asc | gpg --import 

     

    Pressionando o botão proceed to step 3 ele vai retornar uma série de comandos a serem executados por você, copie e cole a relação de comandos (urpmi.addmedia) em um terminal, como o usuário root.

    Uma boa relação é a que segue:

     # PLF: urpmi.addmedia plf ftp://ftp.easynet.fr/plf/9.1 with hdlist.cz # Pegar a assinatura da PLF: lynx -source http://plf.zarb.org/plf.asc | gpg --import # Arquivos da Distribuição (os mesmos que no CD-Rom): urpmi.addmedia main  ftp://mirror.fis.unb.br/pub/linux/Mandrake/9.1/i586/Mandrake/RPMS  with ../base/hdlist.cz # Contribuições: urpmi.addmedia contrib  ftp://mirror.fis.unb.br/pub/linux/Mandrake/9.1/contrib/RPMS  with ../../i586/Mandrake/base/hdlist2.cz # Atualizações: urpmi.addmedia --update updates  ftp://mirror.cs.wisc.edu/pub/mirrors/linux/Mandrake/updates/9.1/RPMS/  with ../base/hdlist.cz 

    Pronto! Agora é só sair dando urpmi <programa_que_você_quiser> e ser feliz! Chega de ficar horas resolvendo dependências para instalar os programas! Só que lembra de atualizar sua lista de pacotes (urpmi.update -a) regularmente!

    Mais informações sobre o Urpmi

    Você pode obter mais informações sobre o urpmi nos seguintes sites:

    • http://www.urpmi.org página do urpmi

       

    • http://plf.zarb.org/ Página do PLF (Penguin Liberation Front)

       

      A Alca e o Software

       

      Pessoal, sabe o que eu citei que os pacotes da PLF não podiam ser distribuidos nos CDs da Mandrake pois nos Estados Unidos estes pacotes são proibidos, mas aqui no Brasil, na França e em outros países que presam por suas pessoas e não somente por suas malditas empresas, então, caso o Brasil entrar para a ALCA, todas estas leis escrotas vão entrar em vigência aqui também, acabando com nossa liberdade e outras coisas mais, como por exemplo a produção de Software nacional e inibir o nascimento de uma indústria de hardware. Se você quiser saber mais informações sobre este assunto, entre em contato com: <softwarelivre (a) rau-tu ic unicamp br> que nós do GPSL (Grupo Pró Software Livre) da UNICAMP teremos o maior prazer em lhe informar das consequências da ALCA em termos de tecnologia para o Brasil.

       

      Portanto, ALCA NÃO!

       

      OBS: Esta notícia foi traduzida para texto a partir do conteúdo disponível em: http://www.linuxdicas.com.br/modules.php?name=Sections&op=viewarticle&artid=189 Também disponível na página pessoal do autor: http://www.ic.unicamp.br/~ra008849/downloads/linux_help/urpmi.html



    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20030605.html

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    Instalação de múltiplos sistemas operacionais em um mesmo equipamento

    by linuxdicas (20/11/2007 - 20:48)

    Instalação de múltiplos sistemas operacionais em um mesmo equipamento

    Por Sergio Kneizl, 1997.

    Este texto pode ser livremente distribuido por meios eletronicos, desde que se mantenha integral e sem alteracoes (incluindo o nome do autor). Qualquer outra situacao, incluindo publicacao impressa ou traducoes, devem ser autorizadas pelo autor por escrito.

    Sugestoes e comentarios podem ser enviados para o endereco <sergiok (a) ax ibase org br>.

    Versao: Jan/1997.

    Instalacao de DOS, Windows 95 e NT, OS/2 e Linux em uma mesma maquina

    A ideia e' usar o menu de boot que vem com o OS/2, o Boot Manager (Gerenciador de Inicializacao), juntamente com o menu de boot que vem com o NT. O Linux sera' carregado a partir do DOS, porem ele nao usara' o DOS, assumindo o controle da maquina.

    Eu usei as seguintes versoes:

    • DOS 5.00
    • Windows 95 (4.00.950 em portugues)
    • Windows NT Server 3.51 em ingles (veio em uma PC Magazine)
    • OS/2 Warp 3.0 (Ou os dois primeiros discos de instalacao)
    • Linux Slackware 2.3 em CD, kernel 1.2.8

    Atencao! (depois nao fale que eu nao avisei...)

    • Sera' necessario reparticionar o disco rigido, o que significa perder todos os arquivos.

       

    • A forma com que o Windows 95 salva os nomes longos de arquivo (mais de 8_letras.3_letras) nao e' compativel com a forma do OS/2 (em FAT). O melhor e' nao misturar em um mesmo drive os dois sistemas. A forma do OS/2 e' menos invasiva (eles sao gravados em um arquivo a parte) do que a do Windows 95 (varias entradas marcadas como label de disco e invisiveis). Em um disco que tem arquivos gravados pelo Windows 95, deve-se usar apenas o scandisk e o Norton Utilities feitos para o 95, senao voce podera' perder todos os nomes longos. Como o Linux grava diretamente no disco e supoe a estrutura antiga, sem nomes longos, e' melhor nao gravar nomes longos do 95 no direto- rio dele. Seguindo os passos abaixo, o disco do Linux nao estara' visivel para o Windows 95.

       

    • Nao instale programas compressores de disco. Eles trocam alguma perda de desempenho por mais espaco de disco. Depois, em sistemas realmente multitarefa, a perda e' mais notada do que em DOS (estes compressores aproveitam o tempo que o DOS ia desperdicar, esperando os dados chegarem do disco, para descomprimir. Sistemas de verdade aproveitam esse tempo para rodar outros programas). Mas se nao quiser seguir o meu conselho, nao comprima o drive onde os sistemas estao, separe uma particao para isso. Existe uma versao do Stacker para DOS e OS/2, so' que para instalar no OS/2 tem que fazer boot pelo DOS (sem comentarios) e por causa disso o drive do OS/2 deve estar em FAT (a nao ser que voce instale ele editando os arquivos de sistema...)

       

    • Recomendo a instalacao do OS/2 em uma particao separada, formatada em HPFS. O HPFS e' um sistema de arquivos diferente e mais rapido. E o aumento de velocidade e' maior com o proprio OS/2. So' que um drive com o HPFS nao pode ser acessado por outros sistemas, entao neles o drive nao aparece. Por causa disso, o drive com HPFS deve ser o ultimo (evita que drives mudem de letra quando voce carregar um outro sistema). Porem, o HPFS deve ser usado apenas para maquinas com mais de 8 MB de memoria. Obs.: O HPFS e' reconhecido pelo NT 3.51, mas parece que o suporte a ele foi removido do NT 4.0 (o OS/2 e' do concorrente...).

       

    • O Windows NT tambem tem um sistema de arquivos proprio, o NTFS, que tambem pode ser instalado. Assim como o HPFS do OS/2, o drive so' podera' ser acessado pelo NT e deve ser o ultimo. Eu nao tentei usar.

       

    • Quando formatamos um drive pelo DOS ou pelo Windows 95 (estrutura FAT), o espaco livre e' dividido em pedacos fixos chamados clusters. Conforme um arquivo vai aumentando de tamanho, o DOS vai associando clusters ao arquivo. Isso quer dizer, por exemplo, que um arquivo de um byte gastara' um cluster inteiro. O tamanho do cluster depende do tamanho total do drive. Veja a seguinte tabela:

       

       Tamanho do disco Tamanho do Cluster 1GB < t 32K ou mais 512MB < t <= 1GB 16K 256MB < t <= 512MB 8K 128MB < t <= 256MB 4K t <= 128MB 2K ou menos 
      Quer dizer, um disco de 1.2GB com 9000 arquivos de um byte ocupa 9000 * 32K, ou 281 MB ! Isso e' 23 por cento do disco todo! Detalhe: a primeira instalacao que fiz do Linux tinha 9000 arquivos ... Para simplicidade do texto, eu estou ignorando isso aqui. Se quiser, divida o espaco livre em varias particoes de 512 MB. No HPFS do OS/2, o tamanho do "cluster" e' sempre 0.5K.

       

    • Cada disco rigido fisico tem quatro "slots" para particoes, sendo que todas as particoes logicas estendidas ocupam um unico "slot". O menu de boot do OS/2 gasta um destes "slots". Assim, em um mesmo disco rigido, nao sera' possivel criar mais particoes primarias alem das que eu explico aqui. Em um outro disco rigido, tambem podemos instalar particoes primarias e particoes logicas. A que ja' vem instalada de fabrica e' sempre uma particao primaria. As letras dos drives sao atribuidas da seguinte forma: primeiro todas as primarias de cada disco rigido, depois as logicas de todos os discos rigidos. Assim, se instalarmos depois um novo disco rigido, como a particao dele e' primaria, ele vai aparecer no meio dos drives existentes, e varios deles vao mudar de letra. Isso pode ser resolvido se apagarmos a particao primaria do disco novo e recriarmos ela como uma particao logica.

       

    • Por que estou tentando evitar que drives mudem de letra? E' porque alguns programas nao irao funcionar depois que o drive onde eles estao instalados mude. Isto acontece com a maioria dos programas para Windows, mesmo que o path no icone seja consertado.

    Passos para a instalacao dos sistemas:


     

    1. Boot com os discos de instalacao do OS/2 :
    2. Disco de instalacao (sem numero)
    3. Disco numero 1
    1. Se perguntar sobre instalacao facil ou avancada, escolher a instalacao avancada.

       

    2. Vai avisar que o OS/2 sera' instalado no drive C, perguntando se quer aceitar a unidade, ou especificar uma unidade/particao diferente. Pedir outra unidade/particao. Vai aparecer (depois do aviso) o FDISK do OS/2.

       

    3. Apagar todas as particoes. Pressionar ENTER sobre uma particao para ver as opcoes, uma delas serve para eliminar a particao. Deve sobrar uma unica linha infor- mando o espaco livre.

       

    4. Criar particao do menu. Pressionar ENTER sobre a linha de espaco livre, pedir para instalar o gereciador de inicializacao (ou boot manager) no inicio do espaco livre. Ele vai ocupar de um a dois megabytes.

       

    5. Criar a particao que contera' o DOS (e, se quiser, o Linux tambem). Sera' o drive C quando fizer boot com o DOS. Pressionar ENTER sobre a linha de espaco livre, pedir para criar uma particao primaria no inicio do espaco livre. Escolher um tamanho suficiente para o DOS e o Linux.

       

    6. Criar a particao que sera' usada para carregar (boot) o Windows 95 (e, se quiser, o Windows NT tambem): Sera' o drive C quando fizer boot pelo Windows 95 (e NT). Pressionar ENTER sobre a linha de espaco livre, pedir para criar uma particao primaria no inicio do espaco livre. Escolher um tamanho minimo de 6 MB (boot pelo drive C e Windows 95 instalado no D) ou mais, se quiser instalar os arquivos do Windows 95 e/ou NT neste drive.

       

    7. Criar a particao de programas. Sera' o drive D. Pressionar ENTER sobre a linha de espaco livre, pedir para criar uma particao logica estendida ocupando todo o espaco restante. Ou entao, se quiser criar uma outra particao para instalar o OS/2, crie no inicio do espaco livre e desconte o tamanho ocupado pelo OS/2.

       

    8. Criar a particao do OS/2 (se for o caso). Sera' o drive E, aparecera' apenas no OS/2 e no NT 3.51 se for formatada com HPFS. Pressionar ENTER sobre a linha de espaco livre, pedir para criar uma particao logica estendida ocupando todo o espaco restante.

       

    9. Incluir as particoes de boot no menu. Pressionar ENTER sobre cada particao primaria e pedir para incluir ela no gerenciador de inicializacao (boot manager). Vai abrir uma janela para digitar o nome que ira' aparecer no menu. Caso va' instalar o OS/2, fazer o mesmo com a particao onde ele sera' instalado.

       

    10. Indicar a particao onde sera' instalado o OS/2 (se for o caso). Pressionar ENTER sobre a particao onde sera' instalado o OS/2. Escolher a opcao para marcar a particao como instalavel.

       

    11. Acertar a forma como o menu sera' apresentado. Pressionar ENTER em qualquer particao. Escolher a opcao de definir os valores de inicializacao. No menu que vai aparecer, pressionar ENTER na opcao de modo para passar ao modo normal. Na opcao de tempo de espera, recomendo 10 segundos. Esse e' o tempo que o menu vai ficar esperando voce escolher um outro sistema. Se voce nao fizer nada, depois desse tempo a ultima opcao escolhida e' usada. Pressionar F3 para confirmar os novos valores.

       

    12. Salvar as novas particoes. Pressionar F3. Se voce nao vai instalar o OS/2:
    13. vai aparecer um aviso que nenhuma particao foi definida como instalavel e pode ser ignorada. Escolher "salvar e sair".
    14. quando pedir para inserir o disco do OS/2, pode retirar os discos do drive e apertar o botao de reset. Continue no passo 15. Se voce vai instalar o OS/2, ponha o disco pedido no drive e...

       

    15. Instalar o OS/2 (se for o caso) Ele vai avisar que a particao do OS/2 sera' formatada e vai perguntar se usa a estrutura FAT (do DOS) ou a HPFS (do OS/2). Se vai usar uma particao em separado so' para o OS/2, eu recomendo usar HPFS.

       

    16. Instalar o DOS.
    17. Rebootar a maquina sem o disquete no drive. Quando aparecer o menu, ir para a opcao do DOS e pressionar ENTER. Ele vai mostrar uma mensagem de erro, porque o DOS nao esta' instalado, mas vai ativar a particao primaria que sera' o drive C.
    18. Colocar o primeiro dos discos de instalacao do DOS no drive A e pressionar CTRL-ALT-DEL.
    19. Instalar o DOS normalmente. Ele vai formatar todos os drives que encontrar, e com a estrutura FAT (voce nao tem escolha, e e' por isso que o OS/2 deve ser instalado primeiro).

