eScience: Ferramenta CMS para grupos de pesquisa
eScience - Ferramenta CMS para grupos de pesquisa
Gostaria de anunciar o lançamento da ferramenta eScience, que é um software que tem por objetivo permitir a publicação dinâmica de de conteúdos ligados a pesquisa científica.
Seu desenvolvimento foi feito utilizando a linguagem PHP e o banco de dados Postgresql. Está sendo distribuído sob a licença GPL (GNU Public License)
Este produto foi desenvolvido pela equipe de software livre do Centro de Computação da Unicamp e mais informações (download, documentação, etc) podem ser obtidas no site do projeto
Software Livre e a Indústria Farmacêutica
Colaboração: Marcelo de Gomensoro Malheiros
Um excelente artigo de um pediatra (!) sobre as similaridades entre a área de pesquisa biomédica e o fenômemo do Software Livre:
http://software.newsforge.com/software/04/05/13/1933240.shtml
Os comentários sobre o artigo são também bastante interessantes, e o terceiro em particular sumariza muito bem toda a questão:
The analogy to biomed research works for a very simple reason, and one that MBA types need to pay attention to: Software development is not manufacturing, it's research. Any successful research effort depends on the collaboration and publication of results, it's the only effective way to ensure that the primary researcher didn't miss something important, and it's the only way to enable follow-on research that produces additional benefit. When they think of software development, far too many business types think it's a form of manufacturing, we write the code, and that's the product, this is a serious error. Code is a design, not a product, the binary is the product, and the compiler performs the actual manufacture. The software development process is the process of researching the solution to a problem, and documenting that solution in code. This is why FOSS works, not because it meets some ephemeral social need, and not because it breaks some perceived barrier, but because FOSS development recognizes, even if incidentally, that this is a research activity, and research always benefits from an open forum, the more open, the more benefit to the research.
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20040613.html
Fórum Internacional de Software Livre em Porto Alegre
Fórum Internacional de Software Livre em Porto Alegre
Inscrições: http://www.softwarelivre.org/forum2003
COM O APOIO DE GOVERNOS E EMPRESAS, FÓRUM INTERNACIONAL DEBATE SOFTWARE LIVRE EM PORTO ALEGRE
Está tudo pronto para o 4º Fórum Internacional Software Livre, nos dias 5, 6 e 7 de junho, na PUC, em Porto Alegre. O evento, o maior do gênero na América Latina, contará com mais de 200 palestrantes nacionais e estrangeiros e 3 mil participantes.
Este ano, o FISL conta com o apoio do governo federal, que falará sobre seus projetos de inclusão digital. O governo estará representado pelo Instituto de Tecnologia da Informação (ITI), Secretaria de Logística do Ministério do Planejamento, Serpro, Caixa Econômica Federal e Eletronorte.
O ITI será representado por seu presidente, Sergio Amadeu da Silveira, que teve uma experiência bem-sucedida de uso de software livre na administração pública em São Paulo. O gaúcho Rogério Santanna apresentará os projetos da Secretaria de Logística do Ministério do Planejamento. O ministro José Diceu (Casa Civil) já declarou que a inclusão digital é importante para o país, podendo ser viabilizada por meio do uso de software livre.
Entre os palestrantes destacados do 4º Fórum estão o presidente da Gnome Foundation, Miguel de Icaza. Mexicano radicado em Boston (EUA), ele foi apontado pela revista Time como um dos grandes inovadores na área da tecnologia. Outros nomes de destaque são Bdale Garbee (EUA), da HP e do grupo Debian; David Axmark (Suécia),criador do MySQL, mais conhecido banco de dados de código aberto; Diego Saravia (Argentina), da ONG Hipatia; Juan Tomás Garcia (Espanha), do Hispalinux; Claudio Menezes, representante da Unesco no Uruguai; e Marcelo Tosatti, o jovem brasileiro responsável pela administração do núcleo do Linux, o mais conhecido sistema operacional livre.
A Feira de Soluções Livres, que acontecerá pela segunda vez, colocou à disposição 20 estandes, rapidamente reservados por empresas que desejam apresentar seus produtos e serviços. Por falar em empresas IBM, Itautec e Cisco, entre outras grandes, estão apoiando o 4º FISL. Paralelamente, como nas edições anteriores, ocorrerá o workshop acadêmico.
A Prefeitura de São Paulo trará de ônibus um dos seus telecentros e o instalará na PUC.São 20 computadores rodando em software livre, inclusive adaptados para o uso de portadores de necessidades especiais.
De vários Estados e do Uruguai 38 caravanas foram organizadas para participar do evento. Além de ônibus, os grupos se deslocarão de avião até Porto Alegre para a grande festa da liberdade e do conhecimento.
O Fórum é promovido pelo Projeto Software Livre RS, Prefeitura de Porto Alegre e PUCRS. Incluem-se entre os apoiadores a Procergs, Procempa, Facudadade de Engenharia da PUC, Seprorgs, Assembléia Legislativa, Senado, Brasil Telecom, UERGS, UFRGS, Unisc e Unisinos.
O governador Germano Rigotto e o prefeito de Porto Alegre, João Verle, estarão presentes na abertura do Fórum, às 9h do dia 5.
Integrantes do Projeto Software Livre RS, Marcelo Branco e Mario Teza,afirmam que o Fórum, como nos anos passados, será uma grande festa da "liberdade do conhecimento", já que as pessoas envolvidas são favoráveis a que a inteligência da informática não fique oculta e sim aberta e transparante. O software livre se caracteriza por permitir acesso ao código fonte dos programas, que podem ser modificados, copiados e redistribuídos livremente. Sua adoção por administrações públicas carentes de recursos viabiliza projetos em áreas importantes, como educação e saúde.
As incrições poderão ser feitas através do site www.softwarelivre.org/forum2003
Assessoria de Imprensa do Projeto Software Livre RS
F: (51) 3289-6225
Marisa Ribeiro (51) 9914-9236 e Carlos Souza (51) 9212-8474
<press (a) softwarelivre org>
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20030530.html
Software para WebMail
Software para WebMail
Colaboração: Roberth Oliveira Corgosinho <<bobh (a) netfor com br>>
Um outro software interessante para implementação de WebMail é o NeoMail, também todo escrito em Perl, de fácil configuração e não necessita de outros aplicativos. Tem opção de troca de idioma e esquema de cores onLine, permite limitar quota de usuário e tamanho de arquivos em anexo, permite compatibilidade com Pine, etc. ... Acredito que esse software vale a pena.
O endereço é: http://neomail.sourceforge.net
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20010117.html
Revista Eletrônica sobre Software Livre
Revista Eletrônica sobre Software Livre
Colaboração: Daniel Darlen
Foi disponibilizada na internet uma nova publicação relacionada à área de Software Livre, a Free Software Magazine.
O número 1 da revista traz artigos interessantes sobre formatos de arquivos livre e ainda apresenta o blog do Richard Stallman.
O número 2 em servidores de email. Alguns artigos:
- Filtering spam with Postfix
- The history and future of SMTP
- Mail servers: resolving the identity crisis
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20050424.html
Materialização do Conceito de Software Público: Iniciativa CACIC
Materialização do Conceito de Software Público - Iniciativa CACIC
Colaboração: Daniel Darlen
1. PALAVRAS-CHAVE
Compartilhamento de Conhecimento - Desenvolvimento Colaborativo - Software Livre - Software Público - Informática Pública
2. RESUMO
O texto relata a experiência do Consórcio de Desenvolvimento do Software CACIC, coordenada pela Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, e viabilizada através de parceria com a instituição responsável pelo desenvolvimento da versão original do software: a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social - DATAPREV.
O relato é feito a partir de breve resgate dos princípios que fundamentam o compartilhamento de software entre instituições públicas de informática, incluindo o conceito de "Software Público Brasileiro", cunhado em 2001. São também tratados em síntese os diferenciais para a temática proporcionados pela consolidação do modelo de licenciamento GPL (Licença Pública Geral), próprio do Software Livre, no âmbito do setor público. A conclusão fortalece a percepção de que o CACIC representa importante passo para a consolidação do conceito de Software Público no país.
3. INTRODUÇÃO
O fundamento para tratar software desenvolvido pelo setor público como objeto de compartilhamento pode ser obtido na Teoria dos Bens Públicos (MUSGRAVE, R. Finanças Públicas, Rio de Janeiro: Campus, 1980.): bem público como aquele que apresenta características de indivisibilidade e de não rivalidade. Ou seja, pode ser usado por todos sem que com isto se estabeleça competição entre os usuários pelo bem. Ora, tais características são inerentes ao software: se um ou muitos o utilizam, os demais não perdem a possibilidade de vir a usá-lo, não há limitação sequer para quem o desenvolveu. Ao contrário, consideradas as possibilidades de aprimoramento a suas funcionalidades por diferentes atores, sua qualidade pode ser em muito ampliada através da disseminação de seus códigos fonte e da efetiva colaboração dos usuários e desenvolvedores.
Por outro lado, o caráter cada vez mais estratégico do software para governos e sociedade, a similaridade de demandas de entes públicos, a restrição de recursos humanos e materiais para seu atendimento e o acervo de soluções desenvolvidas pelos diferentes poderes e esferas, justificariam que iniciativas de cooperação governamental no sentido de compartilhar e publicizar software fossem freqüentes e numerosas. O cenário real, no entanto, é bem outro. Práticas de compartilhamento de software por entes públicos e destes com a sociedade são ainda esporádicas, no Brasil e, até onde se pode enxergar no mundo. Dentre as restrições para tornar cotidianas tais práticas há aspectos financeiros, culturais, tecnológicos e mesmo jurídicos. De forma não exaustiva poderiam ser citadas: * Receio da instituição desenvolvedora quanto a: * Sobrecarga por demandas de serviços de suporte e customização por parte dos demais usuários da solução, sem contrapartidas; * Possíveis restrições jurídicas decorrentes da cessão e uso do bem produzido no âmbito do setor público; * Riscos à segurança das informações governamentais tratadas pela solução decorrentes da publicação de seu código fonte; * Apropriação do código por instituições privadas, com o conseqüente "fechamento" do acesso a melhorias produzidas; * Manutenção do nível de qualidade da solução para atender as demandas crescentes; * Receio de potenciais usuários quanto a mudanças nas regras de acesso ao software, quanto à descontinuidade da solução etc; * Inexistência de padrões universais para produzir e documentar programas; * Desconhecimento de boas práticas similares. * Pela complexa relação entre o setor público, privado, o terceiro setor e o colaborador individual, onde todos os atores tenham os seus papéis compreendidos para o pleno funcionamento de uma Comunidade .
A consolidação das principais modalidades de licenciamento associadas ao software livre (Inclusive com a publicação da CC/GPL em português.) estabelece, em tese, ambiência propícia à superação de boa parte dos limitadores listados, em especial os que se referem aos "receios de instituições desenvolvedoras e de potenciais usuários". Afinal, várias das garantias pretendidas seriam possíveis através da adoção de licenciamento em modalidade GPL no software a ser publicizado. Questões como não fechamento futuro de códigos derivados da versão originalmente livre, impossibilidade de alteração na modalidade de licenciamento de dada versão e direito público às melhorias produzidas em softwares livres são diretamente tratadas pela modalidade de licenciamento referida (Em 2004 foi publicada versão em português da licença, com o reconhecimento formal das autoras da concepção mundialmente aceita: Creative Commons e Free Software Foundation.) Neste contexto foi formulado o conceito de Software Público Brasileiro (PROCERGS. Construindo uma plataforma tecnológica - Software Público Brasileiro, 2001, mimeo.), associado a estratégias para ampla publicização de softwares desenvolvidos pelo governo e prevendo tratamento para o conjunto das restrições tratadas anteriormente. Ainda assim faltava uma experiência bem sucedida, capaz de ser sentida por parcela expressiva da sociedade e de materializar a nova modalidade de licenciamento e modelo de gestão. Como se verá a seguir, o Consórcio CACIC se aproxima muito destas condições e pode se efetivar como um caso concreto do preconizado Software Público.
4. CONSÓRCIO CACIC
4.1. Breve Histórico
Dentre as tarefas a cargo de cada escritório regional da DATAPREV está o gerenciamento das redes locais instaladas nas agências do INSS no território a ele circunscrito, em geral correspondente a uma unidade federativa. Considerado o fluxo de cidadãos nas agências, dispostas em diferentes pontos do estado, a manutenção de níveis satisfatórios de serviço sempre foi um desafio para as equipes técnicas alocadas.
Este quadro foi o elemento motivador para que em 2.000, profissionais que atuavam no escritório regional da empresa no estado do Espírito Santo, iniciassem a concepção de projeto de software com funcionalidades referentes à coleta e consolidação de informações sobre configurações de software e de dispositivos de hardware instalados em redes locais, através de arquitetura de agentes. O projeto foi denominado CACIC - Configurador Automático e Coletor de Informações, e embora tivesse caráter local, resultou ao longo do tempo em versões estáveis e documentadas, utilizadas por outros escritórios da DATAPREV. Adicionalmente, tendo em vista a adoção de premissas de interoperabilidade - interface web e http - e o uso prioritário de ferramentas livres (Arquitetura LAMP: Linux, APACHE, MySql e PHP, com alguns componentes em DELPHI.), no desenvolvimento do software, o CACIC se caracterizava como solução passível de instalação e uso em uma diversidade de ambientes, a custos muito baixos. Ainda assim, o caráter não corporativo do projeto na DATAPREV, não permitia que o CACIC fosse otimizado ao ponto de se estabelecer como solução de "prateleira" da instituição para outros órgãos de governo, ou mesmo que viesse a ser adotado no conjunto do parque por ela atendido.
4.2. A Formação do Consórcio
Paralelamente a este processo, a Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento - SLTI/MP, vivia o desafio de atender às suas atribuições como órgão central do SISP - Sistema de Administração de Recursos de Informática e Informação da Administração Pública Federal ( Decreto no. 1048, de 21 de janeiro de 1.994 - criação do SISP - e decreto 5.134, de 7 de julho de 2004, a SLTI é seu órgão central.) Neste sentido, deve-se registrar que, até o início de 2003, o suporte à função mais elementar do SISP - obtenção das informações de inventário do imenso parque instalado no Governo Federal - era feito através de aplicação que exigia que coordenadores de informática dos órgãos informassem periodicamente os totais de cada dispositivo/ferramenta instalados em redes locais sob sua responsabilidade. Ainda que a estratégia fosse sustentada por decreto do presidente do Comitê Gestor de Governo Eletrônico (Resolução Nº 14 de 6 de dezembro de 2002 - Comitê Executivo do Governo Eletrônico.), jamais resultou em informações confiáveis. Desta forma, em outubro de 2003, foram iniciados estudos para a adoção de software baseado em arquitetura de agentes, como alternativa mais racional para obtenção do inventário de recursos.
Os estudos, conduzidos no ambiente do Ministério do Planejamento, em parceria entre a SLTI e a coordenação de informática do Ministério, incluíram a avaliação de soluções de mercado e do setor público, dentre elas o CACIC. O processo foi atentamente acompanhado pelos coordenadores de informática dos demais órgãos da Administração Federal, sendo ponto de pauta freqüente de fórum dos coordenadores de informática de ministérios e do Grupo Técnico de Migração para Software Livre (Grupo de trabalho coordenado pela SLTI/MP com o objetivo de apoiar os trabalhos dos Comitês Técnicos do Governo Eletrônico que tratam das temáticas de Software Livre e de Sistemas Legados). O interesse pelo tema justificava-se pela inexistência de soluções similares, em expressivo número de ambientes. O que evidenciava que os resultados da avaliação em curso seriam úteis para muitos órgãos.
Embora o estudo tenha concluído por alguma superioridade de solução de mercado em relação ao CACIC, especialmente no que tange a requisitos de usabilidade e eficiência, muitos fatores apontavam para que fosse recomendado o uso da solução desenvolvida pela DATAPREV, dentre os quais destacam-se * Custo das soluções de mercado; * Não aderência da solução de mercado às diretrizes do Governo Eletrônico, em especial no que tange ao uso de softwares livres na arquitetura de desenvolvimento, atendimento à e-PING (Padrões de Interoperabilidade de Governo Eletrônico, disponível em www.governoeletronico.gov.br.) e ; * Pleno acesso ao código fonte do produto.
Neste sentido, considerando ainda o caráter crítico das informações a serem tratadas pela aplicação, foram iniciadas pela SLTI/MP junto à direção da DATAPREV discussões no sentido de que o CACIC viesse a ser gradualmente adotado pela Administração Pública Federal através de estratégia que combinasse duas linhas: (i) a imediata instalação e uso da versão existente e (ii) o desenvolvimento colaborativo de versões futuras, que viessem a contemplar o conjunto de requisitos desejados. Além da SLTI/MP, os coordenadores de informática de três outros órgãos - Ministério do Desenvolvimento Agrário, da Educação e do Meio Ambiente - dispuseram-se a aderir espontânea e prontamente à iniciativa. Inclusive através da alocação de técnicos em tarefas de desenvolvimento de novas funcionalidades prioritárias, dentre as quais agente para uso em estações cliente com sistema operacional livre e camada de web service para consolidação de informações produzidas em diversas redes locais.
Restava no entanto o desafio de garantir que o processo fosse conduzido sob condições juridicamente sustentáveis, conforme tratado no tópico anterior. No caso em questão, tais garantias envolviam: * que os dirigentes da DATAPREV não viessem a ser juridicamente questionados quanto a eventual dano causado aos interesses da empresa pela cessão do produto; * que a DATAPREV ou a SLTI/MP não viessem a ser responsabilizadas por problemas decorrentes do uso do software pelos potenciais usuários; * que os demais órgãos não viessem a ser surpreendidos pela alegação de uso não autorizado do CACIC; * que houvesse garantias de que toda melhoria incorporada ao software pudesse ser reusada pela comunidade usuária, e por conseqüência retornasse à instituição patrocinadora do desenvolvimento original: a DATAPREV .