       

    20. Reativar o menu de boot.
    21. Reiniciar a maquina (reset, CTRL-ALT-DEL) sem disquete no drive. Vai entrar o DOS direto, sem o menu.
    22. Chamar o FDISK. Pedir para definir a particao ativa. Marcar a menor particao, provavelmente nao-DOS, como a particao ativa. Salvar a alteracao.

       

    23. Instalar o Windows 95 (se for o caso).
    24. Rebootar a maquina sem o disquete no drive. Quando aparecer o menu, ir para a opcao do Windows 95 e pressionar ENTER. Ele vai mostrar de novo a mensagem de erro, ativando a particao primaria que sera' o drive C. Esta outra particao ainda nao esta' forma- tada.
    25. Fazer o boot antes da instalacao.
    26. Se for o Windows 95 para maquinas sem sistema, vira' um dis- quete a mais de boot. Colocar este disquete no drive e pressionar CTRL-ALT-DEL. Ele deve iniciar a instalacao.
    27. Se for um Windows 95 para maquinas com sistema (versao de atualizacao/upgrade) nao existe um disco de boot. Colocar o disco de boot do DOS no drive A e pressionar CTRL-ALT-DEL. No prompt do DOS, digitar "format c:", trocar o disquete pelo primeiro disco do Windows 95, e digitar "instalar" (se for a versao em portugues) ou provavelmente "install" se for a versao em ingles.
    28. Continuar a instalacao. Se o drive C foi criado apenas para o boot, instalar o Win 95 para um diretorio do drive D.
    29. O Windows 95 vai avisar que existe o Boot Manager/Gerenciador de Inicializacao na maquina, que ele nao vai poder funcionar com o Windows 95, etc. Nao se impressione, isso e' mentira. O menu sera' reativado depois.

       

    30. Reativar o menu de boot.
    31. Reiniciar a maquina (reset, CTRL-ALT-DEL) sem disquete no drive. Vai entrar o Windows 95 direto, sem o menu.
    32. Abrir uma janela DOS. Clicar no botao Iniciar no canto inferior esquerdo da tela (ou Start). Escolher a opcao "Programas" e depois a opcao "Prompt do MS-DOS".
    33. Chamar o FDISK. Pedir para definir a particao ativa. Marcar a menor particao, provavelmente nao-DOS, como a particao ativa. Salvar a alteracao.

       

    34. Instalar o Windows NT (se for o caso). Se, ao instalar o Windows NT, ele perceber que o Windows 95 ja' esta' instalado, ele inclui um outro menu para escolher entre os dois sistemas. Assim, passaremos por dois menus para carregar o Windows 95 ou o Windows NT.
    35. Reiniciar a maquina e escolher a opcao do Windows 95. Isso vai ativar o drive C que carrega ele.
    36. Reiniciar a maquina novamente com os discos de boot no NT. Eles podem ser gerados a partir do proprio CD com o winnt.exe. Eu tive problemas com o suporte ao drive A durante a instalacao, entao eu tive que instalar sem disquetes (acho que usei "winnt /b")
    37. Instalar normalmente.

       

    38. Instalar o Linux (se for o caso). O Linux pode ser instalado em uma particao separada, com a estru- tura de arquivos dele proprio, ou em uma particao FAT. No meu caso, instalei em uma particao FAT junto com o DOS, e tambem porque nao era possivel ter uma outra particao primaria para ele (estava usando um disco rigido apenas). Esta particao tambem fica invisivel para o Windows 95, entao ela nao tera' os nomes longos do 95.

       

      Eu usei o Linux Slackware 2.3 em CD (kernel 1.2.8). Eu nao conse- gui instalar a partir do CD, entao copiei o subdiretorio de instalacao para o disco rigido. Os dois disquetes de instalacao que gerei foram o Rootdisk para instalar o Linux em um subdiretorio de uma particao DOS e o Bootdisk IDE-CD (IDE/ATAPI). Eu usei o lodlin15.zip, Loadlin v. 1.5 que veio com o CD e serve para carregar o Linux a partir do DOS. O DOS nao sera' usado para o funcionamento do Linux. Descompacte ele e use o seguinte

    Linux.bat :

     rem Habilite a linha abaixo se o smartdrv estiver sendo usado REM smartdrv /C REM Retirei o vga=3 depois do rw mas nao sei para que serve c:linuxrootloadlin c:linuxvmlinuz root=/dev/hda3 rw 

    O CD vem tambem com o Lilo, que inclui o Linux no menu de boot do OS/2, mas nao tentei usar.




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/19970702.html

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    Mind Mapping, sua nova mania!

    by linuxdicas (20/11/2007 - 20:45)

    Mind Mapping, sua nova mania!

    Colaboração: Marcos Vinicius M. Da Silva Junior

    O freemind é um software de mind mapping. Você deve estar se perguntando...mas que diabos é mind mapping!? Mind mapping consiste num processo de anotação e organização de idéias soltas. Essa técnica é muito útil para profissionais de criação e gerenciamento: gerentes de TI, gerentes de projeto, programadores, etc.

    O freemind, em especial é um software escrito em Java, e que eu utilizo muito, pois ao meu ver, é um dos mais completos aplicativos de maind mapping for linux.

    Um dos diferenciais bacanas do freemind é que você pode criar uma estrutura e salva-la na extensão .mm própria do freemind, exportar para .pdf ou ainda gerar um .html. Não é show!?

    Outra aplicabilidade interessante do freemind, é que você pode montar palestras, treinamentos e utiliza-lo em reuniões. De forma que possa organizar os assuntos, e gerencia-los ao decorrer da atividade. Evitando passar o carro na frente dos bois ;-)

    Para obter o freemind, você pode instala-lo via apt, ou baixando o pacote de http://freemind.sourceforge.net. Para instalar o freemind via apt, rode num terminal:

     # apt-get install freemind 

     

    Pronto. Nosso software de mindmapping já esta instalado :-) e pronto para ser usado.

    Para chamar o freemind basta digitar freemind no terminal.

     # freemind 

     

    Bom, a dica vai ficando por aqui. Espero que faça bom proveito dos recursos do Freemind. Você poder visitar a página oficial do Freemind, para conhecer mais estes recursos.

    http://freemind.sourceforge.net/wiki/index.php/Main_Page

    Saiba mais também sobre a técnica do Mindmapping e o Freemind em:




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20060802.html

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    Tutorial sobre Acesso Dial-up em Slackware Linux

    by linuxdicas (20/11/2007 - 20:24)

    Tutorial sobre Acesso Dial-up em Slackware Linux

    Colaboração: <enderson (a) fiat com br> Enderson Fabian de

    No endereço http://www.interprov.com.br/LinuxToISP/ está disponível para download um tutorial sobre configuração de sistemas Slackware Linux para acesso à Internet através de linha discada.




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/19990908.html

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    Monopólio da cultura em declínio

    by linuxdicas (20/11/2007 - 20:18)

    Monopólio da cultura em declínio

    © Rafael Evangelista

    Livro líder de vendas nos EUA está disponível na internet. Fenômeno comprova a tese de que estar na rede não derruba as vendas. Pode até ajudar

    Em 1999, fascinado com a internet e o fenômeno mp3, David Bowie já declarava ao diário inglês The Guardian: "A maneira como a nossa sociedade quebra os parâmetros tem levado à desintegração da propriedade intelectual". Mas, ao que parece, isso não afeta os negócios. Ao contrário, cada vez mais a rede é usada para a divulgação e distribuição de obras artísticas. O que é interpretado pela conservadora indústria como o caos, tem se mostrado como o paraíso para os artistas independentes.

    O fato novo que comprova a tese não foi produzido por artistas, mas é mais uma evidência que se acumula de que a disponibilização online de obras não necessariamente derruba as vendas no mundo real. Surpreendentemente, um documento público, que pode ser baixado gratuitamente na rede, está, há nove semanas, no topo da lista dos livros mais vendidos do New York Times.

    É claro, 9/11 Comission Report, o documento que relata as conclusões da comissão parlamentar que investigou a responsabilidade do governo Bush sobre o 11 de setembro, tem um apelo próprio, maximizado pelo período eleitoral. O livro que o secunda na lista de não-ficção em brochura trata das experiências de uma professora no Irã - Reading Lolita in Tehran - e os dois líderes da lista de não-ficção em capa dura são ataques a Bush e a Kerry - The Family e Unfit for Command, respectivamente. Mas o fato mostra que estar de graça na internet não arruína as vendas de ninguém.

    Grata surpresa

    As grandes vendas assustaram os editores da editora Norton, responsável pela publicação. Nas livrarias ao preço de US$ 10, o relatório já ultrapassou a marca de 600 mil exemplares. "Ninguém antecipou as vendas nesse nível", declarou a editora de publicidade da Norton, Louise Brockett, à revista Wired.

    O fenômeno vai na contramão dos chamados e-books, os livros vendidos para serem lidos online. Embora as vendas tenham aumentado 28% neste ano, as cifras mundiais permanecem tímidas: US$ 3,23 milhões, quase nada se comparado ao mercado bilionário de livros em papel.

    Na ficção, mais dificuldades

    Poucas pessoas parecem se animar em pagar para ler na tela. O autor de romances de terror, Stephen King, por exemplo, teve uma experiência traumática - para ele e principalmente para seus fãs. Depois de comemorar as grandes vendas do romance Ridding the Bullet, um pequeno conto escrito quando convalescia de um acidente quase fatal e que foi vendido por US$ 2,50, King aventurou-se a escrever um livro em capítulos que seriam publicados gradualmente, The Plant. Depois de apenas 46% dos leitores terem feito o pagamento - que era voluntário - pelo quarto capítulo, o autor interrompeu a publicação no sexto, que já estava escrito. Quem pagou ficou furioso por ter comprado um livro sem final.

    Ao mesmo tempo, escritores independentes e alternativos começam a liberar seus conteúdos online. Ted Nace, autor de Gangs of America, um livro que examina as raízes da cultura corporativa estadunidense, está disponível na internet e nas livrarias. Como não poderia deixar de ser, o pai da licença Creative Commons - aquela que autoriza o compartilhamento de obras protegidas por direito autoral -, Lawrence Lessig, também oferece para download sua última obra, Free Culture, embora seus livros anteriores continuem nas mãos da editora.

    Em português, obras técnicas

    No Brasil, literatura online em profusão somente com direitos autorais vencidos, ou seja, apenas obras antigas. O quadro muda um pouco quando o assunto são teses acadêmicas e livros técnicos. Univesidades como a Unicamp e sua Biblioteca Digital fazem um esforço de convencimento para que os alunos de mestrado e doutorado ofereçam dissertações e teses a todos. Já o projeto Scielo, mantido por fundações de apoio à pesquisa, oferece revistas de todas as áreas da ciência.

    Uma experiência interessante, embora modesta, foi realizada pelo programador Aurélio Marinho Jargas, autor do Guia de Expressões Regulares, um livro sobre termos usados nos sistemas operacionais Linux, Unix e Windows. Ele colocou o livro em sua página pessoal, embora também possa ser encontrado em livrarias. Lançado em agosto de 2001, já vendeu mais de 1,5 mil cópias, marca que o autor comemora. "Pessoalmente, como programador que por acaso escreveu um livro, vender um exemplar por dia, durante quase 3 anos, é um marco. Sinto que essa empreitada foi um sucesso completo", afirma ele na página onde publica um gráfico com as vendas. "Na média, ganho mais R$ 50 por mês em direitos autorais. Acredita? Com Expressões Regulares! Quem diria que isso é vendável? E continua vendendo e rendendo, num ritmo constante", completa.

    Download de mp3 não afeta venda de CDs

    No mundo da música, até pesquisadores da Universidade Harvard e da Carolina do Norte já mostraram que os programas de trocas de arquivos não afetam as vendas. Em março deste ano, dois pesquisadores dessas universidades publicaram um estudo, feito durante 17 semanas de 2002, em que foram cruzados dados sobre a venda de discos e downloads feitos. A conclusão foi que o efeito de um sobre o outro é estatisticamente zero e que os usuários que baixam os arquivos na rede não comprariam os discos mesmo se as músicas não estivessem disponíveis. Mesmo assim, os processos e as multas contra os usuários continuam.

    Até agora, quem tem feito um melhor uso da internet são as gravadoras independentes, que usam a rede para superar a dificuldade de distribuição dos CDs e a verba reduzida para o marketing. A banda pernambucana Mombojó usou essa estratégia e conseguiu grande destaque na grande imprensa e mais contatos para shows. Segundo declarou o empresário da banda, Luciano Meira, ao site Cultura e Mercado, primeiro a banda começou a ser citada por um grande número de blogs, já que as músicas estavam disponíveis para resenha, o que foi criando um movimento até atingir os maiores veículos. O empresário cita o caso da banda como uma comprovação do que foi afirmado pelos pesquisadores estadunidenses. "Temos muitos e-mails de pessoas que comentam ter baixado uma ou algumas músicas no site e daí terem decidido comprar o CD, aliás, muito em consonância com estudos recém-realizados a este respeito".

    Outro que resolveu oferecer livremente suas músicas foi B Negão, ex-vocalista do Planet Hemp. Todas suas músicas de seu disco mais recente, Enxugando Gelo, estão disponíveis em copyleft. Ele usa o site do Centro de Midia Independente para oferecer as músicas."Você já ouviu falar em copyleft? Pois é...se informe sobre esse novo método de compartilhar idéias e conhecimento", diz ao fazer o link. Ainda no cenário nacional, uma das gravadoras a estratégia de distribuição de "amostras" de álbuns é a Trama, que oferece algumas - poucas - músicas de seus principais artistas e mantém o Trama Virtual. Lá, as bandas independentes podem oferecer suas músicas em um espaço controlado pela empresa.

    Como nos EUA houve o maior número de processos e até prisões de usuários de usuários de sistemas de trocas de arquivos, o confronto com a associação das gravadoras é mais saliente. Muitas das gravadoras de música alternativa e independente já se dizem parte das campanhas em favor da não criminalização do download. "Vamos provar a todos que o download pode ajudar os artistas e não prejudicá-los", diz a Go-Kart, que reúne artistas como os Buzzcocks e Lunachicks. Ela oferece o álbum completo de algumas bandas e pede que os fãs apóiem os artistas, comprem o disco e assistam o show.

    Quem manda são as gravadoras

    A decisão sobre compartilhar ou não parece parece que não está nas mãos dos artistas e sim das gravadoras. Mesmo que tenham se declarado contra a política das gravadoras ou afirmado apoio ou ao copyleft ou às licenças da Creative Commons, a maior parte do catálogo de nomes como Pearl Jam, Beastie Boys, David Byrne, REM e outros continua fechada. No máximo, alguns desses artistas conseguem a liberação de direitos da gravação não-oficial de seus shows.

    Nem o ministro da cultura Gilberto Gil conseguiu a liberação de três de suas músicas com a licença da Creative Commons. Sua gravadora, a Warner, não permitiu que Refazenda, Refavela e Realce fossem liberadas para download gratuito, como estipula a licença. Gil teve, então, que oferecer Oslodum, cujos direitos pertencem a ele.

    Essa mesma licença, que também permite que trechos da música sejam usados para construir novas canções, regulará os direitos de um CD com a participação do ministro, que a revista Wired deverá lançar em novembro. Ele foi gravado durante um show em Nova Iorque, do qual também participaram David Bowie e os Beastie Boys e foi transmitido pela internet.

    Tanta agitação no mundo da cultura mostra como a arte proprietária vagarosamente dá espaço a formas mais livres de expressão, sem ameaçar o sustento de ninguém. Parece que, em breve, assim como o software livre já substitui com vantagens o software proprietário, ninguém mais precisará da arte que não seja livre.

    Para ler:

    Para ouvir:




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20041002.html

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    Decisão do STJ quanto a software

    by linuxdicas (20/11/2007 - 19:51)

    Decisão do STJ quanto a software

    Colaboração: Alexandre C Ferrari <<ferrari (a) adv oabsp org br>>

    Estou encaminhando hoje uma mensagem que recebi do Dr. Alexandre Ferrari sobre uma decisão do Superior Tribunal de Justiça com relação a software. O Dr. Alexandre Coutinho Ferrari, é autor do livro Proteção Jurídica de Software, publicado pela Novatec (http://novateceditora.com.br/livros/protecaojuridica/) e criador da lista GPL-BR que visa estabelecer um canal de comunicação entre advogados e programadores com o intuito de criar uma licença GPL adequada à realidade judiciária do Brasil.

    Os dados da GPL-BR são os seguintes:

     Enviar mensagem: GPL-BR@yahoogrupos.com.br Assinar: GPL-BR-subscribe@yahoogrupos.com.br Cancelar assinatura: GPL-BR-unsubscribe@yahoogrupos.com.br 

     

    A seguir, a mensagem do Dr. Alexandre:


    Abaixo consta o resumo do STJ de um recurso que envolve software.

    Notem que no começo entenderam que deveriam adotar o Código Civil, só na última Instância (última forma de se recorrer ao tribunal, último dos recursos) é que conseguiram fazer emplacar a Lei atinente ao assunto.

    Isso que estamos falando de Lei, sequer em peculiaridades do software.

    Envolveram (judiciário) até concorrência desleal no assunto, que chega a ser um absurdo.

    Só no fim que entenderam em aplicar as Leis corretas, sendo a de Software e Direitos Autorais.

    Notem que o software foi colocado como uma criação, como uma obra de arte mesmo.

    Depois aplicaram as multas da Lei de Software.

    Isso mostra o quê ?

    Que o judiciário mal sabe sobre as Leis acerca de Software e muito menos deve saber sobre o próprio software. Muito será necessário para se poder, um dia, ter uma sentença rápida e correta sobre o tema.

    O que acabaria dando se envolvessem peculiaridades de uma GPL ? Conceitos jamais vistos pelo nobre julgador ?

    Eu sempre coloquei isso: se não há regra específica, incorre na regra do geral !

    No geral é Direito Autoral, ou seja, a GPL seria esmagada pela mediocridade e desconhecimento.

    É mais fácil fazermos uma adaptação para nós mesmos, trazendo o mínimo de segurança, para que no amanhã possamos recorrer ao judiciário e sermos agraciados com atenção correta.

    É sempre bom lembrar que depender do judiciário não é apenas correr risco de não se ter um fim alcançado, mas o tempo e o dinheiro nisso envolvido também é importante.

    Uma licença imediata assegurará o futuro !!

    Ah, notem o ano da ação, ela é de 1998, ou seja, 5 anos atrás...

    Quem sabe não já não há algumas ações envolvendo a GPL e só ficaremos sabendo disso daqui alguns anos ? Só serão publicadas, se houver, no final de tudo, que pode passar dos 5 anos inclusive.

    Então, volto a dizer, se é de graça a licença e está correta pela lei (a nossa GPL-BR) por que não usar ? por que fazer tanta força (como vários que enviaram e-mails para mim e para algumas listas) e negar o inevitável ?

    A licença será feita, será gratuita e quem usar não terá problema algum, mas terá boas proteções !

    O texto que me refiro segue abaixo !

    Abraços !

    Alexandre Coutinho Ferrari

    "Um clássico é um livro que nunca acaba de

    dizer o que tem para dizer." Italo Calvino


    13/05/2003 -

    STJ considera software obra intelectual e condena acusados de pirataria a pagar danos materiais

    O software, ou programa de computador, é obra intelectual. Por esse motivo, o direito sobre o software deve ser equiparado, para efeitos judiciais, ao direito autoral (direito sobre obra intelectual), e não à propriedade industrial. O entendimento unânime é da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os ministros condenaram Reinaldo Machado e a empresa The Best Marketing e Serviços Ltda, do Rio de Janeiro, a indenizarem a NVL Software e Multimídia Ltda, por danos materiais, com o valor correspondente a três mil exemplares do produto pirateado acrescidos da quantidade que foi apreendida. A The Best e Reinaldo Machado foram acusados pela NVL de piratear e comercializar softwares produzidos pela autora da ação.

    Segundo a relatora do processo, ministra Nancy Andrighi, com a inclusão do software no conceito de obra intelectual, para quantificar danos materiais por pirataria e comércio irregular, deve ser aplicado o artigo 103 da Lei 9.610/98, e não a regra prevista no artigo 159 do Código Civil. "Se o direito de propriedade industrial, como positivado no Brasil, expressamente rechaça proteção ao software, não resta outra solução senão a de aceitá-lo enquanto modalidade de direito de propriedade intelectual (autoral), pois do contrário ficaria o seu titular despido de qualquer proteção jurídica a reprimir atos de contrafação", destacou a relatora.

    A ação teve início em junho de 1998, quando a NVL Software recorreu à Justiça contra a The Best e seu representante legal à época, Reinaldo Machado.Segundo a NVL, ela teria contratado a The Best e Reinaldo Machado para a elaboração e execução de um projeto de marketing sobre os seus software, como por exemplo, o CD-Rom "Aprendendo Windows 95, Windows 3.1, Excel 7.0, Word 7.0 e Access 7.0", conhecido como "Cinco em um".

    De acordo com o processo, um dos sócios da The Best se interessou pelo produto e promoveu a alteração do contrato social da empresa de marketing para incluir a possibilidade de comercialização de software. Por meio do contrato com a NVL, a The Best comercializou o software produzido pela NVL e, segundo a empresa de informática, com o fim do estoque, a The Best, provavelmente, começou a piratear o produto (CD-Rom) para manter o comércio. No entanto, a The Best não teria quitado os valores acordados com a NVL e, ainda, teria deixado de apresentar a movimentação contábil com as vendas.

    Segundo a NVL, alguns produtos começaram a apresentar defeitos e, a partir daí, ficou comprovada a pirataria praticada pela The Best. Indignada, a NVL propôs a ação para que a Justiça proibisse a empresa de marketing de continuar fraudando e comercializando seus produtos, sob pena de multa diária. A NVL também exigiu uma indenização por perdas e danos.

    O Juízo de primeiro grau acolheu parte do pedido determinando à The Best e a Reinaldo Machado o pagamento de danos materiais à NVL calculados com base no dobro de tudo que tenham obtido com o comércio irregular dos produtos da empresa de software. A sentença teve por base o artigo 159 do Código Civil. A NVL apelou afirmando que a indenização deveria ser determinada de acordo com o artigo 103, parágrafo único, da Lei de Direito Autoral (9.610/98), e não pelo artigo 159 do Código Civil. A empresa de software também reiterou o pedido de danos morais.

    O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido mantendo a sentença. Para o TJ-RJ, estaria correta a fixação dos danos materiais pelo artigo 159 do Código Civil. O Tribunal também entendeu não estar caracterizado o dano moral, pois a pirataria e a concorrência desleal alegadas não seriam capazes de afetar a imagem da pessoa jurídica (NVL). Diante do julgamento, a NVL recorreu ao STJ reiterando seu pedido de modificação dos danos materiais e concessão dos morais. Segundo a empresa, as decisões anteriores estariam divergindo de julgados do STJ que teriam admitido a reparação de danos morais à pessoa jurídica.

    No STJ, a Terceira Turma concedeu parte do recurso para modificar as decisões de primeiro e segundo graus quanto aos danos materiais. Os ministros, seguindo o voto da relatora Nancy Andrighi, determinaram o cálculo dos danos materiais pela Lei 9.610/98, com o entendimento de que o software possui natureza jurídica de direito autoral. Com relação aos danos morais, a Turma entendeu que a empresa não demonstrou a semelhança dos julgamentos do STJ apontados no recurso com o pedido da empresa de software e, por esse motivo, prevalece a decisão que negou os danos morais.

    Fonte:

    http://www.stj.gov.br/webstj/Noticias/detalhes_noticias.asp?seq_noticia=7950




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20030602.html

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    Usando o Samba como controlador de domínio (PDC) - Parte 2

    by linuxdicas (20/11/2007 - 19:35)

    Usando o Samba como controlador de domínio (PDC) - Parte 2

    Colaboração: Carlos E. Morimoto

    Logando Clientes Windows

    Neste ponto a configuração do servidor Samba está pronta. Falta apenas configurar os clientes Windows para efetuarem logon no domínio.

    Nem todas as versões do Windows suportam este recurso. Como controladores de domínio são usados principalmente em redes de médio ou grande porte em empresas, a Microsoft não inclui suporte no Windows XP Home e no XP Starter (também chamado jocosamente de "Miserable Edition"), de forma a pressionar as empresas a comprarem o XP Professional, que é mais caro.

    A configuração muda de acordo com a versão do Windows: No Windows 2000, acesse o "Meu Computador > Propriedades > Identificação de rede > Propriedades". Coloque aqui o nome do computador (que precisa ser um dos logins de máquinas adicionados na configuração do Samba) e o nome do Domínio, que é definido na opção " workgroup =" do smb.conf. Para ter acesso a esta opção você deve estar logado como administrador.

    Na tela de identificação que será aberta a seguir, logue-se como "root", com a senha definida no Samba. É normal que a conexão inicial demore dois ou três minutos. Se tudo der certo, você é saudado com uma mensagem "Bem-vindo ao domínio DOMINIO".

    É necessário identificar-se como root ao fazer a configuração inicial, para que seja criada a relação de confiança entre o servidor e o cliente. A partir daí aparece a opção opção "Efetuar logon em: DOMINIO" na tela de login, permitindo que o usuário faça logon usando qualquer uma das contas cadastradas no servidor. Continua disponível também a opção de fazer um login local.

    No Windows 98 ou ME: Comece logando-se na rede (na tela de login aberta na inicialização) com o mesmo usuário e senha que será usado para fazer logon no domínio. Acesse agora o "Painel de Controle > Redes > Cliente para redes Microsoft > Propriedades". Marque a opção "Efetuar Logon num domínio NT", informe o nome do domínio e marque a opção "Efetuar logon e restaurar conexões". Ao terminar, é preciso fornecer o CD de instalação e reiniciar a máquina.

    Note que as máquinas com o Windows 98/ME não são compatíveis com todos os recursos do domínio, elas acessam o domínio dentro de uma espécie de modo de compatibilidade, onde podem acessar os compartilhamentos, mas não têm acesso ao recurso de perfis móveis, por exemplo.

    No Windows XP Professional o procedimento varia de acordo com a versão do Samba usada. Se você está usando uma versão recente do Samba, da versão 3.0 em diante, a configuração é bem mais simples, basta seguir os mesmos passos da configuração no Windows 2000.

    Se por outro lado você ainda está usando o Samba 2.x, a configuração é um pouco mais complicada. Comece copiando o arquivo "/usr/share/doc/samba-doc/registry/WinXP_SignOrSeal.reg" (do servidor), que fica disponível ao instalar o pacote "samba-doc". Esta é uma chave de registro que precisa ser instalada no cliente.

    Acesse agora as propriedades do "Meu Computador" e na aba "Nome do Computador" clique no botão "ID de rede". Será aberto um Wizard que coleta o nome do domínio, nome da máquina e login de usuário. Lembre-se que é necessário efetuar o primeiro logon como root.