Embora fosse possível prever que o equacionamento do conjunto de condições relacionadas seria possível através da adoção de licenciamento do software na modalidade GPL, a situação nunca havia sido tratada com esta abrangência por qualquer órgão da Administração Pública Federal. Mas ao contrário de paralisar o processo, o caráter de ineditismo da tarefa motivou os intervenientes a trilhar passo a passo e com todo rigor os procedimentos que viessem a dar sustentabilidade legal à iniciativa. O que envolveu dentre outros instrumentos: registro de autoria/propriedade do software junto ao INPI por parte da DATAPREV, estabelecimento de convênio entre esta e a SLTI/MP e o posterior licenciamento do CACIC na modalidade GPL. Este esforço, coordenado pelas consultorias jurídicas da SLTI/MP e DATAPREV, contou com importante colaboração da procuradoria do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação - ITI, e é hoje entendido como um dos sub produtos mais relevantes da iniciativa do Consórcio: o estabelecimento de modelo de procedimentos para que outros softwares desenvolvidos pelo setor público venham a ser compartilhados e aprimorados pelo conjunto da sociedade, de forma juridicamente responsável (www.governoeletronico.gov.br/cacic/modelos).
4.3. A Comunidade CACIC
Assim que se estabeleceu a convicção de que seria possível equacionar as garantias necessárias para uso e desenvolvimento colaborativo da solução, foi realizada a 1a. Convenção de Usuários do CACIC. O evento, realizado em Brasília em 22 de março corrente, teve participação compatível com o interesse dos coordenadores de informática na Administração Federal pela solução: representantes de cerca de 30 instituições. O processo foi enriquecido pela presença do líder de um dos softwares livres mais utilizados no Brasil: o Open Office, permitindo assim que os participantes tivessem uma visão detalhada e real das condições para interagir com a inovação em pauta.
Nesse ambiente, foi validado o modelo de gestão do Consórcio CACIC com a seguinte lógica geral: * Cabe a SLTI/MP a alocação de recursos humanos e de infra-estrutura para gestão do Consórcio, incluindo-se aí hospedagem (www.governoeletronico.gov.br/cacic) e gestão dos conteúdos, inclusive todo o código fonte, liberação de versões, gerenciamento de usuários e de listas de discussão; * Cabe a cada um dos demais integrantes do Consórcio a alocação de recursos humanos para a instalação e uso do CACIC em seu ambiente computacional; * A alocação de recursos humanos necessários ao desenvolvimento e estabilização de versões futuras será feita pelos participantes do Consórcio, mediante negociação caso a caso, sendo sempre precedida pela avaliação de prioridades dos conjuntos dos membros.
Os resultados da Convenção incluíram ainda cronograma de instalação da versão existente do software nos órgãos interessados, priorização coletiva de requisitos de versões futuras, plano de capacitação das equipes e mecanismos para gestão de configurações.
Ou seja, estava assim instituído o Consórcio CACIC no âmbito da Administração Pública Federal. Mas, como o entendimento dos membros era que a sociedade, especialmente através das comunidades de informática pública e de software livre, deveria também ser convidada a aderir à iniciativa, o Consórcio foi a seguir divulgado em fóruns representativos (XI Congresso Nacional de Informática Pública e VI Fórum Internacional de Porto Alegre). Tais encaminhamentos levaram à expressiva ampliação dos interessados, que hoje incluem estudantes, universidades, empresas, ONGs, governos estaduais, municipais e instituições do legislativo e judiciário. Ou seja, o que parecia a princípio ser uma demanda estritamente da Administração Pública Federal, mostrou-se de interesse para significativa parcela da sociedade, como pode ser ilustrado pelos seguintes exemplos de adesões: * Governos da Argentina, do Paraguai e da Venezuela. A partir da explicitação destes interesses, o governo brasileiro, através da SLTI/MP e o governo venezuelano através da empresa estatal Petróleo da Venezuela - PDVSA, firmaram acordo para gerar a versão em espanhol da ferramenta; * Instituições de Informática Pública Estaduais: a Companhia de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina (CIASC) e a Companhia de Informática do Paraná (CELEPAR) estão utilizando e aprimorando o CACIC, com vistas a constituir consórcio estadual de desenvolvedores e de suporte aos estados. Paralelamente, o Governo Eletrônico do estado de Minas Gerais também tem estudado a ferramenta; * Prefeituras: a adequação do software para esta realidade tem sido feita individualmente por várias instituições municipais, dentre as quais a instituições de informática pública de Belo Horizonte, Recife, Curitiba, João Pessoa e Rio das Ostras. Adicionalmente o Consórcio de Municípios para o Software Livre (COMSOLI) tratará da divulgação do CACIC junto a seus associados; * Empresas: o Grupo Mabel, empresa do ramo alimentício, iniciou a prospecção do sistema de inventário e demonstrou interesse em utilizá-lo internamente na organização. Os gerentes e analistas de sistemas de diversas outras grandes empresas, como a Varig, Itapemirim, Águia Branca, BS Colwey Pneus, Tok Stok, Curinga Pneus, também solicitaram acesso à documentação para conhecer com mais detalhes a solução; * Grupos de Pesquisa: A Universidade de Brasília (UnB) está analisando em profundidade o projeto, com vistas a refinar e complementar sua documentação. A UFMG está operacionalizando a acoplagem da ferramenta livre NAGIOS para o controle das máquinas servidoras. Grupos de pesquisa da UFPA, UNICAMP, PUC-Minas, UNISINOS, UNIVATES e CEFET-SC também estão em contato com o CACIC.
Desta forma, o Consórcio CACIC, originário da decisão de agentes públicos de compartilhar responsavelmente um software desenvolvido com recursos públicos, configura-se hoje como experiência de caráter exemplar: o uso do software é feito por dezenas de instituições, melhorias e evoluções de suas funcionalidades estão articuladas sem que sejam necessárias despesas de vulto por qualquer dos parceiros ou da coordenação, a aderência a padrões é premissa básica do desenvolvimento e não são esperados quaisquer problemas jurídicos para o modelo.
Deve-se registrar ainda que os primeiros efeitos positivos de seu uso por equipes de informática do governo permitem antever um novo conjunto de benefícios do empreendimento: fortalecer a cultura de compartilhamento de software entre entes públicos. Ou seja, a vivência de interações em uma comunidade de desenvolvimento ativa e gerenciada tem se mostrado como potente antídoto para resistências em disponibilizar soluções desenvolvidas internamente e mesmo para utilizar softwares livres em maior escala. Neste sentido, já podem ser observadas articulações de coordenadores de informática do governo federal para criação de novos consórcios e a ramificação da Comunidade CACIC para além da esfera governamental.
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
É evidente que a iniciativa do Consórcio CACIC não seria possível se ao longo do tempo a tese de defesa do compartilhamento de software pelo setor público não tivesse sido intensamente debatida, se experiências alinhadas a esta tese não tivessem sido implementadas, enfrentado e gradualmente superando obstáculos, ou se a comunidade de software livre não tivesse atingido o grau de maturidade atual. Ou seja, não está se falando de forma alguma do "princípio da história". Tampouco poderia se pensar que a partir da constituição da comunidade CACIC se tenha chegado ao ponto final dos desafios para materialização do Software Público Brasileiro. O estágio atual da iniciativa representa em verdade novos compromissos para os envolvidos: manter gerenciada e ativa a comunidade CACIC, incentivar e planejar cuidadosamente a constituição de novos consórcios. Embora a experiência esteja se consolidando, já é possível perceber que esse protagonismo do governo pode acelerar o processo de compartilhamento de soluções pelo setor público e criar desdobramentos para um novo modelo de negócios no segmento de software. Para tanto, as contribuições serão bem-vindas e todo o aprendizado se tornará um novo passo para sedimentar o conceito de Software Público no país.
6. AUTORIA
Anderson Peterle (<anderson peterle (a) previdencia gov br>) Assistente de Tecnologia da Informação da DATAPREV, lotado no escritório regional do estado do Espírito Santo.
Carlos Alberto Jacques de Castro (<castrocarlos (a) via-rs net>) Analista de Sistemas, Consultor de TI e ex-Diretor de Operações e Telecomunicações da DATAPREV.
Corinto Meffe (<corinto meffe (a) planejamento gov br>) Gerente de Projetos do Departamento de Integração de Sistemas, Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação, Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão, cedido pela DATAPREV.
Nazaré Lopes Bretas (<nazare bretas (a) planejamento gov br>) Gerente de Projetos do Departamento de Integração de Sistemas, Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação, Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão, cedida pela PRODABEL.
Rogério Santanna dos Santos (<rogerio santanna (a) planejamento gov br>) Secretário de Logística e Tecnologia da Informação, Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão. PALAVRAS-CHAVE Compartilhamento de Conhecimento - Desenvolvimento Colaborativo - Software Livre - Software Público - Informática Pública
7. RESUMO
(*) Publicado na IP - Informática Pública, volume 7, número 2, ISSN 1516-697X, set./2005 - fev./2006, Empresa de Informática e Informação do Município de Belo Horizonte - PRODABEL - Prefeitura Municipal de Belo Horizonte.
Fonte: http://guialivre.governoeletronico.gov.br/cacic/sisp2/
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20060727.html
mkdnsmap4me: Gerador automático de mapas de nomes DNS
mkdnsmap4me - Gerador automático de mapas de nomes DNS
Colaboração: Jansen Sena <<jansen (a) comunidadesol org>>
Freqüentemente, muitos administradores de sistemas costumam criar mapas de nomes para configurar servidores DNS. Uma prática comum para essa atividade consiste em escolher temas de nomes usando como referência personagens de livros, filmes, recursos naturais, cidades, países, entre outros. Entretanto, essa tarefa pode ser trabalhosa e sujeita a erros à medida em que número de hosts a serem mapeados cresce.
O mkdnsmap4me é uma pequena ferramenta desenvolvida em shell script para auxiliar administradores de sistemas no sentido de automatizar o processo de geração de mapas de nomes. Tomando como referência arquivos de texto que contêm padrões de nomes pré-estabelecidos e outras informações repassadas pelo administrador de sistemas, como o nome do domínio, o prefixo IP a ser utilizado, a quantidade de servidores, clientes e impressoras, o mkdnsmap4me cria os mapas direto e reverso para servidores DNS.
1. Exemplo
mkdnsmap4me 192.168.1 comunidadesol.org rios.txt 3 5 passaros.txt 50 40
Nesse caso, o mkdnsmap4me irá criar os mapas direto e reverso para o domínio "comunidadesol.org". O prefixo de endereço IP a ser utilizado é "192.168.1". Os nomes a serem utilizados para os servidores serão retirados do arquivo "rios.txt" e o primeiro servidor terá como sufixo "3". Como "5" servidores devem ser habilitados nesse exemplo, o primeiro endereço IP para os servidores será "192.168.1.3" e o último "192.168.1.7".
Caso existam mais de cinco nomes no arquivo "rios.txt", o mkdnsmap4me irá inseri-los nos mapas DNS comentados para uso futuro. Para os clientes, a ferramenta irá considerar os nomes contidos no arquivo "passaros.txt". A faixa de endereços a ser habilitada compreende "192.168.1.50" até "192.168.1.89". Da mesma forma que nos servidores, caso existam mais nomes disponíveis no arquivo "passaros.txt", os excedentes serão incluídos nos mapas com comentários.
Inserindo mais um bloco de "arquivo de nomes + primeiro sufixo IP + quantidade" o administrador de sistemas pode incluir também impressoras (ou uma terceira categoria qualquer de equipamentos em rede) nos mapas.
2. Instalando o mkdnsmap4me
Para facilitar a sua utilização para os administradores que utilizam distribuições GNU/Linux baseadas no Debian, o mkdnsmap4me está disponível como um pacote ".deb". Para instá-lo basta digitar o segunite comando:
# dpkg -i mkdnsmap4me-0.1.deb
Feito isso, para obter mais detalhes sobre o mkdnsmap4me basta consultar sua man page:
$ man mkdnsmap4me
Para os usuários de outras distribuições pode-se utilizar o ".tar.gz".
Em ambos os casos, a ferramenta possui um conjunto de temas pré-definidos. Caso a instalação tenha sido feita por meio do pacote ".deb", os temas estarão no diretório "/usr/share/doc/mkdnsmap4me/themes". Caso tenha sido utilizado o ".tar.gz" os temas estarão no diretório "themes" dentro da pasta criada após a descompactação do arquivo.
3. Obtendo o mkdnsmap4me
O pacote ".deb", o arquivo ".tar.gz", o script e os arquivos de temas podem ser obtidos no seguinte endereço:
http://www.comunidadesol.org/jansen/mkdnsmap4me
4. Como colaborar?
Você pode colaborar corrigindo problemas no código do mkdnsmap4me, desenvolvido em shell script, reportando problemas, fazendo sugestões e críticas e colaborando com a documentação.
Outra forma de colaborar é criar novos arquivos de temas, considerando filmes, livros, recursos naturais, animais, entre outros. Serão muito bem-vindos temas que considerarem assuntos típicos da sua região!
Para colaborar basta encaminhar um email para <jansen (a) comunidadesol org>.
Apache chairman: Days numbered for commercial software
Fonte: http://www.macworld.co.uk/news/index.cfm?RSS&NewsID=14172
Thursday - March 23, 2006, By Paul Krill
The days of selling software through the traditional commercial model are numbered, as open source is becoming the paradigm of choice, said Greg Stein, chairman of the Apache Software Foundation, at the EclipseCon 2006 conference on Wednesday.
Software is becoming is increasingly commoditised, Stein said during his keynote presentation, and more of it is available free and it is easy to get.
He cited the OpenOffice office automation package as an example of free software that could replace Microsoft Office.
All your software will be free
"As the open-source stack grows and grows and takes over more areas, there's less money available in packaged products," Stein said.
"All of your software will be free. It means that, over time, you aren't going to be paying for software anymore but will instead pay for assistance with it", Stein said.
He estimated that in five to ten years, most software used today will be free.
"The notion of packaged products is really going to go away," Stein said.
Eventually, a free software project will overtake a commercial effort in functionality; there are almost always more developers in the open-source community, Stein said.
Making money in software will involve selling assistance services for functions such as installation, configuration, maintenance, upgrading, testing and customisation, Stein said. Basic software components themselves will be free, he said.
"As our systems grow more and more complex, more and more assistance is necessary," he said.
An audience member was not so willing to concede the software market to open source.
"I think there's always going to b a spot for commercial, closed-source software for specialised tasks, but the base infrastructure will be more open source or easily available," said Danny D'Amours, computer systems officer at the National Research Council.
Commercial, closed-source software will not go away "because there's so many small niches that people will be able to exploit or be able to make commercial solutions off of," D'Amours said.
Evolving licences
In other parts of his presentation, Stein discussed the evolution of software licensing and compared Apache to Eclipse.
"A licence can ruin a perfectly good piece of software," Stein said, borrowing a quote from fellow Apache participant Jon Stevens.
"A bad licence can make it so restrictive that nobody wants to use the software," Stein said.
Licensing has taken various forms, ranging from the traditional proprietary licence used by Microsoft, IBM, and Oracle; to Microsoft's somewhat less-restrictive Shared Source licence to the all-access GNU General Public Licence (GPL), which has caused problems, Stein said.
"The GPL is sometimes considered viral in that it grows out to the entire software package", requiring the release of all code affected by it, he said.
Even licences associated with Google, where Stein is employed, Yahoo and MSN are closed, he said. "Their software is also closed. It's proprietary; you can't get at it," said Klein.
In comparing Eclipse and Apache, Stein said Eclipse looked at the Apache model when being founded. Like Apache, which started with a web server, Eclipse has expanded beyond its original mission, now being more than just an IDE. But Eclipse has paid staff while Apache is all-volunteer, said Stein.
"Our organisations [have] not been very close, but certainly, we're starting to see more co-operation between them" Stein said.
Apache has long-term initiatives under way such as its Harmony J2SE (Java 2 Standard Edition) implementation, Stein noted. Apache has also taken on endeavours that would have been surprising several years ago, such as the Derby database, he said.
Stein cited patents as an issue for open source, particularly in the area of standards. "Standards that have patents in them are going to be very difficult and one of the big areas in the future that are going to cause problems for open source," Stein said.
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20060401.html
Política e linguagem nos debates sobre o software livre
Política e linguagem nos debates sobre o software livre
Colaboração: Rafael Evangelista
Politica e linguagem nos debates sobre o software livre
Esta dissertação procura refletir discursivamente sobre os debates que tratam das vantagens e desvantagens da adoção de sistemas livres em computadores (software livre). A partir de uma concepção que considera que o acontecimento de linguagem é um acontecimento político, procura-se entender como e onde o político inscreve-se nesse debate.
São objeto de análise nesse trabalho as licenças de software (proprietário e livre); artigos, entrevistas e notícias; e Projetos de Lei que postulam a adoção prioritária de sistemas livres em órgãos governamentais. É também estabelecida uma reflexão sobre o uso de certos termos e nomes (GNU/Linux, software livre) e não outros (Linux, código aberto) na referência aos objetos do debate e, para isso, investiga-se a história dos sentidos a eles atribuídos. Toda a investigação foi realizada a partir de textos, sejam eles licenças de software, documentos, artigos e entrevistas publicadas na imprensa.
Como resultado, verificou-se que as licenças livres, em lugar de serem simples documentos que estipulam o que não pode e o que pode ser feito com o código de um programa, na verdade são textos que questionam uma certa ordem social, mais especificamente a distinção entre produtores e consumidores de software. Nesse sentido, o movimento código aberto, ao se colocar como uma alternativa menos politizada ao movimento software livre, neutraliza seus questionamentos fundamentais.
Também verificou-se que, ao ser incorporado por políticos e legisladores de países subdesenvolvidos que pretendem adotar o GNU/Linux como de uso preferencial na administração pública, o debate sobre o software livre é chave para se entender idéias como autonomia tecnológica, desenvolvimento, atraso e dependência de outros países.
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20050826.html
Espírito Santo: I Seminário de Software Livre na Gestão Pública
Espírito Santo - I Seminário de Software Livre na Gestão Pública
Fonte: Gustavo Gobi Martinelli
O Projeto Software Livre - Espírito Santo foi fundado no dia 11 de outubro de 2003 e atualmente já conta com mais 60 membros. Desde o seu começo, o PSL-ES está mobilizando forças visando apoiar e promover o uso e o desenvolvimento de Software Livre no estado. O primeiro grande evento, onde o PSL-ES terá participação, irá acontecer nos dias 26 e 27 de novembro, das 09:00 às 18:00 horas, e será realizado e sediado pela Assembléia Legislativa do Estado do Espírito Santo.
O evento irá contar com a presença de autoridades no assunto como Rogério Santanna (Secretário de Logística e Tecnologia da Informação), Arthur Pereira Nunes (Secretário Executivo do Comitê da Área de Tecnologia da Informação - CATI e Secretário Adjunto de Política de Informática - SEITEC/MCT) e Paulino Michelazzo (Projeto Telecentros da Coordenadoria de Governo Eletrônico da Prefeitura Municipal de São Paulo e Quilombo Digital). Além das palestras também serão apresentados casos de sucesso com o uso do Software Livre no estado, bem como as vantagens que ele oferece. Na tarde do dia 27 será formada um mesa redonda com a Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembléia Legislativa para discutir o Software Livre, onde o PSL-ES e o Quilombo Digital farão uma análise da lei que incentiva o uso de software livre no estado.
A Assembléia Legislativa irá televisionar o evento através dos canais 12 (pela operadora NET) e 15 (pela operadora VVC).
Mais informações estarão disponíveis na lista de discussão do PSL-ES (<psl-es (a) listas softwarelivre org>). Para se cadastrar na lista, vá ao site do grupo: http://psl-es.softwarelivre.org .
A Assembléia Legislativa fica na Av. Américo Buaiz, 205 - Enseada do Suá
- Vitória - ES.
O evento estará aberto a toda a comunidade.
==Festival GNU/Linux em Salvador==
Será promovido, nos dias 22 e 23 de novembro em Salvador um Festival GNU/Linux, no Instituto de Matemática da UFBA.
Os participantes se inscreverao com dois quilos de alimentos nao-perecíveis para o Projeto Fome Zero.
Mais informacoes em http://www.gnulinux.im.ufba.br.
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20031123.html
Projetos de acessibilidade do NCE/UFRJ
Projetos de acessibilidade do NCE/UFRJ
Colaboração: Samer Eberlin
A primeira versão do Dosvox, desenvolvido pelo Professor José Antonio Borges da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi lançada em 1993.
Este software provê independência total aos usuários cegos para que possam editar textos, acessar a internet, enviar e receber e-mails, imprimir documentos em tinta ou em Braille e uma porção de outros recursos interessantes. A última versão traz inclusive um excelente corretor ortográfico para o idioma Português do Brasil (é claro).
Foi originalmente desenvolvido para ambiente Dos/Windows, mas uma versão para Linux está prestes a ser lançada. Vale ressaltar que a versão atual funciona perfeitamente no Linux através do Wine.
O software completo pode ser baixado de http://intervox.nce.ufrj.br
Lá também você encontra diversas informações e outros softwares gratuitos relacionados com acessibilidade (Ex. Motrix que é um excelente software capaz de controlar o computador através de comandos de voz, destinado principalmente a pessoas com deficiência motora).
Além do software gratuito, o Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ disponibiliza também o CAEC (Centro de Apoio Educacional ao Cego), que é um serviço de atendimento (também gratuito) via telefone com o intuito de sanar dúvidas referentes à instalação e utilização desses softwares.
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20041127.html
Software para Firewall (Complementação)
Software para Firewall (Complementação)
Colaboração:José Matias <<jmatias (a) hitech com br>>
Dois sites que oferecem soluções para firewall, que foram omitidos na mensagem anterior, baseadas em software e hardware são, respectivamente:
http://www.checkpoint.com http://www.watchguard.com
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/19980416.html
The Matrix Explained - Versão 2
The Matrix Explained - Versão 2
Eu criei um novo arquivo PDF com mais alguns artigos interessantes sobre a trilogia Matrix. Esta nova coletânea tem quase trezentas páginas e, além de alguns textos que já foram incluidos na primeira versão, contém as transcrições dos roteiros dos três filmes. Inclui também alguns ensaios muito interessantes, de filósofos e cientistas. Os textos são em inglês.
Para gerar este livro eu usei um outro software chamado htmldoc. Este software recupera documentos na Web e gera arquivos nos formatos HTML, PDF ou Postscript. Você tem a opção de definir os cabeçalhos, numeração das páginas, cores, fontes e muito mais. Excelente, só mesmo vendo para acreditar.
O software é distribuído sob a licença GPL, que garante livremente seu uso, redistribuição e alteração.
Para sistemas debian, basta emitir
apt-get install htmldoc
O software pode também ser obtido em http://www.easysw.com/. Esta empresa é a desenvolvedora do CUPS (Common Unix Printing System) e do EPM (ESP Package Manager), também distribuídos sob a GPL.
Antes que eu me esqueça, a nova coletânea sobre a trilogia Matrix está em http://www.dicas-l.com.br/download/matrix_explained_V2.pdf
Senado dá dois anos para migrar para Linux
Fonte: http://info.abril.com.br/aberto/infonews/032004/11032004-9.shl
SÃO PAULO - O Senado Federal lança na segunda-feira, dia 15, o projeto Solis, para a adoção de software livre pelo órgão. O prazo para a migração é de dois anos, no máximo três.
O Senado espera economizar bastante com isso - só no último contrato fechado com a Microsoft, conta a Agência Senado, o órgão deverá pagar 3,5 milhões de reais anuais pelo uso dos programas da marca. Com o dinheiro economizado, o Senado espera investir mais em outros produtos de informática, principalmente em novas máquinas.
O órgão tem hoje quatro mil usuários de sistemas de informática. A migração será feita por etapas, sob a coordenação do Prodasen, após a realização de um estudo de custo e benefício.
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20040316.html
Software Freeware/Shareware p/ Solaris 2.5
Software Freeware/Shareware p/ Solaris 2.5
Colaboração: Rubens Queiroz de Almeida
Você pode encontrar softwares pré-compilados para a arquitetura Solaris em http://smc.vnet.net/sol_2.5.html.
Semelhantemente ao site de distribuição de softwares para a arquitetura AIX, os pacotes podem ser instalados utilizando-se os programas de manutenção de software disponíveis no sistema Solaris (pkgadd, pkginfo, pkgrm, etc.)
Vale a pena verificar. A variedade é bastante grande.
A seguir incluo um artigo interessante, que descreve os problemas enfrentados pelo pessoal de suporte, assistência técnica e revendas. A popularização enorme dos microcomputadores nos últimos anos colocou estes equipamentos nas mãos de pessoas com pouca ou nenhuma compreensão de computação. Vejam só no que deu :-)
From the Wall Street Journal, Tuesday, March 1, 1994.
Befuddled PC Users Flood Help Lines, and No Question Seems to be Too Basic
AUSTIN, Texas - The exasperated help-line caller said she couldn't get her new Dell computer to turn on. Jay Ablinger, a Dell Computer Corp. technician, made sure the computer was plugged in and then asked the woman what happened when she pushed the power button.
"I've pushed and pushed on this foot pedal and nothing happens," the woman replied. "Foot pedal?" the technician asked. "Yes," the woman said, "this little white foot pedal with the on switch." The "foot pedal," it turned out, was the computer's mouse, a hand-operated device that helps to control the computer's operations.
Personal-computer makers are discovering that it's still a low-tech world out there. While they are finally having great success selling PCs to households, they now have to deal with people to whom monitors and disk drives are a foreign as another language.
"It is rather mystifying to get this nice, beautiful machine and not know anything about it," says Ed Shuler, a technician who helps field consumer calls at Dell's headquarters here. "It's going into unfamiliar territory," adds Gus Kolias, vice president of customer service and training for Compaq Computer Corp. "People are looking for a comfort level."
Only two years ago, most calls to PC help lines came from techies needing help on complex problems. But now, with computer sales to homes exploding as new "multimedia" functions gain mass appeal, PC makers say that as many as 70% of their calls come from rank novices. Partly because of the volume of calls, some computer companies have started charging help-line users.
The questions are often so basic that they could have been answered by opening the manual that comes with every machine. One woman called Dell's toll-free line to ask how to install batteries in her laptop. When told that the directions were on the first page of the manual, says Steve Smith, Dell director of technical support, the woman replied angrily, "I just paid $2,000 for this damn thing, and I'm not going to read a book."
Indeed, it seems that these buyers rarely refer to a manual when a phone is at hand. "If there is a book and a phone and they're side by side, the phone wins time after time," says Craig McQuilkin, manager of service marketing for AST Research, Inc. in Irvine, Calif. "It's a phenomenon of people wanting to talk to people."
And do they ever. Compaq's help center in Houston, Texas, is inundated by some 8,000 consumer calls a day, with inquiries like this one related by technician John Wolf: "A frustrated customer called, who said her brand new Contura would not work. She said she had unpacked the unit, plugged it in, opened it up and sat there for 20 minutes waiting for something to happen. When asked what happened when she pressed the power switch, she asked, 'What power switch?'"
Seemingly simple computer features baffle some users. So many people have called to ask where the "any" key is when "Press Any Key" flashes on the screen that Compaq is considering changing the command to "Press Return > > Key."
Some people can't figure out the mouse. Tamra Eagle, an AST technical support supervisor, says one customer complained that her mouse was hard to control with the "dust cover" on. The cover turned out to be the plastic bag the mouse was packaged in. Dell technician Wayne Zieschang says one of his customers held the mouse and pointed it at the screen, all the while clicking madly. The customer got no response because the mouse works only if it's moved over a flat surface.
Disk drives are another bugaboo. Compaq technician Brent Sullivan says a customer was having trouble reading word-processing files from his old diskettes. After troubleshooting for magnets and heat failed to diagnose the problem, Mr. Sullivan asked what else was being done with the diskette. The customer's response: "I put a label on the diskette, roll it into the typewriter..."
At AST, another customer dutifully complied with a technician's request that she send in a copy of a defective floppy disk. A letter from the customer arrived a few days later, along with a Xerox copy of the floppy. And at Dell, a technician advised his customer to put his troubled floppy back in the drive and "close the door." Asking the technician to "hold on," the customer put the phone down and was heard walking over to shut the door to his room. The technician meant the door to his floppy drive.
The software inside the computer can be equally befuddling. A Dell customer called to say he couldn't get his computer to fax anything. After 40 minutes of troubleshooting, the technician discovered the man was trying to fax a piece of paper by holding it in front of the monitor screen and hitting the "send" key.
Another Dell customer needed help setting up a new program, so Dell technician Gary Rock referred him to the local Egghead. "Yeah, I got me a couple of friends," the customer replied. When told Egghead was a software store, the man said, "Oh! I thought you meant for me to find a couple of geeks."
No realizing how fragile computers can be, some people end up damaging parts beyond repair. A Dell customer called to complain that his keyboard no longer worked. He had cleaned it, he said, filling up his tub with soap and water and soaking his keyboard for a day, and then removing all the keys and washing them individually.
Computers make some people paranoid. A Dell technician, Morgan Vergara, says he once calmed a man who became enraged because "his computer had told him he was bad and an invalid." Mr. Vergara patiently explained that the computer's "bad command" and "invalid" responses shouldn't be taken personally.
These days PC-help technicians increasingly find themselves taking on the role of amateur psychologists. Mr. Shuler, the Dell technician, who once worked as a psychiatric nurse, says he defused a potential domestic fight by soothingly talking a man through a computer problem after the man had screamed threats at his wife and children in the background.
There are also the lonely hearts who seek out human contact, even if it happens to be a computer techie. One man from New Hampshire calls Dell every time he experiences a life crisis. He gets a technician to walk him through some contrived problem with his computer, apparently feeling uplifted by the process.
"A lot of people want reassurance," says Mr. Shuler.
Melissa Binde (<binde (a) cs swarthmore edu>)
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/19970416.html
Key Hole Watcher
Key Hole Watcher
Colaboração: Rubens Queiroz de Almeida
No endereço http://sushko.hypermart.net/khw/ você encontra o software Keyhole Watcher.
Este software é um pequeno utilitário que ajuda administradores de sistemas e redes a monitorar servidores sob seu domínio.
Você deve configurar uma lista de servidores e serviços e periodicamente o software keyhole watcher estabelece uma conexão com estes servidores e determina o seu funcionamento ou não. Você pode também especificar se deseja ser notificado quando o serviço for interrompido ou reiniciado.
A lista a ser passada consta do número IP do servidor e da porta a ser monitorada:
143.106.10.11:53
No exemplo acima você quer que a porta de número 53 do computador de número IP 143.106.10.11 seja monitorada.
O software é gratuito e tem apenas 43KB de tamanho (compactado).
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/19990601.html
Sentinela - Projeto ERP P2P aberto para Linux
Sentinela - Projeto ERP P2P aberto para Linux
Colaboração: Eduardo Alevi
Iniciado o primeiro projeto de software ERP P2P OpenSource para Linux, destinado à empresas dos mais diferentes portes e segmentos. Um software ERP tem como finalidade, controlar e integrar todos os departamentos de uma empresa.
A grande diferença deste software, é sua concepção P2P (mesma tecnologia de compartilhadores de arquivos como o Kazaa), onde cada máquina faz o papel de servidor e cliente ao mesmo tempo, tornando-o um software totalmente escalável.
Por se tratar de um projeto OpenSource para Linux, ele será totalmente gratuito. O objetivo é concluí-lo em 4 anos. Uma visualização detalhada do projeto e seus conceitos podem ser acessadas através do site www.sentinelaerp.org
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20051103.html
No começo havia a Microsoft. Então ela explodiu...
No começo havia a Microsoft. Então ela explodiu...
Por Charlie Demerjian
http://www.theinquirer.net/?article=13350
Traduzido por: Fernanda Weiden, Marlon Dutra
Algumas vezes, acontece uma grande mudança na indústria. Essas mudanças geralmente não são notadas até que passe um bom tempo do acontecido, olhando para trás e falando: Olha, as coisas estão diferentes do que foram.
Nós estamos passando nesse momento pela maior de todas as mudanças da indústria de TI, e se você souber onde olhar, poderá vê-la enquanto acontece. Esta mudança toda gira em torno da Microsoft e o código aberto.
Até pouco tempo atrás, a Microsoft dominava o mercado de computadores pessoais, do topo à base dessa cadeia alimentar. A parte inferior da base foi ocupada pela Palm, e a parte superior do topo pela Sun, IBM e outros. E o vasto meio era a Microsoft e somente a Microsoft.
Todos que desafiaram este monopólio foram comprados, trapaceados, ou esmagados por truques sujos da competição cruel, ou em raros casos, por um produto melhor. A lista de fracassados consumiria mais colunas do que uma pessoa seria capaz de ler em um ano.
Netscape, Stac, Worldperfect, Novell, e outros dentre as baixas mais notáveis. Aqueles que tecnicamente sobreviveram são fantasmas do que foram.
Foi só a imprensa divulgar a inabilidade de qualquer pessoa para desafiar demônio de Redmond, que ele está perdendo o controle. Como qualquer companhia a beira de uma gigantesca perda de mercado, a Microsoft está agindo conforme o esperado, fingindo que nada está acontecendo, e colocando um sorriso no rosto quando questionada sobre seus prospectos. Por dentro, a Microsoft está temendo o inferno.
Uma das mais ricas companhias do planeta, administrada por uma das pessoas mais ricas do planeta com medo? O que isso pode significar?
Morta, enforcada e esquartejada
Para se ter uma idéia, a Microsoft tem procurado agir cada vez melhor. Sempre que os analistas financeiros estabelecem um ganho trimestral, a Microsoft coloca alguns centavos a mais por ação debaixo do seu chapéu e bate estes ganhos. O bando de cachorros e vermes que são conhecidos como Wall Street ficam boqueabertos, e aplaudem sem entusiasmo. E isso sempre acontece, incluindo as surpresas dos analistas.
O modo como eles fazem isso não é segredo pra ninguém. Nos seus dois maiores produtos, sua margem de lucro é de mais de oitenta porcento. O restante dos produtos, que vão desde os computadores de mão ao portal MSN e o Xbox dão grandes prejuízos. Suas finanças são tão obscuras e mal apresentadas, que eles podem repassar dinheiro de um lado para outro na companhia sem que ninguém perceba. Eles podem ganhar tanto dinheiro em um trimestre? Aplicando dinheiro em investimentos fechados, ou aceitando algumas perdas. Não mostrando os números? Levantando fundos a partir de alguns bens e assim fazendo lucro.
Sobretudo, eles conseguiram mostrar uma curva suave em seus ganhos, e se superar a cada relatório trimestral. Um monopólio e um custo quase zero para fazer o seu produto físico (reprodução de mídias) além de pesquisa e desenvolvimento tem suas vantagens.
As corporações clamam pelo Linux
Há mais ou menos um ano atrás, as coisas começaram a mudar. Os clamores de que o Linux iria derrubar a Microsoft continuam, mas a resposta a esses clamores mudaram. Executivos começaram a dizer "Fale-me sobre isso". Em tempos de vacas magras, grátis é muito mais barato que centenas de dólares, e infinitamente mais atraente. O Linux começou a ganhar espaço com consumidores que poderiam pagar por ele, usando-o para um trabalho real no mundo real.