    Se não der certo da primeira vez, acesse o "Painel de controle > Ferramentas administrativas > Diretiva de segurança local > Diretivas locais > Opções de segurança" e desative as seguintes opções:

    • Membro do domínio: criptografar ou assinar digitalmente os dados de canal seguro (sempre)
    • Membro do domínio: desativar alterações de senha de conta da máquina
    • Membro do domínio: requer uma chave de sessão de alta segurança (Windows 2000 ou posterior)

    Para confirmar se os clientes estão realmente efetuando logon no servidor, use o comando "smbstatus" (no servidor). Ele retorna uma lista dos usuários e máquina logadas, como em:

     Samba version 3.0.14a-Debian PIDUsernameGroupMachine ----------------------------------------------------- 4363joaojoaoathenas (192.168.o.34) ServicepidmachineConnected at ----------------------------------------------------- joao4363athenasSat Jul 9 10:37:09 2005 

    Gostou da dica? Venha fazer um curso com o autor:

    Curso: Redes e servidores Linux

    Com Carlos E. Morimoto

    Em São Paulo, de 29/05 a 03/06 (intensivo, com aulas à tarde)

    Este é um curso sobre a configuração de servidores Linux. Nele você aprende a configurar cada serviço diretamente nos arquivos de configuração ou utilizando ferramentas genéricas, sem se prender a uma única distribuição. Os exemplos dados durante o curso usam como base o Debian e Fedora, com dicas de peculiaridades do Mandriva, Slackware, Kurumin e Ubuntu.

    Este é um curso intensivo, onde você passa menos tempo vendo teoria e opções pouco usadas e mais tempo aprendendo a resolver problemas do dia a dia. O formato das aulas permite que sejam abordados uma grande quantidade de temas numa única semana, oferecendo uma visão global dos recursos disponíveis e onde eles podem ser aplicados. Ao invés de fazer um curso sobre o Squid, outro sobre o Samba, outro sobre o Apache, etc., você aprende muitas coisas de uma única vez, economizando tempo e dinheiro.

    Nesta turma do dia 29/05, combinou do curso de redes e o curso para iniciantes serem ministrados na mesma semana: o curso para iniciantes de segunda a sexta, das 8:00 às 11:00, e o curso de redes das 12:30 às 18:00. Fazendo o curso de redes, você tem acesso também às aulas para iniciantes e pode fazer os dois cursos simultaneamente (pagando apenas um), e assim aproveitar para tirar todas as dúvidas.

    Veja mais detalhes sobre a programação de cursos, temas abordados, preços e formas de pagamento no:

    http://guiadohardware.net/cursos/

    Todas as aulas do curso de redes são ministradas pelo próprio Carlos Morimoto, o que garante o nível do curso. Nada de aulas inaugurais e mutretas do gênero :)




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20060511.html

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    Coluna do Augusto, Linux Magazine 21 - "Para onde foi meu desktop?"

    by linuxdicas (20/11/2007 - 04:47)

    Coluna do Augusto, Linux Magazine 21 - "Para onde foi meu desktop?"

    Download do artigo: http://augustocampos.net/coluna-linuxmag/LM21_55.pdf

    A virtualização do desktop tem uma vantagem extra: mais aplicativos compatíveis com ambientes livres. Muitas das minhas tarefas diárias no computador hoje são feitas diretamente no ambiente do navegador, e permitem um nível de integração impensável poucos anos atrás. E nesta coluna eu falei sobre isso, e procurei adivinhar tendências.


    Site de Documentação em informática

    Colaboração: Deivison Alves Elias

    O site de documentação em informática Agatetepê acaba de ser remodelado, agora com a inclusão de TAGs para facilitar a busca por tutoriais. O site possui uma vasta lista de tutoriais dos mais variados assuntos ligados a tecnologia da informação, principalmente sobre Linux e software livre em geral. Você encontra na Agatatepê muitos dos tutoriais que saem aqui na Dicas-L, categorizados com as TAGs. Quem sabe você encontrará documentação que deixou escapar algum dia em que não olhou seu e-mail.

    Conheça: http://www.agatetepe.com.br


    Uma viagem ao mundo inteiro dos jornais

    Colaboração: André Lourenço Pedroso

    http://www.newseum.org/todaysfrontpages/flash/

    Cada bolinha laranja nos mapas dos continentes, são jornais de cidades daquele estado, ou País, todo dia tem a 1ª página de cada jornal.

    Ao posicionar sobre a bolinha desejada, ao lado, aparece a 1ª página dos jornais, e clicando sobre a bolinha, você tem a página em tamanho maior, para facilitar a visualização.




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20070208.html

    Tag: Sobre,Http

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    Novas Extensões Firefox

    by linuxdicas (20/11/2007 - 04:03)

    Novas Extensões Firefox

    Colaboração: Eduardo Ferreira de Carvalho

    Recentemente adicionei à minha lista de extensões mais 3 componentes que me ajudam diariamente e queria compartilhar para a comunidade também:

    SessionSaver 2: é uma extensão que permite recuperar uma sessão perdida no Firefox como no Ópera. É interessante pelo fato de que se você fechou acidentalmente seu Firefox ou o browser travou sem mais nem menos, esta extensão irá recuperar todas as janelas e abas que estavam abertas até então.

    Sage é uma extensão melhorada. Lembro-me de ter postado sobre Habari Xenu, mas este saiu-se melhor que ele. A extensão Sage te permite visualizar as mensagens RSS que você tem cadastrado por seu Live Bookmarks. Ele é interessante pelo fato de ser dividido em 3 janelas: A primeira dos RSS cadastrados, a segunda pelas notícias contidas pelo RSS selecionado e a terceira que a área de mensagens dando um preview da mensagem sem você acessá-la por completo. Ele cria links que te permitem acessar a mensagem na mesma tela. Você pode fazer buscas entre seus RSS e utilizar CSS próprias.

    Email_Notifier_Toolbar é uma extensão que permite avisar ao usuário sobre novos emails que chegaram. Não achei no Thunderbird algum notificador para Linux, então estou usando ele. Como ele aparece no browser, ele avisa sobre as novas mensagens cujas contas você cadastrou para que a extensão faça a verificação e lhe mostre no browser.

    Para instalar o Firefox em seu micro, visite http://www.mozilla.com/firefox/ As extensões estão disponíveis para instalação em https://addons.mozilla.org/extensions/?application=firefox


    Anúncio: Novatec lança livro sobre OpenGL

    OpenGL - Uma Abordagem prática e objetiva - traz ao leitor, de modo completo e esclarecedor os principais conceitos de Computação Gráfica, e igualmente as principais funções disponíveis na biblioteca OpenGL.

    Para você que é profissional, mestre ou aluno e também todos aqueles que queiram desenvolver aplicações gráficas diversas, desde um sistema de visualização até jogos eletrônicos, a NOVATEC traz este verdadeiro tratado sobre o assunto, o pioneiro em língua portuguesa. Tópicos como: Instalação e utilização da biblioteca OpenGL em diferentes ambientes de programação / Criação de janelas e tratamento de eventos por meio da GLUT / Animação e navegação em cenários virtuais / Técnicas para seleção de objetos e feedback, e entre tantos outros temas fundamentais para a descoberta do fascinante universo do OpenGL você encontra em OpenGL - Uma Abordagem prática e objetiva - Pela NOVATEC Editora.

    Mais informações em: http://www.novateceditora.com.br/livros/opengl/




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20060215.html

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    Comunidade Linux brasileira divulga lista de compatibilidade de equipamentos e serviços

    by linuxdicas (20/11/2007 - 02:32)

    Comunidade Linux brasileira divulga lista de compatibilidade de equipamentos e serviços

    Colaboração: Augusto Campos <<brain (a) matrix com br>>

    Com a ausência de suporte oficial ao Linux por parte de grande parte dos produtores de hardware e provedores de serviços, os usuários do mais popular sistema operacional livre muitas vezes encontram dificuldade para descobrir se as ofertas do mercado são compatíveis com o seu software. Ou encontravam, já que esta barreira acaba de se tornar um pouco menos difícil para os usuários brasileiros.

    Conhecendo esta dificuldade típica, o site brasileiro <a href=http://br-linux.org/>br-linux.org</a> manteve aberto durante 3 semanas do final de 2003 o convite para que os usuários preenchessem um formulário descrevendo suas experiências com os mais diversos itens, do provedor de banda larga à câmera digital, do disco rígido ao gravador de CD.

    Utilizando conceitos que iam desde o "Não funcionou em meus testes" até o "Foi reconhecido e configurado automaticamente pelo sistema", um número expressivo de usuários nacionais compartilhou seu conhecimento sobre a compatibilidade de 27 itens de hardware e serviços com 10 distribuições de Linux.

    Todo este esforço culminou na divulgação dos resultados da "Pesquisa Nacional de Compatibilidade BR-Linux.org 2004" (http://br-linux.org/compatibilidade). São mais de 7000 itens abrangendo todas as distribuições de Linux com participação expressiva no mercado nacional.

    E os métodos típicos da comunidade livre foram empregados a rigor: não apenas os formulários eram de preenchimento aberto, liberando cada usuário para descrever seu equipamento como achasse melhor (e acrescentando níveis extras de complexidade à posterior tabulação dos dados), como ainda os resultados publicados foram disponibilizados sob uma licença pública - a Free Documentation License, publicada pela Free Software Foundation.

    A pesquisa recebeu o apoio de empresas nacionais como a Livraria Tempo Real, a Conectiva, Revista do Linux, Revista Geek e Linuxmall, e foi divulgada com entusiasmo pelos mais diversos órgãos de opinião dos grupos de usuários Linux nacionais, mostrando a demanda existente por informações extensivas e confiáveis sobre o suporte ao Linux.

    SOBRE O BR-LINUX.ORG: O site br-linux.org está em atividade desde 1996 trazendo para a comunidade Linux brasileira notícias atualizadas e tutoriais originais e abrindo espaço para a discussão sobre o software livre - tudo em bom português.




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20040125.html

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    Segurança de Computadores

    by linuxdicas (20/11/2007 - 02:14)

    Segurança de Computadores

    Colaboração:Luiz Carlos Simão

    Um site muito interessante para quem esta preocupado com seguranca na Internet é o http://www.grc.com (Gibson Research Corporation).

    O autor, Steve Gibson, mantem um site muito completo com informações sobre vulnerabilidades em diversas plataformas, principalmente Windows. Um dos serviços oferecidos é o Shields UP, que testa as portas mais comuns do seu sistema operacional e verifica se estão abertas para possiveis invasões.

    Em linguagem clara e acessivel, Gibson trata de diferentes aspectos sobre seguranca na Internet, incluindo uma analise sobre Firewalls, onde é recomendado o produto da ZoneLabs,o ZoneAlarm.

    O Zone Alarm é FREE, e faz um excelente trabalho protegendo seu micro quando você está conectado a Rede, permitindo controle total sobre todos os programas que acessam a Internet,inclusive aqueles que você nem sabe que o estao fazendo ;-)

    Alem disto possibilita liberar portas escolhidas no seu servidor ou bloquear totalmenteo acesso externo a sua maquina, deixando-a num modo "stealth" para qualquer "probe"de IP vindo da Internet.

    Em ingles, o site vale uma visita para dar uma olhada em todo o seu conteudo. E o ZoneAlarm deveria fazer parte do kit internet no seu micro, juntamente com o browser e o anti-virus.




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20010125.html

    Tag: Internet,Sobre

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    O que é o Software Livre?

    by linuxdicas (20/11/2007 - 02:02)

    O que é o Software Livre?

    Por Richard Stallman

    Fonte: http://www.gnu.org/philosophy/free-sw.pt.html

    Nós mantemos esta definição do Software Livre para mostrar claramente o que deve ser verdadeiro à respeito de um dado programa de software para que ele seja considerado software livre.

    "Software Livre" é uma questão de liberdade, não de preço. Para entender o conceito, você deve pensar em "liberdade de expressão", não em "cerveja grátis".

    "Software livre" se refere à liberdade dos usuários executarem, copiarem, distribuírem, estudarem, modificarem e aperfeiçoarem o software. Mais precisamente, ele se refere a quatro tipos de liberdade, para os usuários do software:

    • A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito (liberdade no. 0)

       

    • A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades (liberdade no. 1). Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.

       

    • A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo (liberdade no. 2).

       

    • A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie (liberdade no. 3). Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.

    Um programa é software livre se os usuários tem todas essas liberdades. Portanto, você deve ser livre para redistribuir cópias, seja com ou sem modificações, seja de graça ou cobrando uma taxa pela distribuição, para qualquer um em qualquer lugar. Ser livre para fazer essas coisas significa (entre outras coisas) que você não tem que pedir ou pagar pela permissão.

    Você deve também ter a liberdade de fazer modifcações e usá-las privativamente no seu trabalho ou lazer, sem nem mesmo mencionar que elas existem. Se você publicar as modificações, você não deve ser obrigado a avisar a ninguém em particular, ou de nenhum modo em especial.

    A liberdade de utilizar um programa significa a liberdade para qualquer tipo de pessoa física ou jurídica utilizar o software em qualquer tipo de sistema computacional, para qualquer tipo de trabalho ou atividade, sem que seja necessário comunicar ao desenvolvedor ou a qualquer outra entidade em especial.

    A liberdade de redistribuir cópias deve incluir formas binárias ou executáveis do programa, assim como o código-fonte, tanto para as versões originais quanto para as modificadas. Está ok se não for possível produzir uma forma binária ou executável (pois algumas linguagens de programação não suportam este recurso), mas deve ser concedida a liberdade de redistribuir essas formas caso seja desenvolvido um meio de cria-las.

    De modo que a liberdade de fazer modificações, e de publicar versões aperfeiçoadas, tenha algum significado, deve-se ter acesso ao código-fonte do programa. Portanto, acesso ao código-fonte é uma condição necessária ao software livre.

    Para que essas liberdades sejam reais, elas tem que ser irrevogáveis desde que você não faça nada errado; caso o desenvolvedor do software tenha o poder de revogar a licença, mesmo que você não tenha dado motivo, o software não é livre.