Até então, a Microsoft vinha simplesmente ignorando a ameaça tuxista. Então eles começaram a reagir com terrorismo, memorandos Halloween, muitos relatórios e estudos pagos e mal elaborados. De alguma maneira, as pessoas não engoliram a estória de que US$ 1.000 seriam mais baratos do que grátis. Então a Microsoft teve que mudar sua tática. Já que ela não pôde comprar a companhia que produzia o Linux, já que a GPL proteje da velha tática usada pela Microsoft para derrubar a concorrência, e o ódio das pessoas por ela vinha crescendo por todas as dores que eles vinham causando durante todos estes anos, a empresa se viu em uma sinuca de bico. Como você pode competir quando todos os seus truques sujos são ou inaplicáveis ou falhos, e quando montanhas de dinheiro não podem ser usadas para tomar o lugar da concorrência? Simples, você compete por seus méritos.
Quando na história, além de nos últimos seis meses, a Microsoft baixou preços ou deu algo que não fosse seus triviais descontos em qualquer coisa? Sim, certo, nunca! Frente à perda do mercado de home office para o OpenOffice/StarOffice, o mercado de servidores para o Linux, de bancos de dados para o MySQL, e o de desktops também para o Linux em um futuro não muito distante, o que eles poderiam fazer? Eles planejaram cortes nos preços de seus produtos mais significativos e em segmentos-chave.
O primeiros desses cortes visou a MySQL, com a Developer Edition do SQL Server, cortando em torno de 80 porcento. Então eles começaram a investir pesado para prevenir que grandes empresas dessem ao Linux uma porta de entrada.
Eles apareceram com uma versão educacional para o Office. Dica para os leitores, se você não quiser pagar US$ 500 pelo Office, com a nova versão, você não precisa provar que é um estudante ou professor para ganhar um desconto, como era feito na versão anterior. Bem, nenhuma dessas táticas está funcionando como esperado, e uma das razões para isso é o falho sistema de ativação de produto como forma de ganhar dinheiro. Sem começar com o velho debate sobre o custo de software pirata, é difícil de argumentar contra o fato de que até mesmo com os números que eles publicam sobre a pirataria, a Microsoft continua deixando claro seus bilhões de dólares por trimestre, ou mais. Se não fosse pela pirataria, os filhos de Gates (os 1.0 e 2.0 da vida) poderiam ser enviadas para uma boa escola. Chore por eles. Em sua inteligência, a Microsoft decidiu espremer um pouquinho seus usuários, e para seu pavor, eles começaram a perceber que as pessoas estavam mais dispostas a aceitar a pequena diferença nas funcionalidades do OpenOffice do que pagar US$ 500 pelo MS Office. Quem adivinharia isso? Foi um tiro no pé.
A próxima estratégia campeã foi fechar o cerco e trancar as pessoas. Se você prevenir outros programas de trabalhar com o seu software, e fazer o seu trabalho suficientemente barato, as pessoas vão se acorrentar nisso, certo? Bem, em certo ponto, no mínimo até você ser odiado, ou as pessoas terem uma alternativa.
Com a licença 6.0, a nova "alugue de acordo com seu uso, mas faça isso com nosso concentimento" foi a gota d'água. Quando eles propuseram este esquema, as pessoas deram gargalhadas. Quando a Microsoft disse faça isso ou pague o preço de varejo, as pessoas piscaram, e alguns choraram e lamentaram o monopólio. Foi então que as pessoas começaram a levar o Linux a sério.
Migrações, migrações
Quando a Microsoft anunciou a data limite para o licenciamento 6.0, as pessoas se recusaram. A adoção foi menor que 100% como eles previam, eles piscaram e extenderam a dara limite, que acabou não sendo extendida. As pessoas continuaram se negando a aderir ao plano, então a Microsoft mexeu os pauzinhos e...hmm...piscou de novo. Uma vez que as pessoas não enxergaram os benefícios que justificassem 100% de aumento nos preços, e a Microsoft estava parecendo cada vez mais fraca com cada atraso, ela parou de atrasar. Qualquer pessoa em sã consciência veria que eles iriam perder um terço de seus consumidores e com o tempo seria um desastre absoluto.
A Microsoft percebeu isso como um sinal de que as pessoas não entenderam verdadeiramente a generosidade vinda de Redmond, então ela adoçou o pote de migalhas para os relutantes. Isso incluiu treinamentos e outras coisas, mas não queda de preços. Esta seria a via sacra que nunca seria completada. Por pouco, as pessoas continuaram não voltando, e os grandes clientes começaram a abandonar o barco. O que fazer? O que fazer?
A resposta foi encarar as migrações com descontos pesados. O negócio é fazer qualquer coisa para atingir os objetivos. Quando a Microsoft diz qualquer coisa, certamente algumas dessas coisas nós jamais imaginaríamos.
A coisa mais estranha é que nem mesmo isso funcionou. As pessoas calcularam. Com o software fechado e caro em uma mão, e o mais barato e integrável na outra mão, eles começaram a optar pela via mais barata. Imagine isto, as migrações das grandes empresas cada vez mais frequentes, e Redmond estava quase sem cartas na manga.
Algumas migrações foram evitadas, como a do governo da Tailândia, que paga US$ 36 por um Office e o Windows XP vem com 95% de desconto em relação à tabela. É possível que outras negociações desse tipo tenham acontecido sem que nós ficássemos sabendo. Para cada vitória desse tipo pela Microsoft, o Linux teve duas ou três. Senão quatro ou cinco. Isso não é nem contestável. Migrações de alto nível, como cidades, governos, e, a IBM, estão simplesmente no topo no iceberg, e quase todo mundo está observando os pioneiros para ve se o caminho que eles estão seguindo tem futuro.
Se estas poucas pioneiras tiverem êxito, espere o portão se abrir e todo mundo ir atrás. As falhas de segurança no design, que fazem o software da Microsoft insegura, estão somente somando para a miséria. Cada dia que uma companhia vai abaixo por culpa de um worm ou vírus, ela começa a reavaliar o software da Microsoft. Quando forem renovar os contratos, a lembrança de noites inteiras em claro tende a pesar muito nas mentes de muitos executivos.
Os números do último balanço trimestral mostraram algo inédito os desgostosos números da Microsoft. Eles culparam grandes corporações que estavam vulneráveis ao worm Blaster. Mas se você parar pra pensar, a maioria das empresas estão no licenciamento 6.0 ou outro contrato de longa data, então o faturamento vindo deles estava garantido. Pessoas que vão comprar software da Microsoft estarão sujeitas a isso. Quem pulou fora, pulou. Uma grande empresa não vai adiar uma compra de software em função de uma falha de segurança, eles terão suas licenças perdidas ou eles comprarão o software como planejado e sentarão em cima dele, se necessário. Alguma coisa não cheira bem com essa explicação.
Se a Microsoft não puder aparecer com outra surpresa, algo está muito errado. Agora é a hora deles irem pra rua, ou a ilusão vai acabar, e isso tem um efeito negativo no preço das suas ações. Se a Microsoft não cumpriu as metas desse trimestre, ela mostra ou que não foi capaz, ou decidiu consciente por não cumprir.
A festa está acabando
Se a Microsoft não puder bater os números, isso mostra que a festa está acabando, os clientes-chave estão pegando pesado, e a Microsoft está se rendendo. Sem os bilhões de dólares para perder em produtos como Xbox e MSN, eles podem sobreviver? Se eles não puderem, isso tornaria a Microsoft uma empresa financeiramente saudável, mas ela continuaria sendo a Microsoft? Ela seria capaz de oferecer uma solução completa ponta-a-ponta sendo ela incapaz de controlar a internet? Seria ela capaz de brigar pelo mercado de telefonia sem poder correr o risco de sair com um prejuízo na casa dos nove dígitos? Quanto tempo demorará para que o negócio do set up boxes (Xbox e outros produtos) começarem a dar dinheiro?
A parte mais complicada da história começaria caso a Microsoft resolvesse explicar o que realmente está acontecendo. Quando falamos em números, a Wall Street é o parquinho de diversões da Microsoft. As ações são absurdamente supervalorizadas e, em compensação, o mercado espera algumas coisa em troca. Quando estas coisas param de acontecer, as ações se desvalorizam muito. E, quando isso acontece, os acionistas e todo o resto do mundo começam a perguntar todas aquelas sórdidas questões que os executivos não querem responder. Se o preço das ações implode, aquelas stock options (compra de ações pelos funcionários, por um preço abaixo do mercado) que a Microsoft famosa por oferecer aos funcionários como um incentivo, se tornam muito mais caras e menos atrativas e a moral rola escada abaixo. Resumindo: as coisas ficam bem feias.
Para a Microsoft, mudar ativamente a companhia nesse sentido indicaria nada mais nada menos do que uma mudança na maré, o que causaria muito sofrimento. Eu não vejo ninguém fazer algo deste tipo propositadamente a menos que não haja outra saída. Uma maneira muito mais inteligente seria mudar o curso lentamente em alguns anos e mudar a companhia lentamente. Desta maneira, você pode ir preparando os analistas tolos, e escapar relativamente intacto.
Se eu tivesse que supor, eu diria que a competição está começando a forçar a Microsoft a uma guerra de preços, e qualquer besta sabe que uma guerra de preços contra algo gratuito não é uma boa. Não acreditam em mim? Vá perguntar à Netscape. Um dia é do caçador, outro da caça. Mas as guerras de preço são destrutivas, e afundarão a Microsoft mais rapidamente do que você demora dizer "US$50 bilhões no banco". A Microsoft pode ter recursos para cortar preços, mas uma hora esses descontos de US$10 milhões começarão a pesar no bolso. E isso passará a não funcionar quando todos conhecerem a simples verdade sobre o Linux.
A verdade é que se você está negociando com a Microsoft e sacar uma caixa da Suse ou RedHat, os preços cairão 25 porcento abaixo do melhor acordo que você poderia negociar. Saque um ROI (return of investiment, estudo de retorno de envestimento) e o preço cai em mais 25 porcento milagrosamente. Quer mais? Diga para a Microsoft que a fase piloto dos experimentos foram expetaculares, e que o Java Desktop da Sun parece espetacular no Gnome adaptado para a sua empresa, e os custos de treinamento foram quase zero.
Hoje em dia, não é difícil passar a perna na Microsoft, conseguindo descontos cada vez maiores. Ser um representante da Microsoft deve ser um trabalho difícil. Independente disso, as pessoas continuam abandonando o barco.
Computação confiável
O problema é que, pesquisas questionáveis a parte, a Microsoft simplesmente não é confiável. E essa idéia está se espalhando entre os executivos. Microsoft tem o hábito de prometer coisas para os usuários, mas não entregar.
A segurança é um bom exemplo. Há alguns anos atrás, a Microsoft prometeu parar de codar o XP para fazer uma completa auditoria de segurança e reciclar seus profissionais. E eles disseram: tudo será melhor depois disso, acreditem em nós. As pessoas acreditaram. Blaster, Nashia, e uma montanha de gente viram que a Microsoft não fez nenhum esforço nesse sentido.
Então, porque sair de Redmond atualmente? Ar quente e os vídeos de dança do Ballmer feitos em Mac's. É engraçado ver um homem-macaco, mas passar uma noite ouvindo ele aos gritos, perde o encanto. Lembra do mesmo Ballmer dizendo que a Microsoft não liberaria uma release do Win2k até que tudo estivesse perfeito? E sobre aquela auditoria de segurança que seria feita no XP que acabaria com a possibilidade de qualquer coisa estilo o Blaster de acontecer? Alguém acha que as massas correrão para as lojas no próximo lançamento? A verdade é que isso vai acontecer, e a Microsoft sabe disso.
A frase "isso será consertado em seis meses, confie em nós" parece ter um poder mágico quando vinda da Microsoft. O tempo todo alguém grande aparece com uma lista de reclamações sobre a Microsoft, ela anuncia uma iniciativa, aparece com uma maravilhosa apresentação em Powerpoint, mostra uma dúzia de notícias divulgadas na imprensa, um discurso gravado do Gates, e mais um monte de coisas brilhantes para distrair as pessoas.
O fato é que a segurança tem ficado pior desde o lançamento do Windows 95, a cada ano. Péssima reputação, não acha? O fato é que também, pela primeira vez, a receita da Microsoft está apertada, ela tem competição, e a opinião pública a culpa pelos prejuízos causados pelas falhas de segurança.
De qualquer maneira, a cultura da Microsoft previne mudanças. Eu estava falando com uma pessoa de alto nível de segurança no último Intel Developer Forum, e nós conversamos sobre o que a Microsoft poderia fazer para arrumar a casa. Ele fez as perguntas certas, e eu dei a ele as respostas certas. E mais, eu disse, jogue tudo o que você tem fora e comece denovo. Ele não faria isso. Sem mais nem menos ele se fechou para o eu estava dizendo, a cultura estava tão impregnada nele que a verdade não conseguia entrar. A Microsoft não pode corrigir os bugs que conduzem aos problemas de segurança, porque eles não são bugs, são escolhas do projeto. Quando ameaçada pelo Java, a Microsoft reagiu com o ActiveX. E disse que ele podia fazer tudo o que o Java não era capaz porque o Java estava em uma sandbox e os programas não conseguiam sair dela.
O fato é que esta infraestrutura interna da Microsoft é baseada fundamentalmente em um arquitetura falha, não em código bugado. Este arquitetura não pode ser modificada.
Para mudar isso, a Microsoft teria que jogar fora todas as API's existentes e acabar com a compatibilidade com as versões anteriores. Se a Microsoft fizer isso, ela tem uma chance de corrigir o design que atrapalham a arrumação do produto.
Eu duvido. Mesmo o .NET, a nova infraestrutura de segurança, e construído para ser seguro, deixa você ter acesso à moda antiga. Sim, você não tinha suposto isso, mas algumas pessoas de certo modo sim, e os hackers também. A Microsoft e seus clientes são viciados em compatibilidade retrógrada como um tolo viciado em heroína.
E se a Microsoft mudasse, isso incentivaria você a aderir a Microsoft? Se você tivesse começando a fazer uma aplicação do zero nessa novidade, o ambiente seguro da Microsoft, você pagará centenas ou até milhares de dólares para ir pelo caminho da Microsoft ou US$ 0 para ir com o Linux?
Começando do começo
Recomeçar anularia uma vantagem que a Microsoft tem, que é um código pronto e uma equipe treinada. Características da migração e reciclagem estão na maioria dos documentos internos da Microsoft, e se ela tiver que jogar tudo isso longe, quais são as chances dela?
Às claras ela não fará e não pode fazer, a Microsoft sentará lá, e assistirá o seu mercado se perder. Isto está acontecendo lentamente no começo, mas a bola de neve está rolando. Algumas pessoas estão olhando monte acima e esta grande notícia está correndo solta, e alguns estão claramente mudando seu rumo.
A grande mudança da indústria está acontecendo, e nós estamos no ponto crucial. Olhe atentamente para as pessoas, e leia atentamente todas as notícias. Se você conseguir enxergar o grande quadro atual, esta é uma mudança que não vai te impressionar quando olhar pra trás.
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20040215.html
Consulta à Base de Softwares Instalados em Sistemas Linux
Consulta à Base de Softwares Instalados em Sistemas Linux
A grande maioria dos sistemas GNU/Linux utiliza como gerenciador de softwares o pacote RPM, sigla de Red Hat Package Manager.
O pacote RPM possui uma grande variedade de opções. As mais usadas são a instalação (diretiva -i) e remoção (diretiva -e).
Para instalar um software basta obter o pacote no formato rpm e emitir, como root, o comando
rpm -i software.rpm
Frequentemente precisamos também remover softwares de nosso sistema. O problema é que, embora conheçamos o nome dos pacotes, não sabemos sua grafia exata e não sabemos exatamente que valores fornecer ao comando rpm.
O programa staroffice é um deles. O pacote é grafado como StarOffice. Para consultar a base de dados do rpm temos algumas alternativas. A primeira
rpm -qa | grep -i staroffice
A diretiva "-i" fornecida ao comando grep indica que eu quero capturar ocorrências da palavra "staroffice", não importa sua grafia. Desta forma as palavras "StarOffice", Staroffice", etc. atendem ao argumento de busca.
Podemos então remover o software, utilizando o resultado do comando acima:
rpm -e StarOffice
A propósito, a diretiva "-e" significa "exclude".
Para encerrar, eu já escrevi um artigo bem mais completo sobre o pacote RPM, que pode ser acessado a partir da URL http://www.revista.unicamp.br/navegacao/index3.html Nesta página podem ser encontrados, além do artigo mencionado, chamado "Gerenciamento de Software com RPM", vários outros artigos sobre o sistema Linux.
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20001011.html
Lançado portal Software Livre RS
Lançado portal Software Livre RS
Estou divulgando hoje um comunicado que recebi da PROCERGS, do Rio Grande do Sul, anunciando o lançamento do portal de software livre do estado.
O Rio Grande do Sul é um estado pioneiro na adoção bem sucedida do software livre em vários níveis da administração pública, com ganhos de produtividade e financeiros significativos. Enfim, um exemplo a ser seguido.
Não deixe de ler a mensagem abaixo e visitar este novo portal.
A Coordenação do Projeto Software Livre RS lançou nesta quinta-feira (15/02) o portal Software Livre RS. Agora o internauta precisa apenas acessar o site www.softwarelivre.rs.gov.br para ficar por dentro de tudo sobre software livre. Além de notícias atualizadas sobre o assunto, serão divulgadas as principais iniciativas da comunidade software livre internacional. "Estamos relacionando informações fundamentais para o amadurecimento da comunidade de desenvolvedores e de empresas que se dediquem a desenvolver sitemas baseados em software livre", comenta Marcelo D'Elia Branco, diretor vice-presidente da PROCERGS e coordenador do projeto . Na seção "Negócios livres" do site, por exemplo, o usuário vai encontrar a relação de empresas que dão suporte e que desenvolvem produtos e serviços baseados em programas de computadores de código aberto. Trata-se de uma nova modalidade de negócio mais apropriado para o crescimento das empresas de informática no Estado, visto que 73, 72% delas se dedicam a prestação de serviços. O uso de programas livres ampliará este segmento do mercado e abre a possibilidade de crescimento de empresas de desenvolvimento de soluções, que hoje representam 21,84% das empresas de informática no RS. Os programas livres aproveitam o conhecimento acumulado em todo mundo e, diferente dos programas convencionais, permitem adaptações e modificações na solução original podendo ser adaptados a realidade de cada cliente sejam eles do setor público ou privado. Além de diminuir o custo da solução para o usuário final, aumenta a margem da empresa desenvolvedora, pois esta não arca com os custos das licenças de softwares que, via de regra, ficam com empresas do exterior. "Nosso objetivo é de disponibilizar esta ferramenta como mais um instrumento na divulgação e organização da comunidade de software livre brasileira", afirma Mario Teza, um dos coordenadores do projeto. E acrescenta: "Convidamos a todos para se integrarem neste portal, enviando matérias para publicação no site e sugerindo novos temas e iniciativas", conclui. Assessoria de Comunicação PROCERGS
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20010220.html
Software Livre em Universidades
Software Livre em Universidades
Em escrito artigo por Richard Stallman, "Lance Software Livre Caso Você Trabalhe em uma Universidade", disponível em http://www.gnu.org/philosophy/university.pt.html, é feita uma citação da Univates.
A Univates, localizada na cidade de Lageado, no Rio Grande do Sul, é o exemplo mais marcante de um modelo de desenvolvimento de software inteiramente baseado em software livre.
No artigo do Stallman, a Univates é citada no seguinte parágrafo:
Porém nem todas as universidades tem políticas restritivas. A Universidade do Texas, tem uma política que determina que, por default, todos os programas desenvolvidos lá sejam licenciados com a GNU GPL. O mesmo aconteçe na Univates, no Brasil, e no Instituto Indiano de Tecnologia da Informação, em Hyderabad. Tendo o apoio do corpo docente, você terá mais chance de propor um apoio institucional da universidade. Apresente o assunto como um princípio: a universidade tem como missão contribuir para o avanço do conhecimento humano ou sua missão é meramente continuar aí?
Para saber mais sobre o trabalho desenvolvido pela Univates, consulte o endereço http://codigolivre.org.br/. Tem muita coisa boa lá. Não deixem de visitar este site.
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20020816.html
Capacitação em Software Livre: Hacker Union
Capacitação em Software Livre - Hacker Union
Será realizado no dia 30 de agosto, nas Faculdades ESEEI, em Curitiba/PR, o II Hacker Union, que é um seminário com diversas atividades promovido por técnicos e para técnicos de Software Livre.
O Hacker Union é um evento itinerante e sua primeira edição aconteceu em Campinas em dezembro de 2003, nas dependências do Centro de Computação da Unicamp.
Todo ano o seminário deverá ter duas edições, sempre em cidades diferentes, para dar oportunidade a todos os membros de nossa comunidade.
Estão previstos até o momento os seguintes cursos:
- Balanço de Carga e HA
- Python
- Custom Debian Distributions
- Curso Rápido de PyGTK
Tudo isto e muito mais por, acreditem, apenas R$ 7,40.
Saiba mais e faça sua inscrição a partir do endereço http://www.gnus.com.br
Iraqis get a taste for Linux
Fonte: http://news.bbc.co.uk/2/hi/technology/3830545.stm By Clark Boyd, Technology correspondent
A group of Iraqi computer enthusiasts are advocating the use of the operating system Linux to rebuild their country.
Ashraf Hasson and Hasanen Nawfal are both natives of Baghdad.
Like many 20-somethings, Hasson and Nawfal grew up nurturing passions for computers and for programming.
Both of them are firm believers in open source software. Unlike expensive proprietary software, open-source software can be freely distributed and modified, as long as the modifications are shared with other users.
They are particularly fans of Linux operating system.
These two Linux enthusiasts, though, did not even know one another before the ousting of Saddam Hussein.
But they found each other online, in a Linux forum hosted by Iraqi expatriates, soon after Saddam fell and started thinking about what they could do.
"Every country has a Linux users group except Iraq, so I thought, maybe Iraq deserves to have a Linux users group," said Ashraf Hasson.
"We started sending e-mails, and trying to figure out how to help Iraqi people here to know about Linux, educate them, spread the word. And so we did."
Cost savings
The Iraqi Linux User Group has now been up and running for a little more than a year.
There is a shortage in power and water supplies, and sewage systems, so the last thing Iraq needs is spending billions of dollars on very expensive and overpriced products, especially software products Nabil Suleiman, Iraqi Linux User Group
"I wanted to find people to share knowledge with," explained Hasanen Nawfal, "to learn from them, to speak with guys who share my thoughts."
The Iraqi Linux User Group website lists more than 200 members, most of whom are Iraqi expatriates.
They are united in their belief that open-source software like Linux could help their nation.
Its chief advantage is that Linux code is free to use and modify.
To Nabil Suleiman, a member of the Iraqi Linux User Group living in Canada, Linux could mean significant cost savings.
"There is a shortage in power and water supplies, and sewage systems, so the last thing Iraq needs is spending billions of dollars on very expensive and overpriced products, especially software products," he said.
"We believe that Linux can save us lots of money in this field."
Illegal software
But it is about more than just cost for the Iraqi Linux User Group.
The open source enthusiasts believe it could allow Iraqis to build their own home-grown technologies.
//Proprietary software companies are using these illegal copies as a free sample program, and a marketing tool, as they have in other countries Don Marti, Linux Journal]]
"This enables the country to build its own infrastructure based on open source, on open ideas," Ashraf Hasson.
"That might help establish a solid base for Iraqi technology, and help not constrain the country with proprietary software and prevent monopolisation over Iraq by such major companies."
But getting Iraqis to think about Linux is an uphill battle. Most have never touched a computer, let alone thought about what operating system they want to use.
Computer software is now more widely available in Iraq, but little of it open-source.
"Currently, most software in use in Iraq is illegal copies of proprietary software," explained Don Marti editor of the US-based Linux Journal.
Software giants like Microsoft, he said, are happy to hook Iraqis on their software.
"Proprietary software companies are using these illegal copies as a free sample program, and a marketing tool, as they have in other countries."
"When the crackdown comes, and the people in Iraq start having to comply with the licenses for this software, then they're going to be in trouble."
It means Iraqis are going to have to start paying companies like Microsoft, who declined to be interviewed.
Obstacles in the way
Ashraf Hasson of the Iraqi Linux User Group said he would actually welcome tech giants like Microsoft coming into the Iraqi market.
He grudgingly even admitted that the Windows operating system may be OK for "people who want to do basic stuff".
But he is pushing small and medium-sized businesses, and the Iraqi government, to consider running open-source software on their servers.
He is also leading Linux seminars at a couple of Iraq's larger universities.
And Nabil Suleiman in Canada says that some expatriate members of the user group want to open a Linux training centre in Baghdad.
"But it all depends on how the political issues and all the other issues are resolved there," he said.
"I think it will take between two years and five years to stabilise the whole system, and then we can start building on a more stable foundation."
Inside the country, the Iraqi Linux User Group is thinking big. Their ambitious goal is to see every server in the country running Linux a year from now.
Getting there, they face numerous obstacles.
"Security, electricity shortage, poor communications, blurred view of the future, money, bad response from government, lack of resources," explained Hasanen Nawfal, "too many to mention."
Clark Boyd is technology correspondent for The World, a BBC World Service and WGBH-Boston co-production
Recomendação do texto: Eugenio
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20040717.html
Linux ao estio gráfico MacOS
Linux ao estio gráfico MacOS
Colaboração: Rafael Xavier de Souza
Se você é fã das funcionalidades gráficas de um MacOS, você vai adorar isto...
O XGL é uma arquitetura de servidor X baseadas em OpenGL. Ele oferece (aos window managers já existentes tais como GNOME ou KDE) muitas novas funcionalidades como: transparência, sombra, aspecto tridimensional (3D), expose de janelas, e muitas outras coisas muito interessantes.
Ainda está em desenvolvimento, mas já funciona e já podemos brincar com isto.
Distribuições com que eu já tive o XGL rodando:
- O Suse 10.1 já vem com suporte a ele, basta ativá-lo [http://en.opensuse.org/Xgl]
- O Ubuntu [https://wiki.ubuntu.com/XglHowto]
- O Gentoo [http://gentoo-wiki.com/HOWTO_XGL]
Dêem uma olhada nas imagens e principalmente nos vídeos.
Links:
Lançamento da Novatec Editora - Qualidade de Software
Desenvolver software com qualidade não é mais um fator de diferenciação no mercado, e, sim, condição essencial para empresas e profissionais serem bem-sucedidos.
Este livro aborda as principais tecnologias, metodologias e processos utilizados atualmente em desenvolvimento de software. Os fatores que influenciam a qualidade são discutidos em amplitude, com ênfase nos aspectos práticos, mas sem deixar de mencionar a fundamentação teórica essencial.
Os tópicos são tratados de forma inter-relacionada e abrangem:
- modelos de processos organizacionais, como CMM e CMMI;
- modelos de processos individuais e de equipe, como PSP e TSP;
- o modelo brasileiro MPS.BR, lançado em 2005;
- metodologias ágeis, como XP e SCRUM;
- algumas das principais normas internacionais, como SQuaRE, ISO/IEC 25000:2005, ISO/IEC 12207 e ISO/IEC TR 15504;
- programação e sua relação com a qualidade;
- teste de software.
São apresentados diversos softwares de apoio, além de ampla bibliografia e referências a sites relevantes.
Trata-se de um verdadeiro guia para profissionais da área, podendo ser usado em cursos de graduação e pós-graduação como referência principal na disciplina de Qualidade de Software e complementar para Engenharia de Software e Programação.
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20060606.html
Novidades Gmail
Novidades Gmail
Colaboração: Iraê
Estas dicas foram publicadas como comentário em uma mensagem anterior sobre o Gmail. Eu achei muito interessante o comentário e estou publicando, com algumas alterações.
O Gmail está fazendo um grande sucesso, e como é de se esperar, estão surgindo aplicativos para se fazer uma grande quantidade de coisas com ele.
Foi criada uma lista grande de alicativos para Gmail em várias plataformas. Vale a pena consultar.
Pra quem tem linux, que tal usar o Gmail como um HD de 1GB? Saiba mais sobre o software GmailFS.
Mesa Redonda sobre Software Livre com Sérgio Amadeu e Rodolfo Gobbi
No dia 1o. de outubro às 11h acontecerá na Escola Politécnica a mesa redonda "Software Livre e Autonomia Tecnológica", que terá como pauta o papel do software livre na construção da autonomia científica e tecnológica brasileira, abordando questões importantes como: a exploraração das diferentes formas de produção de software, o uso de padrões abertos em orgãos governamentais, o fomento a pesquisa científica utilizando programas de código aberto e o antagonismo software livre x software proprietário.
A mesa será composta por Sérgio Amadeu da Silveira, diretor-presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, órgão federal ligado à Casa Civil da Presidência da República, e por Rodolfo Gobbi, presidente da 4Linux, empresa líder no mercado nacional em soluções corporativas de tecnologia de informação em software livre. A mediação será feita pelo Prof. Dr. Arnaldo Mandel, do Instituto de Matemática e Estatística da USP.
Esta mesa redonda faz parte do I Fórum de Engenharia do Grêmio Politécnico, que acontece entre os dias 20 de setembro e 1o. de outubro e tem como objetivo ser um espaço para analisar o papel do engenheiro e sua formação no contexto nacional, bem como avaliar a posição mundial do Brasil em diversas áreas de interesse estratégico.
O evento é gratuito, mas para participar é necessária a prévia inscrição no site http://gremio.poli.usp.br.
Lista Usuários GNUCash
O GnuCash é um software livre para gestão financeira pessoal e de pequenas empresas.
Como o seu uso no Brasil tem crescido, foi criada uma lista de discussão brasileira para ele. Nela nós iremos tanto discutir o uso do Gnucash na realidade brasileira quanto trabalhar na tradução, documentação e em melhorias do sistema.
Para participar da lista visite:
https://lists.gnucash.org/mailman/listinfo/gnucash-br
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20040929.html
chpassldapweb
chpassldapweb
Colaboração: Aldemari Borges
Sistema para alteração de senhas LDAP, via web. É simples e flexível. Feito em PHP e AJAX. Há proteção contra Ataques de Brute Force. Muito interessante e útil.
O site do projeto é http://sourceforge.net/projects/chpassldapweb
Festival Software Livre
Colaboração: camila magri
Dias: 05 e 06 de outubro
Local: Universidade Católica de Brasília-Taguatinga-DF
O Festival Software Livre-DF contará com palestras, tutoriais, cases de sucesso, oficinas e soluções de software livre ,onde serão demonstrados a evolução na oferta de aplicativos nos últimos anos, bem como análises das tendências projetadas para os próximos anos. E será ainda uma Feira de Software Livre , trazendo grandes empresas e as atualidades do mundo tecnológico.
Palestrantes Confirmados:
Jon Maddog- Director Executive LPI
Louis Suarez Potts- Comunity Projeto OpenOffice
Informações : ( 61 ) 3964-6755- Camila Magri
Email: <camila (a) trainingtecnologia com br>
Site: www.festivalsoftwarelivre.org
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20070717.html
Versão em PDF do livro Free as in Freedom
Versão em PDF do livro Free as in Freedom
Com a ajuda do software htmldoc, eu criei uma versão em PDF do livro Free as in Freedom, que descreve a vida de Richard Stallman e sua luta pelo software livre.
O livro foi gerado a partir do endereço http://www.oreilly.com/openbook/freedom/, onde se encontra a versão em HTML publicada pela editora O'Reilly.
A versão em PDF foi publicada em nossa biblioteca digital de software livre.
O livro foi publicado pela licença GFDL (Gnu Free Documentation License), que permite a redistribuição.
O htmldoc é um software fantástico, já comentado na Dicas-L em outras oportunidades. Para saber mais visite http://www.dicas-l.com.br/dicas-l/20040316.php
Vagas para gerente de projetos
A Dextra Sistemas (http://www.dextra.com.br/) é uma empresa especializada no desenvolvimento de aplicações de negócio utilizando tecnologias de Software Livre.
No momento, a Dextra busca um gerente de projetos de desenvolvimento de software. O local de trabalho é CAMPINAS.
Gerente de projetos de desenvolvimento de software
- Experiência em coordenação de equipes
- Domínio de RUP ou outra metodologia de desenvolvimento
- Experiência de 3 anos em desenvolvimento de sistemas em Java
- Desejável o conhecimento de J2EE
Envie o seu currículo para <rh (a) dextra com br> mencionando a vaga de interesse.
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20040706.html
Manifesto à Comunidade Software Livre
Manifesto à Comunidade Software Livre
Estou divulgando nesta oportunidade um documento que recebi do Marcelo D Elia Branco, diretor Vice-Presidente da PROCERGS.
Eu tive a oportunidade de participar dos dois foruns internacionais de software livre em Porto Alegre e tive a felicidade de poder ver um estado em que este movimento está se disseminando muito rapidamente com visíveis efeitos tanto na administração pública, como na área de ensino, com o projeto Rede Escolar Livre.
O software livre sem dúvida alguma é estratégico para nações como o Brasil e o movimento que começou no Rio Grande do Sul começa a ser implantado em diversas outras localidades no Brasil.
O manifesto que se segue está disponível em português, inglês e espanhol. Não deixe de ler. O seu apoio é fundamental.
Manifesto à Comunidade Software Livre
Este encontro, na sua segunda edição, é um marco na construção do movimento software livre internacional.Nosso objetivo nestes três dias é de fortalecer as premissas fundadoras deste movimento inspirado pelos conceitos de liberdade da " Free Software Foudation" , e aprofundar a construção de uma alternativa concreta que busque inserir a questão tecnológica no contexto de um mundo com inclusão social e igualdade no acesso aos avanços tecnológicos.
Após um ano do lançamento do Projeto Software Livre RS, provamos que isto é possível. Além de termos pautado no cenário nacional os fundamentos do software livre, desenvolvemos várias alternativas de utilização de programas livres , e mais do que isto, nos inserimos no cenário internacional como um pólo importante de desenvolvimento. Provamos, com isto, que é possível sermos uma referência tanto na área tecnológica como na apresentação de soluções, mesmo estando fora do eixo das grandes economias capitalistas. Isto prova que o modelo baseado na solidariedade, na socialização do conhecimento e na distribuição dos resultados produzidos ao invés da competição, da concentração e da acumulação são muito mais adequados para o desenvolvimento de nosso planeta. Mostramos que "outro mundo é possível". Aqui é a terra do software livre.
A coordenação do Projeto Software Livre RS acha importante também o diálogo com outros movimentos e outras iniciativas que busquem alternativas frente ao modelo internacional hegemônico e excludente. Por esta razão, estivemos presentes no "Fórum Social Mundial 2001" realizado em Janeiro, aqui em Porto Alegre. Definimos este encontro que estamos realizando como mais uma marcha, entre tantas que estão acontecendo no mundo, em direção à construção do Fórum Social Mundial 2002. Desta forma estaremos fortalecendo e dando uma amplitude maior à comunidade software livre e, ao mesmo tempo, contribuindo com nossa especificidade na construção de um programa global alternativo. Convidamos toda comunidade software livre: os desenvolvedores independentes, entidades governamentais, entidades não governamentais, as distribuições, empresas públicas e privadas, aos grupos de usuários, nossas universidades e entidades de pesquisas a se somarem na construção e convocação do "Fórum Social Mundial 2002" que acontecerá em Janeiro próximo em Porto Alegre e na preparação desde já do "Fórum Internacional de Software Livre 2002" previsto para os dias 2, 3 e 4 de maio.