    Entretanto, certos tipos de regras sobre a maneira de distribuir software livre são aceitáveis, quando elas não entram em conflito com as liberdades principais. Por exemplo, copyleft (apresentado de forma bem simples) é a regra de que, quando redistribuindo um programa, você não pode adicionar restrições para negar para outras pessoas as liberdades principais. Esta regra não entra em conflito com as liberdades; na verdade, ela as protege.

    Portanto, você pode ter pago para receber cópias do software GNU, ou você pode ter obtido cópias sem nenhum custo. Mas independente de como você obteve a sua cópia, você sempre tem a liberdade de copiar e modificar o software, ou mesmo de vender cópias.

    "Software Livre" Não significa "não-comercial". Um programa livre deve estar disponível para uso comercial, desenvolvimento comercial, e distribuição comercial. O desenvolvimento comercial de software livre não é incomum; tais softwares livres comerciais são muito importantes.

    Regras sobre como empacotar uma versão modificada são aceitáveis, se elas não acabam bloqueando a sua liberdade de liberar versões modificadas. Regras como "se você tornou o programa disponível deste modo, você também tem que torná-lo disponível deste outro modo" também podem ser aceitas, da mesma forma. (Note que tal regra ainda deixa para você a escolha de tornar o programa disponível ou não.) Também é aceitável uma licença que exija que, caso você tenha distribuído uma versão modificada e um desenvolvedor anterior peça por uma cópia dele, você deva enviar uma.

    No projeto GNU, nós usamos "copyleft" para proteger estas liberdades legalmente para todos. Mas também existe software livre que não é copyleft. Nós acreditamos que hajam razões importantes pelas quais é melhor usar o copyleft, mas se o seu programa é free-software mas não é copyleft, nós ainda podemos utilizá-lo.

    Veja Categorias de Software Livre (18k characters) para uma descrição de como "software livre", "software copyleft" e outras categoria se relacionam umas com as outras.

    Às vezes regras de controle de exportação e sansões de comércio podem limitar a sua liberdade de distribuir cópias de programas internacionalmente. Desenvolvedores de software não tem o poder para eliminar ou sobrepor estas restrições, mas o que eles podem e devem fazer é se recusar a impô-las como condições para o uso dos seus programas. Deste modo, as restrições não afetam as atividades e as pessoas fora da jurisdição destes governos.

    Quando falando sobre o software livre, é melhor evitar o uso de termos como "dado" ou "de graça", porque estes termos implicam que a questão é de preço, não de liberdade. Alguns temos comuns como "pirataria" englobam opiniões que nós esperamos você não irá endossar. Veja [frases e palavras confusas que é melhor evitar http://www.gnu.org/philosophy/words-to-avoid.pt.html] para uma discussão desses termos. Nós também temos uma [lista de traduções do termo "software livre" para várias línguas.

    Finalmente, note que critérios como os estabelecidos nesta definição do software livre requerem cuidadosa deliberação quanto à sua interpretação. Para decidir se uma licença se qualifica como de software livre, nós a julgamos baseados nestes critérios para determinar se ela se segue o nosso espírito assim como as palavras exatas. Se uma licença inclui restrições impensadas, nós a rejeitamos, mesmo que nós não tenhamos antecipado a questão nestes critérios. Às vezes um requerimento de alguma licença levanta uma questão que requer excessiva deliberação, incluindo discussões com advogados, antes que nós possamos decidir se o requerimento é aceitável. Quando nós chegamos a uma conclusão sobre uma nova questão, nós frequentemente atualizamos estes critérios para tornar mais fácil determinar porque certas licenças se qualificam ou não.

    Se você está interessado em saber se uma licença em especial se qualifica como uma licença de software livre, veja a nossa lista de licenças. Se a licença com a qual você está preocupado não está listada, você pode nos questionar enviando e-mail para <<licensing (a) gnu org>>. Mais textos para ler

    Outro grupo iniciou o uso do termo software aberto para significar algo próximo (mas não idêntico) a "software livre". Nós preferimos o termo "software livre" porque, uma vez que você tenha aprendido que ele se refere à liberdade e não ao preço, você se preocupará com a questão da liberdade.

     Copyright (C) 1996, 1997, 1998, 1999, 2000 Free Software Foundation, Inc., 51 Franklin St, Fifth Floor, Boston, MA 02110, USA A cópia fiel e a distribuição deste artigo completo é permitida em qualquer meio, desde que esta nota seja preservada. Traduzido por: Fernando Lozano <fernando@lozano.eti.br> 



    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20051128.html

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    I Ciclo de Palestras Sobre Software Livre"

    by linuxdicas (20/11/2007 - 01:12)

    I Ciclo de Palestras Sobre Software Livre"

    Estou enviando a vocês um convite para o Primeiro Ciclo de Palestras sobre Software Livre, que será realizado em Ribeirão Preto, na USP.

    A programação do evento encontra-se no final desta mensagem. As inscrições são gratuitas e o evento certamente promete, como vocês podem ver pelo temário e pelos palestrantes.

    A seguir, mais informações sobre o evento:


    Promoção: Centro de Informática de Ribeirão Preto - USP Apoio: FUNDACE

    Inscrições: http://www.cirp.usp.br Local: Anfiteatro da FEARP Faculdade de Economia e Administração de Ribeirão Preto - USP

     Programa Dia 20/09/00 9:00 - 10:00 - PALESTRA: Projetos da CCI e o Software Livre na USP Prof. Dr. Paulo César Masiero - Presidente da Comissão Central de Informática da USP 10:30 - 11:30 - PALESTRA: O Linux no Desktop - Mario Willians Conectiva/NetSchool 14:00 - 15:00 - PALESTRA: Software de Fonte Aberta e Cultura de Cooperação - Potencial de Impacto sobre a Universidade - Prof. Dr. Jorge de Lyra - Instituto de Física da USP 15:30 - 16:30 - PALESTRA: Tecnologia e Segurança - As soluções da Computer Associates para garantir a proteção completa do seu computador Rosana Ambrosano - Computer Associates Dia 21/09/00 9:00 - 10:00 - PALESTRA: O uso de Software Livre em Pesquisa Biomédica - Victor Diaz Galban - Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP 10:30 - 11:30 - PALESTRA: Linguagem de Desenvolvimento TCL/TK Lucas Ferrari de Oliveira - Escola de Engenharia de São Carlos - USP 14:00 - 15:00 - PALESTRA: Linux na WEB Prof. Dr. Jorge Kinoshita - Escola Politécnica da USP 15:30 - 16:30 - PALESTRA: Aplicações para WEB utilizando Banco de Dados mSQL - A experiência do IFSC/USP Bruno Otto Theodoro Rosa - Instituto de Física de São Carlos - USP Dia 22/09/00 9:00 - 10:00 - PALESTRA: Implementação de um sistema de workflow baseado em MySQL - A experiência do CCE Alberto Camilli - Centro de Computação Eletrônica de São Paulo 10:30 - 11:30 - PALESTRA: Ferramentas para desenvolvimento Java: JBUILDER Pablo Rodrigo Sanches - Centro de Informática de Ribeirão Preto - USP 14:00 - 15:00 - PALESTRA: Segurança em Redes Linux - Célio Simões Center Cursos - Ribeirão Preto 15:30 - 16:30 - PALESTRA: Ferramentas para Administração UNIX: WEBMIN Eng. Ali Faiez Taha - Centro de Informática de Ribeirão Preto - USP 



    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20000901.html

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    Por que somos contra a propriedade intelectual?

    by linuxdicas (20/11/2007 - 01:04)

    Por que somos contra a propriedade intelectual?

    Colaboração: Pablo Ortellado <pablo arroba riseup.net>

    Enquanto a publicação aberta é uma característica bastante conhecida do site do Centro de Mídia Independente [1] (CMI), a idéia irmã, de "copyleft", de subversão dos direitos autorais, é ainda muito pouco conhecida e discutida. No rodapé da página principal do site, ao invés da tradicional nota lembrando os direitos autorais, lemos o seguinte: "(C) Centro de Mídia Independente. É autorizada a reprodução, na rede ou em outra parte, para uso não comercial, desde que citada a fonte." Ao invés de restringir a divulgação, a nota de "copyleft" (um trocadilho com "copyright"), permite e mesmo estimula a distribuição posterior da informação que o site veicula. Essa política de "copyleft" faz parte de um movimento amplo de oposição aos direitos de propriedade intelectual. [2]

    COPYRIGHT

    Embora nossa sociedade tenha assistido um longo debate sobre a propriedade privada nos últimos dois séculos, pouco ainda foi dito sobre o caráter peculiar desse estranho tipo de propriedade que é a propriedade intelectual. Em geral, a propriedade é justificada como uma garantia de uso e disposição do proprietário àquilo que lhe é de direito (por herança ou por trabalho). Em outras palavras, alguém que adquiriu uma propriedade está garantindo para si a utilização de um bem - e está tendo essa garantia porque fez por merecer. Se alguém possui uma casa, por exemplo, a propriedade privada dessa casa garante ao dono o acesso a ela quando bem entender e sua utilização para os fins que escolher (além de poder dispô-la: vendê-la, emprestá-la, etc. - se desejar). Se essa casa fosse compartilhada com outras pessoas, no momento em que essas outras pessoas a estivessem utilizando, ele estaria privado daquela casa que fez por merecer. Quando uma pessoa utiliza a casa, a outra não consegue utilizá-la (pelo menos não na sua totalidade). Isso vale para todos os tipos de bens materiais.

    Mas o caso da propriedade intelectual é diferente e seus teóricos sabiam disso desde o princípio. A legislação sobre a propriedade intelectual tem origem na Inglaterra, numa lei de 1710, mas foi nos Estados Unidos que ela foi teorizada e consolidada pelos "pais fundadores". Esses homens que fundaram a república americana e escreveram a constituição sabiam que a propriedade intelectual era diferente da propriedade material. Eles sabiam que canções, poemas, invenções e idéias não têm a mesma natureza dos objetos materiais que eram garantidos pelas leis de proteção à propriedade. Se quando eu uso uma bicicleta, a outra pessoa é privada do seu uso (porque, a princípio, duas pessoas não podem usar a mesma bicicleta ao mesmo tempo - principalmente se vão para lugares diferentes), quando eu leio um poema, a coisa é diferente. Eu posso ler o poema ao mesmo tempo que o "dono" do poema e meu ato de ler não apenas não priva, como não atrapalha em nada a leitura dele. Thomas Jefferson, um dos pais fundadores e um dos primeiros responsáveis pelo escritório de patentes dos Estados Unidos discutiu isso numa carta famosa que, à certa altura, diz:

    "Se a natureza produziu uma coisa menos sucetível de propriedade exclusiva que todas as outras, essa coisa é a ação do poder de pensar que chamamos de idéia, que um indivíduo pode possuir com exclusividade apenas se mantém para si mesmo. Mas, no momento em que a divulga, ela é forçosamente possuída por todo mundo e aquele que a recebe não consegue se desembaraçar dela. Seu caráter peculiar também é que ninguém a possui de menos, porque todos os outros a possuem integralmente. Aquele que recebe uma idéia de mim, recebe instrução para si sem que haja diminuição da minha, da mesma forma que quem acende um lampião no meu, recebe luz sem que a minha seja apagada." [3]

    Dessa forma, não parecia haver motivo para se transformar idéias (e canções, livros e invenções) em propriedade. No entanto, o mesmo Thomas Jefferson lembra da necessidade de se estimular a criação de invenções "para o bem do público" e esse estímulo - para ele - só poderia ser a recompensa (com bens materiais) ao "criador". As idéias, justamente porque têm a característica de uma vez expressas serem assimiladas por todos que a recebem, devem ser especialmente protegidas, para que os criadores de idéias não fiquem desistimulados de criá-las e expressá-las. Aquele que cria a idéia deve ter o direito sobre ela, de forma que toda a vez que alguém a utilize ou a receba, ele tenha uma recompensa material. O autor de um livro deve receber os direitos autorais pela publicação e o inventor, o direito pelo uso da patente. Assim, diz a constituição americana: "O Congresso deve ter o poder de promover o progresso das ciências e das artes úteis assegurando aos autores e inventores, por um período limitado, o direito exclusivo aos seus escritos e descobertas." [4] Com o direito exclusivo às suas criações, os autores e inventores podem explorar comercialmente as suas idéias e conseguir a justa recompensa pelo seu esforço e talento. A recompensa é o estímulo para que o criador produza ainda mais e a sociedade progrida em direção ao bem comum.

    Mas esse mesmo bem comum pode ser ameaçado pela proteção excessiva à propriedade das idéias. Se se cria muitos entraves, então, pode-se impedir, ao invés de promover a "instrução mútua e a melhoria das condições". Partindo de sua experiência no escritório de patentes, Jefferson observa que "considerando o direito exclusivo de invenção como dado, não pelo direito natural, mas para o benefício da sociedade", há inúmeras "dificuldades em separar com clareza as coisas que valem a pena para o público o embaraço de uma patente exclusiva, daquelas que não valem." Em outras palavras, a questão é até que ponto a introdução do direito de propriedade intelectual, ao invés de promover, termina por constranger o progresso do saber, da cultura e da tecnologia. Se os critérios para se estabelecer a propriedade são rígidos e a duração do direito longa demais, então, pode-se dificultar o aproveitamento social da criação. Esta é a questão fundamental discutida em toda a legislação sobre a extensão do direito de propriedade intelectual.