Saudamos todos os participantes do "Fórum Internacional Software Livre 2001" .
Coordenação do Projeto Software Livre RS
Manifest to the Free Software Community
This meeting, in its second edition, is a milestone in the construction of the international free software movement. Our objective on these three days is to strengthen the original mission of the movement which was inspired by the concept of freedom from the Free Software Foundation. We aim to go deeper into the construction of a concrete alternative would insert the technological question into the context of a world with social inclusion, equality and access to technological advances.
One year after launching "Projeto Software Livre RS", we have proven this is possible. Beyond limited terms in the national scenery, the free software bases, we have developed many alternatives using free programs. More than this, we inserted ourselves onto the international scene as an important locale of development. We proved, with this, that it is possible for us to be a reference in the technological area, presenting solutions, outside of the economic capitalistic center.
This proves that a model based in solidarity, in knowledge socialization produced results-distribution instead of competition. Concentration and accumulation are better suitable for the development of our planet. We have shown that "the other world is possible". Here it's the free software land.
The coordination of "Projeto Software Livre RS" requires dialog with other movements and initiatives that aim for alternatives from the international domination and exclusion. For this reason, we presented the "Fórum Social Mundial 2001" here in Porto Alegre. We defined this meeting as one more step, among the many that are occurring in the world, toward the construction of the "Fórum Social Mundial 2001".
This way, we'll be strengthening and amplify the free software community and, at the same time, incorporating our specifications into the construction of a global alternative program.
We invite the whole free software community: independent developers, governmental entities, non governmental organizations, distribution companies, public and private companies, user groups, universities and research institutions to add up to the construction and convocation of the "Fórum Social Mundial 2002". Please join us next January in Porto Alegre and in the preparation of the "Fórum Internacional de Software Livre 2002" predicted to May 2nd. , 3rd. and 4th.
We greet all participating to the "Fórum Internacional de Software Livre 2001"
Free Software RS Project Coordination
MANIFIESTO PARA LA COMUNIDAD DE SOFTWARE LIBRE
Este encuentro, en su segunda edición, es un marco para el fortalecimiento del movimiento internacional en favor del software libre. Nuestro objetivo en estos tres días es fortalecer las premisas fundadoras de este movimiento inspirado por los conceptos de libertad de la "Free Software Foundation", y profundizar la construcción de una alternativa concreta buscando insertar la cuestión tecnológica en el contexto de un mundo de apertura social e igualdad en el acceso a los avances tecnológicos.
Después de un año del lanzamiento del Proyecto Software Libre RS, probamos que esto es posible. Además de haber pautado en el ecenario nacional los fundamentos del software libre, hemos desarrollado varias alternativas de utilización de programas libres y, más aún, nos insertamos en el contexto internacional como un polo importante de desarrollo. Probamos, con esto, que es posible ser una referencia tanto en el área tecnológica como en la presentación de soluciones, a pesar de estar fuera del eje de las grandes economías capitalistas.
Esto prueba que el modelo basado en la solidaridad, en la socialización del conocimiento y en la distribución de los resultados producidos, en contraste con la competencia, la concentración y la acumulación, es mucho más adecuado para el desarrollo de nuestro planeta. Mostramos que "otro mundo es posible". Aquí en la tierra del software libre.
La coordinación del Proyecto Software Libre RS encuentra también importante el diálogo con otros movimientos y otras inciativas que busquen alternatias frente a un modelo internacional homogéneo y excluyente. Por esta razón, estuvimos presentes en el "Foro Social Mundial 2001" realizado en enero, aquí en Porto Alegre. Definimos este encuentro que estamos realizando como un paso más, entre tantos que se están dando en dirección a la construcción del "Foro Social Mundial 2002".
De esta forma, estaremos fortaleciendo y dando una amplitud mayor a la comunidad del software libre y, al mismo tiempo, contribuyendo en nuestra especialidad en la construcción de un programa global alternativo. Invitamos a toda la comunidad del software libre - los desarrolladores independientes, entidades gubernamentales, entidades no gubernamentales, distribuciones, empresas públicas y privadas, a los grupos de usuarios, a nuestras universidades y entidades de investigación - a que se sumen en la construcción y convocatoria del "Foro Social Mundial 2002" que se realizará en enero próximo en Porto Alegre y en la preparación, desde ahora, del "Foro Internacional de Software Libre 2002" previsto para los días 2, 3 y 4 de mayo.
Saludamos a todos los participantes del "Foro Internacional de Software Libre 2001"
Coordinación del Proyecto Software Libre RS
****************************** Marcelo D'Elia Branco Diretor Vice-Presidente PROCERGS ****************************** R I O G R A N D E D O S U L ESTADO DA PARTICIPAÇÃO POPULAR Estado Livre de Transgênicos Terra de Software Livre ******************************
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20010618.html
10 anos de dcraw
10 anos de dcraw
Colaboração: Bruno Buys
O dcraw fez 10 anos de idade no dia 23 de fevereiro. Ele é um utilitário que permite a decodificação de mais de 240 formatos proprietários de imagens de câmeras digitais. Sim, câmeras podem gravar imagens em jpeg, e é o que a maioria delas faz, e para vê-las não é necessário nenhum software especial. Mas podem também gravar no formato cru (ou 'raw', em inglês), que é mais apropriado para trabalho avançado em fotografia e impressão em alta resolução. E para decodificar os formatos crus, o software livre mais usado da atualidade é o dcraw.
O projeto é tocado por Dave Coffin, e mora em www.cybercom.net/~dcoffin/dcraw. Apesar do tamanho modesto, ele é de fundamental importância para o trabalho em fotografia avançada no GNU/Linux.
Câmeras digitais avançadas e/ou profissionais são capazes de gerar arquivos 'crus', ou seja, que contém todos os dados luminosos captados pelo CCD, com pouco ou nenhum tratamento na câmera e sem a perda de informação característica do jpeg. Estes arquivos, depois de serem convertidos para formatos como o tif ou ppm, são o melhor material para serem tratados em softwares de edição de imagem. E é aqui que o problema começa: cada fabricante de câmeras tem seu formato cru específico, diferente e incompatível. A cada nova geração de câmeras os formatos mudam, e como se isso não bastasse, alguns fabricantes (Nikon, por exemplo) parecem estar optando por criptografar os dados dos arquivos crus. Junto com a câmera o fabricante fornece uma mídia de instalação do software decodificador... para Windows ou Mac, é claro. Versão para GNU/Linux, sem chance. Abrir especificações dos formatos de arquivos, então, nem pensar.
O Dave Coffin passa a maioria do tempo de trabalho no dcraw fazendo engenharia reversa dos formatos de arquivos de câmeras. Segundo uma de suas entrevistas, ele até já se tornou bom na coisa! E o dcraw tem sido usado em uma série de outros programas livres ou nem tanto (somente uns trechos do código está sob a gpl, o resto é domínio público, mesmo).
O dcraw se tornou uma ferramenta presente na maioria das distribuições modernas. É pequeno, rápido e portável. E, segundo alguns fotógrafos, produz resultados *melhores* do que os softwares originais dos fabricantes.
Quem quiser se informar mais sobre a briga de foice em torno dos formatos crus pode ir até www.openraw.org. É uma iniciativa para pressionar a indústria a abrir especificações, ou a aderir a um formato raw público.
Nada melhor para comemorar o 10o aniversário de um software do que lançando uma nova versão!
O Dave não descansa: para a versão 8.60 ele implementou um novo tipo de filtro capaz de separar a informação real do ruído com mais precisão, melhorando até mesmo imagens de ISO mais baixo.
Se você tem uma câmera que grava em raw, uma olhada no projeto é altamente recomendada. Tem man page e ajuda em português. E se você não tem, vale conhecer o projeto assim mesmo. É um belo exemplo da força do software livre.
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20070316.html
Coleção de Bugs de Software
Coleção de Bugs de Software
Colaboração: Daniel Santos de Lima
O Daniel me enviou uma página muito interessante, embora trágica. O Prof. Thomas Huckle, da Alemanha, compilou uma página de bugs famosos de software, com links descrevendo seus efeitos.
O primeiro da lista, a explosão do foguete Ariane 5, que causou um prejuízo de 500 milhões de dólares, foi causado por um erro de programação no sistema de referência inercial. Mais especificamente, um número de ponto flutuante de 64 bits, representando a velocidade horizontal do foguete com relação à plataforma, foi convertido para um número inteiro de 16 bits. O número real era maior que 32.767, valor máximo para números inteiros e daí a conversão falhou. E o foguete explodiu.
Para saber mais veja em http://wwwzenger.informatik.tu-muenchen.de/persons/huckle/bugse.html
Falando em bug de software, um estudante chamado David Coppit, coleciona fotos de sistemas Windows com problemas nos mais diversos lugares. Em terminais públicos, outdoors, e muitos outros lugares. Muito interessante. O endereço é http://www.coppit.org/homepage/windowscrash.html.
Se você tiver alguma foto legal mande para o David. O email dele está na página citada acima.
Eu achei a idéia muito interessante. No Forum Internacional de Software Livre aproveitamos para tirar uma foto de um caixa eletrônico do Santander, que estava travado em uma tela do Windows 95. Vou criar a minha própria galeria :-) Os caixas do Banrisul, que rodam Linux, estavam dando show no evento.
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20020516.html
Mr. Gates e Mr. Da Silva
Mr. Gates e Mr. Da Silva
Copyright: No Mínimo (http://www.nominimo.com.br), 4/11/02, Pedro Doria
"A eleição de Luiz Inácio Lula da Silva para a presidência mexeu com os nervos da empresa que está no cerne da revoulção tecnológica: a Microsoft. O Brasil é um dos maiores mercados sendo explorados pela companhia fundada por Bill Gates no final dos anos 70 mas, ao longo dos últimos anos, o PT vem se comprometendo com um projeto de tecnologia ligado ao software livre - antítese do que representa a Microsoft. Esta opção está marcada a tinta no programa do próximo governo federal e vem sendo executada por quase todos os governos importantes do PT, incluindo-se aí o Rio Grande do Sul, Campinas, Belo Horizonte e, agora, São Paulo.
O primeiro gesto público de aproximação veio ainda na última semana da campanha de Lula, quando levados pelo senador petista eleito Cristóvam Buarque, representantes de Gates fizeram ao então candidato um convite formal para conhecê-lo. Esta reunião, que incluiria outros altos executivos de empresas de tecnologia como HP e Sun Microsystems, pode acontecer ainda antes da posse.
O convite não ficou sem resposta. O grupo petista ligado ao software livre está organizando uma reunião paralela. Se Lula encontrar Gates, deverá encontrar, também nos EUA, gente como Richard Stallmann, presidente da Fundação do Software Livre e Linus Torvalds, criador do Linux. A idéia é mostrar que Lula conversa com todos mas não tem compromisso com ninguém em particular. Se este encontro for no Instituto de Tecnologia de Massachussets, onde Stallmann mantém seu escritório, estarão presentes também meia dúzia de homens que podem colocar em seus currículos a paternidade da Internet. Serão pesos pesados de ambos os lados.
Vai ser uma dura mudança para a Microsoft. A estatística que circula pelo Congresso Nacional é que, dado o volume da pirataria de software no Brasil, o governo representa 80% dos lucros da empresa no país. Vem sendo uma relação complicada e monopolista. A Microsoft permite a apenas uma empresa, a TBA de Brasília, as vendas para o governo, impedindo qualquer licitação por seus produtos. O software livre é, neste sentido, um competidor árduo, já que sai virtualmente de graça. O que custa é o treinamento. A experiência dos últimos meses do Serpro, ligado ao Ministério da Fazenda, parece indicar que este treino, para o usuário típico, nem é tanto assim.
Embora em seu discurso oficial a empresa que fabrica o Windows banque horror à pirataria, na prática, desde sua fundação, a relação tem sido diferente. Ela é discretamente estimulada. No início, usuários são incentivados a usar os produtos ao máximo até criar o hábito. Então, quando a base instalada ganha o vulto de milhões, como vem acontecendo no Brasil nos últimos anos, campanhas contra pirataria, que incluem pesadas multas contra empresas que podem levá-las ao fechamento, são movidas. O objetivo é transformar o monopólio adquirido em lucro. Daí a distorção em ter no governo seu maior cliente.
Virada estratégica
No último mês, a Microsoft fez uma mudança radical de rumos em sua estratégia mundial. Colocou o Linux, e com ele todo o movimento do software livre, como inimigo primordial. A mudança foi representada por um email enviado pessoalmente por Bill Gates a todos os funcionários da empresa - na última vez que isso aconteceu, em meados da década de 1990, Gates cobrava de todos como compromisso prioritário com a Internet.
Nesta nova mensagem, o presidente da Microsoft informou a todos que a empresa precisava lidar com a questão da segurança. Seus softwares nunca foram seguros. Têm falhas mil no código que permitem a rápida infecção por vírus ou intrusão de hackers. Se isso, no entanto, nunca havia servido de obstáculo, nos últimos dois, três anos, após prejuízos monumentais, muitas empresas têm-se voltado para o padrão Linux.
Segundo Gates, entre incluir uma novidade num software e corrigir um problema, passa-se a priorizar a solução do problema. É uma mudança radical de cultura. Parte da estratégia da empresa foi sempre produzir novas versões de seus programas, todas com muitas novidades, permitindo-lhe vender um Word novo para quem já comprou a toda hora. Isso, mesmo que nada das novidades viessem a ser usadas por muita gente.
Em um ou dois anos, isso quer dizer que os softwares da Microsoft serão melhores - mas não resolve o problema de hoje, nem muitos dos outros de amanhã. Aí entra a crescente diplomacia à qual a empresa tem-se dedicado. Depois que no governo democrata de Bill Clinton viu-se quase condenada à cisão, por conta de práticas que, entendeu na época a Justiça norte-americana, violavam a legislação anti-truste daquele país, a empresa passou a investir nos relacionamentos com os governos.
Por conta, seu presidente mundial, Steve Ballmer, vem visitando países e encontrando-se com governantes. Esteve com o presidente Fernando Henrique em 2001. Além disto, em abril último convidou políticos proeminentes de todo o mundo para uma grande conferência de líderes mundiais em Seattle a fim de discutir o uso da tecnologia nos governos. Entre os agraciados com o convite estava Cristóvam.
O uso na educação
O ex-governador do Distrito Federal esteve a sós com Ballmer na época, quando conversaram a respeito do uso de tecnologia para educação. Cristóvam saiu bem impressionado do encontro. Ele, que é um dos mais importantes nomes do PT na área da educação, é pai do projeto Bolsa Escola que foi encampado pelo governo FH. Seu nome, junto com o do físico carioca Luiz Pinguelli Rosa, é um dos mais cotados para assumir o MEC.
A relação de informática com educação vem sendo pesadamente questionada nas últimas semanas, após um estudo israelense indicar que o computador na sala de aula às vezes até distrai o aluno do real ensino. Há que se levar em conta, no entanto, a crucial diferença entre Israel - e por conseqüência a Europa, onde o estudo está sendo levado a sério - com o Brasil. Lá, as crianças têm computador em casa. Daí volta à tona um dos mais importantes projetos que se viram frustrados na administração do ministro Paulo Renato: o do FUST, que pretende levar computadores a todas as escolas públicas do país.
Na época, no segundo semestre de 2001, o MEC decidiu que os computadores deveriam rodar, todos, o Windows da Microsoft. O projeto terminou alvo de uma investigação por parte do Ministério Público, dado que se as máquinas rodassem Linux, poderiam ser compradas em dobro. Os deputados federais Walter Pinheiro (PT-BA) e Sergio Miranda (PCdoB-MG) terminaram por aprovar uma emenda que forçava, também e no mínimo, a instalação do Linux.
Independentemente da óbvia vantagem do preço, a bancada do software livre no Congresso, que tem em seus líderes Pinheiro e Miranda, apresenta um argumento sólido mas de difícil compreensão: o código aberto. Quando escrito, um programa é literalmente redigido numa linguagem e só no fim deste processo é que ele é transformado num executável, algo que a máquina compreenda. Esta primeira versão, compreensível por pessoas, no caso dos softwares livres, é igualmente pública. No caso da Microsoft, não, ela é considerada informação privilegiada de domínio privado.
Numa análise geral, isso quer dizer que um técnico nunca sabe exatamente o que um programa da Microsoft faz. Ele pode - e o caso é real - enviar informação a respeito do usuário para os computadores da empresa, nos EUA, sem que o mesmo usuário jamais desconfie. Um perigo quando se pensa numa máquina que lida com informações secretas do governo - e um dos motivos alegados por governos nos quatro cantos do mundo para adotar o Linux.
Mas há uma questão mais sutil. Quando Bill Gates ainda era um menino maravilhado com tecnologia, no início dos anos 1970, ele aprendeu a fazer seus pequenos milagres digitais usando um computador cedido gentilmente por uma universidade. Neste computador, ele tinha acesso não apenas aos programas prontos, mas também aos esqueletos deles. Lendo o código escrito por outros para os computadores é que entendeu seus processos. Jovens Bill Gates aparecem em todas as classes sociais - dependem, apenas, de ter a mesma oportunidade: acesso a computadores e ao código de seus programas.
A alegação do MEC era, e continua sendo, que os sistemas da Microsoft são o padrão do mercado. Alunos educados com seus sistemas, no entanto, aprendem no máximo a ser operadores de Excell ou PowerPoint - não têm muito como fuçar as entranhas e descobrir seus segredos, quanto mais condições de sonhar com vôos altos. O Brasil já cometeu este erro uma vez.