    Na Inglaterra, a pioneira em estabelecer uma legislação de propriedade intelectual, o debate começou no século XVIII e percorreu os três séculos seguintes. Em 1841, foi feita mais uma tentativa de ampliar a duração dos direitos autorais, que, nesse período, cessavam depois de 20 anos da morte do autor. O famoso historiador Thomas Babington Macaulay fez uma histórica intervenção no Parlamento no qual criticava um projeto de lei que propunha ampliar o direito autoral para 60 anos após o falecimento do autor. Seguindo a longa tradição anglo-saxã que legislava sobre o tema, Macaulay balanceava o direito do autor em ser remunerado e o interesse social de usufruir as criações o quanto antes e com o menor custo. Segundo ele, o sistema de direitos autorais, tem vantagens e desvantagens e por isso não é preto, nem branco, mas cinza. O direito exclusivo de propriedade intelectual, para ele, no fundo é ruim, porque cria um "monopólio", o que encarece o "produto" e o torna menos acessivel a todos. Mas, por outro lado, ele é bom, porque permite que o criador seja remunerado pela criação. De um lado, temos a necessidade do monopólio na exploração comercial de um livro - de forma que apenas um editor possa lançar e vender o livro. Mas, por outro, esse monopólio que sustenta o autor, prejudica a sociedade, encarecendo o livro e tornando sua difusão mais difícil. Em suas palavras, "é bom que os autores sejam remunerados e a forma menos excepcional de serem remuneados é pelo monopólio. No entanto, o monopólio é ruim. Para que se consiga o que é bom, devemos nos submeter ao que é ruim."

    Toda a questão para Macaulay (e para toda a tradição anglo-saxã dominante) era saber a medida exata em que a submissão do bom ao ruim era proveitosa: "o ruim não deve durar um único dia a mais do que o necessário para assegurar o que é bom." Mas quanto deve durar esse tempo? O projeto em trâmite no parlamento pretendia ampliar o direito de 20 para 60 anos após a morte do autor. Segundo Macaulay, esse período era muito grande e não trazia nenhuma vantagem em relação ao período vigente de 20 anos (que ele dá a entender que já era excessivo). Se o objetivo do direito autoral é estimular a criação, uma recompensa tão distante e após a morte não parecia ser eficiente. Macauly argumenta: "Sabemos bem quão pouco somos afetados pela perspectiva de vantagens distantes, mesmo quando são vantagens que nós mesmos aproveitaremos. Mas uma vantagem que será aproveitada mais de meio século depois que morrermos, por pessoas que talvez não conhecemos, que talvez não tenham nascido, por pessoas que finalmente não tenham conexão conosco não parece ser motivo algum para a ação [criadora]." [5]

    Com pequenas mudanças de ênfase, o debate sobre a propriedade intelectual permaneceu sempre marcado pela disputa sobre o ponto de equilíbrio entre o estímulo à criação e o interesse social de usufruir o resultado da criação. [6] A primeira lei inglesa, de 1710, dava ao criador o direito exclusivo sobre um livro por 14 anos e, se o autor ainda estivesse vivo quando o direito expirasse, poderia renovar o direito por mais 14 anos. A legislação americana baseou-se na inglesa e nos atos de patentes e de direitos autorais de 1790 retomou os períodos de 14 anos, renováveis por outros 14. Em 1831, o Congresso americano revisou as leis de direitos autorais substituindo o período inicial de 14 anos, por um de 28, renovável por mais 14. Em 1909, as leis foram novamente revisadas e o período foi mais uma vez ampliado para 28 anos iniciais renováveis por mais 28 anos.

    Mais recentemente, porém, com o aumento do poder da indústria cultural, a extensão do direito à propriedade intelectual ultrapassou de longe os vinte anos após a morte que incomodavam o historiador Thomas Macaulay em 1841. As pressões começaram em 1955, quando o Congresso americano autorizou o escritório de patentes a desenvolver um estudo com vistas a revisar as leis de direito autoral vigentes. O relatório final recomendava a ampliação do período de renovação de 28 para 48 anos. As organizações de escritores e a indústria cultural (principalmente as editoras), no entanto, insistiam num período que cobrisse a vida do autor mais 50 anos após a sua morte. O pretexto para esse período longuíssimo era a "modernização" das leis de direitos autorais e a adequação delas à Convenção de Berne. [7] Como a disputa não parecia poder ser resolvida no curto prazo e os direitos estavam começando a expirar, os lobbistas conseguiram um adiamento extraordinário do vencimento dos direitos que estavam por expirar, do ano de 1962 para o ano de 1965, enquanto a matéria não era definitivamente votada no Congresso. Apesar das reiteradas objeções do Departamento de Justiça, a polêmica em torno do assunto levou a outros oito adiamentos "extraordinários", de 1965 para 1967, de 1967 para 1968, de 1968 para 1969, de 1969 para 1970, de 1970 para 1971, de 1971 para 1972, de 1972 para 1974 e de 1974 para 1976, tudo em nome dos interesses dos detentores dos direitos (normalmente empresas e não os descendentes dos autores) e em detrimento do domínio público. Em 1976, finalmente, o Congresso aprovou uma nova e "moderna" lei de direitos autorais, atribuindo um período de vigência do direito por toda a vida do autor mais 50 anos e para trabalhos encomendados por empresas, um período de 75 anos após a publicação ou 100 anos após a criação, o que fosse mais curto.

    Em meados dos 90, no entanto, mais uma vez uma série de preciosas obras em poder da indústria cultural aproximaram-se do prazo de expiração dos direitos autorais. E, mais uma vez, a legislação internacional "mais moderna" [8] serviu de pretexto para a ampliação dos prazos de vigência dos direitos. Desde o final dos anos 80, empresas como a Walt Disney e a Time Warner começaram a preocupar-se com algumas de suas obras cujos direitos autorais cessariam nos primeiros anos do novo século. A Disney preocupava-se com o personagem Mickey Mouse que entraria em domínio público em 2003, com o Pluto que entraria em 2005 e com o Pateta e o Pato Donald que entrariam em 2007 e 2009, respectivamente. Já a Warner preocupava-se com o personagem Perna Longa cujos direitos expiravam em 2015 e com uma série de obras cujos direitos possuia, entre elas, o filme "E o vento levou" que expirava em 2014 e uma série de músicas de George Gershin, entre elas a canção "Rhapsody in Blue" e a ópera "Porgy and Bess", cujos direitos expiravam em 1998 e 2010, respectivamente.

    Temendo sofrer grandes prejuízos pela perda dos direitos autorais, Disney, Warner e a indústria cinematográfica fizeram uma pesada campanha de lobby encabeçada no Congresso pelo Senador Trent Lott. O resultado foi a ampliação, em 1998, dos direitos autorais após a morte do autor de 50 para 70 anos, caso o direito fosse propriedade de uma pessoa e a ampliação de 75 para 95 anos caso o direito fosse propriedade de uma empresa. Com isso, além das obras das duas empresas, ganharam mais 20 anos de exploração comercial exclusiva romances como "O grande Gatsby" de Scott Fitzgerald e "Adeus às armas" de Ernest Hemingway (cujos direitos detidos pela Viacom venceriam em 2000 e 2004, respectivamente) e músicas como o "Concerto número 2 para violino" de Prokofiev e "Smokes Get in Your Eyes" de Kern e Harbach (cujos direitos, da Boosey & Hawks e da Universal, venceriam em 1999 e 2008 respectivamente).

    COPYLEFT

    Voltemos agora aos fundamentos da legislação sobre propriedade intelectual (nome genérico que abrange os direitos autorais, de patentes e de marcas). Como vimos, desde que a legislação foi primeiramente elaborada, ela sempre foi justificada pelo estímulo material que o criador receberia. Mas será que o estímulo material é o único e o melhor estímulo que pode-se dar para o desenvolvimento do saber, da cultura e da tecnologia? Será que antes do advento das leis de propriedade intelectual as pessoas não eram estimuladas a escrever livros e canções e a inventar dispositivos tecnológicos?

    Antes que Thomas Jefferson atuasse no escritório de patentes, Benjamin Franklin que com ele e John Adams redigiria a Declaração de Independência, tinha uma ativa vida de criador, tendo se tornado conhecido em todo mundo por seus experimentos e invenções. Realizador da famosa experiência com a pipa que provava que os raios eram descargas elétricas e autor de invenções como o óculos bi-focal e o pára-raios, Benjamin Franklin sempre se recusou a patentear suas invenções. Em sua autobiografia podemos ver os motivos pelos quais se recusava a explorar comercialmente os inventos. Vale a pena citar um longo trecho:

    "Tendo inventado, em 1742, um forno aberto para o melhor aquecimento de aposentos e ao mesmo tempo, economia de combustível, na medida que o ar fresco incorporado era aquecido na entrada, fiz um presente do modelo para o Sr. Robert Grace, um dos meus amigos mais antigos, que, tendo uma fornalha de ferro, considerou a disposição das placas desse fogão uma coisa muito útil, já que aumetava a sua procura. Para promover essa demanda, eu escrevi e publiquei um panfleto de título: 'Um relato do novo forno da Pensilvânia; no qual sua construção e modo de operação são detalhadamente explicados; suas vantagens sobre qualquer outro método de aquecimento de aposentos são demonstradas; e todas as objeções que foram levantadas contra o seu uso são respondidas e esclarecidas, etc.' O panfleto teve uma boa resposta. O Governador Thomas ficou tão satisfeito com a construção desse fogão, tal como está descrito, que me ofereceu uma patente para a venda exclusiva deles por um período de anos. Eu recusei, no entanto, baseado num princípio que sempre pesou para mim em tais situações: uma vez que tiramos grandes vantagens das invenções alheias, devemos ficar felizes de ter uma oportunidade de servir aos outros com quaisquer de nossas próprias invenções; e isso devemos fazer de forma gratuita e generosa." [9]

    O fato de que homens talentosos como Benjamin Franklin nunca se sentiram estimulados pela perspectiva de retorno material por suas descobertas sempre foi levado em conta no debate sobre os direitos de propriedade intelectual. O historiador Thomas Macauly, por exemplo, que defendia os direitos segundo os princípios clássicos era obrigado a fazer ressalvas quando mencionava a contribuição que os ricos davam para a criação de obras e inventos: "Os ricos e os nobres não são levados ao exercício intelectual pela necessidade. Eles podem ser movidos para a prática intelectual pelo desejo de se distinguirem ou pelo desejo de auxiliar a comunidade." Mas será que a vaidade de produzir uma obra única ou a generosidade de produzir um bem para a comunidade são virtudes exclusivas dos ricos? Boa parte do desenvolvimento artístico parece dizer que não. Pintores importantes como Rembrandt, Van Gogh e Gauguin morreram na pobreza e sem reconhecimento, assim como músicos como Mozart e Schubert e um escritor como Kafka, embora nunca tenha sido verdadeiramente pobre, não chegou a ser reconhecido em vida. Será que a falta de perspectiva de recompensa material em algum momento impediu que eles se dedicassem à música, à pintura ou à literatura? Será que não tinham outro tipo de motivação - a expectativa do reconhecimento póstumo, o simples amor pela sua arte?

    A questão da propriedade intelectual, quando pensada fora da imagem tradicional da balança que opõe estímulo material ao criador e interesse social em usufruir a obra ou invenção, leva a muitas outras ordens de consideração. Será que os artistas devem ser remunerados pela criação das obras? Poderiam eles contribuir para esse bem coletivo e anônimo que é a cultura humana sem ter usufruído e incorporado antes a rica e generosa contribuição dos outros artistas, contemporâneos e do passado? E se achamos que é preciso um estímulo material além da vaidade pessoal e da vontade de contribuir para o bem comum, não seria possível então desenvolver um sistema público de recompensa para os inventores, como sugere o economista Stephen Marglin? [10] Um sistema que premiasse as grandes idéias - por meio de concursos públicos, por exemplo - mas que não limitasse o uso dessas idéias a um empreendor individual?

    Na verdade, questões como essas - se deve-se ou não recompensar materialmente a criação e se a melhor forma de fazê-lo é através da exploração comercial privada - são questões às quais não cabem respostas teóricas. São os movimentos sociais que estão buscando alternativas concretas à propriedade intelectual que deverão oferecer as respostas - e, de fato, já estão a fazer.

    Desde que obras e patentes passaram a ser registradas, os direitos sobre elas passaram a ser violados. Uma parte dessa violação dos direitos é, sem dúvida, mero crime. No entanto, à parte a violação marginal e clandestina dos direitos de propriedade intelectual (que pode ser muito grande, até mesmo dominante), sempre houve um fênomeno diferente de desobediência civil das leis que instauravam esses direitos. A desobediência civil, como se sabe, é muito diferente do crime. O crime é uma violação de lei clandestina, feita às escondidas e com o entendimento de que a lei que se viola é legítima. A desobediência civil, por sua vez, é uma violação pública das leis motivada por seu caráter ilegítimo. A desobediência civil se faz abertamente e ela não reconhece que a lei que está sendo infringida seja justa.

    Desde que os direitos de propriedade intelectual foram instaurados, houve uma resistência aberta à sua aplicação no setor privado e comunitário. A enorme dificuldade de fiscalização fez com que essa desobediência civil tivesse um caráter passivo, que não se engajava na contestação das leis de propriedade intelectual, mas simplesmente as ignorava. As pessoas sabiam que os direitos existiam e deviam ser respeitados e simplesmente passavam por cima deles porque achavam que eram absurdos. Evidentemente não estou me referindo à pirataria comercial que era, sem exagero, apenas crime. A indústria pirata reconhecia a legislação vigente e fugia dela de forma clandestina, sem contestá-la. Aliás, todo industrial pirata não podia aspirar a coisa maior do que transformar sua indústria pirata numa indústria legal e passar a utilizar assim os direitos autorais a seu favor.