Veja-se o exemplo da Índia. Enquanto aqui o país jogou no alto os impostos dos computadores, nos anos 80, para estimular a produção interna de máquinas, a Índia jogou para baixo. Taxou caro apenas o software. O resultado foi uma legião de meninos brilhantes que hoje ocupam cargos entre os altos executivos de, sem exceção, todas as grandes empresas de tecnologia. Incluindo a própria Microsoft.
O encontro com Bill Gates
Não serão poucas as pressões que o presidente-eleito Lula vai enfrentar para lidar com a chaga da exclusão digital, que ameaça, a cada turma formada, mais uma geração de brasileiros. Aprende-se a lidar profundamente com computador ainda criança, não depois. O Brasil precisará de todos os parceiros com os quais pode contar. E Bill Gates, não apenas através da Microsoft, mas também de sua Fundação, é um parceiro precioso.
Lula confirma, apenas, sua viagem à Argentina. Mas dentro do PT já se lida abertamente com a possibilidade de uma viagem aos EUA anterior à posse, para o encontro com o presidente George W. Bush. Além de um gesto de boa vizinhança, é uma maneira discreta de reiterar que ele não é um ditador como Fidel Castrou ou, a seu modo, Hugo Chávez.
Aproveitar a passagem para visitar Gates e os outros líderes da indústria digital, na análise do PT, produzirá boas fotos para o consumo interno de Wall Street - distanciando-o da maneira como Castro, por exemplo, lida com Internet. O outro encontro, com os principais líderes do software livre, também não fará nada feio. Ambos formam um compromisso com tecnologia e reiteram o interesse do Brasil.
E, se Cristóvam está ligado à Microsoft, Pinguelli comandou no governo de Benedita da Silva, no Rio, o início da mudança para o software livre. O mercado de capitais pode estar de olho em quem ocupará a Fazenda e o BC. O de tecnologia está louco para saber quem ficará com o MEC."
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20021109.html
Livre acima de tudo
Livre acima de tudo
Autor: Rafael Evangelista, Planeta PortoAlegre
Por trás de uma aparente distinção técnica, os termos software livre e código aberto, criados por Richard Stallman e Eric Raymond, escondem diferenças políticas e ideológicas
Não foi à toa que George Orwell, ao imaginar um futuro tenebroso em 1984, descreveu como um dos pilares de seu Estado autoritário uma polícia da informação, responsável pela fiscalização e pelo emprego da novilíngua. As palavras não são figuras inertes, que servem só para descrever coisas. No sentido, inscrevem-se também história e ideologias.
Também não é à toa que, no mundo do software livre, exista uma constante disputa sobre os nomes e as palavras utilizadas. Essa discussão, às vezes, torna tudo muito mais confuso para quem não participa do debate, mas é um sinal de que a comunidade, mesmo quando só quer se preocupar em fazer software, se ocupa também de questões políticas, de poder. Dizer é se colocar no mundo, é assumir posição. Afinal, há alguma diferença entre falar Linux ou GNU/Linux? Ou entre se dizer um adepto do movimento pelo software livre ou do movimento de código aberto? Há sim, e muita.
Para além das respostas simplistas e pragmáticas, a solução pode ser encontrada na história do movimento. Ninguém nega que tudo saiu das mãos e da cabeça do guru Richard Stallman que, ainda na década de 1980, delineou os princípios éticos do movimento. Na época, Stallman, fundador da Free Software Foundation (FSF, Fundação do Software Livre, em inglês), estabeleceu as quatro liberdades que fundamentam o movimento: o software deve ser livre para ser modificado, executado, copiado e distribuído. Ambos, o código aberto e o software livre, respeitam esses parâmetros.
Sem dúvida, Stallman continua sendo o grande filósofo do movimento. No entanto, a partir de 1991, ele se vê obrigado a dividir o palco com uma jovem estrela da Finlândia, Linus Torvalds. Carismático, empreendedor e sabendo usar melhor a internet, ele conseguiu dar solução a um problema que a FSF se dedicava há anos, construir um kemel que suportasse um sistema operacional alternativo. O kernel é uma parte central do sistema, responsável pela configuração e gerenciamento dos dispositívos (teclado, mouse, monitor etc). A FSF já tinha todo o resto da estrutura do sistema pronta e trabalhava no desenvolvimento de seu kernel. Linus foi mais rápido e, mantendo a filosofia livre, adotou soluções tecnicamente mais eficientes, criando o Linux, essa parte essencial do sistema.
O método de desenvolvimento adotado por Linus está em A Catedral e o Bazar, livro escrito por Eric Raymond, em 1997. A obra é também uma alfinetada em Stallman, acusado de adotar uma postura centralizadora de desenvolvimento. Raymond descreve o desenvolvimento GNU como se fossem catedrais, monumentos sólidos, construídos a partir de um grande planejamento central. Já o desenvolvimento adotado por Linus seria como um bazar, com uma dinâmica altamente descentralizada. Diz Raymond: "Penso que a criação mais esperta e de maiores consequencias não foi a construção do kernel em si, mas a invenção do modo de desenvolvimento Linux".
Alma hippie
Mas há mais na fala de Raymond com relação ao modelo Linux do que o elogio da técnica - embora o sucesso desta seja inegável. Stallman sempre foi uma figura politicamente muito atuante, não apenas no campo da informática. Mais velho, tendo vivido toda a experiência da luta pelos direitos civis nos EUA, Stallman carrega em seu discurso uma ótica pouco amigável às empresas. Em seu site pessoal, por exemplo, ao lado de artigos em favor do software livre, encontram-se também ensaios políticos sobre temas como a invasão estadunidense ao Iraque e o muro de Israel na Palestina. Raymond, por sua vez, é um ardoroso defensor da liberalização do uso de armas, tema usualmente mais ligado às bandeiras da direita.
Linus, por sua vez, além de ser politicamente mais moderado e pragmático, consegue criar uma identidade maior com a nova geração de programadores abaixo dos 40 anos, da qual Raymond faz parte. Essa geração, segundo Sam Willians, autor do livro Free as in Freedom, é mais energética e ambiciosa.
Desde a ascensão do trabalho de Linus, boa parte do tempo de Stallman tem sido gasta em pedidos para que todos refiram-se ao conjunto do software como GNU/Linux e não apenas Linux. Quer somente que seu trabalho, e de toda FSF, seja reconhecido.
Lutas que incomodam
Se o discurso politizado e a integridade radical de Stallman nunca foram de fácil digestão para os programadores da nova geração, ambos são ainda mais indigestos para os empresários. Raymond teve um papel decisivo na criação da alternativa mais ao gosto do paladar corporativo.
Em A Catedral e o Bazar, ele descreveu um processo de produção inovador e descentralizado, em que as alterações no software são rapidamente entregues à comunidade. Esta, testando e avaliando o produto, estabelecem uma espécie de seleção natural em que as melhorias sobrevivem e as soluções falhas são logo identificadas. A descrição encantou os executivos da Netscape, dona de navegador de internet que havia sido destruído pela ofensiva agressiva - e anti-competitiva, segundo os próprios tribunais dos EUA - da Microsoft e seu Internet Explorer. Em 1998, Raymond foi a peça chave no processo de convencimento dos executivos da Netscape para que liberassem o código.
O prestígio adquirido por Raymond, somado ao do carismático Linus, foram essenciais para que o movimento de código aberto (open source, em inglês) pudesse se estabelecer. Frequentemente, Stallman procurava - e procura até hoje - deixar claro que o free de free software (do termo original em inglês), não significa grátis mas livre. A confusão entre livre e grátis tornou-se a justificativa perfeita para que surgisse o termo código aberto, neutralizando a reivindicação política do movimento.
Não há diferenças substanciais entre o que os termos software livre e código aberto pretendem definir. Ambos estabelecem praticamente os mesmos parâmetros que uma licença de software deve conter para ser considerada livre ou aberta. Ambas estabelecem, na prática, que o software deve respeitar aquelas quatro liberdades básicas que a FSF estabeleceu. Mas os defensores do termo código aberto afirmam que o termo fez com que os empresários percebessem que o software livre também pode ser comercializado. Teriam sido mudanças pragmáticas e não ideológicas.
O próprio Richard Stallman diz não ver o grupo do código aberto como inimigo. "Nós discordamos dos princípio básicos, mas meio que concordamos com as recomendações práticas. Então podemos trabalhar juntos em muitos projetos", diz.
O fato é que a Iniciativa do Código Aberto (Open Source Iniciative, em inglês), entidade cuja criação foi proposta por Eric Raymond, significou uma polarização de poder com a FSF de Stallman. Como ambas as entidades e o movimento como um todo só cresceram nos últimos anos, isso não significou um enfraquecimento para Stallman.
Confunde ou explica?
Em seu livro de ensaios, Free Software, Free Society, Stallman argumenta com razão que o termo código aberto na verdade confundiu mais do que esclareceu. "O sentido óbvio para a expressão código aberto é: 'você pode olhar o código'. Essa expressão é tão ambígua quanto o termo free software (software livre) em inglês", escreve. De fato, não basta que um usuário possa ler o código de um programa para que ele seja livre. A liberdade para olhar o código é apenas uma das quatro liberdades fundamentais.
Stallman continua, colocando o dedo na ferida e apontando a despolitização do termo. "O principal argumento para o termo código aberto é que software livre deixa as pessoas inquietas. É verdade: ele fala de liberdade, sobre ética, sobre responsabilidade tanto quanto sobre conveniências. Ele convida as pessoas a pensar sobre coisas que elas poderiam ignorar. Isso desperta desconforto e algumas pessoas podem rejeitar a idéia por isso. Mas isso não significa que a sociedade vai ficar melhor se pararmos de falar nesses assuntos".
Há exemplos de como o termo código aberto tem sido usado de maneira traiçoeira. Em resposta às crescentes acusações de que os clientes de seus produtos não tem acesso ao código fonte (as linhas de instruções que formam um software), a Microsoft tem respondido com o seu programa Shared Source (algo como código compartilhado). Por esse programa, a empresa mostra partes do código de seus produtos a clientes como universidades e governos. Na prática, ela torna parte de seu código aberto, o que não significa que ela se torne adepta dos softwares livres. Para isso, o código deveria ser aberto a todos - e não só à vistoria de seus clientes - e deveria ter sua execução, distribuição e modificação permitidas livremente.
Entre a comunidade de software, ciente de que código aberto e software livre significam praticamente as mesmas recomendações, dizer um ou outro na verdade significa tomar partido de um determinado grupo e de uma certa inclinação política. Para quem acha que, além da eficiência e da estabilidade de certos programas, é preciso construir alternativas mais justas de distribuição da produção e do conhecimento, o termo software livre parece ser a melhor opção.
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20041129.html
O Perigo das Patentes de Software
O Perigo das Patentes de Software
Guru do software livre no SENAC
Richard Stallman dá palestra sobre "O perigo das patentes de software"
O Fundador do Projeto GNU, Richard Stallman, estará no Brasil no próximo dia 25 de agosto, às 14 horas, para proferir uma palestra sobre "O perigo das patentes de software", que terá lugar no Salão Nobre do SENAC, localizado à rua Dr. Vila Nova, 228, na Consolação, São Paulo, Capital.
O projeto GNU foi lançado em 1984 por Richard Stallman, para desenvolver o sistema operacional GNU, de forma a permitir aos usuários de computadores usarem um software livre, acessível a todos. Hoje, o sistema operacional GNU/Linux é utilizado por cerca de 20 milhões de pessoas em todo o mundo.
Richard Stallman é o autor da GNU Compiler Collection, um compilador otimizado portável, projetado para suportar diversas arquiteturas e linguagens, suportando atualmente mais de 30 arquiteturas e sete linguagens de programação. Graduado em física pela Universidade de Harvard em 1974, Stallman trabalhou no Laboratório de Inteligência Artificial do MIT, aprendendo a desenvolver sistemas operacionais. Richard Stallman foi agraciado em 1991 com o Prêmio Grace Hopper da Association for Computing Machinery, pelo desenvolvimento do primeiro editor Emacs. Doutor honoris causa pelo Royal Institute of Technology da Suécia, recebeu em 1998 o prêmio pioneiro da Electronic Frontier Foundation e, em 1999, o Prêmio Yuri Rubinski. Em 2001, foi pela segunda vez doutor honoris causa, desta vez pela Universidade de Glasgow para, em 2002, ser eleito para a National Academy of Engineering.
O vasto curriculum de Richard Stallman irá decerto atrair as atenções para a sua conferência, a qual conta com a parceria do Governo Eletrônico da Prefeitura da cidade de São Paulo.
As inscrições deverão ser feitas exclusivamente pelo telefone (11) 3868-6900.
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20030816.html
Matéria sobre Conectiva Linux no site DistroWatch
Matéria sobre Conectiva Linux no site DistroWatch
O Site DistroWatch publicou uma matéria bem interessante sobre a Conectiva, que na minha opinião faz justiça a muitas das importantes contribuições feitas pela empresa ao mundo do software livre.
Acompanho há muitos anos o trabalho do pessoal da Conectiva e só posso parabenizar o trabalho realizado em termos éticos e técnicos tanto na empresa quanto na Revista do Linux, que sempre ofereceu espaço a todos sem distinção.
A seguir, o texto publicado, em sua tradução para o português. O texto original em inglês pode ser conferido no site DistroWatch
Conectiva Linux
O site distroWatch recomenda Conectiva Linux a todos
Nesta semana, a Conectiva, principal empresa de serviços e soluções Linux na América Latina, recebeu elogios do reconhecido site "distroWatch.com" pelo seu desempenho em nove anos de vida dedicados ao desenvolvimento do software livre. O site sugere aos usuários que experimentem o Conectiva Linux 10 e o Live CD Beta, destaca as personalidades proeminentes do mundo Linux que trabalham na Conectiva ou já passaram por lá, e comenta ações positivas da empresa, como a liberação de todo o seu software sob a GLP, os downloads gratuitos para atualizações do sistema, entre outras realizações.
Veja aqui o texto na íntegra traduzido: A Conectiva comemorou seu nono aniversário no último sábado. Fundada em 1995 por um grupo de pessoas em Curitiba PR - Brasil, a distribuição não é extensamente usada fora da América Latina, entretanto é uma das principais distribuições Linux, digna de atenção.
Por que o Conectiva Linux é uma distribuição interessante? Primeiramente, a Conectiva tem sido uma apoiadora entusiasta do Software Livre desde o começo de sua existência. A companhia também já empregou diversas personalidades proeminentes do mundo do software livre, entre elas Marcelo Tosatti, mantenedor atual da série 2.4 do kernel, Alfredo Kojima, o principal desenvolvedor do WindowMaker, e Everaldo Coelho, designer do tema de ícones, amplamente utilizado, Conectiva Crystal.
A empresa é também reconhecida pelo desenvolvimento do APT para RPM, interface da Debian para gerenciamento de pacotes RPM, e também o Synaptic, um gerenciador RPM com interface gráfica.
Vale a pena comentar que, ao contrário de muitas outras companhias comerciais, a Conectiva sempre liberou todo o seu software sob a GPL.
O Conectiva Linux 10 foi disponibilizado em Julho de 2004 e está disponível gratuitamente para download nos mirrors oficiais.
As novas versões da distribuição da Conectiva são lançadas a cada ano. Ela não tem uma atualização tão freqüente quanto outras distribuições, mas os que desejam ter as versões em desenvolvimento dos principais softwares podem fazê-lo facilmente. Isso porque a Conectiva mantém um repositório de desenvolvimento chamado de "Snapshot", o qual é atualizado freqüentemente.
Além de português, a distribuição também suporta espanhol e inglês.
Na próxima vez que desejar instalar uma nova distribuição, experimente o Conectiva Linux 10 - você não ficará desapontado. Outra opção é usar umas das versões 'live' que a empresa também disponibiliza.
Conectiva Linux 10 - uma grande distribuição, não só para Brasileiros.
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20040915.html
Perspectives on Free and Open Source Software
Perspectives on Free and Open Source Software
Colaboração: Fábio Mengue
A MIT PRESS disponibilizou para download a versão integral do livro Perspectives on Free and Open Source Software
O livro está disponível no formato PDF, em versão integral, ou em capítulos individuais. O livro possui 576 páginas.
Mais informações podem ser encontradas em http://slashdot.org/articles/07/03/20/1710244.shtml
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20070325.html
Endereço para download do software Jango
Endereço para download do software Jango
Colaboração: Claudiney Carrijo de Queiroz <<carrijo (a) df senai br>>
No endereço abaixo está disponível para donwload o software JANGO:
http://www6.zdnet.com/cgi-bin/texis/swlib/hotfiles/info.html?fcode=000M06
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/19971120.html
Gerenciamento de software com apt e rpm
Gerenciamento de software com apt e rpm
Colaboração: Claudio Ferreira Filho <<filhocf (a) hotmail com>>
Como uso o CL e RH, e preciso instalar algum pacote e, geralmente, tenho problemas de dependencia, uso o seguinte comando para gerar uma listagem .
rpm -qilp /mnt/cdrom/conectiva/Redhat/RPMS/*.rpm > lista.txt
Usando o '/<string>' dentro do vi, acha-se rapidamente todos os arquivos dependentes e respectivos pacotes de quem dependem.
Outra coisa, foi o arquivo '/mnt/cdrom/Redhat/base/comps', onde contem a lista de pacotes a ser instalados . Quando instala o RH, aparece a perguntinha de o que quer instalar : Gnome, KDE, Serv. de DNS, FTP, etc., mas quais pacotes são instalados ? até o CL 6.0 tem essa facilidade também . Ajuda muito para poder entender um pouco mais o funcionamento dos aplicativos . E outra, e a possibilidade de instalar, sem a necessidade de rodar o cd como atualização .
Quando todos usarem o apt provavelmente estes problemas sumirão, mas enquanto isto não acontece, a sugestão do Cláudio pode nos poupar alguns aborrecimentos.
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20011025.html
Altavista Search Software
Altavista Search Software
Colaboração: Rubens Queiroz de Almeida
Se você tem um website com menos de 3.000 páginas, você pode fazer uso do software Altavista Intranet Search gratuitamente.
No endereço http://altavista.software.digital.com você tem acesso a toda a linha de produtos comercializada pelo Altavista (Firewall, Tunnel, Forum, Directory e Search). A maioria das versões possui um demo, com prazo limitado, que você pode baixar e testar em seu ambiente.
O software Altavista Intranet Search disponibilizado não expira nunca e você pode usar gratuitamente por quanto tempo quiser, desde que, é claro, o número de páginas indexadas não ultrapasse 3.000.
Na Unicamp nós usamos a versão 1.0 do Altavista para indexar o conteúdo do sistema de bibliotecas. Simplesmente excelente (embora seja uma versão já bastante ultrapassada). O endereço da consulta Web do sistema de bibliotecas da Unicamp é http://acervus.unicamp.br/
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/19990503.html
OS RENEGADOS, ATO I
OS RENEGADOS, ATO I
Colaboração: Daniel Zilli <<daniel (a) zilli gulinuxsul org>>
Com a revolução da internet, ficou muito mais fácil encontrar soluções para os nossos problemas, pelo menos àqueles relacionados a informação, ou a falta dela. Um marco excepcional na história da informática é o Software Livre. Isso porque, alguns anos atrás, tínhamos apenas duas opções básicas para a aquisição de software: ou comprávamos ou pirateávamos um sistema. Como pirataria não se faz, ficou somente a opção de comprar o software, certo? Não!
O Software Livre já não é mais uma tendência ou alternativa, é uma realidade que todos já vivenciam ou vivenciarão de forma direta ou indireta. Mas ao pensar, falar ou escrever o termo Software Livre, o primeiro sistema que vem a nossa cabeça é o Linux. Alguns mais afortunados já conhecem o OpenOffice, apache, entre outros. Mas temos nesse mundo de bits e bytes, milhares de Softwares Livres que estão a espera de se tornarem "famosos". Os nossos renegados não estão excluídos por falta de qualidade ou qualquer coisa parecida, ao contrário, são excelentes alternativas (não gosto muito dessa palavra, pois passa a impressão que o software nunca será uma realidade ou número um.), mas desconhecidas. Vou passar neste e nos próximos artigos, alguns dos "renegados" para que finalmente encontrem a luz! Como um bom nacionalista, será dada prioridade ao sistemas brasileiros.
ADMINISTRAÇÃO GERAL
- Sistema Processa - Quem disse que não temos um ERP em software livre, de produção totalmente nacional e pronto para ser usado? O Sistema Processa é um completo gerenciador para empresas de pequeno e médio porte. Possui características para ser utilizado em indústrias e comércio em geral, bem como, distribuidoras com controle eficaz das comissões sobre vendas. Por ser Software Livre, não possui nenhuma restrição sobre sua utilização, nem modificações feitas para atender particularidades específicas de cada modelo de negócio.
- GNUBis- Para quem gosta do CRM aqui vai uma solução. A GnuBis fornece uma poderosa ferramenta de administração de contatos e relacionamentos. Cadastre seus clientes, fornecedores, funcionários e até mesmo, potenciais clientes. Registre dados e importantes eventos relacionados a estes contatos. Gerencie as atividades de sua equipe.
- Sisdados - Criado há mais de 7 anos, o Sisdados é um sistema de retaguarda para supermercados. Atende a todas tarefas administrativas de um estabelecimento com muita simplicidade, mas sem deixar de lado a qualidade e integridade dos dados.
- Folha Livre - É um software de folha de pagamento primariamente direcionado à realidade brasileira. Visa fornecer ao departamento de pessoal, agilidade e facilidade na elaboração de folhas de pagamentos, permitindo um controle eficiente das informações. Poderá ser utilizado por qualquer empresa, tanto pública quanto privada.
- WebEstoque - Controle de estoque, o mais completo possível. Próprio para a internet, num formato HTML/Perl, encontra-se em expansão. Tem o objetivo de controlar completamente o estoque, contas a pagar/receber, funcionários, clientes, produtos, vendas e fornecedores de uma empresa.
- Prololi - O Prololi é uma alternativa livre para informatizar locadoras de vídeo. Prololi significa "programa de locadora livre".
Todos são projetos, nos quais, sua colaboração é muito importante. O costume de querer receber tudo já pronto deve acabar. Claro que você não é obrigado a ajudar e muito menos contribuir com o sistema que utiliza, mas que fique claro então, de não reclamar se está faltando isso ou aquilo no seu sistema. Contribua da sua maneira, e veja como é bom fazer parte de algo que beneficiará milhares de pessoas.
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20041016.html
NetLinOS: Conectividade em Redes em Linux
NetLinOS - Conectividade em Redes em Linux
Colaboração: Ivan Passos <<ivan (a) cyclades com>>
Eu recebi um press release do Ivan descrevendo um projeto aberto, incentivado pela Cyclades, para desenvolvimento de soluções de conectividade em redes baseadas em sistemas Linux.
No site da iniciativa, em http://www.netlinos.org, já se encontram disponíveis vários documentos sobre o assunto, um deles criado pelo próprio Ivan Passos.
A seguir, o texto na íntegra do press release, conforme me foi repassado pelo Ivan.
NetLinOS Web Portal lançado para incentivar desenvolvimento de Network Appliances baseadas em Linux Fremont, CA - 12 de Junho, 2001- O NetLinOS Web Portal, o local na Internet de concentração de esforços e iniciativas relacionadas à conectividade de redes em Linux, foi lançado hoje. O Web Portal faz parte do Projeto NetLinOS, criado pela Cyclades Corporation para incentivar a consolidação das capacidades de conectividade de redes em Linux e o desenvolvimento de Network Appliances baseadas em Linux. "Queríamos criar um local na Internet onde os visitantes pudessem ver, trocar idéias sobre e contribuir com as mais recentes tendências envolvendo conectividade em Linux", comentou Ivan Passos, líder do Projeto NetLinOS. Ele completou: "a idéia não é a de competir com os atuais esforços nesta área, mas sim consolidar estes esforços através do uso de software já desenvolvido, do desenvolvimento de novos softwares e da focalização na integração de hardware e software para o desenvolvimento de produtos comerciais". O NetLinOS é baseado na visão de que mais e mais empresas integradoras de tecnologia comercializarão equipamentos de rede baseados em Linux. O NetLinOS é uma iniciativa aberta, onde as informações e o software no portal estão disponíveis para quaisquer pessoas ou empresas desenvolvendo network appliances. Além disso, contribuições da comunidade Linux são altamente bem-vindas. O objetivo é de unir esforços já existentes e também gerar novos esforços de forma que o Linux possa avançar cada vez mais no cenário de conectividade de redes. Os visitantes do Web Portal poderão aprender mais sobre a iniciativa, consultar a lista de produtos desenvolvidos e testados pelo grupo NetLinOS, incluindo tutoriais sobre como montar cada produto listado, além de acessar a base de dados de componentes de hardware e software que podem ser utilizados na criação de produtos de conectividade baseados em Linux. Há também uma seção do portal dedicada a projetos relativos a conectividade em Linux. Para obter informações adicionais sobre o NetLinOS e sobre como contribuir e participar, visite no nosso portal no endereço http://www.netlinos.org . Contatos -------- Ivan Passos <leader@netlinos.org>
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20010709.html
Horário de Verão: 2003
Horário de Verão - 2003
Colaboração: Humberto S Sartini
Para fazer a adequação do horário de computadores com Linux, Solaris e outras, ao horário de verão que se inicia no próximo dia 19/10, consulte o documento em http://web.onda.com.br/humberto/verao2003.html que explica em detalhes como realizar esta tarefa tão importante.
Software Livre Brasil - Conferência Internacional
Estão abertas as inscrições do Software Livre Brasil - Conferência Internacional, que acontecerá entre os dias 05 e 07 de novembro de 2003, no Centro de Treinamento Brasil Telecom em Curitiba. O evento apresentará um painel completo da adoção e expansão do uso do software livre no Brasil e no mundo, reunindo importantes nomes do software livre Internacional, como Jon "Maddog" Hall, presidente da Linux Internacional e Richard Stalmann, criador do sistema GNU e presidente da Free Software Foundation, entre outros.
As inscrições podem ser feitas no site do evento www.networkeventos.com.br/softwarelivre.
Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (41) 262-1872 ou pelo email: <softwarelivre (a) networkeventos com br>.
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20031017.html
Vim: Busca por múltiplos argumentos
Vim - Busca por múltiplos argumentos
Para realizar uma busca com diversos argumentos, basta separar o que se deseja buscar por "|".
O comando
/unix|linux|aix
irá localizar as palavras "unix" ou "linux" ou "aix".
Um outro recurso muito interessante é realizar a busca por uma string e logo em seguida buscar uma outra string, que venha imediatamente a seguir.
/teste/;realizado
O vim localizará, em primeiro lugar, a palavra "teste", e em seguida, caso a primeira busca tenha dado certo, irá então buscar ocorrências da palavra "realizado".
Se a primeira palavra não existir no texto, a busca retornará um erro.
Cursos em Software Livre: Unisinos
O Laboratório de Software Livre do Instituto de Informática da Unisinos, promove em 2004/1 diversos cursos na área de software livre.
Para a semana que vem, está programado o início de dois cursos: Introdução ao GNU/Linux, que ocorre de 15/03 a 25/03, e Administração e Configuração de Servidores Web Apache 2.0, que ocorre de 15/03 a 24/03. Informações mais detalhadas podem ser obtidas no site: http://www.inf.unisinos.br/instituto, no link Laboratório de Software Livre - LSL.
Como instalar um display LCD em seu servidor Linux
Colaboração: Alessandro de Oliveira Faria <<alessandrofaria (a) netitec com br>>
Este artigo traz um breve resumo de como instalar um display LCD de 4x20 caracteres em seu sistema operacional Linux. Este display é muito útil para visualizar o estado de um terminado serviço e/ou hardware sem a necessidade de ter um monitor ligado à CPU. Podemos também usá-lo para o desenvolvimento de produtos embarcados usando o Linux.
http://www.vivaolinux.com.br/artigos/verArtigo.php?codigo=502
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20040310.html
Governo disponibiliza Sistema de Inventário Cacic para a sociedade
Governo disponibiliza Sistema de Inventário Cacic para a sociedade
Fonte: Mariangela Monfardini Biachi, Departamento de Governo Eletrônico - SLTI / Ministério do Planejamento
O Ministério do Planejamento e a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Privada (Dataprev), do Ministério da Previdência, assinam nesta terça-feira, dia 17 de maio, às 17h, um protocolo de intenções para disponibilizar ao conjunto da sociedade o Sistema de Inventário CACIC. O documento será assinado pelo secretário de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, e pelo presidente da Dataprev, Tito Cardoso de Oliveira Neto, no 11º Congresso de Informática Pública (Conip).
O Cacic é capaz de fornecer um diagnóstico preciso do parque computacional e disponibilizar informações como o número de equipamentos e sua distribuição nos mais diversos órgãos, os tipos de softwares utilizados e licenciados, configurações de hardware, entre outras. Também pode fornecer informações patrimoniais e a localização física dos equipamentos, histórico de acessos, ampliando o controle do parque computacional e a segurança na rede.
A ferramenta possui um controlador automático com acesso à base de dados de todos os equipamentos do governo e as informações, mantidas por cada administrador de rede, poderão ser acessadas a qualquer momento pela internet.
O Configurador Automático e Coletor de Informações Computacionais (Cacic), desenvolvido em software livre e com a licença GPL (licença pública geral), já foi instalado em 17 mil computadores da administração federal. Mas até então, seu compartilhamento estava restrito aos órgãos do governo federal. A partir de agora, poderá ser adotado também por órgãos públicos estaduais e municipais. A ferramenta também será disponibilizada para entidades e instituições não ligadas ao governo no 6º Fórum Internacional de Software que ocorre em junho, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.
A iniciativa, que segue os princípios do compartilhamento, padrões abertos e licenciamento livre, se integra às ações de estruturação do software livre no governo federal ao disponibilizar seus sistemas para a comunidade. O Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) da Presidência da República tem contribuído com o licenciamento do código.
O download do software pode ser feito em http://www.governoeletronico.gov.br/cacic/sisp2/
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20050519.html
PHPSurveyor - software livre de criação de questionários on-line
PHPSurveyor - software livre de criação de questionários on-line
Autores :Marcelo Araujo Franco;Renata A. Fonseca del Castillo
Este artigo foi publicado no Boletim EAD do Centro de Computação da Unicamp. O Boletim EAD é uma publicação mensal e os números anteriores podem ser consultados no web site do projeto.
Introdução
O PHPsurveyor é um software livre desenvolvido com o objetivo de preparar, publicar e coletar respostas de questionários. Uma vez criado um questionário, ele pode ser publicado on-line (questão por questão, grupo a grupo de questões ou tudo em uma página). O PHPsurveyor permite definir como as questões serão mostradas e variar o formato dos questionários por meio de um sistema de padrões (templates). Fornece ainda uma análise estatística básica sobre os resultados dos questionários.
O PHPSurveyor possui a capacidade de gerar Tokens individualizados (chaves), de forma que apenas a pessoa que receber um token poderá acessar o questionário. Tokens são informações enviadas para a lista de pessoas, que você quer convidar para participar de um questionário, de forma a permitir maior controle do questionário disponibilizado pela Internet.
Site do projeto PHPSurveyor
O PHPSurveyor foi desenvolvido está hospedado no site [SourceForge.net (http://sourceforge.net], que é o maior site de software livre do mundo, hospedando gratuitamente milhares de projetos. O site do projeto PHPSurveyor está localizado em http://phpsurveyor.sourceforge.net/. O projeto é administrado por Jason Cleeland e conta com dez colaboradores. O sistema foi programado na linguagem PHP e utiliza o banco de dados MySQL.
A SourceForge.net pertence a Open Source Development Network, Inc. ("OSDN"), uma das mais dinâmicas comunidades de mídia da Web, com cerca de 9 milhões de visitantes por mês. A OSDN, por sua vez, é uma subsidiária da VA Software Corporation, uma empresa fundada em 1993, com sede em Fremont, California.
O site do PHPSurveyor disponibiliza informações sobre documentação, FAQ, Fóruns, Download, demo, templates. Dentre essas informações, o demo é uma ótima opção para conhecer o software, permitindo, a quem quiser conhecer o PHPSurveyor, utilizar todos os recursos oferecidos, sem nenhuma limitação, a não ser o tempo em que o questionário ficará disponível no site do PHPSurveyor. O questionário fica disponível apenas alguns dias, podendo ser apagado a qualquer hora pelos usuários da área de demo ou pelos administradores.
Como o PHPSurveyor é um software livre pode-se fazer o download a partir da página principal do projeto do software. Além da última versão disponível (pre-release 0.98finalRC1 - em 07/2004), estão disponíveis outras versões. As informações para instalação do PHPSurveyor também estão disponíveis da página do projeto no item faq (frequently asked questions). As dúvidas surgidas com o uso posterior do software podem ser discutidas nos Fóruns também acessíveis a partir da página do projeto.
O usuário poderá fazer download de templates de designers alternativos para o formato dos questionários, assim como de arquivos de idiomas, que permitem usar o PHPSurveyor traduzido. Como ainda não havia a tradução do software para português, a equipe de ead da Unicamp providenciou uma tradução, que utilizamos em nosso servidor.
Criação de questionários
O PHPSurveyor possui a figura de um administrador que é o responsável pela geração dos questionários que serão respondidos pelo público alvo. Ao criar um questionário o administrador preenche um formulário com várias informações e definições, entre elas o período em que o questionário pode ser respondido. Todo questionário é criado vazio e as questões podem ser agrupadas por assuntos, categorias ou qualquer outro tipo de classificação.
Para isso o software permite a criação de grupos de questões. O PHPSurveyOR permite a criação de diferentes tipos de questões, como por exemplo: múltipla escolha, lista, múltipla escolha com comentários, descritiva com resposta longa, descritiva com resposta curta, sim ou não, entre outras.
As questões podem ser obrigatórias ou não dentro de um mesmo questionário. Elas também podem ser exportadas em formato SQL para utilização posterior em outros questionários. Todas as questões podem ser editadas e modificadas, inclusive o tipo delas, enquanto o questionário não estiver ativado para ser respondido pelo público alvo. Uma vez ativado o usuário não poderá mais modificar o tipo da questão.
Ativação dos questionários
Ativar um questionário significa torná-lo apto aos usuários que o responderão, ou seja, o sistema gera acesso ao questionário que poderá ser respondido e terá todas as respostas armazenadas. Os questionários podem ser disponibilizados de forma aberta na Web ou liberados de maneira a só permitir o acesso às pessoas que recebem um token, ou seja uma "chave" de acesso.
Relatórios
Depois da ativação, o administrador do PHPSurveyor pode visualizar a qualquer momento os questionários respondidos. Há dois tipos básicos de visões dos resultados. A primeira visão apresenta os registros de todos os questionários recebidos, detalhando o que foi digitado em cada questão. As respostas podem ser listadas na seqüência que foram recebidas ou na ordem inversa. A segunda visão oferece as informações estatísticas, indicando o número de escolhas nas opções de cada questão e sua respectiva porcentagem. O sistema permite escolher as questões que terão suas estatísticas exibidas.
Fonte: http://www.dicas-l.com.br/print/20041006.html





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