    Mas coisa muito diferente eram os usuários que reproduziam a obra para fins não comerciais - "para a sua instrução mútua e a melhoria das condições", como dizia Jefferson. Quando aparelhos de reprodução se popularizaram (o mimeógrafo, a fita cassete, a copiadora e em seguida a reprodução digital por computador), as pessoas automaticamente começaram a reproduzir livros, canções, fotos e vídeos, para si e seus amigos, sem pagar os devidos direitos, assim como, antes, já encenavam peças nas escolas e nos bairros e cantavam e tocavam canções para os amigos e para a comunidade também sem pagar os direitos. Por mais que a campanha "cívica" promovida pela indústria e pelo governo lembrasse a todos a importância de "pagar os direitos", as pessoas desconfiavam, frequentemente de forma intuitiva, que aquele pagamento não fazia sentido pois quem apenas usufria desse bem coletivo que é a cultura humana não podia estar roubando nada de ninguém. Como Benjamin Frankliln havia escrito na sua autobiografia, na produção da cultura (e do saber e da tecnologia), nada pode ser feito sem que se tenha antes aprendido com a imensa comunidade dos outros produtores contemporâneos e dos que nos precederam. E da mesma forma que usufruimos e aprendemos gratuitamente com todos eles - de maneira tão ampla que sequer podemos nomeá-los individualmente - devemos disponibilizar nossa contribuição para a formação das novas gerações.

    Embora nem a indústria, nem o governo tenham conseguido coibir de forma eficiente o uso privado e comunitário das obras sem o pagamento dos direitos autorais correspondentes, [11] eles fizeram o possível e o impossível para obstruir a difusão de tecnologias de reprodução doméstica. [12] Foi assim, em 1964, quando a Phillips lançou o cassete de aúdio e a indústria fonográfica primeiro tentou impedir o lançamento do produto e depois fez lobby no Congresso para que fosse criado um imposto sobre os cassetes virgens para compensar as "perdas" da indústria resultantes das cópias que os usuários fariam de seus LPs para cassetes. O mesmo aconteceu em 1976 quando a Sony lançou o videocassete formato Betamax. A Universal Studios e a Walt Disney abriram um processo contra a Sony acusando-a de incitar a violação dos direitos autorais e, depois de uma batalha judicial que durou oito anos, a Suprema Corte finalmente reconheceu que a pessoa que gravava o último capítulo da novela não praticava pirataria. Depois, em 1987, chegou ao mercado um novo dispositivo de reprodução: a fita de áudio digital, que permitia gravações digitais fiéis sem recurso à compressão de dados (como acontece com o CD). Embora, de início, não tenha tido boa aceitação no mercado e, posteriormente, tenha apenas conquistado o mercado dos profissionais de áudio, a fita de áudio digital fez com que a indústria fonográfica entrasse em desespero. Em função de suas pressões foram propostas diversas leis e emendas no Congresso americano que buscavam limitar a capacidade de reprodução dos aparelhos e taxar as fitas virgens. Depois de muitas disputas, o presidente Bush (pai), ratificou, em 1992, no último dia do seu mandato, o "Ato sobre a gravação doméstica de áudio" que tinha sido aprovado antes, no Congresso, por voto oral (de forma que não se têm registros sobre quem votou a favor e quem votou contra). O Ato, entre outras medidas, obrigava todos os aparelhos de áudio digital a ter um dispositivo que impedia a cópia em série de uma fita (ou seja, depois de feita uma cópia, não se podia fazer outra cópia a partir dela) e instituía um imposto sobre os aparelhos (2% sobre o preço de venda) e sobre as fitas virgens (3% do preço de venda). O imposto, depois de recolhido, era distribuído da seguinte maneira: 57% para as empresas (gravadoras e editoras musicais) e apenas 43% para os autores. Seria este o tipo de incentivo ao autor que norteara o pensamento de Thomas Jefferson e dos fundadores da república americana quando conceberam as leis e instituições que regiam os direitos autorais?

    O interesse crescente das grandes empresas na manutenção e ampliação dos direitos autorais se deve à forma específica como eles foram estabelecidos. Quando a propriedade intelectual foi concebida no final do século XVIII, sua finalidade era conceder ao autor um monopólio sobre a exploração comercial da obra, de forma que quem quisesse ler o livro que tinha escrito ou escutar a música que tinha composto, teria que pagar a ele. Ele poderia exigir esse pagamento porque tinha o direito exclusivo de comercializar a obra, sem concorrência. Mas é óbvio que os autores não podiam fazer isso. A não ser que o autor de um livro se tornasse também editor, ele não poderia diretamente explorar a obra. Ele teria que recorrer a um editor, a um capitalista, que iria explorar a obra por ele e tirar parte dos rendimentos para si próprio, como compensação pelo investimento. Dessa forma, o autor cedia ao capitalista o direito de exploração exclusiva, sem concorrência, que tinha recebido do estado e dividia com ele os dividendos da criação. Mas, nessa relação, o elo fraco era o autor. A distribuição de livros, discos e outros produtos sempre foi relativamente cara e havia muitos autores para poucas empresas interessadas em lançá-los. Isso fez com que as empresas tivessem um poder muito grande de determinar as condições dos contratos e conseguissem assim uma grande participação nos dividendos advindos da exploração comercial da obra. Era evidente que se o objetivo era estimular o autor e não beneficiar as grandes empresas, não havia porque o monopólio de exploração comercial ser cedido à empresa. A melhor forma de beneficiar o autor teria sido ele manter para si o monopólio de exploração e ceder para diferentes empresas concorrentes o direito não exclusivo de publicação da obra. Assim, com a concorrência entre as empresas, a obra seria barateada e melhor difundida e os dividendos se concentrariam com os autores que poderiam disputar licenças de exploração mais vantajosas. Com o monopólio de exploração comercial oferecido pelos direitos autorais sendo cedido integralmente para as empresas, não eram mais os autores que se beneficiavam primariamente, mas as grandes empresas da indústria cultural.

    À medida que o poder da indústria cutural crescia, também cresciam as campanhas contra as violações dos direitos autorais. Essa pressão fez, de certa forma, com que aquela desobediência civil passiva que aparecia quando as pessoas simplesmente ignoravam as leis, se tornasse mais consciente e, assim, movimentos de oposição declarada aos direitos autorais começassem a surgir. Enquanto pequenos grupos de hackers radicais começaram campanhas de violação deliberada dos direitos autorais, distribuindo música, vídeos, textos e programas de graça na internet sob o lema "a informação quer ser livre", grandes movimentos espontâneos menos conscientes e menos radicais tomavam conta de um público mais amplo. Entre esses movimentos, o de maior impacto, sem dúvida, foi a formação da comunidade Napster.

    O Napster era um programa "ponto a ponto" desenvolvido em 1999 pelo estudante Shawn Fanning que buscava superar a dificuldade de encontrar música em formato MP3 na internet. Até então, as músicas em formato MP3 eram disponibilizadas principalmente por meio de servidores FTP que, em geral, ficavam no ar apenas até uma grande gravadora encontrar o servidor e enviar uma mensagem ameaçando deflagrar um processo judicial. Para superar essa dificuldade, Fanning projetou um sistema ponto a ponto, em que usuários poderiam acessar arquivos em pastas compartilhadas em computadores de outros usuários através de links recolhidos por um servidor. Assim, suprimia-se a mediação dos servidores que armazenavam os arquivos. Os arquivos de música ficavam no computador de cada usuário e o servidor do Napster apenas disponibilizava os links de acesso a eles. O Napster trazia uma concepção inteligente que descentralizava o armazenamento dos arquivos. Com isso, criava uma situação legal ambígua. Não se tratava mais de um grande servidor distribuindo música, mas de uma rede de usuários trocando generosamente arquivos de música entre si. De certa forma, nada distinguia a troca de arquivos na rede Napster do hábito que as pessoas sempre tiveram de gravar fitas cassetes para os amigos. A diferença era que isso era feito numa rede de cinco milhões de usuários - e foi com base nessa grande dimensão que a RIAA, a associação das gravadoras americanas, sustentou um processo contra o Napster.

    Um dos fatos mais relevantes do fenômeno Napster foi a constituição da comunidade Napster. Na ausência de um servidor que armazenasse os arquivos, o funcionamento da rede Napster exigia uma comunidade de usuários que compartilhasse suas músicas de maneira generosa. Se todos estivessem na rede apenas para baixar músicas e se recusassem a disponibilizar os seus próprios arquivos, a rede fracassaria. Mas o notável é que, a despeito de não ganharem nada e, pelo contrário, consumirem uma fatia às vezes considerável da sua banda de acesso, milhões de pessoas disponibilizaram músicas para outras pessoas que não conheciam, formando uma verdadeira comunidade virtual.

    O fenômeno Napster deflagrou grandes discussões públicas sobre os direitos autorais entre 1999 e 2001, quando o Napster perdeu o processo na justiça. Por um lado, essa discussão evidenciou o caráter de desobediência civil que envolvia a utilização do programa. Embora o estatuto legal do Napster estivesse em julgamento, na grande imprensa e na opinião pública formada por ela, a mensagem uníssona era a das grandes gravadoras e dos grandes artistas que condenavam o Napster e acusavam-no de roubo, pirataria e de tirar o sustento de milhares de artistas esforçados. Apesar dessa massiva campanha de propaganda dos órgãos de imprensa (muitos dos quais ligados a grupos empresariais que também controlam grandes gravadoras), as pessoas não paravam de aderir à rede Napster numa demonstração aberta de que não consideravam legítima uma lei que impedia a livre troca dos bens culturais.

    A discussão sobre o Napster, por outro lado, gerou um debate sobre a remuneração dos artistas e sobre as dificuldades de se compatibilizar a livre troca de informações com o sustento de uma classe de criadores profissionais remunerados. Não apenas as grandes gravadoras se opuseram ao Napster, mas uma série de artistas estabelecidos, do Metallica a Lou Reed [13], argumentaram que a livre troca de música sem o pagamento dos direitos autorais retirava sua fonte de sustento. E embora esse debate tenha sido muito desequilibrado - porque sempre estava ausente um verdadeiro opositor dos direitos autorais - ele teve o mérito de pôr em evidência o objetivo primário da instituição dos direitos de autor.

    Enquanto em alguns fóruns alternativos a possibilidade de um mundo sem direitos autorais era discutida um tanto teoricamente, um movimento iniciado por programadores começava a mostrar a viabilidade efetiva desse projeto. Não se tratava de pensar como poderia ser uma sociedade sem direitos autorais, mas de começar a pô-la em prática.

    Embora muitas histórias possam ser contatadas sobre a origem desse movimento, podemos dizer que uma das suas principais manifestações teve origem no início dos anos 80 quando o programador Richard Stallman, do laboratório de inteligência artificial do MIT, abandonou seu emprego por se sentir constrangido pelas restrições de direitos autorais que impediam-no de aperfeiçoar programas comprados de empresas. Stallman sentia que as licenças de direitos autorais que negavam acesso ao código fonte dos programas (para impedir cópias ilegais) restringiam liberdades que os programadores haviam usufruído antes do mundo da informática ser dominado pelas grandes corporações - a liberdade de executar os programas sem restrições, a liberdade de conhecer e modificar os programas e a liberdade de redistribuir esses programas na forma original ou modificada entre os amigos e a comunidade. Por esse motivo, Stallman resolveu iniciar um movimento que produzisse programas livres, programas que resguardassem aquelas liberdades que o mundo dos programadores conhecia antes das restrições empresariais. Foi com essas idéias que Stallman começou a conceber o sistema operacional GNU que depois de ter o kernel desenvolvido por Linus Torvalds ficou conhecido como Linux. [14]

    O significado do desenvolvimento e principalmente da difusão do sistema operacional GNU/ Linux não é apenas o de romper o monopólio do sistema Windows, da Microsoft, mas, principalmente, de fazê-lo por meio de um empreendimento em grande medida coletivo e voluntário. Tirando alguns poucos funcionários que recebiam salários relativamente baixos da fundação de Stallman (a Fundação para o Software Livre), a maioria dos desenvolvedores do GNU/Linux eram programadores ligados a empresas e universidades que davam sua contribuição voluntariamente sem esperar qualquer outro tipo de retorno que não o reconhecimento público por um trabalho bem feito. Como Benjamin Franklin, esses programadores, entre os quais encontravam-se alguns dos melhores em sua área, doavam seu trabalho de forma "gratuita e generosa" esperando contribuir para "o bem comum" e "a melhoria das condições". E apenas com esse trabalho voluntário e generoso (que nos últimos anos passou a ser bem explorado por grandes empresas) conseguiu-se montar uma comunidade estimada hoje em mais de 15 milhões de usuários.

    O sucesso da difusão desse sistema operacional e de centenas de outros programas livres deveu-se ao fato de que esses programas garantiam a permanência de suas características "livres". Quando Stallman iniciou o movimento pelo sofware livre, ele concebeu um tipo de licença de direitos autorais que assegurava a manutenção das liberdades em versões reproduzidas e melhoradas dos programas. A esse tipo de licença, Stallman deu o nome de "copyleft" (esquerdo autoral), num trocadilho com "copyright" (direito autoral) [15]. Ao invés de simplesmente abrir mão dos direitos autorais, o que permitiria que empresas se apropriassem de um programa livre, modificando-o e redistribuindo-o de forma não livre, Stallman pensou num mecanismo de constrangimento que assegurasse a manutenção da liberdade que o programador havia dado ao programa. O mecanismo pensado era reafirmar os direitos autorais abrindo mão da exclusividade de distribuição e alteração desde que o uso subsequente não restringisse aquelas liberdades. Em outras palavras, a pessoa que recebia um programa livre, recebia esse programa com a condição de que se o copiasse ou o aprimorasse, mantivesse as características livres que tinha recebido: o direito de rodar livremente, de modificar livremente e de copiar livremente. Com isso, os programas livres, frutos de esforços coletivos voluntários, ganhavam uma licença que garantia que mesmo que as empresas quisessem usá-los e distribuí-los, o fizessem de forma a manter suas liberdades iniciais.

    O sucesso do sistema operacional GNU/Linux e do movimento do software livre trouxe um exemplo concreto da possibilidade de se constituir um sistema de criação onde a remuneração não fosse a forma principal de estímulo e onde o interesse coletivo de usufrir com liberdade a cultura humana fosse mais importante do que a exploração comercial das idéias. Claro que a objeção de que os autores ficariam desprovidos de sustento e teriam que sujar as mãos com trabalhos não puramente criativos permaneceu. Mas o exemplo de Richard Stallman que trocou o papel de programador que cedo ou tarde seria forçado a submeter-se às empresas pelo papel de conferencista e acessor técnico independente ou ainda, o exemplo de George Gershwin, que antes de garantir o sustento de sua família por três gerações, ganhou a vida executando, como pianista e regente, suas próprias composições, mostram que uma vida sem direitos autorais é possível.

    Hoje o movimento pelo copyleft, pela livre circulação da cultura e do saber ampliou-se muito além do universo dos programadores. O conceito de copyleft é aplicado na produção literária, científica, artística e jornalística. Há ainda muito trabalho de divulgação e esclarecimento a ser feito e é preciso que discutamos politicamente os prós e os contras dos diferentes tipos de licença. Precisamos discutir se queremos conciliar a exploração comercial com a utilização não comercial livre ou se devemos simplesmente nos livrar dos mecanismos de difusão comercial de uma vez por todas; precisamos também discutir questões relativas à autoria e à integridade da obra, principalmente numa época em que o sampleamento e a colagem constituem formas de manifestação artística importantes; temos, finalmente, que discutir as inúmeras peculiaridades de cada tipo de produção adequando a licença ao que estamos fazendo (a ênfase na possibilidade de modificação de um programa de computador tem pouco cabimento quando aplicado à produção científica, etc.). Esse trabalho não é o trabalho de imaginar um mundo possível, mas de passar a construí-lo, aqui e agora.

    NOTAS

    1. http://www.midiaindependente.org

       

    2. Direitos de propriedade intelectual é um termo genérico para designar os direitos autorais, de patentes e de marcas. Neste artigo, falo um pouco dos direitos sobre patentes, mas, sobretudo, dos direitos autorais. Para a questão das marcas veja Naomi Klein, Sem Logo (Rio de Janeiro, Record, 2002).

       

    3. Carta de Thomas Jefferson para Isaac McPherson de 13 de agosto de 1813 (The Writings of Thomas Jefferson. Washington, Thomas Jefferson Memorial Association, 1905, vol. 13, pp. 333-335). Essa passagem é muito citada como argumento contrário à propriedade intelectual, mas a intenção de Jefferson é apenas mostrar que a propriedade intelectual não é natural - o que não impede (e ele é um defensor disso) que ela seja instituída pela sociedade.

       

    4. Cláusula de direitos autorais e de patentes da Constituição Americana, art. I, § 8, cl. 8.

       

    5. Thomas Babington Macaulay, "A Speech Delivered in the House of Commons on the 5th of February 1841" In: The Miscellaneous Writtings and Speeches of Lord Macaulay. Londres, Longmans, Green, Reader & Dyer, 1880, vol. IV.

       

    6. Apesar disso, houve várias tentativas de introduzir o direito natural no tratamento da propriedade intelectual. Se a doutrina do direito natural vingasse, o direito de exploração comercial exclusiva perderia o caráter de concessão temporária justificada pelo estímulo à criação e se transformaria num direito permanente e hereditário. Isso levaria num curto prazo à completa mercantilização de todos os bens culturais. Felizmente isso não foi adotado em nenhum lugar. Na França, depois da revolução, a constituição de 1791 consagrou o direito "natural" à propriedade intelectual, mas a regulamentação desse direito sempre restringiu o monopólio a um período de exploração determinado.

       

    7. Evidência de que adequação à Convenção de Berne era apenas um pretexto é dada pelo fato de que apesar do período da vida do autor mais 50 anos ter sido adotado nos EUA em 1976, o país não aderiu à convenção até 1989 porque não abriu mão de outros ítens "menores" como a exigência de registro. Para todo esse levantamento, veja Tyler T. Ochoa "Patent and Copyright Term Extension and the Constitution: a Historical Perspective" Copyright Society of the USA (março de 2002): 19-125.

       

    8. A União Européia havia estendido o prazo de validade dos direitos autorais para a duração da vida do autor mais 70 anos.

       

    9. The Autobiography of Benjamin Franklin. Nova Iorque, P. F. Collier & Son, 1909, p. 112. Stephen Marglin "Origem e funções do parcelamento de tarefas" In: A. Gorz. Crítica da divisão do trabalho. São Paulo, Martins Fontes, 1989, pp. 37-77.

       

    10. Imagine a Warner exigindo das milhões de pessoas que fazem aniversário todos os dias pagamento pelos direitos de "Parabéns para você" (sim, há direito autoral para "Parabéns para você" e ele pertence ao grupo AOL Time Warner que recebe como pagamento pelos direitos aproximadamente dois milhões de dólares todo ano).

       

    11. Muito antes das disputas recentes envolvendo o cassete de áudio e o vídeocassete, pode-se lembrar o processo que a editora musical White-Smith moveu contra a Apollo Co. em 1908 pela venda de "rolos de piano", cartuchos cilíndricos com papel perfurado que eram utilizados por um dispositivo que permitia aos pianos tocarem músicas automaticamente.

       

    12. Quem se debruçar sobre a história da disputa sobre os direitos autorais vai sofrer desilusões com grandes artistas que muitas vezes puseram mesquinhos interesses privados acima dos interesses públicos. Não é apenas o caso do Metallica que identificou os interesses dos novos artistas com o das grandes empresas, lembrando que "apesar de todos nós gostarmos de criticar as gravadoras grandes e más, elas sempre reinvestiram seus lucros na exposição de novas bandas para o público" e que, "sem essa exposição, muitos fãs nunca teriam a oportunidade de conhecer hoje as bandas de amanhã" (Lars Ulrich, baterista do Metallica, em declaração sobre o Napster). Numa audiência no congresso americano, buscando revisar as leis de direito autoral em 1906, o escritor Mark Twain, autor dos clássicos "As aventuras de Tom Sawyer" e "Huckleberry Finn" simplesmente defendeu o direito natural à propriedade intelectual. Após ser informado que tal doutrina era inconstitucional, passou a defender a extensão do direito para o maior prazo possível. Seus argumentos? "Eu gosto da extensão [do direito de propriedade intelectual] para cinquenta anos porque isso beneficia minhas duas filhas que não têm competência para ganhar a vida como eu ganho pois eu as eduquei como jovens senhoras que não sabem e não conseguem fazer nada." (E. F. Brylawsky e A. A. Goldman, Legislative History of the 1909 Copyright Act. Littleton, Fred B. Rothman, 1976, p. 117 citado por T. T. Ochoa, no mencionado, p. 36)

       

    13. Richard Stallman "The GNU Operating System and the Free Software Movement" In: Mark Stone, Sam Ockman e Chris DiBona (eds.) Open Sources: Voices from the Open Source Revolution. Sebastopol, O'Reilly, 1999.

       

    14. O termo "copyleft" partiu de um amigo de Stallman que, brincando, escreveu certa vez numa carta: "Copyleft: all rights reversed" (esquerdos autorais: todos os direitos invertidos) em alusão à nota comum: "Copyright: all rights reserved" (direitos autorais: todos os direitos reservados). Veja o artigo de Stallman citado acima.

       

    15. (c) 2002 É autorizada a reprodução deste artigo para fins não comerciais desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída.



    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20020716.html

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    Estatísticas sobre a Internet Brasil

    by linuxdicas (18/11/2007 - 20:35)

    Estatísticas sobre a Internet Brasil

    Colaboração: Rubens Queiroz de Almeida

    O comitê gestor mantêm uma página Web com estatísticas sobre a Internet Brasil. Para quem se interessar o endereço é http://www.gt-er.cg.org.br/estatisticas.

    Nesta página você irá encontrar informações sobre o número de hosts registrados, domínios, etc.




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/19971213.html

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    Configurando teclados multimídia

    by linuxdicas (13/11/2007 - 06:44)

    Configurando teclados multimídia

    Colaboração: Carlos E. Morimoto

    Depois de 6 dias falando sobre redes, vamos a uma dia mais "light", entrando em clima de Domingo.

    Existem no mercado muitos teclados com teclas especiais, que permitem abrir o media player, ajustar o volume, abrir o leitor de e-mails e assim por diante. Estes teclados quase sempre acompanham algum driver ou utilitário de configuração, que naturalmente está disponível apenas para Windows. Mas, você pode definir ações para as teclas especiais do seu teclado também no Linux, com algumas configurações simples.

    A idéia central é que todo teclado utiliza um processador de 8 bits para ler as teclas digitadas. Ele suporta 256 teclas diferentes, mas os teclados possuem apenas 104 ou 105 teclas, deixando um monte de endereços livres. Os "teclados multimídia" aproveitam esta característica para adicionar algumas teclas extras. Ao configurar estes teclados no Linux, você precisa verificar quais são os códigos gerados pelas teclas adicionais e atribuir funções a elas, usando o Painel de controle do KDE.

    Você pode usar o xev, um pequeno utilitário que monitora as teclas digitadas e lhe mostra todas as informações. Ele permite que você veja a forma como o sistema vê cada uma.

    Abra um terminal e execute-o usando seu login de usuário:

     $ xev 

     

    Pressione agora cada uma das teclas especiais. Na saída exibida no terminal, o xev exibe dois eventos para cada tecla pressionada (um ao pressionar, outro ao soltar). O volume de informações é grande, mas o que nos interessa é apenas o código numérico de cada tecla, exibido depois do "keycode" na terceira linha de cada evento:

    Anote o código de cada tecla e abra o arquivo ".xmodmap", dentro do seu diretório de usuário:

     $ kedit ~/.xmodmap 

     

    Vamos agora relacionar cada código com uma tecla de função. No teclado temos as teclas F1 até F12, podemos então relacionar as teclas especiais com, por exemplo, as teclas F18 em diante (que na verdade não existem), como em:

     keycode 144 = F18 keycode 164 = F19 keycode 162 = F20 keycode 153 = F21 keycode 174 = F22 keycode 176 = F23 keycode 160 = F24 keycode 130 = F25 keycode 236 = F26 keycode 234 = F27 keycode 233 = F28 keycode 223 = F29 

     

    Aqui eu coloquei todas as teclas, mas você pode adicionar apenas as que for realmente utilizar :). Para que a alteração entre em vigor sem precisar reiniciar o X, rode o comando:

     $ xmodmap ~/.xmodmap 

     

    A partir daí, você pode configurar ações para elas no "Ações de entrada", no "Painel de Controle do KDE > Regional & Acessibilidade". Você pode tanto definir ações "simples", para que seja aberto um determinado programa quando a tecla é pressionada, quanto ações mais complexas. Neste caso vale a criatividade.

    Para fazer com que a tecla do media player abra o XMMS, clique no "Nova Ação". Na aba "Geral", marque a opção "Tipo da Ação > Atalho do teclado > Comando/URL (simples)". Acesse a aba "Atalho de teclado", defina a tecla usada e, na aba "Configurações do Comando/URL", coloque o aplicativo que será aberto, no caso, "xmms". Você não está restrito apenas a aplicativos, pode usar qualquer comando de terminal.

    Caso esteja em dúvida sobre qual comando abre determinado programa, clique com o botão direito sobre o botão "K" na barra de tarefas e acesse o "Editor de menus". Nele você pode ver o comando correspondente a cada ícone no menu.

    Para os casos mais complicados, onde a tecla não gere nenhuma resposta no xev, existe um procedimento um pouco mais trabalhoso, que "ensina" o sistema o que fazer com cada tecla.

    Mude para um terminal de texto puro (pressione Ctrl+Alt+F1), e pressione as teclas especiais. Elas não farão com que apareça nada na tela, mas se o sistema estiver recebendo algum sinal do teclado, ele incluirá uma entrada no log, falando sobre a tecla "não identificada".

    Rode o comando "dmesg", que mostra o log do sistema:

     # dmesg 

     

    Você verá uma entrada para cada tecla, contendo um código em hexa para cada tecla, como em:

     atkbd.c: Unknown key pressed (translated set 2, code 0x9e on isa0060/serio0). atkbd.c: Use 'setkeycodes e01e <keycode>' to make it known. 

     

    Precisamos agora achar um código livre para associar a tecla a ele. Isto é bem simples, pois os códigos de 121 a 255 estão geralmente livres. Para verificar, use o comando abaixo, substituindo o "122" por um número até 255. Se ele não retornar nada, significa que o código não vago e você pode utilizar sem medo:

     # getkeycodes | grep 122 

     

    Falta agora associar o código em hexa da tecla com o keycode, o que é feito usando o comando "setkeycodes", como em:

     # setkeycodes e01e 122 

     

    Para que o comando torne-se definitivo, abra o arquivo "/etc/init.d/bootmisc.sh" num editor de textos (como root) e adicione o comando no final do arquivo. Todos os comandos dentro do arquivo são executados a cada boot:

     # kedit /etc/init.d/bootmisc.sh 

     

    A partir daí, volte ao arquivo ".xmodmop", associe a nova tecla com o "F18" e defina uma ação para ela no "Ações de entrada". Repita o processo para cada tecla que desejar ativar :).

    Uma observação é que alguns teclados especiais, como os usados nos notebooks Toshiba A70 e A75 realmente não funcionam, pois utilizam um sistema proprietário para o mapeamento das teclas especiais, que não é suportado pelo sistema. Nestes casos, realmente não existe muito o que fazer. '




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20060514.html

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    Outro Site sobre Hardware

    by linuxdicas (13/11/2007 - 06:40)

    Outro Site sobre Hardware

    Colaboração: Antonio Augusto <<mancha (a) sergipe com br>>

    Um outro site excelente com informações sobre hardware de computadores é o AnadTech, que fica em http://www.anandtech.com.




    Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20021018.html

    Tag: Outro,Site,sobre,Hardware

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